"Poderíamos aqui meditar sobre como seria saudável também para a nossa sociedade atual se num dia as famílias permanecessem juntas, tornassem o lar como casa e como realização da comunhão no repouso de Deus" (Papa Bento XVI, Citação do livro Jesus de Nazaré, Trad. José Jacinto Ferreira de Farias, SCJ, São Paulo: Ed. Planeta, 2007, p. 106)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Uma família com sete vocações religiosas: Irmã Maria Stella,ocd, conta sobre uma família dedicada ao Sagrado Coração de Jesus!

Entrevista com Ir. Maria Stella, ocd - Carmelo Cristo Redentor 

Carmelita celebrou 60 anos de Vida Consagrada

            Na Comunidade das Irmãs Carmelitas do Carmelo Cristo Redentor, de Picadas do Sul, São José... uma das fundadoras do Carmelo e por vários anos sua Madre Superiora, comemorou, em 2010, os 60 anos de Vida Consagrada...
            Natural de Arroio do Meio, RS, Irmã Maria Stella teve a sua vocação despertada em tenra idade. Dos seus sete irmãos, todos tiveram iniciação à vida religiosa. Apenas um deles, embora sentisse forte o desejo de seguir a vida religiosa, foi orientado por seu formador a seguir outro caminho. Casou-se e teve dois filhos.
Três irmãos foram ordenados sacerdotes: dois Diocesanos e um Jesuíta. Outro, de nome Aloysio se tornou Religioso Jesuíta e reside na Casa de Retiros, no Morro das Pedras. Suas duas irmãs entraram na Congregação das Irmãs da Divina Providência. Em 1960, faleceu o Pai. Um ano depois, sua mãe também ficou Religiosa, tendo a filha mais velha como mestra.
Na entrevista que segue, Irmã Maria Stella conta como foi despertada a sua vocação, a da sua família, do que é preciso fazer para aumentar o número de vocações e de como é a vida no Carmelo.

Jornal da Arquidiocese - Como foi despertada a sua vocação para a vida religiosa?

Irmã Maria Stella –
Desde criança desejei ser religiosa. Creio que a vocação me foi infundida no Batismo.

JA - Por que escolheu a Ordem das Irmãs Carmelitas?

Irmã Maria Stella –
A leitura da vida de Santa Teresinha do Menino Jesus me empolgou, sua espiritualidade suscitou em meu coração o desejo de trilhar o seu Pequeno Caminho da confiança e do abandono, no silêncio da clausura, buscando a Face de Deus, consagrando todo o meu ser ao serviço da S. Mãe Igreja, pela oração e renúncia contínua, pelo aumento e santificação dos Sacerdotes, religiosos e religiosas.
  
JA - A senhora é de uma família de oito irmãos e todos foram chamados a vida consagrada. Como se deu essa bênção?

Irmã Maria Stella –
Como se deu, não sei. Isto só Deus sabe. O que posso dizer é o seguinte: Quando meus pais tinham três filhos, o mais velho com quatro anos e meio, um sacerdote consagrou oficialmente a família ao Sagrado Coração de Jesus (SCJ). Mamãe sempre nos dizia que consagrou também todos os que ainda viriam, assim que os 5 que vieram depois, já antes de existirem, estavam consagrados ao Coração de Jesus. Desde 1922, na primeira sexta-feira do mês, Mamãe e os filhos a cavalo ou a pé, íamos participar da Santa Missa e fazer a Comunhão Reparadora. À noite, todos nos reunimos, tendo à frente Papai, que renovava a consagração ao SCJ. Lembro muito bem com que unção Papai rezava e como tomou a sério a consagração da família ao S. Coração de Jesus. Aos domingos e festas era sagrado para nós a participação da Santa Missa. Confessávamos regularmente e sempre que podíamos ir à Santa Missa, comungávamos. Todas as noites rezávamos o terço e outras orações a Nossa Senhora, a São José, ao Anjo da Guarda. Antes e depois das refeições, todos juntos rezávamos as orações da bênção e de ação de graças. Mamãe tinha muito empenho para nós estudarmos bem o catecismo e prestássemos muita atenção ao sermão na Missa e em casa, nos fazia repetir o que guardamos. Ensinava-nos a não conversar na Igreja, que é a Casa de Deus. Ali Jesus está presente no Sacrário para nós conversarmos com Ele. Dizia-nos para, no momento da Elevação da Hóstia e do Cálice consagrados, pedir a Jesus que nos fizesse conhecer e seguir a vocação para a qual nos criou. Nosso querido Pároco, Monsenhor Jacó Seger, nos visitava frequentemente, conversando sobre a grande graça de os pais darem um filho para o altar, como sacerdote, etc. Era grande amigo da família. E assim, um após outro, sentiram-se motivados para se consagrarem a Deus. Os pais sempre deixaram liberdade para escolher o estado de vida e diziam: "Se querem, podem seguir. Deus vai cuidar de nós!" (dos pais). Certo dia, estando toda a família reunida, Papai falou com muita unção e emoção o seguinte: "Não penseis que estas graças vem de nós. Já nossos antepassados com sua profunda fé, orações e vida exemplar influíram poderosamente para que Deus agisse assim em nossa família. Tudo é dom de Deus. A nós convém agradecer-Lhe, louvá-Lo e servi-Lo de todo o coração! Observação: Papai faleceu em 1960. Um ano após, Mamãe ingressou na Congregação das Irmãs da Divina Providência, tendo por Mestra a própria filha. Viveu 18 anos como Religiosa e dizia que não trocaria sua sorte por nenhuma outra. Faleceu com 86 anos na paz do Senhor.

JA - Percebe-se que cada vez é menor o número de vocações femininas. O que é preciso fazer para despertar nos jovens o interesse pela vida consagrada?

Irmã Maria Stella –
O exemplo cristão dos pais: Esclarecê-los desde criança sobre os verdadeiros valores, que permanecem para a vida eterna. Ensiná-los a viver de fé e indicar-lhes o caminho certo para a vida eterna. Conduzi-los a Jesus, o verdadeiro Amigo e Mestre, que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Fazê-los descobrir na sua consciência, quanto é feliz quem procura observar os mandamentos de Deus e quanto é infeliz quem segue os seus caprichos. Conduzi-los a Maria. Como Mãe, ela os orienta e conduz.

JA - O Carmelo, pela sua característica de clausura, é relativamente pouco conhecido. Fale-nos como é o carisma das Irmãs Carmelitas?

Irmã Maria Stella –
Somos uma família religiosa consagrada à Mãe de Jesus, sob o título de Nossa Senhora do Carmo. Buscamos viver na presença de Deus. Nossa vocação é um dom do Espírito Santo, que nos convida a viver em amizade com Cristo. Com Maria, nossa Mãe, procuramos aprender como fazer de Jesus o centro de nossa vida. Vivemos em uma família que busca a comunhão fraterna. Valorizamos o silêncio, porque queremos escutar a voz de Deus. Damos um espaço privilegiado á oração em benefício de toda a humanidade: Lá onde não chegam nossos pés, chega nossa oração. A Santa Missa é o Centro de nossa vida. Trabalhamos para nosso sustento em pintura, bordado, costura. Cultivamos hortaliças e flores. Com simplicidade e alegria nos comunicamos nas duas horas de recreação. Nosso objetivo é alcançar uma comunhão de vida com Jesus. Nossa Santa Madre, Teresa de Jesus, diz que o Carmelo é um céu, para quem se contenta de contentar a Deus só".

Fonte: http://www.carmelocristoredentor.com.br /  - entrevista concedida para o Jornal da Arquidiocese de Florianópolis

terça-feira, 7 de junho de 2011

México cria site sobre verdadeiro “sexo seguro”


Dirigido pela médica Rosario Laris, especialista em bioética

CIDADE DO MÉXICO, terça-feira, 7 de junho 2011 (ZENIT.org) –

Um site recentemente criado informa de maneira amena a todo tipo de público - especialmente adolescentes, jovens e pais – sobre o sexo seguro. Impulsionado pela associação homônima e dirigido pela Dra. María del Rosario Laris, oferece dados sobre as diferentes práticas e suas consequências.

