"Poderíamos aqui meditar sobre como seria saudável também para a nossa sociedade atual se num dia as famílias permanecessem juntas, tornassem o lar como casa e como realização da comunhão no repouso de Deus" (Papa Bento XVI, Citação do livro Jesus de Nazaré, Trad. José Jacinto Ferreira de Farias, SCJ, São Paulo: Ed. Planeta, 2007, p. 106)

terça-feira, 13 de maio de 2014

O PAI NOSSO E O MATRIMÔNIO/ FAMÍLIA


PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS...

Deus é o Pai de todas as famílias! Ele é o centro do Sacramento do Matrimônio! Quem deseja casar-se, deve fazê-lo no sentido de consagrar sua vida e o amor conjugal a Deus! Se não for assim, não há sentido algum em se casar “na Igreja”. Sem essa aliança com Deus, não há sentido no matrimônio. Ele é um sacramento, um ato sagrado, um sinal sensível da graça divina! Todo sacramento (portando, também o matrimônio) é sinal da presença de Deus! O Matrimônio é o sacramento da presença de Deus na Família Humana!
Se Deus é nosso Pai, isto significa que meu cônjuge é um (a) filho (a) de Deus! Merece, portanto, todo meu respeito. Somos (eu e meu cônjuge) irmãos em Cristo e irmãos na fé! O mandamento: “amai o próximo como a ti mesmo”, é válido e imprescindível também no Matrimônio. No sacramento do Matrimônio, dois cristãos decidem, espontaneamente, caminhar juntos, em ajuda mútua, e resolvem constituir uma família cristã!
Deus, nosso Pai, está no Céu! Ele é Santo e quer que seus filhos e filhas, feitos à Sua imagem e semelhança, sejam santos também! Nosso Céu começa a ser construído aqui mesmo, na terra! Os esposos devem querer e almejar a salvação eterna um do outro! Ambos devem se ajudar mutuamente! Esta é a vontade de Deus, no tocante ao sacramento do Matrimônio. Lembremo-nos das promessas que fazemos perante o sacerdote, durante a cerimônia do casamento!

SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME...

Deus é glorificado, louvado e se sente feliz em uma família unida, cheia de amor, respeito mútuo, isto é, santa! Uma família cristã é sinal da presença de Deus no mundo! Portanto, uma família desunida, destruída, é sinal da presença do mal no mundo!

VENHA A NÓS O VOSSO REINO!


Desejar isso é o mesmo que dizer: “Senhor, que a Tua presença se faça realidade em minha família, em meu casamento! Fica conosco, Senhor! Que o Céu em que viveis já comece aqui, em minha casa!”.
O Reino de Deus é: Justiça, Amor, Verdade, Unidade, Perdão, Paciência, Vida e Paz. Todas essas virtudes tornam o casamento e a família invencíveis!


SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU!

Desejar isso é muito sério! É simplesmente desejar que a Vontade de Deus, que nem sempre é a nossa vontade, seja plenamente cumprida em nossa vida e em nosso casamento! Como isso é grave! Quantos não são os casais que “se casam” sem ao menos pensar nisso...
Querer que a Vontade de Deus “seja feita” exige: amor a Deus e ao cônjuge, renúncia de “nossas vontades”, sacrifício, luta e coragem!
Para o homem, é impossível salvar-se! Porém, para Deus, tudo é possível! Só conseguiremos fazer a Vontade de Deus com a ação de duas forças: nossa decisão e a graça divina! E isso só se consegue com a oração e vida sacramental (Confissão e Eucaristia)!

O PÃO NOSSO, DE CADA DIA, DAI-NOS HOJE.


Aqui não falamos apenas do pão “material”. É claro que este é muito importante e fundamental! Nesta parte do Pai Nosso, porém, pedimos ao Pai, principalmente, pelo “pão espiritual”, o alimento e força das almas e, portanto, da existência da família: Jesus Eucarístico!
Estamos já “cansados” de escutar que a família é a Igreja doméstica. Pois bem, se ela (a família) é uma igreja doméstica, e como a Eucaristia é o Centro da Igreja, assim, Ela também é o Centro da Família Cristã.
Todo sacramento, inclusive o Matrimônio, está voltado para a Eucaristia. O Matrimônio só tem, portanto, sentido, se tiver como meta, como objetivo, força e sustento, a união do casal com Jesus Eucarístico. Daí uma pessoa ou casal que contrai apenas o “casamento” civil, não pode comungar o Corpo e o Sangue do Senhor!
Repito: não vejo sentido algum no Sacramento do Matrimônio em um casal sem vida eucarística! Se eu me caso, perante Deus, não é no intuito apenas de me unir ao meu cônjuge, mas também de me unir ainda mais a Deus (pela graça do Sacramento do Matrimônio), a serviço da Igreja e da Família Humana e de também unir meu cônjuge a Deus no mesmo projeto divino.
A forma máxima de união com Deus é através da recepção (com amor, devoção e preparação) da Comunhão Eucarística, isto é, do próprio Jesus, Deus-Homem, vivo e real na Hóstia Consagrada. A Eucaristia é Vida e Força para o Sacramento do Matrimônio.



PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS...

Constantemente um casal deve estar unido à Misericórdia Divina! Pecamos e somos ingratos a Deus, diariamente!
Para recebermos o perdão de Deus, e para nós podermos receber a Jesus na Eucaristia, temos que frequentar, com amor, devoção e assiduidade o Sacramento do Perdão: a Confissão.
O Sacramento da Confissão ou da Reconciliação é o banho da alma, é o remédio dos corações e a cura de nossas misérias! O que acontece ao nosso corpo quando passamos dois a três dias sem banho? O que acontece a um doente quando passa dois a três dias sem seus remédios? Como podemos comparecer a uma festa na casa de um amigo estando sujos, fedendo e rasgados? A Confissão é o banho que nos limpa, o remédio que nos fortalece e a veste nova que nos torna prontos para comparecermos ao banquete, à grande festa que Deus (nosso amigo) nos oferece: a Santa Missa!
A confissão sincera e frequente é o remédio e a cura para a família de hoje, tão atacada e tão atingida pelo egoísmo, hedonismo, impureza, materialismo, ambições, vícios, desilusões, desrespeito, violência e toda espécie de pecados.
Nós, homens e mulheres que fomos unidos um ao outro e a Deus pelo Sacramento do Matrimônio, temos que nos aproximar do Sacramento da Confissão com muita frequência, para estamos em condições de lutar contra o pecado e de receber o Pão do Céu, Jesus Eucarístico, que é nossa força e graça.



ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO...


Vida conjugal é IGUAL a perdão mútuo diário! Dois esposos cristãos (portanto, dois irmãos na fé) devem SEMPRE se perdoar. É claro que devemos evitar ofender o outro e procurar, no que for possível, agradar e tornar feliz o outro... Porém, se ofendermos o nosso cônjuge, devemos logo lhe pedir perdão e procurar reparar a ofensa! A parte ofendida, por sua vez, deve oferecer o perdão e deixar-se ser reparada.
Sei que isso é difícil! O maligno espreita o casal e a família para leva-los ao ódio, ao ciúme, ao ressentimento, à intriga, ofensas, brigas, agressões verbais e até mesmo físicas. Quanta violência nós vemos hoje em dia nos jornais e na televisão, produzidas dentro da família!
Jesus, Aquele mesmo que, no dia do casamento, oficiou a união do casal, na pessoa do sacerdote, é a força para vencermos todas as tentações e ataques do demônio.
 

NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO...

