"Poderíamos aqui meditar sobre como seria saudável também para a nossa sociedade atual se num dia as famílias permanecessem juntas, tornassem o lar como casa e como realização da comunhão no repouso de Deus" (Papa Bento XVI, Citação do livro Jesus de Nazaré, Trad. José Jacinto Ferreira de Farias, SCJ, São Paulo: Ed. Planeta, 2007, p. 106)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

ORAÇÃO DA FAMÍLIA


Senhor,
nós vos louvamos pela nossa família
e agradecemos a vossa presença
em nosso lar.

Iluminai-nos para sejamos capazes
de assumir nosso compromisso de fé na Igreja
e de participar da vida de nossa comunidade.

Ensinai-nos a vir a vossa palavra
e o novo mandamento do amor.

Concedei-nos a capacidade
de reconhecer nossas diferenças
de idade, de sexo, de caráter,
para nos ajudarmos mutuamente,
para nos perdoarmos as fraquezas,
comprendermos nossos erros
e vivermos em harmonia.

Dai-nos, Senhor, boa saúde,
trabalho com salário justo
e um lar onde possamos viver felizes.

Ensinai-nos a tratar bem
os mais necessitados e pobres
e dai-nos a graça de aceitar com fé
a doença e a morte
quando se aproximarem de nossa família.

Ajudai-nos a respeitar e incentivar
a vocação de cada um e também daqueles
que Deus chamar a seu serviço.

Que em nossa família reine a confiança,
a fidelidade, o respeito múto
e que o amor nos una cada vez mais.

Permanecei em nossa família, Senhor,
e abençoai nosso lar hoje e sempre. Amém.

sábado, 11 de julho de 2009

Primeira festa litúrgica dos pais de Santa Teresinha

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Numerosas famílias participarão da cerimônia


LISIEUX, sexta-feira, 10 de julho de 2009 (ZENIT.org).


- O arcebispo de Milão, o cardeal Dionigi Tettamanzi, presidirá, neste domingo, 12 de julho, em Lisieux, França, a primeira festa litúrgica dos esposos Louis (1823-1894) e Zélie (1831-1877) Martin.O cardeal Tettamanzi convidou especialmente as famílias de sua diocese para que o acompanhem a Lisieux para a festa destes dois esposos, pais de Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, beatificados conjuntamente em 19 de outubro de 2008.O cardeal foi quem iniciou o processo para examinar a cura inexplicável de um bebê, Pietro Schilirò, de Monza, aprovada pela congregação romana para as causas dos santos para o processo de beatificação.O reitor do santuáio de Lisieux, Dom Bernard Lagoutte, também convidou as famílias a participar desta celebração, com o conselho do pai de Teresa: “Seja feliz”.A missa acontecerá às 10h30 na basílica do Santuário de Lisieux.A data de 12 de julho foi escolhida para celebrar a festa litúrgica dos esposos Martin por ser o aniversário de seu casamento, em Alençon, à meia-noite de 12 de julho de 1858, na igreja de Notre-Dame.Pietro Schilirò, quinto filho de Valter e Adele Leo nasceu em 25 de maio de 2002 no hospital Saint-Gérard de Monza, na Itália.Da sala de parto foi levado imediatamente para a unidade de tratamento intensivo por uma grave insuficiência respiratória. Foi entubado e conectado a um respirador.Em 3 de junho, os médicos lhe declararam em perigo de morte. Seus pais chamaram o Pe. Antonio Sangalli, carmelita, de Monza, para batizar Pietro com urgência, e assim o fez.Com o consentimento de seus pais, realizou-se uma biopsia no bebê em 6 de junho para propiciar um diagnóstico. Isso implicava um grande risco para o pequeno.Pe. Sangalli propôs então a seus pais, que conhecia desde há anos, que rezassem uma novena a Louis e Zélie Martin, e eles aceitaram, pedindo a numerosos parentes e amigos que se unissem a eles.O resultado da biopsia não foi bom. Contudo, os médicos se surpreenderam ao constatar que o menino suportava a ventilação dos pulmões sem sucumbir.O doutor D’Alessio, cirurgião do hospital de Legnano (Milão), declarou que o exame macroscópio se apresentava nas piores condições e que, em sua opinião, o estado de Pietro era desesperador.O doutor Capellini, do hospital de Monza, depois de examinar seu histórico, falou de uma má formação congênita devido a um insuficiente amadurecimento pulmonar.O doutor Zorloni advertiu a família do quadro mortal e que se extrairiam mostras post portem do recém-nascido para os exames futuros.A família e seus amigos começaram uma segunda novena. Em 13 de junho, após a oração do rosário, Pe. Sangalli reiterou o pedido a Louis e Zélie Martin para fazer-lhes conhecer a vontade de Deus e para curar o menino.Em 2 de julho, o respirador foi retirado do bebê e em 27 abandonou o hospital. Tinha 33 dias.Em 14 de setembro, Pietro foi levado à paróquia de Monza para receber os ritos complementares ao batismo em presença de 400 pessoas que deram graças.Muitos médicos aconselharam seus pais que uma comissão da Igreja examinasse o caso de seu filho.De 31 de dezembro de 2002 a 3 de janeiro de 2003, a família Schilirò, com Pietro, de sete meses; o padre Sangalli, que se converteu em vice-postulador da causa dos esposos, e um grupo de peregrinos italianos foram a Lisieux para agradecer.Em 10 de junho de 2003 (após a intervenção de dezenas de testemunhos, entre eles sete médicos), na capela do arcebispado de Milão, o cardeal arcebispo reconheceu a origem milagrosa desta cura.Bento XVI, em uma carta de preparação do VI Encontro Mundial das Famílias, apresentou Marie Zélie Guérin e Louis Martin como “modelos exemplares de vida cristã para as famílias de hoje”.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Primeiro CASAL de beatos brasileiros!