Sexo Seguro A.C. É uma organização sem fins lucrativos, integrada pro médicos especialistas em sexualidade e bioética, que promove a divulgação de informação relacionada ao início da vida sexual na adolescência e na juventude, à anticoncepção, ao aborto e a outros temas vinculados à sexualidade.
Sua visão tem como eixo prioritário o fortalecimento da dignidade da pessoa humana da concepção até a morte natural.

Em uma entrevista com El Observador de la Actualidad, de 22 de maio passado, a Dra. María del Rosario Laris Echeverría, médica cirurgiã, mestre em saúde pública e doutora em bioética, explica o objetivo da associação e do site.

“Esta associação de Sexo Seguro surgiu porque, nos últimos anos, viu-se o aumento de gravidezes indesejadas e, de igual maneira, a desinformação que certas instituições de governo geraram sobretudo nos jovens; continuam existindo mulheres com gravidezes indesejadas e esta campanha busca dar informação científica, baseada no que dizem os estudos mundiais sobre doenças sexualmente transmissíveis, o uso correto do preservativo, a forma como agem os métodos anticoncepcionais e os efeitos que estes podem ter na mulher e muitos outros temas”, comentou a Dra. Laris.

O site é interativo, bastante completo e se propõe a transmitir uma mensagem objetiva a todos aqueles que o consultam.

“Procuramos criar um site muito informativo, com um grau de valor alto pela quantidade de referências, de publicações em revistas internacionais, mas ao mesmo tempo buscamos torná-lo sintético e prático, para que a leitura transmita uma mensagem objetiva; e nos interessa chegar a muitos jovens, para que se informem e, dessa forma, tomem decisões melhores”, acrescenta a especialista.

O conteúdo é igualmente útil para os pais, já que a Dra. Laris considera que eles são quem deve estar mais informado, para não deixar que sejam somente as escolas ou outras instituições que falem de sexo a seus filhos.

O site Sexo seguro funciona há poucas semanas e conta com um chat interativo, que orienta mulheres que, por exemplo, enfrentam uma gravidez indesejada e que não sabem como reagir.

Sobre os métodos naturais, por exemplo, o site diz que “são adaptáveis a qualquer condição sociocultural, nível de educação e econômico, e a qualquer etapa da vida reprodutiva feminina. Estudos indicam que 95% das mulheres reconhecem os sinais de fertilidade”. Têm uma efetividade de 95-99,7% para evitar a gravidez, com uso correto. Dados nos Estados Unidos e na Alemanha revelam que cerca de 20-47% das mulheres têm interesse em usar um método natural moderno.

Segundo este site, os adolescentes que assistem frequentemente a atividades religiosas e dão alta importância à religião em seu dia a dia iniciam sua vida sexual até 50% mais tarde que outros.

Da mesma forma, uma maior instrução atrasa o início da vida sexual ativa e a gravidez nos jovens; uma menor educação e o abandono escolar aumentam os comportamentos sexuais de risco e o início da vida sexual cedo.

Os jovens que se sentem menos pressionados pelos seus amigos a iniciar a vida sexual e que estão mais seguros das suas habilidades para dizer “não” atrasam o início da vida sexual com mais facilidade.

Para saber mais: http://www.sexoseguro.mx/

OS POVOS A SEREM EVANGELIZADOS ESTÃO DENTRO DE CASA



SÃO PAULO, terça-feira, 7 de junho de 2011 (ZENIT.org) - O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, participou em Roma, na semana passada, da Plenária do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização.

Dom Odilo é membro desse organismo criado por Bento XVI em junho de 2010 para promover a reevangelização de ambientes e países marcados fortemente pela secularização.

O cardeal falou à imprensa na sexta-feira passada, na Cúria Metropolitana da arquidiocese de São Paulo.

Segundo Dom Odilo, é evidente a preocupação de se anunciar o Evangelho de maneira renovada em toda a Igreja, especialmente nos lugares de antiga tradição cristã, onde há uma situação mais significativa de crise da transmissão da fé e da própria fé.

Segundo informa o portal da arquidiocese de São Paulo, o cardeal Scherer colocou entre os lugares que mais sofrem essa crise na evangelização os países do Oriente Médio.

São locais muitas vezes sufocados pelos regimes islâmicos, e situações de tensões políticas. Ele citou também os povos da chamada Ásia Menor, atual Turquia, onde os cristãos sofrem perseguição.

De acordo com Dom Odilo, no Sínodo dos Bispos sobre o Oriente Médio, realizado em outubro passado, foram levantadas muitas questões relacionadas à “sobrevivência do cristianismo no Oriente Médio”.

Além desse ponto, o cardeal destacou que há uma grande preocupação do Papa e da Igreja com a profunda crise de fé na Europa, não só em relação ao cristianismo, mas em relação à rejeição de qualquer manifestação religiosa e ao próprio Deus.

“É preciso criar uma nova consciência missionária”, disse Dom Odilo, ao afirmar que a Europa, responsável pela evangelização de boa parte do mundo, sobretudo na América Latina, precisa evangelizar o seu próprio povo.

“É preciso desenvolver uma nova forma de vivência da fé. Os povos a serem evangelizados estão dentro de casa”, disse.

Nesse sentido, o cardeal Scherer explicou que a Igreja tem muitas esperanças em relação ao Sínodo dos Bispos de 2012, cujo tema será “Nova evangelização e transmissão da fé”.

“A Igreja conta com a contribuição dos bispos do mundo inteiro para a reflexão deste tema”. “Espera-se em todos os católicos uma nova consciência de que o Evangelho não é um bem que deve ficar apenas conosco, mas é um bem para o mundo”.

Por isso, é preciso “retomar sempre de novo o mandato de Jesus: ‘Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda criatura’”, disse.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Novas vozes de defesa da família: o desprezo do casamento tem custo alto


ROMA, 2011 (ZENIT.org) -

A família é a pedra fundamental da sociedade e o melhor instrumento para o bem-estar dos indivíduos.
Estas afirmações são comuns nas fontes católicas, baseadas na antropologia cristã. Mas não é tão comum ouvi-las no mundo laico.
Porém, um relatório recente da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reproduziu precisamente estas afirmações.
Em nota para a imprensa a propósito do relatório, publicada em 27 de abril, a OCDE afirma que as famílias são uma fonte essencial de apoio econômico e social para as pessoas, além de instrumento crucial de solidariedade.
“As famílias proporcionam identidade, amor, cuidado, alimento e desenvolvimento para os seus membros e formam o núcleo de muitas redes sociais”.
O relatório, intitulado “Garantir o Bem-Estar das Famílias”, reconhece ainda que a pobreza está aumentando nas famílias com filhos em quase todos os países membros da OCDE.
Os pais também têm dificuldades para combinar o trabalho com os compromissos familiares. O relatório pede que os governos adotem políticas de apoio às famílias, dando assistência e ajuda econômica mediante iniciativas como mais flexibilidade laboral para os pais. Segundo a OCDE, o gasto público médio em auxílios familiares representa pouco mais que 2,2% do PIB nesse grupo de países.
Uma das áreas em que poderia ser feito mais é a do incentivo à natalidade. Muitas famílias querem mais filhos, aponta o relatório, e em vários países as pessoas têm menos filhos do que gostariam.
As taxas de natalidade dos países da OCDE caíram significativamente nas últimas décadas, chegando hoje a 1,7 filhos por mulher.
Países com nível mais alto de fertilidade dão mais apoio aos nascimentos, tanto através de pagamentos em dinheiro quanto por meio de serviços para as famílias com filhos pequenos. As políticas de trabalho de tempo parcial para as mães também ajudam as famílias a harmonizar com mais eficácia o emprego e o cuidado dos filhos.
Apoiar as famílias não traz resultados bons somente para os pais. “O bem-estar das crianças está ligado ao da família. Quando as famílias prosperam, as crianças prosperam”.

