"Poderíamos aqui meditar sobre como seria saudável também para a nossa sociedade atual se num dia as famílias permanecessem juntas, tornassem o lar como casa e como realização da comunhão no repouso de Deus" (Papa Bento XVI, Citação do livro Jesus de Nazaré, Trad. José Jacinto Ferreira de Farias, SCJ, São Paulo: Ed. Planeta, 2007, p. 106)

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O mundo só mudará com “familias santas”, como a de Santa Teresinha
Reflexões de Frei Patrício Sciadini, ocd, superior carmelita no Egito 

Por Redação
Cairo, 18 de Outubro de 2015 (ZENIT.org)

Os olhos de todos os cristãos e não cristãos estão nestes dias fixos em Roma, onde se realiza a segunda etapa do Sínodo da Família. Centenas de bispos, de especialistas da pastoral familiar, reunidos buscam dar uma resposta  para “reconstruir a família humana” como lugar de alegria, de amor, de esperança,  onde se constrói o futuro de amanhã. A família “está doente”, de uma enfermidade que foi provocada um pouco intencionalmente, pelos meios de comunicação,  que colocam na mesa  das famílias de tudo: coisas boas e ruins, alimentos que saciam e que contaminam e nem sempre os comensais  têm a capacidade de reconhecer  os alimentos contaminados. A família tem também  se fragilizado  por outras causas ideológicas; em vista de solucionar os problemas de desentendimentos  e de conflitos  se tem visto  pessoas da família “fazerem as próprias malas” e irem para outros lugares,  na esperança de criar uma nova família, que não raramente, depois de um pouco de tempo,  também  começa  a  viver em tensões.

A igreja, mãe, mestra e companheira de caminho, está  tomando uma atitude muito séria, acertada: colocar-se na escuta de todos. O Sínodo é o grande espaço da escuta  de todas as vozes do mundo contemporâneo. Questionários preparados corajosamente foram enviados pelo mundo inteiro, seja  a pessoas de fé  e a pessoas sem fé.  A todos a Igreja pediu humildemente uma palavra de luz. Agora, juntos, se reflete sobre as repostas, para depois  dar uma “resposta” oficial do caminho a seguir, para “reconstruir a família”, oferecer remédios  que curam, cirurgia dolorosa, terapias longas,  caminhos  que não serão fáceis. Escutaremos gritos que chegam de todos os lados, de pessoas  que cantam a vitória  e de pessoas  que choram por  derrotas. Mas no amor não existe nem vitória e nem derrota, existe só o amor que ama, perdoa, é misericordioso e caminha  de mãos dadas para  abrir novos caminhos de luz e de esperança. Sem dúvida soam importantíssimas as vozes da  sociologia, da psicologia, da pastoral,  de todas as ciências humanas. A missão da Igreja é buscar caminhos e luz,  venham de onde vierem. Não é condenar, é amar, compreender e anunciar corajosamente a Verdade que liberta. Não a verdade anônima, obscura, ambígua, de superficialidade; a verdade que tem um nome e se chama JESUS. Ele é caminho, luz, verdade e vida.

Em  todo este vai e vem de idéias, de confrontos, de discórdias e quem sabe  de desuniões, a Igreja durante este Sínodo, tomou uma das decisões mais acertadas, mais luminosas para dar uma reposta que não pode ser contestada sobre o caminho a seguir, para reconstruir a família: a canonização dos pais de santa Teresa do Menino Jesus.

Que significa isto? Que mensagem a Igreja quer dar com este gesto profético e testemunhal de um casal  santo e de uma família santa?