Os 30 nomes beatificados são dos dois sacerdotes, Pe. André e Pe. Ambrosio, e de 28 leigos! Estes nossos mártires são o retrato de nossas famílias, pois entre eles várias famílias foram sacrificadas: velhos, adultos e crianças, até mesmo bebês de colo, homens e mulheres, unidos para sempre ao sacrifício de Cristo na cruz (CONHEÇA A HISTÓRIA DO MARTÍRIO).
Estão entre os mártires do Rio Grande do Norte as primeiras 5 brasileiras beatificadas (uma mulher casada, três meninas e uma ainda bebê, de cerca de dois meses!).
E entre os mártires encontra-se o primeiro casal de brasileiros a ser beatificado: o Beato Manuel Rodrigues de Moura e sua Beata esposa! Certamente, entre os cerca de 80 fiéis martirizados na capela de Cunhaú enquanto assistiam a missa, vários casais foram mortos, mas somente entre os sacrificados de Uruaçu pudemos conhecer o nome de um deles, o Beato Manuel e esposa. Que este santo casal fale em nome de todos os inúmeros casais ali martirizados, cujos nomes desconhecemos, e, porque não, em nome de todos os casais santos de nosso Brasil. Deus seja louvado nos seus casais santos, nossos pais e mães, nossos antepassados, dos quais recebemos a vida do corpo e a vida da fé! Amém!
“Segundo o Postulador da Causa dos Mártires, Mons. Francisco de Assis Pereira, “a memória dos servos de Deus sacrificados em Cunhaú e Uruaçu, em 1645, permaneceu viva na alma do povo potiguar, que os venera como ínclitos defensores da fé católica”. O processo de beatificação foi concedido pela Santa Sé, no dia 16 de junho de 1989. Em 21 de dezembro de 1998, o Papa João II assinou o Decreto reconhecendo o martírio de 30 brasileiros, sendo dois sacerdotes e 28 leigos.O Monsenhor Assis acompanhou o processo de beatificação junto ao Vaticano, por mais de dez anos, reunindo documentos em pesquisas realizadas em Portugal, Holanda e no Brasil. Deste material resultou o livro Protomártires do Brasil, de sua autoria, lançado no final de 1999”. Não deixe de ler este tocante livro, para melhor conhecer estes nossos mártires! (Publicado pela Ed. Santuário, à venda em todas as livrarias católicas).
“A celebração de Beatificação aconteceu na Praça de São Pedro, no Vaticano, dia 5 de março de 2000, presidida pelo Santo Padre João Paulo II. Cerca de mil brasileiros participaram da celebração. Durante a Santa Missa, João Paulo II pronunciou sua homilia em italiano, português, polonês, francês e inglês. O Papa fez a seguinte reflexão em português: “São estes os sentimentos que invadem nossos corações, ao evocar a significativa lembrança da celebração dos quinhentos anos da evangelização no Brasil, que acontece este ano. Naquele imenso País, não foram poucas as dificuldades de implantação do Evangelho. A presença da igreja foi se afirmando lentamente mediante a ação missionária de várias ordens e congregações religiosas e de sacerdotes do clero diocesano. Os mártires, que hoje são beatificados, saíram, no fim do século XVII, das comunidades de Cunhaú e Uruaçu, do Rio Grande do Norte. André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro – presbíteros e 28 companheiros leigos pertencem a esta geração de mártires que regou o solo pátrio, tornando-o fértil para a geração de novos cristãos”. (...) Um deles, Mateus Moreira, estando ainda vivo, foi-lhe arrancado o coração das costas, mas ele ainda teve forças para proclamar a sua fé na Eucaristia, dizendo: ‘Louvado seja o Santíssimo Sacramento”.
Fonte: Santos do Brasil

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Beatos – Luiz Beltrami Quattrocchi e Maria Corsini Beltrami Quattrocchi

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Você já ouviu falar em Luigi e Maria Beltrame Quattrocchi? Provavelmente, não. Talvez você nem saiba que exista um casal na Igreja em processo de canonização. Pois é verdade. Luigi e Maria foram o primeiro casal beatificado por João Paulo II e isso aconteceu no dia 21 de outubro de 2001.

Na história da Igreja foi um acontecimento inédito. Um casal do século XX declarado beato, os filhos presentes na cerimônia de beatificação dos pais, dois deles sacerdotes concelebravam com João Paulo II, tudo isso na mesma Igreja onde cem anos atrás os pais deram-se um ao outro em matrimônio. Estamos falando de Luigi e Maria Beltrame Quattrocchi, declarados beatos por João Paulo II no dia 21 de outubro de 2001, dia também em que a Igreja celebrou os vinte anos da Exortação Apostólica “Familiaris consortio”, documento que ainda hoje demonstra grande atualidade, pois, além de ilustrar o valor do matrimônio e as tarefas da família, convida a um particular empenho no caminho de santidade ao qual os esposos são chamados devido à graça sacramental, que “não se esgota na celebração do matrimônio, mas acompanha os cônjuges ao longo de toda a existência” (Familiaris consortio, 56).