Pesquisa no Reino Unido
Um estudo recente no Reino Unido ressalta a importância da vida familiar. Foram publicados em fevereiro os resultados de uma pesquisa de 2009, feita em 40.000 domicílios pelo Institute of Social and Economic Research da Universidade de Essex.
O estudo abrange uma gama ampla de assuntos, mas um dos capítulos se concentra na família. Entre os resultados, os seguintes destaques:
- Casar torna os casais notavelmente mais felizes do que apenas morar juntos.
- A satisfação dos jovens com sua situação familiar é claramente ligada à qualidade das relações dos seus pais. Nas famílias em que a mãe não é feliz no relacionamento, só 55% dos jovens se dizem "completamente satisfeitos" com sua situação familiar, em contraste com 73% dos jovens cujas mães são "muito felizes" no relacionamento.
- Filhos de pais solteiros são menos propensos a se considerar plenamente felizes com a própria situação familiar.
- Crianças que não discutem com nenhum dos pais mais de uma vez por semana têm um nível de felicidade maior do que aquelas que têm discussões frequentes. A pesquisa também descobriu que a felicidade das crianças melhora quando elas conversam frequentemente sobre temas importantes com os pais.
- Também é importante jantar em família. As crianças que jantam com a família pelo menos três vezes por semana são mais propensas a se considerar plenamente felizes do que aquelas que vivem essa experiência menos de três vezes por semana.

Qualidade
Outro estudo recente, feito pela organização Child Trends e publicado nos Estados Unidos em 8 de abril, examina a influência exercida nas crianças pela qualidade do relacionamento de seus pais.
Com o título “Qualidade da Relação dos Pais e Resultados dos Filhos por Subgrupos”, o estudo analisa as respostas de mais de 64.000 pais com filhos de 6 a 17 anos.
A qualidade da relação dos pais é “associada de modo contínuo e positivo a uma série de resultados da criança e da família”. Esses resultados incluem problemas de comportamento, rendimento escolar e comunicação pais-filhos.
Segundo o estudo, as pesquisas dos últimos anos sugerem que as relações de mais qualidade dos pais tendem a propiciar, nos filhos, atitudes mais positivas para com o casamento, o que torna mais provável que eles próprios venham a ter casamentos de boa qualidade.
Elizabeth Marquardt, diretora do site FamilyScholars.org e autora de um livro sobre os efeitos do divórcio nos filhos, lamenta, a respeito deste estudo, a omissão quanto à influência do estado marital nas crianças.
Marquardt afirma que o aprofundamento das tabelas e das estatísticas sobre o tipo de relação familiar proporciona uma interpretação mais adequada dos resultados. Quando detalha o tipo de família, a enquete mostra que os enteados têm o dobro de probabilidade de apresentar problemas de comportamento em comparação com as crianças que moram com seus pais casados. Os problemas aumentam para as crianças que moram com casais amasiados: eles têm quase três vezes mais probabilidade de apresentar problemas de comportamento.
As diferenças de situação marital dos pais repercutem ainda em outros parâmetros, como as relações sociais e o comportamento escolar dos filhos.
Marquardt menciona também que os resultados do estudo mostram que a qualidade da relação entre os adultos depende do fato de estarem casados ou não. A maior estabilidade e durabilidade de um casal casado são de grande ajuda para os filhos.

O casamento é bom
Mesmo não sendo nova a notícia de que o casamento é bom tanto para os casais como para os filhos, ela continua sendo confirmada pelas pesquisas. No início do ano, o doutor John Gallacher e David Gallacher, da Faculdade de Medicina da Universidade de Cardiff, publicaram em artigo no BMJ Student.
Uma reportagem publicada no dia 28 de janeiro pelo jornal Independent analisava, partindo dos dados dos pesquisadores, se o casamento é bom para a saúde.
“A conclusão é que, medicamente falando, o grupo mais longevo é o dos casados”, comentou o Dr. Gallacher.
Seu trabalho fazia referência a um estudo que envolvia milhões de pessoas em sete países europeus. Mostrava que, em média, os casais casados vivem em média 10% a 15% mais.
Quando se trata das crianças, Kay S. Hymowitz, em um artigo publicado no Los Angeles Times no dia 11 de novembro, afirma que as relações instáveis são mais prejudiciais para as crianças do que a pobreza.
Hymowitz se baseava no material publicado na edição de outono da revista Future of Children. Os artigos da revista eram a conclusão de um estudo sobre 5.000 crianças nascidas em áreas urbanas, entre populações de minorias.
O estudo acompanhou crianças que nasceram no fim dos anos noventa. Ao nascer, a metade dos casais vivia junto, sem estar casado, ainda que declarasse a intenção de casar. No entanto, cinco anos depois, só 15% desses casais tinham se casado. 60% tinham rompido.
Muitas das famílias desfeitas tinham problemas econômicos, e os filhos tinham pouco contato com seu pai biológico.
O estudo mostra que as crianças com mães solteiras tinham mais problemas de comportamento do que aquelas com o pai e a mãe casados. Os problemas pioram quando há rupturas e novas relações.
Os governos responderão ao apelo da OCDE pelo aumento do apoio às famílias? O custo de não fazer isso é muito alto.

Autor:
Por Pe. John Flynn, L.C.
Fonte: Zenit.org

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Apresentado o Encontro Mundial das Famílias 2012

Evento será realizado em Milão

ROMA, quarta-feira, 25 de maio de 2011 (ZENIT.org) -

Começou a contagem regressiva para o evento que transformará Milão na capital mundial da família entre 29 de maio e 3 de junho de 2012.
Ali acontecerá o Encontro Mundial das Famílias, um acontecimento desejado por João Paulo II em 1994, e que nesta edição tem como tema: “A família: o trabalho e a festa”.
A um ano do acontecimento, a Sala de Imprensa vaticana acolheu nessa terça-feira uma conferência de apresentação do documento publicado pela Libreria Editrice Vaticana que recolhe o tema do encontro e oferece as trilhas de reflexão para sua preparação.
O documento foi publicado em italiano, inglês, espanhol, francês, alemão, português e polonês. Reúne dez catequeses bíblicas, modeladas sobre a forma da lectio divina, acompanhadas por textos do magistério. O material encerra com perguntas para os casais e para os grupos familiares e as comunidades.
Tudo isso junto a obras artísticas que ilustram os principais conteúdos: da Sagrada Família de Rembrandt ao Grupo Familiar de Henry Moore, ou as Bodas de Caná de Paolo Veronese.
Os textos das catequeses, realizados pela diocese de Milão e pelo Conselho Pontifício para a Família, articulam-se em três grupos: família, trabalho e festa.
Durante a coletiva de imprensa, o cardeal Dionigi Tettamanzi, arcebispo de Milão, afirmou que este subsídio articula “o caminho de tantas dioceses no mundo e quer ser um instrumento útil não só para as iniciativas da pastoral familiar e do trabalho”.
“A questão – explicou é que o trabalho e a festa são dimensões antropológicas de todo lugar e de todo tempo e incidem sobretudo na estruturação da família. Nosso ser católicos converte-se assim em um modo singular e original – segundo a verdade do Espírito do Senhor Jesus – de viver desafios que são extamente os de cada família”.
Dom Franco Giulio Brambilla, bispo auxiliar de Milão e coordenador do grupo para a redação das catequeses preparatórias, explicou que as palavras “família, trabalho e festa formam um trinômio que parte da família para abri-la ao mundo: o trabalho e a festa são formas como a família vive o ‘espaço’ social e o ‘tempo’ humano”.
“As catequeses – explicou o bispo – tentam desfazer o nó do tema da tensão entre família e sociedade. A família tende a viver seu próprio mundo na esfera privada e a sociedade pensa-se e projeta-se como um conjunto de indivíduos”.
“À vida civil – destacou – custa levar em conta os vínculos sociais que a precedem, e empurra a família para seu regime de segregação, enquanto que a experiência familiar vive a fragilidade e é particularmente vulnerável aos processos sociais, em particular os que incidem na vida cotidiana, como o trabalho e o tempo livre. Portanto, as catequeses partem da vida cotidiana para abri-la ao mundo”.
“Assim – prosseguiu o bispo auxiliar de Milão – as atuais relações familiares, por um lado, devem-se colocar de forma realista nas formas atuais com as que o trabalho e o tempo livre influenciam na vida de casal e a educação dos filhos.”
“Por outro lado, poderão se converter em ocasião para transformar o mundo mediante o trabalho e para humanizar o tempo mediante o sentido cristão da festa, em particular do domingo.”
Por sua parte, o cardeal Ennio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família,  destacou que no Encontro Mundial se dará um espaço especial para as crianças, de modo que passa acontecer “quase um congresso paralelo para elas”.
Ele disse que os dois últimos dias do evento contarão com a presença de Bento XVI, que presidirá às celebrações culminantes.
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Na internet: http://www.family2012.com/