Diante da canonização, isto é, da proclamação pela Igreja  como santos os pais de santa Teresinha, Luiz Martin e Zélia Guerin, surge uma pergunta que nos angustia a todos nós, especialmente aos casais   do mundo inteiro: mas como eles fizeram para chegar à santidade? A resposta simples é a mesma, que vale para todas as épocas e tempos: VIVENDO O EVANGELHO NA VIDA DE CADA DIA.  Hoje se recorre,  para “desculpar” a nossa mediocridade, a tantas desculpas que  servem só para nos confundir e não nos dão  uma clareza de vida: os tempos são diferentes, o mundo não é o mesmo,  os filhos não são iguais, a sociedade  é culpada e por aí vai... jamais porém poderá existir em todos os tempos e lugares, alguém que seja proclamado santo  que não tenha vivido o Evangelho.
Lendo a vida da família  Martin  nos deparamos com dificuldades que têm o sabor e a cor de toda história, dificuldades materiais. Houve momentos materialmente difíceis para a família Martin, em que o trabalho de “relojoeiro” de Luiz não era suficiente  e o peso das despesas  caía sobre as costas de Zélia, que administrava com competência  a pequena fábrica de  bordado. Dificuldades de caráter, Zélia era dinâmica,  pronta, ágil, de  grande intuição; já Luiz  era um homem  pacato, tranqüilo,  que gostava mais de viajar e de ficar em casa, preferia ficar lendo os seus livros e pensando que trabalhar na relojoaria. Dificuldades  na orientação educativa das filhas: Zélia era mais determinada e amorosa, mas mais dura;  Luiz era bondoso, gostava de brincar com as filhas,  contar histórias  ou levar as filhas à igreja. Mas havia pontos em comum: solidez da fé, o amor à Igreja, a participação aos sacramentos, uma educação cristã de verdade. O Evangelho e a doutrina da Igreja  eram seguidos “à risca”;  a família era uma pequena igreja, havia o amor aos pobres, se ensinava não com as palavras, mas sim com a vida. Uma família onde a chama do testemunho ardia sem se apagar. Teresinha define seus pais com uma pincelada que é  magistral: “Deus me deu pais mais dignos do Céu que da Terra”.
O gesto da Igreja de proclamar santos, durante o Sínodo da Família, os pais de Santa Teresinha será sem dúvida a mais bela intervenção pública de que  só famílias santas poderão transformar o mundo, a sociedade  e a Igreja. Sem as famílias santas  encontraremos  “paliativos”, mas a família irá continuar “enferma”,   incapaz de superar  as dificuldades   que são inevitáveis.Só o amor nos dá possibilidade, que embora as dificuldades, os caracteres  diferentes, os conflitos, podemos nos amar, perdoar e viver a alegria de estar juntos. Penso de continuar a escrever ainda sobre  os pais de Santa Teresinha proximamente.



Fonte:http://www.zenit.org/pt/articles/o-mundo-so-mudara-com-familias-santas-como-a-de-santa-teresinha

domingo, 18 de outubro de 2015

Vaticano: Papa canonizou pais de Santa Teresinha


São Louis Martin (1823-1894) e Santa Zélie Guérin Martin (1831-1877) são primeiro casal a ser canonizado em conjunto

Cidade do Vaticano, 18 out 2015 (Ecclesia) – O Papa Francisco canonizou hoje no Vaticano os pais de Santa Teresinha, primeiro casal a ser canonizado em conjunto, com exceção dos casos de martírio.

São Louis Martin (1823-1894) e Santa Zélie Guérin Martin (1831-1877) foram proclamados santos durante uma cerimônia que reúne milhares de pessoas na Praça de São Pedro.

Francisco disse que os novos santos "viveram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações das filhas, nomeadamente a de Santa Teresinha do Menino Jesus".

Na sua homilia, o Papa sustentou que há "incompatibilidade entre ambições e carreirismo e o seguimento de Cristo; incompatibilidade entre honras, sucesso, fama, triunfos terrenos e a lógica de Cristo crucificado".

Simbolicamente, a canonização aconteceu durante o Sínodo dos Bispos sobre a família, que decorre até ao próximo dia 25, e no Dia Mundial das Missões, de que Santa Teresa do Menino Jesus é padroeira.

Os pais de Santa Teresinha foram declarados beatos pelo Papa emérito Bento XVI, a 19 de outubro de 2008, numa cerimônia presidida em Lisieux (França) pelo cardeal português D. José Saraiva Martins.

Louis, relojoeiro, e Zélie Martin, bordadeira, casaram-se em 1858 e tiveram nove filhos: quatro faleceram ainda na infância e cinco filhas seguiram a vida religiosa.

Para a canonização foram reconhecidas duas curas tidas como milagrosas: Pietro, criança italiana nascida em 2002, com uma malformação pulmonar, e Carmen, nascida em Espanha no ano de 2008, prematura e com uma grave hemorragia familiar.

As relíquias dos novos santos foram levadas pelas duas crianças durante a Missa.

O Papa canonizou ainda Vincenzo Grossi (Itália, 1845-1917), padre diocesano, fundador do Instituto das Filhas do Oratório, e Maria da Imaculada Conceição (Espanha, 1926-1998), religiosa da Congregação das Irmãs da Companhia da Cruz.