A vida desse casal é um sinal vivo do que afirma o Concílio Vaticano II sobre a vocação de todos os fiéis leigos à santidade, especificando que os cônjuges devem procurar esse objetivo seguindo o seu próprio caminho. Para eles a fidelidade ao Evangelho e a heroicidade das virtudes foram relevadas a partir da sua existência como cônjuges e como pais.


Luigi e Maria Beltrame Quattrocchi nasceram ambos na Itália, ele na Catânia, no dia 12 de janeiro de 1880, ela em Florença, no dia 24 de junho de 1884. Luigi era um brilhante advogado que culminou sua carreira sendo vice-advogado geral do Estado italiano; Maria Corsini, nascida numa família nobre de Florença era professora e escritora, apaixonada pela música. Trabalhou como enfermeira voluntária da Cruz Vermelha durante a guerra da Etiópia e a Segunda Guerra Mundial. Catequista, era também comprometida com várias associações de caridade, como a Ação Católica Feminina. Os dois se conheceram em Roma e se casaram na Basílica de Santa Maria Maior no dia 25 de novembro de 1905. Receberam com docilidade a graça matrimonial que os levou a santificar-se apoiando-se um ao outro e acolhendo com alegria os frutos do seu amor: quatro filhos, a quem deram afeto, educação e, de forma especial, um testemunho de fidelidade e generosa caridade. Não eram raras as vezes em que seus filhos os viram acolhendo em casa refugiados da guerra e organizando grupos de “scouts” com jovens dos bairros pobres de Roma durante o pós-guerra.


Dos quatro filhos que tiveram, três seguiram a vida religiosa, Stephania, sua primeira filha, tornou-se monja beneditina e recebeu o nome de Maria Cecília, ambos os filhos sentiram-se chamados ao sacerdócio, Filippo, hoje padre Tarcísio, é padre diocesano de Roma, e Cesare tornou-se monge trapista. Quando Maria estava grávida de sua última filha viveu um tempo de grande prova. Tendo sido acometida por um problema grave de saúde e por uma gravidez complicadíssima, foi aconselhada pelos médicos a abortar para que ao menos sua vida fosse poupada. A possibilidade de sobrevivência com esse diagnóstico era de 5%, no entanto Maria e Luigi preferiram arriscar e colocaram toda a sua confiança no Senhor. Enrichetta nasceu com saúde e está hoje com 89 anos, estando inclusive presente na cerimônia de beatificação dos pais.
Em novembro de 1951, aos 71 anos, Luigi faleceu vítima de uma parada cardíaca. Quatorze anos mais tarde, aos 81 anos, Maria faleceu nos braços de Enrichetta, em sua casa nas montanhas. Em 1993, sua filha mais velha, irmã Maria Cecília, se uniu aos pais.


Lendo sobre a vida desse casal podemos nos questionar por que somente depois de 2000 anos um casal foi beatificado pela Igreja? E por que precisamente este casal foi digno de tão alto reconhecimento? Com certeza, tudo está relacionado ao mistério dos desígnios de Deus, mas acreditamos que a Igreja viva um tempo de graça especial e que muitos outros casais serão também reconhecidos pela sua santidade de forma pública e universal – já que muitos o são no escondimento do dia-a-dia –, sem necessariamente precisarem esperar tantos séculos por isso.


Ao lermos a homilia de João Paulo II no dia da beatificação compreendemos que o segredo da santidade na vida matrimonial consiste em viver a vida ordinária de forma extraordinária. Luigi e Maria, entre as alegrias e preocupações de uma família normal, que os casais conhecem tão bem, souberam realizar uma existência rica de espiritualidade. Viviam a Eucaristia de forma cotidiana, também a devoção à Virgem Maria quando a família, que era consagrada ao Sagrado Coração de Jesus, unida, rezava todas as noites o rosário. Nunca faltavam os momentos de lazer e esporte, gostavam de passar as férias nas montanhas e no mar. Sua casa era sempre aberta aos amigos numerosos e àqueles que batiam em sua porta em busca de alimento.


Maria dizia sobre os filhos: “Educamo-os na fé, para que conhecessem e amassem a Deus”. Os mesmos recordam que a vida familiar era marcada pelo sentido do sobrenatural. “Um aspecto que caracteriza nossa vida em família – recorda o filho mais velho – era o clima de normalidade que nossos pais haviam suscitado na busca diária pelos valores transcendentes”. “Nunca havia imaginado que os meus pais seriam proclamados santos pela Igreja, mas posso afirmar com sinceridade que sempre percebi a extraordinária espiritualidade deles. Em casa sempre se respirou um clima sobrenatural, sereno, alegre, não careta.”