A família, base da sociedade e da Igreja é o alvo “número um” dos ataques do maligno, do mundo (seu escravo) e da carne (inimiga do Espírito de Deus):
1) O Demônio: sugerindo todo tipo de pecado ou vício que possa destruir a família!
2) O Mundo: oferecendo aos membros da família seus falsos valores (o “amor livre”, “aventuras” extraconjugais, divórcio, aborto, etc) e “novas idéias” tidas como “modernas” ou “normais para os dias de hoje”.
3) A Carne: ciúmes, luxúria, desonestidades, despudor, traição, impaciência com o outro e sentimentos de dominação do outro, etc.
Peçamos sempre ao Pai, que nos ama, que nos livre de toda tentação: a repentina, a inesperada, a escondida (disfarçada), a constante e a intensa.


MAS, LIVRAI-NOS DO MAL!

Como oração, digamos: sim, ó Pai, livrai nossas famílias de todos os males: da falta de amor, da falta de perdão, do desrespeito, do ódio, do ciúme, da inveja, da desconfiança, de brigas, rixas, calúnias, mentiras, impurezas, adultério, do desemprego, de doenças graves, da violência, da falta de fé, do comodismo e preguiça espirituais, da falta de amor a Deus e à Igreja, de heresias, do “ateísmo prático”, etc.
Nossa Senhora, Rainha das Famílias, rogai por nós! Amém!
Sim! Assim seja! Faça-se em nós, em minha família, em todas as famílias, a Vossa Eterna Vontade, ó Senhor! Amém! Amém! Amém!


                                               (Giovani Carvalho Mendes, ocds)

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Brasil pode ter o primeiro casal de beatos: Zena e Jerônimo

Jornal Nacional - Edição do dia 20/01/2014
20/01/2014 21h50 - Atualizado em 20/01/2014 21h53


O casal era rico, dono de uma fazenda de café na época da escravidão e eram considerados um exemplo de bondade.

O Brasil pode ter o primeiro casal de beatos. Eles viveram nos séculos 19 e 20, no Rio de Janeiro, e tiveram uma vida totalmente dedicada à igreja e à caridade.
A cidade estava em festa e o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, aproveitou as celebrações de São Sebastião, padroeiro do Rio, para anunciar o início do processo de beatificação do casal Zélia e Jerônimo.
“Por onde passavam deixaram um rastro muito bonito de vida cristã exemplar”, afirma Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro.
Jerônimo de Castro Abreu Magalhães nasceu em Magé, na Baixada Fluminense, em 1851.
Zélia Pedreira Abreu Magalhães, em Niterói, no ano de 1857.

O casal era rico, dono de uma fazenda de café na época da escravidão e eram considerados um exemplo de bondade.
“Todos aqueles que os serviam, e nesse período eram os escravos, 500 escravos, mas todos eles tinham salários, todos eram tratados com dignidade, tinham moradia. A grande preocupação não era acumular dinheiro”, ressalta Dom Roberto Lopes, da Arquidiocese do Rio de Janeiro.
O casal teve 13 filhos. Quatro morreram e os outros 9 escolheram a vida religiosa e se tornaram padres ou freiras. Zélia depois de viúva também seguiu o caminho dos filhos e entrou para um convento. Pela dedicação à caridade e à religião, Zélia e Jerônimo podem se tornar o primeiro casal brasileiro a ser beatificado.
Os restos mortais dos dois foram apresentados aos fiéis e levados em procissão até uma igreja na Zona Sul do Rio. Lá vão ficar até o fim do processo de beatificação.
Esse é o sonho de Dona Cecília, sobrinha neta do casal. Ela conta que a mãe dela pediu a tia Zélia que a curasse de uma infecção grave na época e foi atendida.
“Quando ela acabou o terçou, ela ouviu a voz da tia Zélia dizendo: ‘valeu’. Quando chegou de manhã, disse: ‘meu Deus, não fui ver Cecilia’. E foi correndo no meu quarto e as placas que estavam na garganta tinham caído, desaparecido”, conta Cecília de Britto Pereira, sobrinha-neta de Zélia.
A partir de agora, a história de Zélia e Jerônimo vai ficar mais conhecida. E o casal já conquista novos devotos.
“A vida deles toda foi servindo a Deus, então é muito bonito”, diz uma mulher.
Nesta primeira etapa, a Arquidiocese do Rio vai recolher documentos e ouvir testemunhas. Depois, encaminhar ao Vaticano. A beatificação depende de um milagre.

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/01/brasil-pode-ter-primeiro-casal-de-beatos-zelia-e-jeronimo.html

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Santa Maria e São José: modelo para os casais de hoje


Em que consistia a intimidade conjugal de Maria e José?
Por Edson Sampel

SãO PAULO, 07 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) -

Vamos direto ao ponto: pode-se afirmar que santa Maria, a mãe de Jesus, teve relações sexuais com são José, seu esposo? A resposta é negativa. Com efeito, a Igreja sempre ensinou que Maria permaneceu virgem antes, durante e depois do parto de seu único filho, Jesus de Nazaré. Jamais houve comércio sexual entre os cônjuges da sagrada família! Sem embargo, conforme explicou Ratzinger, “(...) a doutrina do ser divino de Jesus não sofreria nenhuma restrição, se Jesus fosse o fruto de um casamento humano convencional, porque a filiação divina, que é objeto da fé cristã, não é um fato biológico e sim ontológico (...).” (“Introdução ao Cristianismo”, p. 204).
Em que consistia a intimidade conjugal de Maria e José? É e não é difícil dizê-lo. Comecemos pelo “não é”. Certamente, como em muitos matrimônios, Maria e José nutriam entre si um amor esponsal imenso, expresso assim na caridade como em permutas afetivas honestas, para empregar as palavras dos especialistas em teologia moral. Por outro lado, é difícil delinear o pano de fundo dessas santíssimas interações entre a mãe e o pai adotivo de Jesus, porquanto não dispomos de elementos, quer escriturísticos quer oriundos da sagrada tradição.
Numa sociedade que supervaloriza o sexo, soa um tanto quanto incongruente  propor os sagrados cônjuges como modelo de casal. Afinal de contas, há quem diga,   inclusive em “curso de noivos”, que o sexo é 70% responsável pelo sucesso do casamento. No entanto, com arrimo na fé, a sagrada família é um paradigma lucipotente e insuperável dos comportamentos maduros e amorosos a serem concretizados entre esposos e filhos. Conclui-se, portanto, que o mais importante no casamento é o amor, e não o sexo. A fé dos cônjuges, também, é relevante. Bento XVI, aproveitando o Ano da Fé (2012 a 2013), sublinhou a relevância decisiva da virtude teologal da fé por parte dos casados: “(...) Cerrar-se a Deus ou rechaçar a dimensão sagrada da união conjugal e do seu valor na ordem da graça tornam árdua a vivência concreta do altíssimo modelo de matrimônio concebido pela Igreja, segundo o plano de Deus (...)” (Discurso aos auditores da Rota Romana, 26/1/2013).
Verificamos, então, que é na sagrada família, uma célula social do passado distante, prenhe de amor e de fé, que os casais católicos têm de buscar inspiração para a vivência concreta do seu respectivo conúbio, embora, conforme escrevemos acima, haja parcos dados a propósito do convívio histórico entre Maria e José. Neste momento, socorre-nos a meta-história, vez que Maria santíssima, qual arquétipo perfeito de mãe e de esposa, do céu assiste qualquer casal que a ela recorre, que lhe pede para rogar a Jesus, o único dador das graças, por luzes e forças para a vida a dois.        
Não resta dúvida de que o rosário ou terço, uma oração cristológica caríssima a nossa Senhora, é um meio exímio de os casais contemporâneos implementarem no seu casamento específico a essência do que constituiu o matrimônio terrestre entre Maria e José.