"São Vicente Grossi foi pároco zeloso, sempre atento às necessidades do seu povo, especialmente à fragilidade dos jovens. Com ardor, repartiu o pão da Palavra para todos e tornou-se bom samaritano para os mais necessitados", recordou Francisco.

"Santa Maria da Imaculada Conceição serviu pessoalmente, com grande humildade, os últimos, com uma atenção especial aos filhos dos pobres e aos doentes", acrescentou.

A canonização, ato reservado à Santa Sé desde o século XIII, é a confirmação, por parte da Igreja Católica, de que um fiel católico é digno de culto público universal e de ser apresentado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

"O testemunho luminoso destes novos Santos impele-nos a perseverar no caminho dum serviço alegre aos irmãos, confiando na ajuda de Deus e na proteção materna de Maria. Que eles, do Céu, velem sobre nós e nos apoiem com a sua poderosa intercessão", concluiu o Papa.

Assista abaixo o vídeo da missa de canonização:



Fonte: Agência Ecclesia:

sábado, 17 de outubro de 2015

Superação e Fé – como enfrentar as dificuldades da vida com serenidade


Veja como Adelaide e o marido enfrentaram uma gravidez de risco, o câncer e uma infecção generalizada


A vida é cheia de surpresas, boas e ruins. Com as boas, sabemos muito bem como lidar. Mas, e com as ruins? Como encaramos e enfrentamos os problemas que surgem inesperadamente? A história de Adelaide pode nos ajudar a pensar naquelas situações que não controlamos, o que fazer quando elas surgirem e, principalmente, a quem recorrer nos momentos em que tudo parece estar perdido.
 
Quando Jesus disse que se tivéssemos fé poderíamos mudar uma montanha de lugar (Mateus 17,14-20), ele não estava brincando.







Fonte: https://www.rs21.com.br/noticias/superacao-e-fe/




sexta-feira, 9 de outubro de 2015

BODAS DE CASAMENTO






Celebrar a alegria e benção de estar juntos a cada ano tem seu sentido e encanto. Celebre!!!

Embora a maioria das pessoas só conheça as bodas de prata (25) e de ouro (50), a cultura popular associou um material para cada aniversário de casamento, que representa uma nova etapa de vida.



01º - Bodas de Papel
02º - Bodas de Algodão
03º - Bodas de Couro ou Trigo
04º - Bodas de Flores, Frutas ou Cera
05º - Bodas de Madeira ou Ferro
06º - Bodas de Açúcar ou Perfume
07º - Bodas de Latão ou Lã
08º - Bodas de Barro ou Papoula
09º - Bodas de Cerâmica ou Vime
10º - Bodas de Estanho ou Zinco 
11º - Bodas de Aço
12º - Bodas de Seda ou Ônix
13º - Bodas de Linho ou Renda
14º - Bodas de Marfim
15º - Bodas de Cristal
16º - Bodas de Safira ou Turmalina
17º - Bodas de Rosa
18º - Bodas de Turquesa
19º - Bodas de Cretone ou Água Marinha
20º - Bodas de Porcelana
21º - Bodas de Zircão
22º - Bodas de Louça
23º - Bodas de Palha
24º - Bodas de Opala

25º - Bodas de Prata 

26º - Bodas de Alexandrita
27º - Bodas de Crisoprásio
28º - Bodas de Hematita
29º - Bodas de Erva
30º - Bodas de Pérola 
31º - Bodas de Nácar
32º - Bodas de Pinho
33º - Bodas de Crizopala
34º - Bodas de Oliveira
35º - Bodas de Coral 
36º - Bodas de Cedro
37º - Bodas de Aventurina
38º - Bodas de Carvalho
39º - Bodas de Mármore
40º - Bodas de Esmeralda 
41º - Bodas de Seda
42º - Bodas de Prata dourada
43º - Bodas de Azeviche
44º - Bodas de Carbonato

45º - Bodas de Rubi 

46º - Bodas de Alabastro
47º - Bodas de Jaspe
48º - Bodas de Granito
49º - Bodas de Heliotrópio

50º - Bodas de Ouro 

51º - Bodas de Bronze
52º - Bodas de Argila
53º - Bodas de Antimônio
54º - Bodas de Níquel
55º - Bodas de Ametista 
56º - Bodas de Malaquita
57º - Bodas de Lápis-lazúli
58º - Bodas de Vidro
59º - Bodas de Cereja