terça-feira, 17 de maio de 2011

Bodas - 35 anos.


Sábado, dia 29 de Maio de 1976, mês dedicado a Virgem Santíssima, às dezoito horas ao som da Ave Maria, se realizava as nossas Bodas com a celebração da Santa Missa.
Deus nos agraciou com este momento indescritível...
Até hoje sentimos a presença de Deus e da Virgem Santíssima, derramando muitas bênçãos e graças em nossa vida, dando-nos força, coragem e muita garra para enfrentarmos todas as provações da vida.
Somos gratos a Deus por tudo o que "Ele" nos permite realizar e por todos os amigos que fizeram e fazem parte do nosso dia-a-dia.
Que Deus nosso Tudo junto com a nossa Mãe do Céu, continuem derramando muitas bênçãos e graças, não só sobre nós, mas também, sobre todos os casais e de um modo especial aqueles que estão começando uma vida a dois.


Fernando e Sonia, um casal carmelita
(OCDS do Rio de Janeiro-RJ)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Castidade é sim ao amor e não é um não aos prazeres, diz Papa



O Papa Bento XVI recebeu em audiência os participantes de um encontro promovido pelo Pontifício Instituto João Paulo II para estudos sobre Matrimônio e Família. O encontro aconteceu na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano na manhã desta sexta-feira, 13.

Ao explicar a linguagem do corpo, o Papa explicou que, após a criação de Adão, segue a de Eva. Assim, a carne recebida de Deus é chamada a tornar possível a união de amor entre o homem e a mulher e transmitir a vida. Antes da Queda, os corpos de Adão e Eva aparecem em perfeita harmonia.

"A união em uma só carne se faz então união de toda a vida, até que o homem e a mulher tornem-se também um só espírito. Abre-se assim um caminho em que o corpo nos ensina o valor do tempo, da lenta maturação no amor. Nessa luz, a virtude da castidade recebe novo sentido. Não é um 'não' aos prazeres e à alegria da vida, mas o grande 'sim' ao amor como comunicação profunda entre as pessoas, que requer o tempo e o respeito, como caminho conjunto rumo à plenitude e como amor que torna capaz de gerar vida e de acolher generosamente a vida nova que nasce".

Bento XVI recordou que pouco após a morte do pintor Michelangelo [quem pintou a Capela Sistina], Paolo Veronese foi chamado pela Inquisição com a acusação de ter pintado figuras inapropriadas em torno da Última Ceia. O pintor respondeu que também na capela Sistina os corpos eram representados nus, com pouca reverência. Foi então que o próprio inquisidor saiu em defesa de Michelangelo com uma resposta que se tornou famosa: "Não sabeis que nessas figuras não há nada além de espírito?".

"Demanda trabalho compreendermos essas palavras, porque o corpo nos aparece como matéria inerte, pesada, oposta á consciência e à liberdade próprias do espírito. Mas os corpos pintados por Michelangelo são habitados pela luz, vida, esplendor. Desejava mostrar que os nossos corpos escondem um mistério. Nesses, o espírito se manifesta e opera", explicou o Santo Padre.

Se os corpos humanos são chamados a ser corpos espirituais, como diz São Paulo (cf. 1Cor 15,44), pode-se então perguntar, como propõe o Bispo de Roma: pode esse destino do corpo iluminar as etapas de seu caminho? Se o nosso corpo é chamado a ser espiritual, não deverá ser a sua história aquela da aliança entre corpo e espírito? "De fato, longe de opor-se ao espírito, o corpo é o lugar onde o espírito pode habitar. À luz disso é possível compreender que os nossos corpos não são matéria inerte, pesada, mas falam, se sabemos escutar, a linguagem do amor verdadeiro", expressou.


Linguagem do amor verdadeiro
Bento XVI explica que a primeira palavra dessa linguagem encontra-se na criação do homem. O corpo fala de uma origem que não foi conferida pelo homem a si mesmo. Nessa perspectiva, o corpo "porta em si um significado filial, porque nos recorda a nossa geração, que chega, através de nossos genitores que nos transmitiram a vida, a Deus criador. Somente quando reconhece o amor originário que lhe deu a vida, o homem pode aceitar a si mesmo, pode reconciliar-se com a natureza e com o mundo".

No entanto, também é verdadeiro que o corpo contém uma linguagem negativa: fala da opressão do outro, do desejo de possuir e desfrutar. "Todavia, sabemos que essa linguagem não pertence ao projeto originário de Deus, mas é fruto do pecado. Quando se desprender do seu sentido filial, da sua conexão com o Criador, o corpo se rebela contra o homem, perde a sua capacidade de fazer transparecer a comunhão e torna-se terreno de apropriação do outro. Não é talvez esse o drama da sexualidade, que hoje permanece reclusa no círculo restrito do próprio corpo e na emotividade, mas que na realidade pode completar-se somente no chamado a ser algo de maior? A esse olhar João Paulo II falava da humildade do corpo", destacou.

O Sucessor de Pedro salientou que a Queda original não é a última palavra sobre o corpo na história da salvação. Deus oferece ao homem também um caminho de redenção do corpo, cuja linguagem é preservada na família. "A família, eis o lugar onde a teologia do corpo e a teologia do amor se entrelaçam. Aqui se aprende a bondade do corpo, o seu testemunho de uma origem boa, na experiência de amor que recebemos dos genitores. Aqui se vive o dom de si em uma só carne, na unidade conjugal que une os esposos. Aqui se experimenta a fecundidade do amor, e a vida se entrelaça àquela de outras gerações. É na família que o homem descobre a sua relacionalidade, não como indivíduo autônomo que se autorrealiza, mas como filho, esposo, genitor, cuja identidade se funda no ser chamado ao amor, a receber-se dos outros e a doar-se aos outros".

A plenitude do caminho da criação acontece na Encarnação, com a vinda de Cristo. Deus assumiu o corpo e revelou-se nele. É aí que, de acordo com o Papa, o movimento do corpo em direção ao alto é integrado a um outro movimento mais originário, aquele humilde de Deus que se abaixa em direção ao corpo, para depois elevá-lo a si.