João Paulo II diz ainda que “Luigi e Maria viveram, à luz do Evangelho e com grande intensidade humana, o amor conjugal e o serviço à vida. Assumiram com responsabilidade total a tarefa de colaborar com Deus na procriação, dedicando-se generosamente aos filhos a fim de os educar, guiar e orientar na descoberta dos seus desígnios de amor. Deste terreno espiritual tão fértil surgiram vocações para o sacerdócio e para a vida consagrada, que demonstram como o matrimônio e a virgindade, a partir do comum enraizamento no amor esponsal do Senhor, estão intimamente relacionados e se iluminam reciprocamente. Foram cristãos convictos, coerentes e fiéis ao seu próprio batismo; foram pessoas cheias de esperança, que souberam dar o justo significado às realidades terrenas, tendo os olhos e o coração postos sempre na eternidade. Fizeram da sua família uma autêntica igreja doméstica, aberta à vida, à oração, ao testemunho do Evangelho, ao apostolado social, à solidariedade com os pobres, à amizade”.


O testemunho de vida de Luigi e Maria nos confirma que o caminho de santidade percorrido como casal é possível e belo, é caminho de felicidade, mesmo em meio às dores e provações do dia-a-dia. Peçamos ao Senhor a graça de existirem cada vez mais casais que, seduzidos por Cristo e invadidos pelo Espírito Santo, façam transparecer, na santidade da sua vida, toda a beleza do amor conjugal manifestado através do sacramento do matrimônio. E que cresça de forma generosa o número de casais beatificados e canonizados pela Igreja, para que os casais tenham modelos a seguir e intercessores a quem suplicar.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Missa pelas famílias reuniu 30 mil pessoas em Aparecida


APARECIDA, segunda-feira, 25 Cor do textodCor do textoe maio de 2009 (ZECor do textoNIT.org).

Cor do texto
- A Missa pelas famílias na manhã de ontem no Santuário de Aparecida reuniu 30 mil pessoas, no contexto da Peregrinação em Favor da Família.Na entrada, um grupo de pais, mães e filhos caminhou em direção ao altar, conduzindo o carro-andor com a imagem da Sagrada Família.A celebração foi presidida pelo presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Geraldo Lyrio Rocha. Contou ainda com a presença de 22 bispos e arcebispos e mais de 100 padres e seminaristas de todo o Brasil.Dom Geraldo Lyrio destacou em sua homilia que a família é “o lugar onde se aprendem as virtudes, os valores, os critérios e as atitudes que são necessárias para uma autêntica convivência social".O arcebispo de Mariana disse ainda que a família, “patrimônio da humanidade, constitui um dos tesouros mais importantes dos povos latino-americanos”.Ele recordou palavras de Bento XVI em sua viagem ao Brasil de maio de 2007, quando o Papa afirmou que a família é “escola de fé, espaço de valores humanos e cívicos, lar em que a vida nasce e é acolhida generosa e responsavelmente”.“A família é insubstituível para serenidade da pessoa e para a educação de seus filhos", recordou Dom Geraldo.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Brasil: famílias peregrinam ao Santuário de Aparecida

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Evento quer reforçar os valores da família, diz arcebispo

APARECIDA, quarta-feira, 20 de maio de 2009 (ZENIT.org).
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- O Santuário de Aparecida acolhe no próximo final de semana a Peregrinação Nacional em Favor da Família, organizada pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). O evento tem como tema: “Família Discípula e Missionária a Serviço da Vida”.De acordo com os organizadores, a cidade de Aparecida foi escolhida por ter Maria como padroeira e pela sua importância religiosa para o Brasil.O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, Dom Orlando Brandes, considera que a peregrinação será um despertar para importância da família. “Queremos despertar o brasileiro para o valor e a centralidade da família diante de tantas crises que passamos na atualidade”, diz em um comunicado enviado a Zenit.Dom Orlando também afirma que o evento responde às orientações do Papa Bento XVI sobre incrementar e fortalecer os valores familiares, indicações estas presentes também nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e no Documento de Aparecida.“A família é um dos eixos transversais da ação evangelizadora”, afirma o arcebispo, que considera o encontro como uma oportunidade de conscientização sobre as necessidades mais urgentes para a família.“Esse evento só vem confirmar a necessidade de defender a família, fortalecer, ajudar e apoiar os congressistas para observarem o seu valor primordial, para que assim eles possam ter base para aprovar urgentemente as causas de tão importante parcela da população brasileira”, destaca.Entre as atividades do evento, no dia 23 de maio, haverá procissão até a Tribuna Bento XVI, para oração do terço meditado e, às 19h, acontecerá a missa na Basílica Nacional, com procissão luminosa.No domingo, 24, os participantes se reunirão para a “Grande Concentração em Favor da Família”. Às 8h terá lugar a celebração eucarística na Basílica Nacional. Na Tribuna Aloísio Lorscheider acontecerá o show da família em favor da vida, com testemunhos familiares e apresentações musicais animadas pelo padre Reginaldo Mangotti. As TVs católicas transmitirão o evento.



quinta-feira, 14 de maio de 2009

Em Nazaré, Papa defende a família e a mulher

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Celebra Missa no Monte do Precipício


NAZARÉ, quinta-feira, 14 de maio de 2009 (ZENIT.org).-


De Nazaré, onde Maria escutou o anúncio do anjo Gabriel, e onde Jesus viveu a maior parte de sua vida, Bento XVI ergueu sua voz para recordar o papel insubstituível da família na sociedade e o dever de reconhecer e respeitar a dignidade e a missão da mulher.