60º - Bodas de Diamante 
61º - Bodas de Cobre
62º - Bodas de Telurita
63º - Bodas de Sândalo

64º - Bodas de Fabulita
65º - Bodas de Platina 
66º - Bodas de Ébano
67º - Bodas de Neve
68º - Bodas de Chumbo
69º - Bodas de Mercúrio
70º - Bodas de Vinho
71º - Bodas de Zinco
72º - Bodas de Aveia
73º - Bodas de Manjerona
74º - Bodas de Macieira

75º - Bodas de Brilhante ou Alabastro
76º - Bodas de Cipestre
77º - Bodas de Alfazema
78º - Bodas de Benjoim
79º - Bodas de Café
80º - Bodas de Nogueira ou Carvalho
81º - Bodas de Cacau
82º - Bodas de Cravo
83º - Bodas de Begônia
84º - Bodas de Crisântemo
85º - Bodas de Girassol
86º - Bodas de Hortênsia
87º - Bodas de Nogueira
88º - Bodas de Pêra
89º - Bodas de Figueira
90º - Bodas de Álamo
91º - Bodas de Pinheiro
92º - Bodas de Salgueiro
93º - Bodas de Imbuia
94º - Bodas de Palmeira
95º - Bodas de Sândalo
96º - Bodas de Oliveira
97º - Bodas de Abeto
98º - Bodas de Pinheiro
99º - Bodas de Salgueiro
100º - Bodas de Jequitibá 


Fonte: http://www.portaldafamilia.org/datas/bodas/bodas.shtml

I SIMPÓSIO FAMÍLIA EM DIÁLOGO COM A TEOLOGIA E A SOCIEDADE: INTERFACES E DESAFIOS





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Inscrição gratuita


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Apresentação

O I SIMPÓSIO FAMÍLIA EM DIÁLOGO COM A TEOLOGIA E A SOCIEDADE: INTERFACES E DESAFIOS tratará das circunstâncias em que a família se encontra, com suas luzes e sombras, a fim de que se possam indicar, para as situações e os problemas da realidade, as respostas concretas e adequadas que destaquem o bem-estar humano relacionado à família, pois a centralidade da família para a pessoa dá-se no reconhecimento de sua integridade como primeira e fundamental estrutura a favor da “ecologia humana”.
Na família se experimenta a básica sociabilidade humana, a qual contribui com a sociedade de modo único e insubstituível; a família nasce da comunhão das pessoas e diz respeito à relação pessoal entre o “eu” e o “tu”. Contudo, a comunidade supera este esquema na direção de uma “sociedade”, de um “nós”. A família, comunidade de pessoas, é a primeira experiência desta sociabilidade.
Uma sociedade à medida da família é a melhor garantia contra toda a deriva de tipo individualista ou coletivista, porque nela a pessoa está sempre no centro da atenção, enquanto fim e nunca como meio. É de todo evidente que o bem das pessoas e o bom funcionamento da sociedade, portanto, estão estreitamente conexos.
O objetivo da socialização dos trabalhos investigativos de cada grupo de pesquisa visa identificar a correlação entre processos políticos, experiências religiosas e suas respectivas cosmovisões.

Instituição Promotora

A iniciativa do evento parte do Grupo de pesquisa A Relação Pessoa-Família como Fundamento Construtivo da Vida Social e Religiosa inserido no Programa de Estudos Pós-Graduados (PEPG) em Teologia da PUC-SP com o apoio da Cátedra de Família da PUC-SP, dentro de um conjunto de medidas tomadas para sua consolidação na crescente profissionalização da Teologia e Ciências da Religião como área de conhecimento no Brasil, como ocorre em diversos países da Europa e América do Norte. Deste modo, o programa visa contribuir para a dinâmica de maior integração na universidade entre pesquisa, docência e extensão a serviço da sociedade e diálogo e cooperação com demais instituições acadêmicas.