Edson Luiz Sampel é Teólogo e doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano. Membro da Academia Marial de Aparecida (AMA) e da União dos Juristas Católicos de São Paulo (Ujucasp).

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Os Pais: primeiros mestres

«Os pais são os primeiros mestres dos seus filhos; 
é nos braços paternos e no regaço materno
que os filhos, ainda inocentes,
devem aprender a pronunciar
o Santo Nome de Deus,
a levantar ao Céu as suas mãozinhas puras
para orar,
a sorrir com a sua candura infantil
para as imagens do Pai e da Mãe do Céu.
É aos pais que compete guiar
os passos de seus filhos
pelos caminhos rectos da Lei de Deus
e confiá-los, segundo as suas posses e a própria condição,
a mestres competentes
que os não desviem do caminho iniciado.
Todos os lares
devem ser a primeira escola para os filhos,
onde eles aprendem a conhecer a Deus
e a aproximar-se d'Ele
pelos sacramentos
e pela oração.»


Serva de Deus Ir. Lúcia de Jesus, Apelos da Mensagem de Fátima, cap. 1


Senhor que a nós, Pais,
nos destes as nossas crianças,
ajudai-nos a compreender, sempre mais,
que no-las concedestes como um dom,
que elas são nossas,
mas são acima de tudo Vossas
e põem permanentemente os olhos em nós, seus Pais,
como modelos a seguir
e caminho a percorrer para chegar a Vós.
Que sejamos para elas bons modelos, mestres e guias
para as orientarmos para Vós, Senhor,
pois só em Vós se encontra a verdadeira felicidade
e todo o Bem Presente e Futuro.


--
Visite-nos online: http://orar.carmelitas.pt/

terça-feira, 7 de agosto de 2012


Luís Martin   e   Zélia
(1823-1894)       (1831-1877)

Matrimônio - 13 de julho de 1858, em Alençon.
De 1860 a 1873 geraram 9 filhos
dos quais quatro morreram com pouca idade,
ficando cinco filhas que se fizeram religiosas,
quatro carmelitas e uma visitandina.

Declarados Beatos pelo Papa Bento XVI
a 19 de outubro de 2008, em solenidade realizada
na Basílica de Santa Teresinha (sua filha), em Lisieux.


ORAÇÃO PARA SOLICITAR A INTERCESSÃO DO CASALDE BEATOS LUÍS E ZÉLIA MARTIN
(pais de Santa Teresinha do Menino Jesus)

Deus, nosso Pai, eu Vos rendo graças por causa das vidas dos Beatos Luís e Zélia Martin.
Unidos em Matrimônio, o casal deu a todos um belo testemunho de vida cristã exemplar
pelo exercício de seus deveres de estado e pela prática das virtudes evangélicas.
Na educação de uma família numerosa, através de provações, mortes e sofrimentos,
manifestaram generosamente sua confiança em Vós, Senhor da vida, e submissão
à Vossa vontade.
A Igreja já reconheceu suas virtudes heróicas e sua santidade. Eles se constituem exemplo
para as famílias de nossos dias.
Dignai-Vos, Senhor, conceder-me a graça que eu venho agora Vos pedir, pela intercessão deles:
( apresentar a graça que se deseja ). E, ainda, dignai-Vos, fazer conhecido plenamente
Vosso desígnio sobre eles permitindo dessa maneira sua canonização. Amém.

Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo,
como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Beatos Luís e Zélia Martin, rogai por nós.
Santa Teresinha, rogai por nós.

sábado, 14 de julho de 2012

Mãe brasileira adia tratamento de câncer e salva seu bebê do aborto


São Paulo, Julho 2012 (ACI/EWTN Noticias)- "Simone Calixto uma mãe brasileira que se recusou a submeter-se a um aborto, como sugeriram os médicos em Ontario (Canadá) após o diagnóstico de câncer de mama que recebeu quase ao mesmo tempo que soube que estava grávida. Depois de optar pela vida de sua pequena viajou ao Brasil onde completou seu tratamento e teve seu bebê.

Os médicos canadenses indicaram a Simone, uma médica de 39 anos, que abortasse, pois sua gestação incrementava o tamanho do tumor em seu peito devido aos hormônios.
“Eles me disseram que a gravidez estava alimentando o tumor com hormônios, que dificilmente o bebê sobreviveria e que o mais seguro era interromper a gestação para poder fazer o tratamento correto”, disse Simone em entrevista ao Jornla O Estado de São Paulo.

Tal como recorda Simone, os médicos do melhor hospital de Ontario, a cidade em que residia, disseram-lhe que sem este passo (o aborto) não poderiam oferecer-lhe o tratamento.
"Se naquele centro de referência eles tinham essa conduta, percebi que em nenhum outro hospital seria diferente", lamentou a mãe brasileira na sua entrevista ao “Estadão”.

Pressionada pela urgência de uma decisão para o procedimento, Simone afirmou que sentiu que ia morrer: “Senti que ia morrer, minha alma agonizava", disse ao jornal paulistano.

Diante da situação, Simone Calixto decidiu usar o sonar, um aparelho que permite escutar os batimentos do coração do bebê no útero.
"Coloquei o sonar na barriga e em dez segundos comecei a ouvir o coraçãozinho. Senti que ele estava bem vivo", afirmou.

Além disso, Simone recordou ter visto um programa de televisão brasileiro, no qual apresentaram um caso similar ao seu no qual o bebê nasceu são. Logo contatou o doutor Waldemir Rezende o especialista citado na notícia e viajou ao Brasil.

Em seu país natal, Calixto chegou às 36 semanas de gravidez e deu à luz através de uma cesárea. O súbito crescimento do tumor em seu peito, apesar da quimioterapia realizada, a obrigou a adiantar o parto.

A pequena Melissa nasceu sã, com apenas uma leve dificuldade respiratória. Posteriormente extirparam o tumor no seio de Simone.
Simone agora deve enfrentar uma bateria de exames que não puderam ser feitos durante a gravidez, como tomografias e mais sessões de químio.
"O mais difícil já passou. A Melissa é um milagre, uma promessa que se cumpriu", afirmou Simone em sua entrevista."

Fonte:
http://www.acidigital.com/noticia.php?id=23870

Carta de um Cardeal aos casais em situação de separação, divórcio e nova união.

Aos casais em situação de separação, divórcio e nova união

«O Senhor está próximo daqueles que têm o coração ferido»

Carta do Cardeal Arcebispo de Milão, Dionigi Tettamanzi, aos casais em situação de separação, divórcio e nova união.
 
Caríssimos irmãos e irmãs,
 
Há muito tempo que cultivo o desejo de dirigir-me a vós de uma forma o mais directa e pessoal possível. Gostaria, na verdade, de pedir-vos autorização para entrar na vossa casa como um irmão e solicitar um pouco do vosso tempo. Faço-o agora com esta minha carta que pretende ser simples e familiar, quase ao jeito de pedido, para sentar-me ao vosso lado num diálogo que espero agradável e possa também continuar no tempo. Quantos de vós são crentes e se sentem pertencentes à Igreja e reconhecem no Bispo também um pai e um mestre. Sinto muito perto do meu coração, de mim Bispo, aqueles baptizados que porventura já não se consideram crentes ou que se sentem excluídos da grande comunidade dos discípulos do Senhor, por incompreensão ou desilusão. Queria, portanto, encontrar-me com uns e com outros, e com todos vós abrir um diálogo para partilhar brevemente as alegrias e os cansaços do nosso caminho comum; para sentir e escutar um pouco do vosso quotidiano; para deixar-me interpelar pelas vossas interrogações; para vos confiar os sentimentos e os desejos que sinto no meu coração diante de vós. Desta forma, lendo esta página, vós abris um pouco a porta da vossa casa e permitis que entre! Ao mesmo tempo, também eu, escrevendo estas páginas, me abro a vós no desejo de uma recíproca confidência.
 