Rodeado pelo esplêndido cenário do Monte do Precipício, em Nazaré, e na presença de mais de 40 mil fiéis, o Papa presidiu nesta quinta-feira de manhã a Missa de conclusão do Ano da Família convocado pela Igreja Católica na Terra Santa.


A recém-inaugurada estrutura que acolheu o Papa ao ar livre foi construída no monte onde, segundo a tradição cristã, inspirada no relato do evangelista Lucas, a multidão queria lançar Jesus. (Cf. capítulo 4, versículos 29-30).


Na homilia do ato mais multitudinário de sua visita à Terra Santa, o Papa sintetizou em uma sentença sua mensagem a favor da família: “como os homens e mulheres de nossos tempos precisam apropriar-se desta verdade fundamental, que está no fundamento da sociedade, e como é importante o testemunho dos casais para a formação das consciências e a construção de uma civilização do amor”.


O Estado, disse, tem o dever "o dever do Estado de apoiar as famílias em sua missão de educação, de projetar a instituição da família e seus direitos inerentes, e assegurar que toda família possa viver e florescer em condições de dignidade”.


Segundo o pontífice, Nazaré “nos lembra de nossa necessidade de conhecer e respeitar a dignidade dada por Deus e o papel próprio da mulher, assim como seus carismas e talentos particulares”.“


Como mães de família, como força vital no trabalho e nas instituições da sociedade, ou na vocação particular de seguir nosso Senhor através dos votos de castidade, pobreza e obediência, as mulheres tem um papel indispensável em criar essa ‘ecologia humana’ de que nosso mundo, e esta terra, precisa tão urgentemente.”


“Um ambiente no qual as crianças aprendem a amar e cuidar dos outros, serem honestas e respeitosas a todos, praticar as virtudes de misericórdia e perdão”, disse.


De acordo com o Papa, o Monte do Precipício “nos lembra, pelas gerações de peregrinos, que a mensagem do Senhor foi muitas vezes uma fonte de contradição e conflito com seus ouvintes”.“Infelizmente, como o mundo sabe, Nazaré experimentou tensões nos anos recentes que abalaram as relações entre suas comunidades cristã e muçulmana”, recordou o pontífice.“


Faço um chamado às pessoas de boa vontade em ambas comunidades para reparar o dano que foi feito, e em fidelidade à nossa crença comum no Deus único, o Pai da família humana, trabalhar para construir pontes e encontrar o caminho para a coexistência mais pacífica. Que todos rejeitem o poder destrutivo de ódio e prejuízo, que mata a alma dos homens antes de matar seus corpos”, disse.


(Com Mirko Testa)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Nova iniciativa vaticana de apoio às famílias

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O Conselho para a Família coordenará e potencializará experiências de pastoral familiar

Por Patricia Navas
BARCELONA, segunda-feira, 11 de maio de 2009 (ZENIT.org).
- O Conselho Pontifício para a Família se propõe a potencializar e coordenar experiências pastorais a favor das famílias entre as dioceses e promover pesquisas que deem a conhecer os benefícios das famílias bem constituídas e os prejuízos das desintegradas.
Assim relevou seu presidente, o cardeal Ennio Antonelli, em uma conferência sobre a família e sua missão educadora, pronunciada no dia 7 de maio no Seminário Conciliar de Barcelona.
O cardeal explicou que o dicastério vaticano trabalhará, em colaboração com as conferências episcopais, “para sensibilizar a opinião pública a favor de uma política favorável às famílias, para que a linguagem dos fatos se imponha à das ideologias”, segundo um comunicado emitido hoje pela sala de imprensa do arcebispado de Barcelona.
O cardeal propôs alguns elementos pastorais para ajudar as famílias, como a criação de grupos de casais nas paróquias, dirigidos por casais bem preparados; a potenciação dos movimentos de espiritualidade e o compromisso das famílias em associações sociais.
Também propôs que a preparação para o casamento seja apresentada como um itinerário que começa quando o casal já fala de unir definitivamente suas vidas.Disse que “é preciso ajudá-los a descobrir o que é a vida cristã, suas atitudes, a relação com Jesus Cristo e com a Igreja, atitudes diante do dinheiro e da sexualidade, o perdão, o espírito de sacrifício e a importância da oração”, segundo o comunicado. Também destacou a importância de “promover encontros de famílias, de diálogo, de oração, de amizade, encontros que abram o círculo familiar fechado”.
Segundo o cardeal, a família atual é fraca, por causa de tendências culturais desfavoráveis a ela e à dignidade da pessoa humana, como o relativismo,o subjetivismo, o utilitarismo, o individualismo e o descrédito da família como uma comunidade de pessoas.Também pela fraqueza das convicções religiosas por parte dos pais, a pouca valorização da prioridade da missão educativa pela falta da presença da figura paterna, a ausência da mãe no lar, o relativismo ético e religioso, traumas familiar causados por separações e divórcios etc.
Para o cardeal, estas carências familiares na missão educadora levam a que os filhos cresçam sem profundas convicções religiosas e seus ideais sejam superficiais e sem contudo espiritual.Trata-se, disse o cardeal, utilizando uma expressão do Papa Bento XVI, de uma “emergência educativa” no interior da família.
O presidente do Conselho Pontifício para a Família recordou que a família deve ser o lugar onde se desenvolva a vocação ao amor, lugar da descoberta do outro, de comunhão e de solidariedade, de valorização das pessoas e das suas diferenças, de descobrimento da vocação ao matrimônio e da identidade sexual.
Deve ser também, disse, o lugar de procriação e educação na confiança e no amor, que vai muito além do ensinamento teórico, o lugar no qual se aprende a ser.
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Mensagem Carmelitana para as Mães