"Como Filho, recebeu o corpo filial na gratidão e na escuta do Pai e doou esse corpo por nós, para gerar assim o corpo novo da Igreja. A liturgia da Ascensão canta essa história da carne, pecadora em Adão, assumida e redimida por Cristo. É uma carne que se torna sempre mais plena de luz e de Espírito, plena de Deus. Aparece assim a profundidade da teologia do corpo. Essa, quando é lida no conjunto da tradição, evita o risco da superficialidade e consente colher a grandeza da vocação ao amor, que é um chamado à comunhão das pessoas na dúplice forma de vida da virgindade e do matrimônio".


Instituto
O Pontífice lembrou que as "Catequeses sobre o amor humano" foram particularmente confiadas por João Paulo II ao Instituto para o estudo, pesquisa e difusão. "Conjugar a teologia do corpo com aquela do amor para encontrar a unidade do caminho do homem: eis o tema que gostaria de indicar-vos como horizonte para o vosso trabalho", disse.

Ele também recordou que o Instituto e o Pontifício Conselho para a Família foram instituídos ao mesmo tempo, há trinta anos, pelo Beato João Paulo II, prova de como ele estava convencido da importância decisiva da família para a Igreja e a sociedade.

Por fim, o Pontífice destacou que o Instituto é colocado sob a proteção de Nossa Senhora, em cujo corpo de mulher "tomou corpo aquele Amor que gera a Igreja. A Mãe do Senhor continue a proteger o vosso caminho e a tornar fecundo o vosso estudo e ensinamento, a serviço da missão da Igreja para a família e a sociedade".

 
Autor: Leonardo Meira, Da Redação da Canção Nova Notícias

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A retomada de valores cristãos na Hungria

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“Os tempos discorrerão na direção que decidamos imprimir-lhes. Nenhuma lei histórica condena as sociedades a ‘progredir’ indefinidamente para a anomia e a dissolução de vínculos”

"O Parlamento de Budapest aprovou em 18 de abril passado a nova Constituição da Hungria. O texto apresenta uma série de traços de máximo interesse, embora insólitos na Europa atual. A nova Constituição é tão politicamente incorreta que parece um milagre (não é de se estranhar que a imprensa “progressista” ande rasgando as roupas por causa disso).


A Constituição reconhece explicitamente a importância do passado cristão na forja da identidade húngara. Quer dizer, adota uma postura diametralmente oposta à que caracterizou a abortada Constituição européia (que omitiu qualquer menção ao Cristianismo, embora citasse a Grécia, Roma e o Iluminismo). A Hungria não participa, pois, da patológica atitude de auto-negação histórico-cultural que caracteriza muitos países ocidentais. Reconhecer as raízes cristãs não é mais do que um ato de justiça histórica: é uma profissão de fé (de fato, a Hungria é hoje em dia um dos países mais descristianizados).


A grande badalada, entretanto, vem com os artigos que proclamam que o Estado protegerá “a instituição do matrimônio como uma comunidade de vida entre um homem e uma mulher” e que “a vida do feto deverá ser protegida desde o momento da concepção”. A Hungria blinda o caráter heterossexual do casamento (adiantando-se a possíveis pressões da União Européia em favor de sua ampliação aos casais do mesmo sexo) e se incorpora ao pequeno grupo de Estados europeus que reconhecem o direito à vida dos seres humanos não-nascidos. O primeiro artigo é uma mostra de senso comum (todas as culturas, em todos os tempos, sabiam que as leis deviam promover a convivência estável entre homem e mulher... porque só daí surgem filhos. A proteção especial dispensada à associação de homem e mulher - a única fértil - não implica que outras formas de associação sejam proibidas). O segundo, uma injeção de esperança para a causa pró-vida: a cultura da morte não é irreversível em menos de 20 anos, dois importantes países europeus (o primeiro foi a Polônia em 1993) passaram do aborto livre a uma regulação restritiva. Os “progressistas”, na falta de melhores argumentos, terminam amiúde dizendo que o casamento gay e o aborto livre são inevitáveis porque “a sociedade mudou” e “os tempos exigem”. Não, os tempos não exigem nada. Os tempos discorrerão na direção que decidamos imprimir-lhes. Nenhuma lei histórica condena as sociedades a “progredir” indefinidamente para a anomia e a dissolução de vínculos.


A Hungria que desenha a nova Constituição não é um Estado neo-fascista. As liberdades democráticas e a separação Igreja-Estado ficam claramente consagradas. A Hungria é, simplesmente, um país que quer sobreviver e portanto promove a vida, penalizando sua destruição na fase pré-natal e promovendo o “eco-sistema” natural da vida insipiente (a convivência estável entre homem e mulher).


Quem lê “a Hungria quer sobreviver” pensará: que exagero! Não, em absoluto não é. Quase toda a Europa tem umas perspectivas demográficas sombrias, porém nos países eslavos estas são especialmente aterradoras. Com taxas de fertilidade que oscilam entre 1.2 e 1.5 filhos/mulher (o índice de substituição geracional é 2.1) e privados da imigração que, na Europa ocidental, atenua (embora insuficiente e transitoriamente) os efeitos da greve de ventres, os países da Leste Europeu parecem expostos ao desastre em poucas décadas: colapso sócio-econômico por insustentabilidade do sistema de bem-estar (quem pagará as pensões e a saúde quando hajam quase tantos aposentados quanto ativos?). É o mesmo futuro que aguarda a Espanha (1.3 filhos/mulher). A imigração não solucionará (as taxas de natalidade estão caindo também na América hispânica e no Magreb: logo já não terão excedentes de população que exportar, e ambos crescem economicamente mais rápido do que a Espanha: à medida que se encurte a diferença de renda, diminuirá o incentivo para emigrar).


Nesse contexto, resulta do máximo interesse a possibilidade - necessita de desenvolvimento legislativo - aberta pelo Art. XXI.2 da Constituição húngara: um sistema de sufrágio ponderado que atribua às mães tantos votos quantos filhos tenham a seu encargo. A medida seria revolucionária (rompe com o princípio “um homem, um voto”), porém a Europa pós-familiar e pós-natal necessita de tratamento de choque. E, além da aparente desigualdade que introduz, ela não deixa de ser justa: atribui maior capacidade de incidência na determinação do futuro do país àqueles que, tendo filhos, tornam possível que esse futuro exista.


Por que se afundou a natalidade na Europa recente (a sociedade mais próspera da História)? Creio que a causa principal é a generalização de uma mentalidade hedonista que considera os filhos uma carga (se o sentido da vida reside em passá-lo bem, para que encher-se de filhos?) e de uma ética amorosa que exclui o compromisso definitivo e garante a perpétua renovabilidade do casal (quase ninguém decide ter filhos com parceiro provisório). A sociedade deveria reverenciar e proteger o máximo possível aos “últimos pais”: a fração minguante de população que ainda faz a “antiquada” aposta de se casar e ter filhos. Um homem e uma mulher que deixam poupanças e juventude para cuidar de seus filhos, prestam ao país um serviço insubstituível (que não presta, em troca, o solteiro de ouro que prefere passar as férias no Caribe). Esse serviço deve ser reconhecido fiscal, simbólica e até politicamente. A Europa leva, literalmente, a vida nisso."