A IGREJA ESTÁ PRÓXIMA DE VÓS
Antes de mais quero dizer-vos que não nos podemos considerar reciprocamente estranhos: vós, para a Igreja e para mim Bispo, sois irmãs e irmãos amados e desejados. E este meu anseio de entrar em diálogo convosco reveste-se de um sincero afecto e da consciência de que em vós existem perguntas e sofrimentos que muitas vezes vos parecem negligenciadas ou ignoradas pela Igreja. Quero por isso dizer-vos que a comunidade cristã está atenta à vossa angústia humana. É certo que alguns de vós tiveram já uma experiência de alguma insensibilidade na relação com a realidade eclesial: ou porque não vos compreenderam nessa situação por si difícil e dolorosa; ou talvez porque não encontraram ninguém pronto para escutar e ajudar; outras vezes escutastes palavras que tiveram sabor a julgamento sem misericórdia ou de condenação sem apelo. Por isso, muitos de vós alimentaram a ideia de serem abandonados e excluídos. A primeira coisa que queria dizer-vos, sentando-me ao vosso lado, é isto: «A Igreja não vos esqueceu! Nem porventura vos exclui ou vos considera indignos». Vêm-me à mente as palavras de esperança do Papa João Paulo II dirigidas às famílias provenientes de todo o mundo por ocasião do seu Jubileu no ano 2000: «diante de tantas famílias desfeitas, a Igreja sente-se chamada a iluminar com a luz da palavra de Deus as chagas provocadas por tantos dramas, acompanhada do testemunho da sua misericórdia e não exprimindo juízos frios e distantes». Se porventura encontrastes no vosso caminho homens e mulheres da comunidade cristã que de alguma forma vos feriram com a sua atitude ou com as suas palavras, desejo dizer-vos quanto o lamento e confio a todos e cada um à misericórdia do Senhor. Enquanto cristãos sentimos por vós um afecto particular, como de pais que olham com atenção e dedicação para o filho que está em dificuldade e a sofrer, ou como o afecto dos irmãos que se fortalecem com maior delicadeza e profundidade, depois de por muito tempo terem sentido dificuldade em compreender-se e falar-se abertamente.
 
A VOSSA FERIDA É TAMBÉM NOSSA
Queria agora ser capaz de escutar as vossas perguntas e as vossas reflexões. Também nós sabemos que o fim de uma relação de casal para a maior parte de vós não foi uma decisão tomada com facilidade, muito menos com ligeireza. Foi um passo que trouxe sofrimento à vossa vida, um facto que vos interrogou profundamente sobre o porquê da falência desse projecto no qual acreditastes e no qual investistes muitas das vossas energias. Certamente a decisão deste passo deixa feridas que demoram a cicatrizar. Talvez venham à mente dúvidas sobre a possibilidade de finalizar qualquer coisa de grande na qual se depositou forte esperança; inevitavelmente surge a pergunta sobre as eventuais responsabilidades; torna-se aguda a dor de sentir-se traído na confiança colocada no companheiro ou na companheira que se escolheu para toda a vida; fica-se preso a um sentido de insuficiência em relação aos filhos envolvidos num sofrimento no qual não têm responsabilidade Conheço estas inquietações e asseguro-vos que exprimem uma dor e uma ferida que toca toda a comunidade eclesial.
O finalizar de um matrimónio é também para a Igreja um motivo de sofrimento e fonte de grandes interrogações: porque razão o Senhor permite que se quebre aquele vínculo que é o ‘grande sinal’ do seu amor total, fiel e indestrutível? E como nós teríamos ou deveríamos talvez ter estado próximos destes esposos? Fizemos com eles um caminho de verdadeira preparação e de verdadeira compreensão do significado do pacto conjugal no qual se uniram reciprocamente? Acompanhamo-los com delicadeza e atenção no seu itinerário de casal e de família, antes e depois do matrimónio? Estas interrogações e esta dor, partilhamo-las convosco e tocam-nos profundamente porque dizem respeito a algo que nos está próximo: o amor, enquanto valor máximo na vida de todos e de cada um. Penso que, como esposos cristãos, podeis compreender em que medida tudo isto nos toca profundamente. Pedistes para celebrar o vosso pacto nupcial na comunidade cristã, vivendo-o como um sacramento, o grande sinal eficaz que torna presente no mundo o próprio amor de Deus. Um amor total, indestrutível, fiel e fecundo, como é o amor de Cristo por nós. E celebrando o vosso matrimónio, a comunidade cristã reconheceu em vós esta nova realidade e invocou a graça de Deus para que este sinal permanecesse como luz e anúncio alegre para aqueles que vos encontram. Quando este laço se quebra, a Igreja encontra-se de alguma forma empobrecida, privada de um sinal luminoso que devia ser de alegria e de consolação. Por isso a Igreja não vos olha como estranhos que faltaram a um pacto mas sente-se participante dessa angústia e dessas interrogações que vos tocam tão intimamente. Podereis agora compreender, juntamente com os vossos sentimentos, também os nossos.
 
PERANTE A DECISÃO DE SEPARAR-SE
Queria agora colocar-me ao vosso lado e tentar pensar convosco sobre os vários passos e as muitas provações que vos conduziram à interrupção da vossa experiência conjugal. Posso só tentar imaginar que antes desta decisão experimentaste dias e dias de cansaço na vida de casal; nervosismos, impaciências e intolerância, desconfiança recíproca, por vezes falta de transparência, sentido de traição, desilusão perante uma pessoa que se revelou diferente de como era conhecida ao início. Estas experiências, quotidianas e repetidas, terminam com o tornar a casa não mais um lugar de afectos e de alegria mas uma pesada prisão que parece tirar a paz ao coração. Termina-se com o levantar da voz, talvez também com faltas de respeito, e achar impossível qualquer concórdia. E sente-se que não se pode mais continuar a vida juntos. Não, a decisão de interromper a vida matrimonial não pode em caso algum ser considerada uma decisão fácil e indolor! Quando dois esposos de separam, levam no coração uma ferida que marca, de uma maior ou menor forma, a sua vida, a dos seus filhos e de todos aqueles que os amam (pais, irmãos, parentes, amigos). A Igreja compreende também esta ferida. Também a Igreja sabe que em certos casos não é somente lícito mas até inevitável tomar a decisão de separar-se: para defender a dignidade da pessoa, para evitar traumas mais profundos, para garantir a grandeza do matrimónio, que não pode transformar-se num insustentável desfiar de asperezas recíprocas.

NÃO À RESIGNAÇÃO
Diante de uma decisão tão séria é importante, porém, que não vençam a resignação e a vontade de fechar demasiado rapidamente esta página. A separação pode tornar-se, de outro modo, uma ocasião para olhar a vida conjugal com mais amplitude e talvez com mais serenidade. Não é oportuno – assim nos ensina um sábio da vida espiritual – tomar decisões definitivas quando a nossa alma está carregada de inquietações ou tribulações. Não está dito que tudo esteja perdido: existem porventura ainda energias para compreender o que aconteceu na própria vida de casal e de família; talvez ainda se possa desejar e escolher uma ajuda sábia e competente para recomeçar uma nova fase de vida em casal; ou talvez haja somente espaço para reconhecer honestamente as responsabilidades que comprometeram decisivamente esse pacto de amor e de dedicação inerente ao matrimónio. Existem sempre responsabilidades. E se muitas vezes as imputamos rapidamente ao ambiente, à sociedade, ao acaso, na verdade sabemos que também existem as nossas responsabilidades individuais. Ainda que não desejadas, ainda que sem maldade mas somente por superficialidade, existem gestos, palavras, hábitos e escolhas que pesaram e contribuíram para uma determinada fuga da vida a dois. Quantos esposos se encontram sós e sentem esta situação como uma grande injustiça: ‘eu não tive culpa! Eu não o quis! Eu fiz tudo o que era possível!’.