Dia das Mães - A Mãe na História de uma Santa Carmelita

Que nome bonito é o nome de mãe. Que mês bonito é o de maio. Bonito, por que se dedica a mãe do Criador e mãe de todos nós. Mãe e mulher que no seu silêncio contemplativo e de admiração soube em segundos dizer aquele que seria o Sim mais importante da História da Humanidade. Mas de qual mãe nos lembramos neste dia? Teríamos inúmeras, algumas mães de religiosos e religiosas, outras que não assumiram um matrimônio humano, mas divino, através de sua escolha, da reprodução do Sim Marial e que gestaram inúmeros filhos espirituais, por meio de seu carisma e oração.

Também poderia se lembrar das mães anônimas, que nas suas casas ou sem casas exerceram o ato divino de trazer ao mundo, por dádiva, filhos. Em particular, na história do carmelo, mães marcantes por seus exemplos e doações são notadas. Algumas mais outras menos, isto não importa, pois trouxeram ao mundo, alguns filhos e filhas que deixaram uma doutrina e uma espiritualidade marcante e eterna. Apenas para recordar, de Beatriz de Ahumada veio Teresa, de Zélia Guérin, outra Teresa (pequena no tamanho e no nome – mas enorme na fé), de Catarina Alvarez – São João da Cruz; Maria Rolland nos ofertou a Beata Elisabete da SS. Trindade e outras mães que não nos concederam santos, mas modelos de vida, como a Serva de Deus Lelia Cossidente Amendolagine que intercede pelos casais carmelitas seculares.

Para aludir a este dia tão especial (embora todos sejam pela existência das mães) poderia se utilizar como modelo qualquer uma das mães citadas anteriormente. Mas por uma questão singela lembraremos de Lúcia Solar Armstrong que naquele dia 13 de julho, na cidade de Santiago, Chile, ofertou ao mundo Juana Enriqueta Josefina dos Sagrados Corações, a dócil Juanita, que poucos anos mais tarde seria Teresa de Jesus de Los Andes.

Mas ao recordar da mãe biológica de Teresa de Los Andes, torna-se impossível não lembrar de sua mãe espiritual, Madre Angélica Teresa do Ssmo. Sacramento. Assim, ao consultar a obra de Teresa de Los Andes, entre suas cartas, encontrar-se-á 21 correspondências com a Irmã Angélica, superiora do Carmelo de Los Andes. Esses textos constituem uma fonte límpida para se entender e admirar a relação entre mãe e filha.Com 17 anos, Juanita inicia sua correspondência com a Irmã Angélica. E relata seu desejo de viver naquele “pombalzinho” dos Andes, porém relata suas dificuldades, destacando-se a frágil saúde. Escreve ainda que nunca havia conhecido uma carmelita, exceto a vida de Santa Teresa de Jesus e de Elisabete da SS Trindade. E destaca que se dará por inteira ao seu Jesusinho. Logo na correspondência seguinte, Juanita friza que ao ler inúmeras vezes a carta recebida de Irmã Angélica, sente-se bem e pode apreciar todo o encanto da vida carmelitana. Pede a Priora que: “indique a maneira de ser inteiramente de Jesus, modelando seu amor e seus gestos com os do coração do Pai, afastando-se das vaidades do mundo”.

Em seu contínuo diálogo com a Irmã Angélica ressalta o desejo ardente de encerrar-se no “ceuzinho” do mosteiro.No ano seguinte, 1918, Juanita assegura que fica sem jeito com os carinhos recebidos de sua mãe espiritual, compreendendo que a jornada de uma carmelita é viver a união divina, vida do céu na terra, por Deus e em Deus e diz a Priora que lhe contará um segredo. Asseguro-lhe, Madre, que sinto uma confiança enorme na senhora, e é porque encontro em seu coração de mãe a ternura de N. Senhor para com minha alma. No mês de setembro, ainda de 1918, escreve a Irmã Angélica narrando sua imensa alegria, ao receber da mesma uma correspondência dizendo que havia um cantinho no “pombalzinho” dos Andes para ela. Pede que as orações da Priora levem a ela as três virtudes, da pureza, humildade e caridade. Em sua primeira visita ao Carmelo de Los Andes, Juanita dirá que o conventinho é uma casa velha e feia, mas tal pobreza falou e comoveu seu coração. Ainda dirá que teve momentos de choro quando ouviu pela primeira vez a voz da Madrezinha. Não fazia um segundo que estava ali, e minha alma gozava de uma paz inalterável. Só Deus que via meu coração poderia compreender minha felicidade. A Priora disse a Juanita: “suas dúvidas quanto à vocação são infundadas, pois já nasceste carmelita”. Em abril de 1919, escreve à Irmã Angélica relatando que já tem a permissão de seu pai para entrar no carmelo e que desejava voar para o pombalzinho em 7 de maio e viver “abscondida in Christo”.