Objetivos

  • Demonstrar que a pessoa humana está naturalmente vinculada à família;
  • Estudar o contexto cultural em que se encontra a família com suas principais realizações e dificuldades; identidade religiosa, rito e espiritualidade integradora, o papel da ética cristã, opção pelos pobres, literatura bíblica e justiça social;
  • Pontar linhas de ação pastoral para as diversas situações vividas pelas famílias fundamentadas na tradição bíblica e cultural;
  • Analisar os organismos sociais, governamentais e eclesiais que trabalham com a família;

Metodologia

Visa dinamizar a interação entre docentes pesquisadores e discentes da casa e de outras instituições convidadas. Pretende assim trabalhar de forma diversificada, a saber, com uma conferência de abertura, seguida nos demais dias entremesas temáticas encampadas pelos grupos de pesquisa.
De modo especial,privilegia-se na dinâmica do Simpósio a atuação dos grupos de pesquisa que interagem suas respectivas pesquisas de pós-graduação com as dos demais programas, incentivando a comunicação da pesquisa em andamento dos discentes pós-graduados como momento importante de debate sobre o próprio trabalho em elaboração, bem como fomenta o estímulo à aproximação do aluno da graduação para após-graduação, sob a forma de comunicação da iniciação científica dos alunos discentes.

Destinatários

O Simpósio está constituído por doutores (as) em Teologia, Direito, Psicologia, Serviço Social e Geografia e dirige-se especialmente aos (às) pesquisadores(as) e especialistas dessa área e de áreas afins, interessados(as) em aprofundar e discutir a questão Família e Sociedade. Também está aberto a acolher alunos(as) do Programa de Pós-Graduação, graduação e pessoas da sociedade em geral interessadas na temática a ser debatida.

Agenda

04 de novembro, quarta-feira
17hAbertura
17h30
  • 1. A teologia Paulina sobre o matrimônio
    Prof. Dr. Pe. Boris Agustín Nef Ulloa- Faculdade de Teologia da PUC-SP
  • 2. Família, empatia e construção mútua: aspectos da antropologia teológica
    Profa. Dra. Clélia Peretti- Faculdade de Teologia da PUC-PR
19h
  • 3. Deus Uno e Trino e a família
    Profa. Dra. Maria Freire da Silva– Faculdade de Teologia da PUC-SP
  • 4. A Contribuição da Família para a Consolidação dos Direitos Humanos
    Profa. Dra. Carolina Alves de Souza Lima – Faculdade de Direito da PUC-SP
20h30
  • 5. A violência contra mulher na família
    Profa. Dra. Valéria DiezScarance Fernandes - Faculdade de Direito da PUC-SP
  • 6. A posição ocupada pela família nos diversos sistemas de proteção social
    Profa. Dra. Marta Silva Campos – Faculdade de Serviço Social da PUC-SP
21h30Encerramento do dia

05 de novembro, quinta-feira
16h30Comunicação de trabalhos
17h30
  • 8. Os casais no Antigo Testamento
    Prof. Dr. Matthias Grenzer – Faculdade de Teologia da PUC-SP
  • 9. A família como matriz de identidade pessoal e social
    Profa. Dra. Rosa Maria Stefanini de Macedo– Faculdade de Psicologia da PUC-SP
19h00
  • 10. Família e esporte: uma aproximação teológica
    Prof. Dr. Pe. Denilson Geraldo - Faculdade de Teologia da PUC-SP
  • 11. Migração e família: novos desafios
    Profa. Dra. Marcia Maria Cabreira Monteiro de Souza - Dep. Geografia/PUC-SP
20h30
  • 12. A perspectiva antropológica e pastoral do Sínodo dos bispos sobre a família.
    Dom Odilo Pedro Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo.
21h30Encerramento do dia

Local

PUC-SP - Campus Santana
Rua Voluntários da Pátria, 1653 - Santana - São Paulo - SP
CEP: 02011-300

Contato

Comissão Organizadora/Secretaria Geral
E-mails: secteologia@pucsp.br
Telefones: (11) 2065-4619 ou (11) 2226-6170

Fonte: http://www.pucsp.br/evento/simposio-familia-teologia-sociedade-2015

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Homilia do Papa na missa de abertura do Sínodo da Família

“Tal é o sonho de Deus para a sua dileta criatura: vê-la realizada na união de amor entre homem e mulher; feliz no caminho comum, fecunda na doação recíproca”
Por Redação

Cidade do Vaticano, 04 de Outubro de 2015 (ZENIT.org)

O Papa Francisco inaugurou neste domingo (4), a XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo, cujo tema é a família, com uma missa solene na Basílica de São Pedro. A partir desta segunda-feira (5), os padres sinodais vão debater “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”.
Apresentamos a seguir a íntegra da homilia pronunciada pelo Papa Francisco.



«Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor chegou à perfeição em nós» (1 Jo 4, 12).

As Leituras bíblicas deste Domingo parecem escolhidas de propósito para o evento de graça que a Igreja está a viver, ou seja, a Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos que tem por tema a família e é inaugurada com esta celebração eucarística.

Aquelas estão centradas em três argumentos: o drama da solidão, o amor entre homem-mulher e a família.

A solidão

Como lemos na primeira Leitura, Adão vivia no Paraíso, impunha os nomes às outras criaturas, exercendo um domínio que demonstra a sua indiscutível e incomparável superioridade, e contudo sentia-se só, porque «não encontrou auxiliar semelhante a ele» (Gn 2, 20) e sentia a solidão.

A solidão, o drama que ainda hoje aflige muitos homens e mulheres. Penso nos idosos abandonados até pelos seus entes queridos e pelos próprios filhos; nos viúvos e nas viúvas; em tantos homens e mulheres, deixados pela sua esposa e pelo seu marido; em muitas pessoas que se sentem realmente sozinhas, não compreendidas nem escutadas; nos migrantes e prófugos que escapam de guerras e perseguições; e em tantos jovens vítimas da cultura do consumismo, do «usa e joga fora» e da cultura do descarte.

Hoje vive-se o paradoxo dum mundo globalizado onde vemos tantas habitações de luxo e arranha-céus, mas o calor da casa e da família é cada vez menor; muitos projectos ambiciosos, mas pouco tempo para viver aquilo que foi realizado; muitos meios sofisticados de diversão, mas há um vazio cada vez mais profundo no coração; tantos prazeres, mas pouco amor; tanta liberdade, mas pouca autonomia... Aumenta cada vez mais o número das pessoas que se sentem sozinhas, e também daquelas que se fecham no egoísmo, na melancolia, na violência destrutiva e na escravidão do prazer e do deus-dinheiro.

Em certo sentido, hoje vivemos a mesma experiência de Adão: tanto poder acompanhado por tanta solidão e vulnerabilidade; e ícone disso mesmo é a família. Verifica-se cada vez menos seriedade em levar por diante uma relação sólida e fecunda de amor: na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, na boa e na má sorte. Cada vez mais o amor duradouro, fiel, consciencioso, estável, fecundo é objecto de zombaria e olhado como se fosse uma antiguidade. Parece que as sociedades mais avançadas sejam precisamente aquelas que têm a taxa mais baixa de natalidade e a taxa maior de abortos, de divórcios, de suicídios e de poluição ambiental e social.

O amor entre homem e mulher

Ainda na primeira Leitura, lemos que o coração de Deus, ao ver a solidão de Adão, ficou como que entristecido e disse: «Não é conveniente que o homem esteja só; vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele» (Gn 2, 18). Estas palavras demonstram que nada torna tão feliz o coração do homem como um coração que lhe seja semelhante, lhe corresponda, o ame e tire da solidão e de sentir-se só. Demonstram também que Deus não criou o ser humano para viver na tristeza ou para estar sozinho, mas para a felicidade, para partilhar o seu caminho com outra pessoa que lhe seja complementar; para viver a experiência maravilhosa do amor, isto é, amar e ser amado; e para ver o seu amor fecundo nos filhos, como diz o salmo que foi proclamado hoje (cf. Sal 128).

Tal é o sonho de Deus para a sua dilecta criatura: vê-la realizada na união de amor entre homem e mulher; feliz no caminho comum, fecunda na doação recíproca. É o mesmo desígnio que Jesus, no Evangelho de hoje, resume com estas palavras: «Desde o princípio da criação, Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher, e serão os dois um só. Portanto, já não são dois, mas um só» (Mc 10, 6-8; cf. Gn 1, 27; 2, 24).

Jesus, perante a pergunta retórica que Lhe puseram (provavelmente como uma cilada, para fazê-Lo sem mais aparecer odioso à multidão que O seguia e que praticava o divórcio, como uma realidade consolidada e intangível), responde de maneira franca e inesperada: leva tudo de volta à origem, à origem da criação, para nos ensinar que Deus abençoa o amor humano, é Ele que une os corações de um homem e de uma mulher que se amam e liga-os na unidade e na indissolubilidade. Isto significa que o objectivo da vida conjugal não é apenas viver juntos para sempre, mas amar-se para sempre. Jesus restabelece assim a ordem originária e originadora.