A PALAVRA DA CRUZ
Quantos, à luz da verdade, percebem que tiveram uma determinada responsabilidade, mesmo que grave, no dissipar do tesouro do próprio matrimónio. Queria fraternalmente pedir que acolhessem o apelo do amor misericordioso de Deus, que nos julga com verdade, que nos chama à conversão, que nos cura e salva com a proposta de uma vida nova. Reconhecer esta responsabilidade não significa viver num inútil e grave sentido de culpa. Quer dizer, por outro lado abrir a própria vida à liberdade e à novidade que o Senhor nos faz experimentar quando, de todo o coração, nos dirigimos e regressamos ao seu amor. E tudo aquilo que ainda é possível ser feito para remediar as consequências negativas no que diz respeito à própria família, para mudar a própria vida... tudo isto deve ser feito com coragem e dedicação. Àqueles esposos que, por outro lado, sentiram a crise do seu matrimónio como uma grande injustiça, quero dizer que, enquanto cristãos, não podem esquecer a dolorosa mas vivificante palavra da cruz. A partir daquele terrível lugar de dor, de abandono e de injustiça o Senhor Jesus revelou a grandeza do seu amor como perdão gratuito e como oferta de si. Como Bispo, e primeiramente como cristão, não posso esquecer esta Palavra, sentindo contudo a necessidade de oferecê-la discretamente como uma palavra que, mesmo fazendo sangrar o coração e a vida, não está desprovida de fruto e de sentido. E mesmo se tendes de levar para cada celebração eucarística somente esse empenho de entender e de perdoar, na verdade tendes já um tesouro para oferecer, com Cristo, no memorial da Sua Cruz: o humilde abandono da vossa pobreza. Nas dolorosas páginas da vossa vida, as crianças são muitas vezes as protagonistas inocentes mas nem por isso menos implicadas. São-no também os filhos mais velhos que vêem desabar as suas certezas afectivas na idade da adolescência e muitas vezes pressentindo com mais dificuldade, no seu amanhã, a possibilidade de realização dos seus sonhos de um verdadeiro amor. Mas a esperança não desaparece: cada dia podemos ver à nossa volta exemplos heróicos de pais que, mesmo sós, fazem crescer e educam os seus filhos com amor, sabedoria e dedicação. Agradeço a estas mães e pais que nos dão um grande exemplo. Agradeço-lhes, admiro-os e espero que as nossas comunidades sejam um verdadeiro apoio para as suas eventuais necessidades. Ao mesmo tempo peço a todos os pais separados que não tornem ainda mais difícil a vida dos seus filhos, privando-os da presença e da justa estima do outro progenitor e da sua família de origem. Os filhos têm a necessidade e o direito, mesmo dentro dos mais recentes quadros legislativos, quer do pai quer da mãe em vez de inúteis vinganças, ciúmes e friezas. Tudo o que disse até aqui em relação às situações de separação, tem ainda maior validade para quem fez a escolha, tantas vezes repentina e quase não pensada do divórcio, escolha esta seguida de uma nova união. Vale ainda para quem não esteve envolvido directamente num facto de separação ou divórcio, mas vive em situação de casal com uma pessoa separada ou divorciada. Ainda pensando nestas pessoas queria colocar-me uma última interrogação, que me está muito perto do coração e que desejo partilhar convosco com muita sinceridade.

EXISTE LUGAR PARA VÓS NA IGREJA?
Que espaço existe, na Igreja, para os casais que vivem a separação, o divórcio ou uma nova união? Será verdade que a Igreja vos exclui para sempre da sua vida? Mesmo que a doutrina do Papa e dos Bispos seja clara e repetida muitas vezes, ainda se escuta este julgamento: ‘a Igreja excomungou os divorciados! A Igreja coloca fora da porta os esposos que se separaram!’ Este julgamento está de tal maneira enraizado que muitas vezes os próprios esposos em crise se distanciam da vida da comunidade cristã por medo de serem recusados e julgados dessa maneira. Quero permanecer fiel ao meu propósito de falar-vos com simplicidade fraterna e sem prolongar-me em demasia e assim vos proponho de novo o ponto decisivo desta reflexão que é a palavra de Jesus, à qual, como cristãos, devemos permanecer fiéis. Nesta palavra encontramos a resposta à nossa interrogação.

A PALAVRA DO SENHOR SOBRE O MATRIMÓNIO
Jesus falou também do matrimónio e falou-nos como uma radicalidade tal que surpreendeu até mesmo os primeiros discípulos, muitos dos quais provavelmente eram casados. Jesus afirma que a união de esposos entre um homem e uma mulher é indissolúvel (cf. Mateus, 19, 1-12) porque nesta união de matrimónio se apresenta o projecto original de Deus sobre a humanidade, isto é o desejo de Deus de que o homem não fique só, mas que viva uma vida de comunhão duradoura e fiel. Esta é a própria vida de Deus que é Amor, um amor fiel, indissolúvel e fecundo de vida, que tem a sua imagem, como sinal luminoso, no amor recíproco entre um homem e uma mulher. E assim, afirma Jesus, «não são mais duas, mas uma só carne. Não separe o homem aquilo que Deus uniu,» (v. 6) A partir daquele dia a palavra de Jesus não pára de provocar-nos e de inquietar-nos. Já naquele momento os discípulos ficaram escandalizados pela perspectiva de Jesus, quase protestando que, se o matrimónio é um chamamento de tal maneira alto e exigente, talvez «não seja conveniente casar-se» (v. 10). Mas Jesus não nos deixa baixar os braços e dá-nos confiança: «quem pode compreender, compreenda» (v. 11), perceba que esta exigência não é feita para assustar, mas para demonstrar a grandeza do chamamento do ser humano, segundo o desígnio de Deus criador. Esta grandeza é exaltada depois quando a união conjugal é celebrada na Igreja como sacramento, sinal eficaz do amor esponsal que une Cristo à sua Igreja. Jesus não nos pede o impossível e oferece-se a si mesmo como caminho, verdade e vida do amor. A palavra de Jesus e o testemunho de como Ele viveu o seu amor por nós são a referência única e constante para a Igreja de todos os tempos. Esta Igreja que nunca se sentiu autorizada a desfazer uma união matrimonial sacramental celebrada validamente e expressa em plena e íntima união dos esposos, tornando-se desse modo ‘uma só carne’. Esta obediência à palavra de Jesus é a razão pela qual a Igreja considera impossível a celebração sacramental de um segundo matrimónio depois de se terem interrompido a primeira união esponsal.