Próximo a entrada definitiva no carmelo, escreve à Irmã Angélica para agradecer a carinhosa e consoladora cartinha que havia recebido dela. Diz ainda para a Priora que dois dias faltam para as portas do conventinho se fecharem com ela e fazer-se prisioneira de Deus. E assim, com esta história de pureza dialogal entre Teresa de Los Andes e sua eterna Madrezinha, peçamos ao Bom Pastor e a Mãe de todas e de todos, a Virgem do Carmo, que todas as carmelitas neste dia tão belo, sintam-se a cada dia mais, verdadeiras mães de seus filhos espirituais e como a Santa Madre Teresa de Jesus busquem na oração a verdadeira contemplação e significado da vida.
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Professor Hercílio Martelli Júnior

sábado, 9 de maio de 2009

ORAÇÃO À SANTA TERESINHA PELA FAMÍLIA

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Ó Santa Teresinha, anjo protetor da família cristã, vós que fostes um raio de sol em vossa famíla, dignai-vos acolher, sob vossa proteção a miha família que nesta prece recomendo ao Bom Deus. Que a paz e a alegria da vossa família alegre também a minha reproduza nela todo o bem, toda graça e virtude. Que ela seja um santuário de amor. Que o nome de Deus seja sempre adorado e bendito em minha casa. Que os Mandamentos da Lei de Deus e os ensinamentos da Igreja sejam por todos observados.
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Afastai da minha casa o pecado, o ódio e a divisão. Não haja entre nós o espírito de vaidade e que possamos viver uma vida simples e sem ostentações. Que estejam longe de minha família a desconfiança, o ciúme, a inveja, a desgraça e todos os males. Que reine sobre nós a vossa paz e a abundância do seu amor se transforme em caridade para com nossos irmãos mais pobres que batem à porta de minha casa.

Ó Santa Teresinha, modelo de filha e irmã, alegria da vossa família, pelo amor filial que tivestes aos vossos pais, eu vos peço: Abençoai a minha família. Que o bom exemplo e a virtude da graça divina desçam do céu sobre aqueles que nesta oração eu vos recomendo. Que eles cresçam no amor, na obediência e no respeito àqueles que tem a responsabilidade familiar.

Que sob a proteção e o auxílio de Maria e José, pais do Menino Jesus, minha família seja abençoada e caminhe sempre unida. Que ela seja um lugar onde reine o amor, a oração e a ação de graças, e assim, possa alcançar a felicidade da terra e a bem-aventurança do céu.
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Amém.
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sexta-feira, 1 de maio de 2009

CNBB: Manifesto em favor da família


INDAIATUBA, quinta-feira, 30 de abril de 2009 (ZENIT.org).-

Publicamos o “Manifesto em favor da família”, divulgado ontem pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), durante a Assembleia Geral do episcopado, em Itaici (Indaiatuba, São Paulo).

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Nós, Bispos do Brasil, reunidos na 47ª Assembleia Geral da CNBB, em Itaici, Indaiatuba (SP), nos dias 22 de abril a 1º de maio de 2009, a caminho da “Peregrinação Nacional em Favor da Família” ao Santuário Nacional de Aparecida, dia 24 de maio de 2009, nos deparamos com constantes ameaças à vida e à família. À luz da Palavra de Deus, do Magistério da Igreja e da experiência humana, reafirmamos que:

Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança, homem e mulher ele os criou (cf. Gn 1,27), destinando-os à plena realização na comunhão de vida, de amor e de trabalho. Por essa razão, o matrimônio e a família constituem um bem para os esposos e a sociedade. O amor conjugal aberto à geração e educação dos filhos proporciona a experiência de paternidade e maternidade através das quais os pais se tornam colaboradores do Criador. “O futuro da humanidade passa pela família” (João Paulo II);

O Estado e outras organizações civis estão a serviço, defesa e promoção da vida e da família. Ela é sujeito titular de direitos naturais e invioláveis. Sua legitimação se encontra na natureza humana e não no reconhecimento do Estado. A família tem prioridade em relação ao Estado e à sociedade, pois ela é a primeira e mais decisiva fonte onde se transmitem a vida e o seu significado e se experimentam os valores humanos para alcançar o bem da comunidade.

A família goza do direito de ser assistida por políticas públicas governamentais e sociais que possibilitem o seu acesso à vida digna, à alimentação, à saúde, à moradia, ao salário justo, à educação e escola para os filhos, à formação profissional, ao descanso, ao lazer e à infra-estrutura sanitária;
Cabe ao Estado proteger a família estável fundada no matrimônio, não por razões religiosas, mas porque ela gera relações decisivas de amor gratuito, cooperação, solidariedade, serviço recíproco e é fonte de virtudes para uma convivência honesta e justa;

Os meios de comunicação, os poderes públicos, os profissionais de saúde, as universidades, o sistema educacional, as empresas, as instituições e os organismos não-governamentais e todas as igrejas são conclamados a promover os valores da família e agirem como seus amigos;

A Pastoral Familiar, Movimentos, Serviços e Institutos sejam uma força intensa e vigorosa para anunciar o “Evangelho da vida e da família” e acolher aquelas que se encontram em situações especiais. Na verdade, a família contribui para que todos os povos reconheçam os laços fraternos que os unem, pois o mundo é chamado a ser uma grande família, um mundo de irmãos.