Do Artigo "Viva a Hungria!"
Autor: Francisco José Contreras, Catedrático de Filosofia do Direito.
Tradução: Graça Salgueiro

segunda-feira, 2 de maio de 2011

S.O.S. Casamento estreia com a missão de salvar casais em crise


Estréia nesta sexta-feira, dia 6 de maio, as 20:30hs no SBT, o programa da psicóloga e sexóloga Ana Canosa. O programa chama-se SOS Casamento e vai tratar de casais em crise. Ana Canosa tenta ajudar os casais e reconciliá-los.
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Ela vê esse trabalho como um desafio, está adorando a experiencia e percebe que tem ajudado os casais em crise a perceberem seus principais conflitos e a buscar soluções. As situações são verídicas e já gravou com 6 casais. A profª. Ana afirma que tem conseguido um bom resultado.
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Frei Wilson Gomes, ocd, foi ex-aluno dela e gostava muito de suas aulas e também de sua pessoa. Ela trabalha com os salesianos em São Paulo, na Unisal. Ele indica o programa e pensa que não serão tratadas questões religiosas ou teológicas, já que a área dela é a psicologia, mas deve dar muitas dicas sobre relacionamento matrimonial.
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Vejam a notícia da estréia do programa no site do SBT: http://www.sbt.com.br/noticias/?c=7802
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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Mensagem do Papa João Paulo II às Famílias do Brasil



O Papa João Paulo II será beatificado neste dia Primeiro de Maio, dia de São José Operário. Em sua última visita ao Brasil, ele havia dito:

"Amadas famílias que vos reunis aqui no Rio de Janeiro, vindas de todos os povos e nações! Amadas famílias de todo o mundo, que através do Rádio e da Televisão seguis este Encontro! Saúdo a todas com especial carinho e a todos vos abençôo.


Muito obrigado por esta calorosa manifestação de fé e de alegria que nos quisestes dar hoje, para ajudar-nos a refletir que a família é realmente dom e compromisso pela pessoa e pela vida, e esperança da humanidade. Também a arte foi colocada como instrumento a serviço da mensagem do amor comprometido e da vida, maravilhoso dom de Deus.


Fizeste-nos participar daquilo que o Senhor, Autor do matrimônio e Senhor da vida, realizou em vós. E também testemunhastes o que conseguistes com sua graça. Não é verdade que o Senhor, nas mais distintas situações, inclusive no meio das tribulações e das dificuldades, sempre vos acompanhou? Sim! o Senhor da Aliança, que veio à vossa procura e vos encontrou, sempre vos acompanhou no vosso caminho. Deus Nosso Senhor, o Autor do matrimônio que vos uniu, derramou abundantemente, para vossa felicidade, a riqueza do seu amor. Eu gostaria de recolher aqui, em breve síntese, aquilo que haveis refletido, após uma intensa preparação catequética conforme o Magistério da Igreja, nas Assembléias Familiares, nas Dioceses, Paróquias, Movimentos e Associações. Foi, sem dúvida, uma formosa preparação, cujos frutos trazeis hoje aqui para proveito e alegria de todos.


A família é patrimônio da humanidade, porque é mediante a família que, conforme o desígnio de Deus, deve-se prolongar a presença do homem sobre a terra. Nas famílias cristãs, fundadas no sacramento do matrimônio, a fé nos vislumbra maravilhosamente o rosto de Cristo, esplendor da verdade, que enche de luz e de alegria os lares que inspiram a sua vida no Evangelho. Hoje, infelizmente, vai-se difundindo pelo mundo uma mensagem enganosa de felicidade impossível e inconsistente, que só arrasta consigo desolação e amargura. A felicidade não se consegue pela via da liberdade sem a verdade, porque esta é a via do egoísmo irresponsável, que divide e corrói a família e a sociedade.


Não é verdade que os esposos, como se fossem escravos condenados à sua própria fragilidade, não possam permanecer fiéis à sua entrega total até à morte! O Senhor, que vos chama a viver na unidade de "uma só carne", unidade de corpo e alma, unidade da vida toda, dá-vos força para uma fidelidade que enobrece e que faz com que a vossa união não corra o risco da traição que rouba a dignidade e a felicidade e introduz, no seio do lar, divisão e amargura cujas maiores vítimas são os filhos.


A melhor defesa do lar está na fidelidade que é uma dádiva do Deus fiel e misericordioso, num amor por Ele redimido. As sociedades que se despreocupam da infância são desumanas e irresponsáveis. Os lares que não educam integralmente seus filhos, que os abandonam, cometem uma gravíssima injustiça de que deverão prestar contas diante do tribunal de Deus.


Sei que não poucas famílias são, por vezes, vítimas de situações maiores que elas próprias. Em tais casos, ocorre fazer apelo à solidariedade de todos, porque as crianças acabam sofrendo todas as forma de pobreza: a da miséria econômica e, sobretudo, da miséria moral que produz o fenômeno a que aludia na Carta às Famílias: Há muitos órfãos de pais vivos! Como foi lembrado pelo Cardeal Presidente do Pontifício Conselho para a Família, para servir de símbolo de uma caridade efetiva e fruto do Primeiro Encontro Mundial com as Famílias em Roma, foi concluída uma "Cidade das Crianças" em Ruanda, tendo sido construída com a ajuda de muitas pessoas e algumas generosas instituições; e começam a construir outra em Salvador da Bahia, naqueles mesmos Alagados que visitei e aos quais deixei um apelo à esperança e à promoção humana durante a minha primeira Visita Apostólica ao Brasil em julho de 1980.


Este esforço leva em si uma mensagem e um convite que dirijo ao mundo, através de vós famílias de todo o mundo: acolhei vossos filhos com um amor responsável; defendei-os como um dom de Deus, desde o momento em que são concebidos, em que a vida humana surge no ventre das mães; que o crime abominável do aborto, vergonha para a humanidade, não condene os concebidos à mais injusta das execuções: a dos seres humanos mais inocentes!


Esta proclamação sobre o inestimável valor da vida desde o ventre materno e contra qualquer manobra de supressão da vida, quantas vezes a ouvimos dos lábios da Madre Teresa de Calcutá!? Ouvimo-la todos durante o Ato Testemunhal do Primeiro Encontro, em Roma. Aqueles lábios estão agora mudos pela morte. Mas a mensagem de Madre Teresa em favor da vida continua vibrante e convincente como nunca.


Neste Estádio, convertido agora pelo jogo de luzes como em vitrais de uma imensa Catedral, a celebração de hoje quer chamar a todos a um grande e nobre compromisso, sobre o qual invocamos a ajuda de Deus Onipotente: Pelas famílias, para que unidas no amor de Cristo, organizadas pastoralmente, presentes ativamente na sociedade, comprometidas na sua missão de humanização, de libertação, de construção de um mundo segundo o coração de Cristo, sejam realmente a esperança da humanidade!


Pelos filhos, para que cresçam como Jesus, no lar de Nazaré. No seio das mães, dorme a semente da nova humanidade. No rosto das crianças, brilha o futuro, o futuro milênio, o porvir que está nas mãos de Deus. Pelos jovens, para que se empenhem, com grande entusiasmo, a preparar sua família de amanhã, educando-se a si mesmos para o amor verdadeiro que é abertura ao outro, capacidade de escuta e de resposta, compromisso de doação generosa, inclusive a custo de sacrifício pessoal, e disponibilidade à compreensão recíproca e ao perdão.


Famílias de todo o mundo, quero concluir renovando um apelo: Sede testemunhos vivos de Cristo, que é "o caminho, a verdade e a vida" (cf. Carta às Famílias, 23)! Deixai que entrem no próprio coração os frutos do Congresso Teológico-Pastoral recém concluído. E que a graça e a paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo, estejam convosco! (c. 2 Cor 1,2) Maria, Rainha da Família, Sede da Sabedoria, Serva do Senhor, rogai por nós. Amém.


Fonte:

http://www.cancaonova.com/portal/canais/especial/jp2004/papa17.php

terça-feira, 26 de abril de 2011

"A Páscoa é uma festa de família!" (Padre Luizinho)


"Cristo ressuscitou, ressuscitou verdadeiramente, ALELUIA!!!"

"Que conceito bonito este de que a família é a Igreja doméstica:


"Em nossos dias, num mundo que se tornou estranho e até hostil à fé, as famílias cristãs são de importância primordial, como lares de fé viva e irradiante. Por isso, o Concilio Vaticano II chama a família, usando uma antiga expressão, de "Eclésia domestica". É no seio da família que os pais são 'para os filhos, pela palavra e pelo exemplo... os primeiros mestres da fé. E favoreçam a vocação própria a cada qual, especialmente a vocação sagrada'" (Catecismo da Igreja Católica, n° 1656).