PORQUÊ ABSTER-SE DA COMUNHÃO EUCARÍSTICA?
É sempre a partir do sentido da palavra do Senhor que deriva a indicação da Igreja em relação à impossibilidade de aceder à comunhão eucarística por parte dos esposos que vivem estavelmente uma segunda união. Mas porquê? Porque na Eucaristia temos o sinal do amor esponsal indissolúvel de Cristo por nós; esse amor que vem objectivamente negado no ‘sinal contraditório’ dos esposos que terminaram uma experiência matrimonial e vivem uma segunda união. Compreendei, desta maneira, que a norma da Igreja não exprime um juízo sobre o valor afectivo e sobre a qualidade da relação que une os divorciados recasados. O facto de que estas relações sejam vividas, muitas vezes, com sentido de responsabilidade e com amor no casal e em relação aos filhos não é ignorada pela Igreja e pelos seus pastores. Não existe um juízo sobre as pessoas e sobre as suas vivências mas uma norma necessária pela razão de que estas novas uniões na sua realidade objectiva não podem exprimir o sinal do amor único, fiel e indiviso de Jesus pela Igreja. É claro que a norma que regula o acesso à comunhão eucarística não se refere aos cônjuges em crise ou simplesmente separados: segundo as devidas disposições espirituais, esses podem regularmente aproximar-se dos sacramentos da confissão e da comunhão eucarística. O mesmo pode dizer-se também daqueles que tiveram de suportar injustamente o divórcio, mas consideram o matrimónio celebrado religiosamente como único na vida e a esse querem permanecer fiéis. É todavia errado interpretar a norma que regula o acesso à comunhão eucarística, como se significasse que os cônjuges divorciados e recasados fossem excluídos de uma vida de fé e de caridade efectivamente vivida dentro da comunidade eclesial.

NO CORAÇÃO DA VIDA DE FÉ SOB O SINAL DA EXPECTATIVA
A vida cristã tem, na realidade, o seu vértice na participação plena na Eucaristia, mas não é redutível somente ao seu vértice. Como numa pirâmide, mesmo que privada do seu vértice, a massa sólida não cai, mas permanece. Poder participar plenamente na Eucaristia é certamente para os cristãos de singular importância e de grande significado, mas a riqueza da vida da comunidade eclesial, que é constituída de muitíssimas coisas partilhadas por todos, permanece à disposição também daqueles que não podem aproximar-se da santa Comunhão. A própria participação na celebração eucarística no Dia do Senhor, comporta antes de mais a escuta atenta da palavra de Deus e a invocação comunitária do Espírito para que nos torne capazes de revivê-la com fidelidade na expectativa do Senhor que vem. Mais propriamente, em particular, é a expectativa da vinda do Senhor e do encontro definitivo com Ele que está no coração da fé cristã, como nos diz a Igreja na sua liturgia imediatamente antes da comunhão eucarística: «enquanto esperamos a vinda gloriosa de Jesus Cristo nosso Salvador». Ele na verdade já veio mas deve vir de novo e manifestar em plenitude a glória do seu reino de amor. E nós somos já filhos de Deus mas aquilo que realmente somos ainda não está manifestado em todo o seu esplendor. Peço-vos, por isso, que participeis com fé na celebração eucarística, mesmo que não possais aproximar-vos da comunhão: será para vós um estímulo para que intensifiqueis nos vossos corações a expectativa do Senhor que virá e o desejo de encontrá-lo pessoalmente com toda a riqueza e pobreza da nossa vida. Nunca esqueçamos: a Missa sempre contém pela sua natureza uma ‘comunhão espiritual’ que nos une ao Senhor e, Nele, nos une aos nossos irmãos e irmãs que se aproximam da Sua mesa. O Papa Bento XVI, numa recente carta, depois de ter reafirmado a não admissão dos divorciados recasados à comunhão eucarística, continuou dizendo que os mesmos ‘apesar da sua situação, continuam a pertencer à Igreja que os segue com particular atenção, no desejo que cultivem, quanto possível, um estilo de vida cristã através da participação na santa Missa - embora sem receber a Comunhão -, na escuta da Palavra de deus, na Adoração Eucarística, na oração, na participação na vida comunitária, no diálogo confiante com um sacerdote ou um mestre de vida espiritual, na dedicação à caridade, nas obras de penitência, no empenho educativo dos filhos» (Sacramentum caritatis, n. 29). Peço-vos por isso, casais divorciados e recasados, que não vos afasteis da vida da fé de da vida da Igreja. Peço-vos que participeis na celebração eucarística no Dia do Senhor. Também a vós é dirigido o chamamento à novidade de vida que nos é dada pelo Espírito. Também à vossa disposição estão os muitos meios da Graça de Deus. Também de vós a Igreja espera uma presença activa e uma disponibilidade no serviço de quantos têm necessidade da vossa ajuda. E penso sobretudo na grande tarefa educativa que como pais muitos de vós sois chamados a desenvolver, e, no estabelecer de relações positivas com as famílias de origem. Penso também no testemunho simples, ainda que difícil, de uma vida cristã fiel à oração e à caridade. Penso ainda como vós mesmos, a partir da vossa experiência concreta, podereis ser de grande ajuda aos outros irmãos e irmãs que atravessam momentos e situações parecidas com as vossas. Em particular, em relação a alguns de vós, repito o que escreveu João Paulo II: «é imperativo reconhecer também o valor do testemunho daqueles cônjuges que, mesmo tendo sido abandonados pelo outro cônjuge, com a força da fé e da esperança cristã não partiram para uma nova união: também estes cônjuges dão um autêntico testemunho de fidelidade, do qual o mundo de hoje tem grande necessidade. Por esse motivo devem ser encorajados e ajudados pelos pastores e pelos fiéis da Igreja» (Familiaris consortio, n. 20). Com todos vós, fazendo minhas as palavras dos Bispos da Igreja da Lombardia, peço ao Espírito Santo «que nos inspire gestos e sinais proféticos que tornem claro a todos que ninguém está excluído da misericórdia de Deus, que nunca ninguém é abandonado por Deus, mas sempre procurado e amado. A consciência de ser amado torna possível o impossível» (Carta às famílias, n. 28).
 
O SENHOR, QUE ESTÁ NO MEIO DE NÓS, ESTÁ PRÓXIMO DE VÓS
Concluo esta minha carta, na qual procurei colocar o meu coração próximo do vosso, caríssimos esposos que atravessais situações difíceis, de crise, de separação ou que vos recasastes civilmente depois do divórcio. Não tenho a pretensão de compreender tudo aquilo que está no vosso coração, nem de ter dado resposta às muitas interrogações que teríeis para colocar! No entanto, creio que iniciámos um diálogo em que nos podemos compreender com mais amor e verdade recíprocos. Espero que seja um diálogo que continue, com a simplicidade e o amor que me guiaram para escrever esta carta. Um canal privilegiado poderá ser o diálogo com os vossos sacerdotes. Convido-vos a que os procureis, a que dialogueis com eles, a que confieis neles. Para alguns de vós talvez não seja fácil reconstruir uma relação serena com a Igreja senão depois de falardes com toda a liberdade e sinceridade com um sacerdote da vossa confiança. Não peçais aos sacerdotes que vos indiquem soluções fáceis ou escapatórias superficiais. Procurai nos vossos padres os irmãos que vos ajudam a compreender e a viver com simplicidade e fé a vontade de Deus: convosco saibam escutar a palavra de Deus, que é exigente mas sempre vivificante; que vos ajudem a prosseguir, também nestes momentos, em comunhão com a Igreja. Sempre numa perspectiva de diálogo, desejo-vos de coração que encontreis também casais e famílias cristãs que, cheias de humanidade e de fé, vos saibam acolher, escutar e caminhar convosco na estrada que todos somos chamados e percorrer na vida: a estrada do amor por Deus e pelo próximo. Agradeço-vos por me terdes acolhido realmente em vossa casa. Rezo convosco ao Senhor para que nos dê sempre a possibilidade de, juntos como irmãos e irmãs, experimentarmos a certeza consoladora e fortalecedora de que: «o Senhor está próximo daqueles que têm o coração ferido» (Salmo 34, 19) e de que o seu amor está sempre no meio de nós!