A família

«Pois bem. O que Deus uniu não o separe o homem» (Mc 10, 9). É uma exortação aos crentes para superar toda a forma de individualismo e de legalismo, que se esconde num egoísmo mesquinho e no medo de aderir ao significado autêntico do casal e da sexualidade humana no projeto de Deus.

Com efeito, só à luz da loucura da gratuidade do amor pascal de Jesus é que aparecerá compreensível a loucura da gratuidade dum amor conjugal único e usque ad mortem.

Para Deus, o matrimônio não é utopia da adolescência, mas um sonho sem o qual a sua criatura estará condenada à solidão. De facto, o medo de aderir a este projecto paralisa o coração humano.
Paradoxalmente, também o homem de hoje – que muitas vezes ridiculariza este desígnio – continua atraído e fascinado por todo o amor autêntico, por todo o amor sólido, por todo o amor fecundo, por todo o amor fiel e perpétuo. Vemo-lo ir atrás dos amores temporários, mas sonha com o amor autêntico; corre atrás dos prazeres carnais, mas deseja a doação total.

De fato, «agora que provamos plenamente as promessas da liberdade ilimitada, começamos de novo a compreender a expressão “a tristeza deste mundo”. Os prazeres proibidos perderam o seu fascínio, logo que deixaram de ser proibidos. Mesmo quando são levados ao extremo e repetidos ao infinito, aparecem insípidos, porque são coisas finitas, e nós, ao contrário, temos sede de infinito» (Joseph Ratzinger, Auf Christus schauen. Einübung in Glaube, Hoffnung, Liebe, Friburgo 1989, p. 73).

Neste contexto social e matrimonial bastante difícil, a Igreja é chamada a viver a sua missão na fidelidade, na verdade e na caridade. A Igreja é chamada a viver a sua missão na fidelidade ao seu Mestre como voz que grita no deserto, para defender o amor fiel e encorajar as inúmeras famílias que vivem o seu matrimônio como um espaço onde se manifesta o amor divino; para defender a sacralidade da vida, de toda a vida; para defender a unidade e a indissolubilidade do vínculo conjugal como sinal da graça de Deus e da capacidade que o homem tem de amar seriamente.

A Igreja é chamada a viver a sua missão na verdade que não se altera segundo as modas passageiras ou as opiniões dominantes. A verdade que protege o homem e a humanidade das tentações da auto-referencialidade e de transformar o amor fecundo em egoísmo estéril, a união fiel em ligações temporárias. «Sem verdade, a caridade cai no sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente. É o risco fatal do amor numa cultura sem verdade» (Bento XVI, Enc. Caritas in veritate, 3).

E a Igreja é chamada a viver a sua missão na caridade que não aponta o dedo para julgar os outros, mas – fiel à sua natureza de mãe – sente-se no dever de procurar e cuidar dos casais feridos com o óleo da aceitação e da misericórdia; de ser «hospital de campanha», com as portas abertas para acolher todo aquele que bate pedindo ajuda e apoio; e mais, de sair do próprio redil ao encontro dos outros com amor verdadeiro, para caminhar com a humanidade ferida, para a integrar e conduzir à fonte de salvação.

Uma Igreja que ensina e defende os valores fundamentais, sem esquecer que «o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado» (Mc 2, 27); e sem esquecer que Jesus disse também: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores» (Mc 2, 17). Uma Igreja que educa para o amor autêntico, capaz de tirar da solidão, sem esquecer a sua missão de bom samaritano da humanidade ferida.

Recordo São João Paulo II, quando dizia: «O erro e o mal devem sempre ser condenados e combatidos; mas o homem que cai ou que erra deve ser compreendido e amado. (...) Devemos amar o nosso tempo e ajudar o homem do nosso tempo» [Discurso à Acção Católica Italiana, 30 de Dezembro de 1978: Insegnamenti (1978), 450]. E a Igreja deve procurá-lo, acolhê-lo e acompanhá-lo, porque uma Igreja com as portas fechadas atraiçoa-se a si mesma e à sua missão e, em vez de ser ponte, torna-se uma barreira: «De facto, tanto o que santifica, como os que são santificados, provêm todos de um só; razão pela qual não se envergonha de lhes chamar irmãos» (Heb 2, 11).

Com este espírito, peçamos ao Senhor que nos acompanhe no Sínodo e guie a sua Igreja pela intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria e de São José, seu castíssimo esposo.