O lar cristão é o lugar em que os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. Por isso, o lar é chamado, com toda razão, de "Igreja doméstica", comunidade de graça e de oração, escola das virtudes humanas e da caridade cristã (Catecismo da Igreja Católica, n° 1666).


Os pais são os primeiros a transmitir a fé, os valores cristãos e universais e uma boa educação para os filhos. Pai e mãe são mestres da vida, pela palavra e pelo exemplo eles nos ensinam coisas que vamos levar para a vida toda, que irão influenciar as nossas escolhas e, principalmente, formar a nossa consciência do bem e do mal. Serão os primeiros catequistas, que, muito mais do que ensinar, irão transmitir pela prática, porque os filhos os verão fazendo.


Eu mesmo poderia dizer da minha mãe e da minha avó quando as via rezar o terço diante da imagem de Nossa Senhora: "Era uma santa ouvindo o que a outra santa dizia!" Meus pais imprimiram em mim muito mais do que traços biológicos e heranças hereditárias, qualidades e defeitos e o desejo de um futuro brilhante. Eles fizeram com que eu experimentasse o amor de Deus e a graça da fé. Quando ainda era criança, sem que eu entendesse, me deram um banho de Água Viva, que me fez nascer de novo e me enxertou em Cristo Jesus. Dando-me assim o Dom da imortalidade e a graça de pertencer a uma família muito grande: a Igreja!


Como explicar para as nossas crianças e jovens que, na Páscoa, o mais importante é a festa da vida que vence a morte? Que Cristo verdadeiramente foi morto numa cruz e que, por aceitar morrer assim, Ele nos libertou do pecado e nos salvou pela Sua Ressurreição? A Páscoa é uma festa de família, porque viver ressuscitado é saboroso como o chocolate, é cheio de vida como o ovo e é tão fecundo como um casal de coelhinhos. É preciso ter a coragem de celebrar a fé em família e ensinar o verdadeiro sentido de ser cristão.


Celebrar a Páscoa é renascer com Cristo ressuscitado, é passar da morte para a vida, é vencer o pecado e a morte. É também celebrar a vida com o sabor de um ovo de chocolate e mostrar ao mundo que o cristão precisa ser como o coelho: fecundo em virtudes, amor e santidade. É arrumar uma ceia e acender uma vela para convidar os amigos e parentes para se iluminarem com a luz de nossa fé. Uma fé que nasce e renasce constantemente no seio de nossas famílias. É ser criativo e pedir ao Espírito Santo que grave em nossos corações a Graça e o verdadeiro sentido dos símbolos pascais:


O Círio Pascal: Representa o Cristo Ressuscitado, que deixou o túmulo, radioso e vitorioso. Na vela pascal ficam gravadas as letras Alfa e Ômega, significando que Deus é o princípio e o fim. Os algarismos do ano também ficam gravados no Círio Pascal. Nas casas cristãs é comum o uso da vela no centro da mesa no almoço de Páscoa.


O ovo, aparentemente morto, é o símbolo da Vida que surge repentinamente, destruindo as paredes externas e irrompendo com a vida. Simboliza a Ressurreição.


O Cordeiro: Na Páscoa da antiga Aliança, era sacrificado um cordeiro. No Novo Testamento, a vítima pascal é Jesus Cristo, chamado Cordeiro Pascal.


O Coelho: Símbolo da rápida e múltipla fecundidade da Igreja, que está espalhada por toda a parte, reproduzindo fiéis: há um número incalculável de filhos de Deus, frutos da Graça da Ressurreição.


O Trigo e a Uva: Simbolizam o pão e o vinho da Santa Missa e, por seu grande significado com a Trindade Santa, traduzem, por excelência, o símbolo Pascal. Para a ornamentação da mesa de Páscoa, nada mais indicado que um centro feito com uvas e trigo, entre cestas de pães e jarras de vinho.


O peixe é o mais antigo dos símbolos de Cristo. Se Cristo é o Grande Peixe, somos os peixinhos de Cristo. Isso quer dizer que devemos sempre viver mergulhados na Graça de Cristo e na Vida Divina, trazidas a nós pela água do batismo, momento em que nascemos espiritualmente, como os peixinhos nascem dentro d'água.


Cristo ressuscitou, ressuscitou verdadeiramente ALELUIA!!!


FELIZ PÁSCOA!"


Autor:
Padre Luizinho - Comunidade Canção Nova
Fonte:
http://www.santuariosantaterezinha.com.br/

Segredos para uma união vencedora!


Três dicas para uma união vencedora!


Afetuosidade: troca de afeto, sinônimo de bem-querer.


Casal é simbiose de amor, união, afeto. Por isso, ele e ela devem olhar-se com ternura, tratar-se com admiração e respeito, multiplicar carícias, dividir paixão.
Afetuosidade é amizade, ternura, simpatia. É ser esteio um do outro. É seguir, lado a lado, os caminhos fáceis da vida e jamais se separar nas travessias difíceis.
Afeto é inclinar-se para o amado, ofertar carinhos, não pensar em si e deixar o outro em segundo plano. É um olhar para o outro e saber-se seguro e protegido quando as adversidades surgirem. É remar no mesmo barco, juntos, e ao sopro das tormentas erguer as velas da esperança e ancorar tranquilo no cais da prosperidade.
Afetuosidade são duas almas, um só corpo. Ela solidifica o amor e faz longeva a união. A ausência da afetuosidade, ao contrário, traz a indiferença, a frieza nas relações, a brevidade da vida conjugal.
Casais afetuosos agem e interagem pelo mesmo sonho e edificam os castelos de um futuro melhor. Planos, trabalho, família, convergem numa só direção, vertentes de um mesmo rio, que vão desaguar nas cristalinas cascatas da felicidade!

Agressividade: guarde-a para os desafetos, não para quem ama!

Não raro, ante uma palavra mal expressada ou um ato incompreendido, o casal “se estranha” e passa a tratar-se de forma ríspida. A doçura do amor que havia é trancada no calabouço da intransigência e a agressividade é libertada. Onde, bastaria uma simples reconsideração para amainar os ânimos, ergue-se uma parede quase intransponível. E, afinal, que lucro traz essa postura do casal?
É certo, em verdade, que a agressividade é um manancial de prejuízos. Quando o amor sofre “pancadas” da ira momentânea, além da ruptura do sentimento, o patrimônio do casal entra em declínio. Saber entender, pois, um ao outro, é possível, imprescindível e um multiplicador de afeto e de bons frutos.
Abrir o coração para a amistosidade, conversar em tom sereno e cordial, desculpar e ser desculpado, é uma forma de se chegar a um consenso e assim restabelecer o entendimento e reavivar o amor. Para que isso ocorra há que um ou outro ceder, mesmo a contragosto, afinal quando um abaixa a guarda o outro não ergue a espada!

Amor: poder que une corações, para sempre!

De todos os sentimentos que envolvem o relacionamento de um casal, há um que norteia o comportamento, estreita a união e alarga os horizontes do entendimento, e escreve o destino com letras de ouro; um sentimento único, puro como o lúmen das estrelas, que perdoa, conforta a dor, ilumina as trevas da desesperança e faz resplandecer a aurora de um novo dia: o amor!
O amor é o mais nobre dos sentimentos, aquele que une duas pessoas para, juntas, viverem a mesma vida até o final dos tempos. Sim, amigos, o amor é a aliança divinal que encadeia dois corações como se fosse uma só unidade!
O amor é isso, docilidade, meiguice, calor humano; é dar-se sem nada pretender em troca; é condescender, ser amigo, cúmplice, amado, amante. É aceitar um ao outro com suas virtudes e defeitos, e, juntos, conjugarem o verbo viver em todos os seus tempos e formas.
O amor é uma música suave que o casal deve cantar a uma única voz. E, a um só movimento, dançar, ventres unidos, a dança mágica que conduz os corpos à explosão do prazer e à perpetuação da vida!