+ Dionigi card. Tettamanzi
Arcebispo de Milão Milão, Epifania do Senhor 2008 
Tradução Pastoral Familiar - Braga
Fonte:

Um casal testemunha como entregou uma semana de férias a Cristo

Férias com Cristo
"Somos o casal Susana e João, com 39 e 44 anos, respetivamente. Estamos casados há 14 anos e temos dois filhos de 8 e 11 anos.
Até há sete anos, o nosso protótipo de férias era descansar de um ano de trabalho recarregando as baterias para o que se aproximava, aproveitando o tempo para estar em família e com amigos e, se possível, viajar e conhecer um pouco mais do Mundo (uma ideia comum à maioria das pessoas).

Mas tudo mudou quando o sacerdote da nossa paróquia lançou o convite para uma peregrinação a pé durante uma semana a Fátima, por ocasião da festa aniversária do 13 de outubro. Ora, peregrinar a Fátima foi algo que desejávamos fazer em casal, pois o João já tinha ido sozinho e sempre o quis fazer comigo, mas havia muitas condicionantes que nos faziam vacilar. A maior dela foi onde arranjar uma semana de férias quando já tinham sido gozadas. Mas a Deus não há impossíveis … e é verdade.

No nosso caso, aconteceu através de um trabalho extraordinário que surgiu no serviço, o qual tinha de ser feito fora do horário de trabalho, e a partir de casa, em que a remuneração seriam dias de férias extra (a instituição não dispunha de meios financeiros para pagar aos colaboradores). E o tempo era o bem mais precioso que desejávamos naquele momento.
Com a ajuda dos avós e a colaboração do infantário dos nossos filhos, pusemo-nos à estrada no dia 7 de outubro de 2005, assente num tripé de sacrifício, jejum e oração, tal como Nossa Senhora pediu aos pastorinhos e eles tão bem cumpriram. E a maior surpresa foi que no caminho de Fátima nos deparámos com a peregrinação da nossa vida terrena. De modo especial fomos convidados a fazer o dia do silêncio, o dia do outro, o dia da igreja e o dia da missão (e por esta ordem).

Começamos com o dia do silêncio (não falar mesmo) para podermos parar, serenar o rebuliço que anda dentro de nós e não nos deixa perceber o que realmente sentimos e, principalmente, escutar o próprio Deus que nos fala. Depois vem o outro que Deus nos põe na vida (pais, cônjuge, filhos, colegas de trabalho). Consciencializarmo-nos de que não estamos sozinhos no mundo, pois vivemos em Igreja que nos concede o Espírito Santo que nos orienta e guarda, assim nós peçamos a sua proteção. Por fim, percebermos que todos temos uma missão em casa, na família, na igreja, no mundo. Não vivemos para nós mesmos.

Neste percurso somos impelidos a reconciliar-nos com o Pai do Céu que tanto amor tem por nós e que não desiste de nos tornar santos. Quanto pecado recalcado, endurecido, habita no nosso ser e que nós humanos julgamos não merece perdão. Deus tudo apaga querendo começar de novo, daí ser fundamental o acompanhamento e orientação do sacerdote.
Percebemos que, em cada dia, Deus nos oferece um grande presente que é acordar de manhã e ter um hoje (que não foi o ontem, nem será o amanhã) para sermos imagem de Cristo.

Desde esta altura que passámos a sentir a necessidade de entregar uma semana das nossas férias a Cristo. Não interessa onde, nem como, mas temos de parar. Procuramos fazê-lo em casal, os dois e sem filhos (mas houve anos em que não foi possível, neste caso vai um primeiro e o outro depois).
Estes momentos têm-nos ajudado à união do casal, lembramos que o matrimónio não é feito entre duas pessoas, mas um compromisso assumido a três. Nestas ocasiões deixamos que Deus realmente penetre na nossa relação. Como? Esvaziando-nos de nós e dando espaço a Deus para entrar, e estando o casal presente em simultâneo há coisas que Deus diz diretamente aos dois e já não é preciso um transmitir ao outro …. e por melhor orador que sejamos nada se compara ao discurso de Deus.

Quando no início começamos a marcar férias para Deus, as reações dos colegas de trabalho foram de surpresa e alguma troça. Mas quando regressamos, eles dizem que vimos diferentes com mais vida e mais felizes. E chegam a comentar connosco que também precisavam de fazer algo parecido, pois as férias deles não lhes tiram a preocupação e inquietação da vida. Nós propomos que embarquem na mesma aventura, mas muitos receios ainda se lhes levantam.
Também os nossos filhos, no princípio, não percebiam porque é que os pais iam estar uma semana longe. Agora já são eles que nos pedem se podem vir connosco. Dizem que vimos com mais paciência e com mais tempo para eles.

E quanto mais “cheiramos Deus” mais queremos “cheirar a Deus”. E a fasquia vai subindo sem darmos conta… desejamos passar uma semana em família na Comunidade de Taizé e, quem sabe, um mês em missão com os Leigos para o Desenvolvimento.
No ano passado, estivemos em retiro uma semana na casa dos espiritanos em Barcelos, a que se seguiram três semanas nas férias do mundo. Quando voltámos ao trabalho, dizíamos que tinham sido seis semanas de férias, pois a primeira tinha valido por três!"
Fonte:
http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=91705

domingo, 24 de junho de 2012

Famílias com dois ou mais filhos são mais felizes, assegura autoridade vaticana

MADRI (ACI/EWTN Noticias)- O Presidente do Pontifício Conselho para a Família, Cardeal Ennio Antonelli, assinalou que uma pesquisa feita por este dicastério revelou que as famílias que têm dois ou mais filhos são as que se declaram mais felizes e são as que mais contribuem à sociedade.

Durante sua participação no VI Congresso Mundial das Famílias, que se realizou do dia 25 ao 27 de maio em Madri (Espanha), o Cardeal Antonelli se adiantou uma semana à apresentação do documento, que será feita durante o Encontro Apostólico Mundial das Famílias com o Papa Bento XVI, em Milão.

A autoridade vaticana assinalou que, ante as alternativas de cuidar da família ou trabalhar, "a mulher não deve ser forçada a escolher entre uma e outra esfera. A contribuição da mulher à sociedade é indispensável".

"Conciliar família e trabalho é uma responsabilidade de ambos os cônjuges. É decisão de ambos determinar quanto tempo cada um tem que ter para dedicar-se à casa e quanto tempo para dedicar-se ao trabalho".

O Cardeal Antonelli indicou que a família natural é um bem para as pessoas e para a sociedade, por isso "permanecerá sempre. Não é uma instituição do passado, mas sim e sobre tudo, do futuro".

Para o Presidente do Pontifício Conselho para a Família, a estrutura essencial da família é válida sempre, e remarcou a importância de que o matrimônio sempre esteja aberto ao dom da vida.

Ao referir-se aos ataques contra a família, o Cardeal assinalou que ante o predomínio do discurso relativista, prevalece a consideração da lei natural.

"O positivismo jurídico assegura que o único que vale é a lei da maioria. Não é certo. A razão descobre que ser homem ou ser mulher não é somente um fato fisiológico. A pessoa humana é uma unidade corpórea e espiritual", afirmou.

Fonte: ACI Digital

Assembleia da Pastoral Familiar aprovará Encontros de Preparação de Noivos para o Matrimônio

XVII Assembleia da Pastoral Familiar aprovará as orientações do documento para os Encontros de Preparação de Noivos

Pela primeira vez na história da Arquidiocese foi organizado um documento de autoria própria. Por isso, todas as lideranças são convidadas a dar a sua contribuição


    Acontece no dia 1° de julho na Faculdade Bagozzi, em Curitiba (PR), a XVII Assembleia Arquidiocesana da Pastoral Familiar, promovida pela Comissão Família e Vida. A Assembleia aprovará as orientações do documento para os Encontros de Preparação de Noivos para o Matrimônio.
    Com início às 8 horas, ela é destinada a todos os agentes paroquiais da Pastoral Familiar, demais lideranças pastorais e aos párocos e coordenadores de Setor da Arquidiocese. A Assembleia se inicia com a Santa Missa, presidida por Dom João Carlos Seneme, bispo auxiliar e referencial da Comissão, e segue até às 18 horas, com palestra, momentos para discussões em grupo e plenária de encerramento. A palestra tratará do tema: “Preparação de noivos, oportunidade de evangelizar”, assessorado pela coordenação do Instituto Nacional da Pastoral Familiar (INAPAF), com sede em Brasília..
    Pela primeira vez na história da Arquidiocese de Curitiba, foi organizado um documento de autoria arquidiocesana para os Encontros de Noivos, ou seja, formulado a partir da realidade local da igreja, em consonância com o plano da ação evangelizadora. O documento é resultado do estudo e da experiência de pelos menos 15 anos do Setor Pré-Matrimônio, pertencente à Comissão Família e Vida. A sua qualidade somou-se também a contribuição dos dois subsídios fornecidos pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar: “Setor Pré-Matrimonial” e “Guia de Preparação para a Vida Matrimonial”. Ao todo, foram 3 meses de estudo para a apresentação deste material, entregue em maio às paróquias e capelas para apreciação e análise.
    Até a data da Assembleia, a Comissão Família e Vida pede às comunidades que tomem nota do documento e o analisem, a fim de agilizar o processo de aprovação das orientações no dia 1°. As inscrições seguem até o dia 25 de junho por meio da ficha de inscrição (em anexo) , que deve ser preenchida e repassada à coordenação das Comissão, Afonso e Janete Miotto (afonjanepf@yahoo.com.br). O valor é de R$ 30,00 por pessoa para a refeição, que pode ser acertado no dia.
A Faculdade Bagozzi fica na Rua Caetano Marchesini, 952, Portão - Curitiba (PR). Dúvidas e mais informações com a coordenação, Janete Miotto: (41) 8433-2291 / afonjanepf@yahoo.com.br. Ou diretamente com o Centro Arquidiocesano de Pastoral - (41) 2105-6323.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Curitiba

Estudo demonstra que homens que vivem a paternidade são mais felizes

Estudo demonstra que homens que vivem a paternidade são mais felizes
 CALIFORNIA, (ACI)
Um estudo elaborado por um grupo de psicólogos das universidades Universidade de Riverside, Stanford e British Columbia indica que a paternidade aumenta nos homens os níveis de felicidade em comparação com aqueles que não têm filhos, e evidenciou também que as crianças não são uma fonte de problemas.
Segundo a investigação chamada "Em Defesa da Família: As crianças estão associadas com mais alegria que penas", os pais que participaram do estudo manifestaram um maior grau de felicidade, emoções positivas e vontade de viver que os homens sem filhos.

Do mesmo modo, contra o que comumente se acredita em várias sociedades do mundo, o estudo demonstrou que os pais são mais felizes quando estão cuidando dos seus filhos que em qualquer outro tipo de atividade cotidiana, "apesar das responsabilidades adicionais às que conduz".
Nesse sentido, Elizabeth W. Dunn, psicóloga social da Universidade de British Columbia no Canadá, assinalou que os benefícios emocionais da paternidade se relacionam com o aumento da responsabilidade.

"Ao estar pendente dos cuidados de outra pessoa se fomenta certo altruísmo e o homem deixa de estar tão centrado em si mesmo, e partir desta óptica fomenta-se as emoções positivas", expressou Dunn, quem esclareceu ainda que "não se trata de procurar os sentimentos positivos através dos filhos, mas sim de implicar-se em seu cuidado e educação".

Finalmente, os investigadores indicaram que o estudo também contradiz aqueles que acreditam que os filhos são uma fonte de problemas. Segundo o estudo, os filhos não prejudicam o desenvolvimento pessoal dos pais nem limitam suas relações sociais.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

domingo, 3 de junho de 2012

Família é chamada a ser como a Santíssima Trindade

A solenidade litúrgica da Santíssima Trindade foi celebrada pela Igreja neste domingo. Durante a Missa no Parque Bresso, em Milão, nesta manhã, o Papa Bento XVI explicou que esta solenidade “convida-nos a contemplar este mistério, mas impele-nos também ao compromisso de viver a comunhão com Deus e entre nós segundo o modelo da comunhão trinitária”.

“Somos chamados a acolher e a transmitir, concordes, as verdades da fé; a viver o amor recíproco e para com todos, compartilhando alegrias e sofrimentos, aprendendo a pedir e a dar o perdão, valorizando os diversos carismas sob a guia dos Pastores”, destacou Bento XVI aos quase um milhão de fiéis e peregrinos reunidos ali e que participam do 7º Encontro Mundial das Famílias.

Assim como a Igreja, ressaltou o Pontífice, a família fundada no matrimônio entre o homem e a mulher é chamada a ser imagem do Deus Uno em Três Pessoas.

“Deus criou o ser humano, homem e mulher, com igual dignidade, mas também com características próprias e complementares, para que os dois fossem dom um para o outro, se valorizassem reciprocamente e realizassem uma comunidade de amor e de vida. O amor é o que faz da pessoa humana a autêntica imagem de Deus”, disse.

O Santo Padre salientou aos esposos que na vivência do matrimônio não é dado qualquer coisa ou alguma atividade, mas a vida inteira. E o amor deles deve ser fecundo, antes de mais nada, para eles mesmos, porque desejam realizar o bem um do outro, experimentando a alegria do receber e do dar. E é fecundo também na procriação generosa e responsável dos filhos.

“A vossa vocação não é fácil de viver, especialmente hoje, mas a realidade do amor é maravilhosa, é a única força que pode verdadeiramente transformar o mundo”, destacou o Bento VXI.

O Papa indicou então para as famílias caminhos para crescer no amor: manter um relacionamento perseverante com Deus e participar na vida eclesial, cultivar o diálogo, respeitar o ponto de vista do outro, estar disponíveis para servir, ser paciente com os defeitos alheios, saber perdoar e pedir perdão, superar com inteligência e humildade os possíveis conflitos, concordar as diretrizes educacionais, estar abertos às outras famílias, atentos aos pobres, ser responsáveis na sociedade civil.


Dores e separações

Bento XVI dedicou ainda uma palavra aos fiéis que, embora compartilhando os ensinamentos da Igreja sobre a família, estão marcados por experiências dolorosas de falência e separação.

“Sabei que o Papa e a Igreja vos apoiam na vossa fadiga. Encorajo-vos a permanecer unidos às vossas comunidades, enquanto almejo que as dioceses assumam adequadas iniciativas de acolhimento e proximidade”, afirmou.


Equilíbrio entre família, trabalho e festa

“A família, o trabalho e festa”, este é o tema central deste 7º Encontro Mundial das Famílias, que termina neste domingo. Para o Santo Padre, estes são três dons de Deus, três dimensões da vida que devem encontrar num equilíbrio harmonioso.

“Harmonizar os horários do trabalho e as exigências da família, a profissão e a maternidade, o trabalho e a festa é importante para construir sociedades com um rosto humano”, disse.
Nisto, o Papa pediu aos fiéis que privilegiem sempre a lógica do ser sobre a do ter, pois a primeira constrói e a segunda acaba por destruir.

“É preciso educar-se para crer, em primeiro lugar na família, no amor autêntico”, concluiu.

Fonte:
Nicole Melhado
Da Redação

http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=286400