Autor:
Inácio Dantas
(do livro “Segredos para uma união vencedora”)



Fonte:
http://www.escoladepais.org.br/secao.php?cod=137

quarta-feira, 13 de abril de 2011

NOVO CATECISMO JUVENIL NÃO RECOMENDA ANTICONCEPCIONAIS


Um erro na tradução italiana leva a interpretações errôneas


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 13 de abril de 2011 (ZENIT.org) - O novo catecismo para jovens, publicado com uma introdução de Bento XVI, não é a favor dos anticoncepcionais, ao contrário do que foi anunciado por fontes de informação na internet, que se basearam em uma tradução errônea da versão italiana.

Ainda que vários sites tenham exibido títulos como "Catecismo para JMJ sugere que casais cristãos usem anticoncepcionais", uma leitura completa de "YouCat" (‘Youth Catechism'), que será distribuído na mochila do peregrino a cerca de 700 mil participantes na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), demonstra o contrário.

A versão italiana do original alemão, que contém um erro de tradução em uma pergunta sobre o assunto (não na resposta), esclarece a diferença entre o uso de métodos naturais de planejamento familiar e os artificiais, enfatizando os problemas morais que estes últimos apresentam.

Devido ao problema da tradução, a editoria na Itália, ‘Città Nuova', anunciou ontem que parou a distribuição do catecismo, enquanto analisa do texto, como explicou uma porta-voz da editora à agência católica norte-americana CNS.

"YouCat" é um trabalho realizado pela Conferência Episcopal Austríaca, cujo presidente é o cardeal Christoph Schönborn, OP, editor-adjunto do Catecismo da Igreja Católica, de acordo com as conferências episcopais da Alemanha e Áustria.

No número 420, segundo a tradução em espanhol, a pergunta diz: "Um casal cristão pode utilizar métodos de controle de natalidade?". No entanto, em italiano, a questão é a seguinte: "Um casal cristão pode usar métodos anticoncepcionais?". "YouCat" responde: "Sim, um casal cristão pode e deve agir de forma responsável com o dom de dar vida".

Apesar desse mal-entendido causado pela pergunta mal traduzida, os demais textos do "YouCat" esclarecem toda dúvida.

"Às vezes pode haver condições sociais, psicológicas e de saúde nas quais um filho poderia representar um desafio enorme, quase sobre-humano - afirma a tradução distribuída em italiano; por este motivo, existem critérios claros que um casal cristão tem de levar em consideração: a regulação dos nascimentos não pode significar que um casal está evitando a concepção por princípio; tampouco pode significar que excluem os filhos por razões egoístas; nem pode significar, por fim, que possa intervir uma coação externa (quando, por exemplo, o Estado decide quantos filhos um casal deve ter). Finalmente, não pode significar que se pode usar qualquer método anticoncepcional."

A questão do número 421 é: "Por que não são igualmente bons todos os métodos para evitar a concepção de um filho?".

"YouCat" responde em italiano, com uma tradução que basicamente corresponde ao original em alemão: "Dentre os métodos para regular de maneira consciente a concepção, a Igreja se refere às práticas mais avançadas da auto-observação e de planejamento familiar natural; estas respeitam a dignidade do homem e da mulher; respeitam as leis internas do corpo feminino; exigem ternura e atenção mútua e, portanto, são uma escola de amor".

"A Igreja presta atenção escrupulosa ao respeito pela natureza e vê nela um significado profundo. Para a Igreja, portanto, não é indiferente que um casal manipule a fertilidade da mulher ou recorra a períodos férteis e não-férteis. Em nome do planejamento familiar natural, o adjetivo "natural" não é proposto por acaso: é ecológico, íntegro, respeita o casal e sua saúde. Além disso, se usado ​​corretamente, é ainda mais eficaz do que a pílula (ou seja, tem maior Índice de Pearl)."

"Pelo contrário, a Igreja rejeita todos os métodos artificiais de contracepção, sejam métodos químicos (a pílula), mecânicos (preservativo, espiral) ou cirúrgicos (esterilização), que interferem, manipulando-a, a união entre o homem e a mulher. Estes métodos artificiais podem inclusive pôr em perigo a saúde da mulher, ter uma ação abortiva e comprometer, a longo prazo, o amor do casal", conclui a publicação distribuída em Roma.

Junto com essa resposta, "YouCat" oferece o texto da encíclica ‘Familiaris Consortio' (n. 32), de João Paulo II: "Quando os cônjuges, mediante o recurso à contracepção, separam estes dois significados que Deus Criador inscreveu no ser do homem e da mulher e no dinamismo da sua comunhão sexual, comportam-se como ‘árbitros' do plano divino e ‘manipulam' e aviltam a sexualidade humana, e com ela a própria pessoa e a do cônjuge, alterando desse modo o valor da doação ‘total'. Assim, à linguagem nativa que exprime a recíproca doação total dos cônjuges, a contracepção impõe uma linguagem objetivamente contraditória, a do não doar-se ao outro: deriva daqui, não somente a recusa positiva de abertura à vida, mas também uma falsificação da verdade interior do amor conjugal, chamado a doar-se na totalidade pessoal".

O documento também cita as palavras de Madre Teresa de Calcutá, no seu discurso ao receber o Prêmio Nobel da Paz em 1979: "O planejamento familiar natural é apenas o autocontrole do amor mútuo entre os esposos".

"YouCat" foi apresentado ontem, na Sala de Imprensa da Santa Sé, pelo cardeal Stanislaw Ryłko, presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, pelo cardeal Schönborn, pelo arcebispo Rino Fisichella, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, e por dois jovens que colaboraram na redação.


terça-feira, 12 de abril de 2011

A vida familiar de Santa Gema Galgani


"Gema Galgani nasceu a 12 de março de 1878 em Camigliano, um vilarejo situado perto de Lucca, na Itália. Gema em italiano significa jóia. Seu pai era um próspero químico e descendente do Beato João Leonardi. A mãe de Gema era também de origem nobre. Os Galgani eram uma família católica tradicional que foi abençoada com oito filhos.
Gema, a quinta a nascer e a primeira menina da família, desenvolveu uma atração irresistível pela oração enquanto ainda era muito pequena. Esse carinho pela oração lhe veio de sua piedosa mãe, que lhe ensinou as verdades da Fé da Igreja Católica. Foi a sua mãe que infundiu em sua preciosa alma o amor pelo Cristo Crucificado.
A jovem santa aplicou-se com zelo à devoção. Quando Gema tinha apenas cinco anos, ela lia o Ofício de Nossa Senhora e o Ofício dos Defuntos no Breviário com tanta facilidade e rapidez quanto um adulto.
Quando a mãe de Gema tinha de se ocupar com suas tarefas diárias de dona-de-casa, a pequena Gema puxava a saia da mãe e dizia: “Mamãe, conte-me um pouco mais sobre Jesus”.
"Infelizmente, a mãe de Gema deveria morrer em breve. No dia em que Gema recebeu o Sacramento da Confirmação, enquanto rezava ardentemente na missa pela recuperação de sua mãe (a Senhora Galgani estava gravemente doente), ela ouviu uma voz em seu coração que dizia, « Tu me darás a tua mãezinha ? »
“Sim," respondeu Gema, “contanto que Tu me leves também.”
“Não," replicou a voz, "dá-Me a tua mãe sem reservas. Por ora, tu deves esperar com o teu pai. Vou te levar para o céu mais tarde.”
Gema simplesmente respondeu “Sim”.
Este “sim” seria repetido ao longo de toda a breve vida de Santa Gema, como resposta ao convite de Nosso Senhor para que ela sofresse por Ele."

Santa Gema Galgani, rogai pelos carmelitas seculares!