Pedimos a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil, que abençoe e acompanhe a família brasileira a fim de que nela habitem a fé, a esperança e o amor tão próprios da Sagrada Família de Nazaré. “Dobremos os joelhos diante do Pai, de quem toda família no céu e na terra, recebe seu verdadeiro nome” (Ef 3,15).

Itaici, Indaiatuba-SP, 29 de abril de 2009

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana-MG

Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira

Arcebispo de Manaus-AM
Vice-Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro-RJSecretário Geral da CNBB
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quarta-feira, 29 de abril de 2009

SERVOS DE DEUS LELIA E ULISSES AMENDOLAGINE - ocds

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Lelia Cossidente Amendolagine - Italia *1893 - 1951
Ulisse Amendolagine - Italia *1893 - + 1969

Servos de Deus da Ordem Carmelita Teresiana Secular, que santificaram-se em um matrimonio cristão autentico, testemunhando Jesus Cristo aos irmãos.

Em 18 de junho de 2004 iniciou-se o precesso de beatificação desse casal: Lelia e Ulisse Amendolagine, que santificaram-se através de uma vida matrimonial e familiar que serve de luz e exemplo a todo cristão.

Ela nasceu em Potenza, Itália em maio de 1893, ele em Salermo também na Itália em 14 de maio de 1893. Conheceram-se em 1929 e em 29 de setembro de 1930 uniram-se em matrimônio na paróquia de Santa Teresa , dos Carmelitas Descalços em Roma, onde atuaram a vida toda, ele na Ordem Terceira e ela na Confraria do Escapulário.

Ulisse, formado em Direito, trabalhou na Ministério do Interior Italiano, Lelia professora primária, renunciou a profissão para cuidar dos cinco filhos, desses um faleceu precocemente, dois consagraram-se a Deus. Conhecemos suas vidas, através das inúmeras cartas dos pais, sobretudo a José, que aos quinze anos, com o nome de Rafael, abraça o rigor da ordem carmelita descalça.

Por suas cartas, entramos no clima de uma família transformada em um lugar de continuo encontro com Deus, pela oração e pela vida, nas pequenas e perseverantes atitudes de fé, leituras, meditações, bênçãos cotidianas nos “altarzinhos preparados por mamãe, nas diversas festas religiosas” – escreve Frei Rafael, e prossegue: - “Passar diante de uma igreja em nossos passeios e entrar para uma oração, era coisa natural em nossa família, parecia que Jesus estava sempre ns esperando, em qualquer Igreja, para a nossa saudação. Entendíamos que no Sacrário circundado de luz e flores se escondia um Mistério que deveríamos adorar, Ele nos atraía, como deixa-Lo só?”.
O caminho de santidade percorrido pelo casal conhece alegrias e dores, como a separação dos filhos, o câncer que atinge Lelia e a faz sofrer grandes dores por dois longos anos. Das cartas desse período ficaram o testemunho admirável da aceitação da vontade de Deus, o fiel ato de agradecimento por cada melhora, a permanente ação de graças.

Lelia morre em 02 de julho de 1951, oferecendo sua vida pela santificação de seus filhos, Ulisse fiel companheiro na dor fica só, tomado pela dor da perda da esposa, mas vigorosamente forte na fé, vai se abandonando nos braços do Pai. Manda escrever na lápide do túmulo de Lelia, que também será o seu: “Ressucitaremos”, e repete sempre: “Tudo é movimento, nada está estagnado, nada é definitivo nesse mundo... depois da morte nos será dado o paraíso onde a alegria será completa”.

Lelia e Ulisse representam um grande exemplo de santidade. Um casal que transformou a vida matrimonial em um lugar de presença do amor de Deus que se doa através do trabalho, dos pequenos gestos, plenamente possíveis de serem vivenciados através da atenção e do afeto vividos dentro de casa.

Eles viveram a experiência do abandono em Deus que leva a plena doação ao irmão, ao ir de encontro com as necessidades da comunidade. A glória da Igreja resplandece agora ainda mais admiravelmente na união de dois corações enamorados em Jesus Cristo.

ORAÇÃO: Senhor Nosso Deus que unis o homem e a mulher pelos Sagrados laços do Matrimônio, para que sejam continuadores de sua obra, dai-nos, Vos pedimos, por intercessão dos vossos servos Lelia e Ulisses, que se santificaram nessa vida em um matrimônio cristão, a graça de vivermos a fidelidade em nossas famílias através do respeito e o do amor mútuo e a Graça particular que necessito. Amém
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sábado, 25 de abril de 2009

FAMILIA DE SANTA TERESINHA

O que teria uma família francesa do século passado, que usufruiu de excelentes condições econômico-financeiras, a ensinar às famílias cristãs de hoje? A família Martin, tronco do qual brotou Santa Teresinha, seria um modelo ultrapassado e suas virtudes impossíveis de serem vividas neste final de milênio?

Evidentemente, o mundo em que viveram os Martin era outro. A realidade sócio-cultural diferente da nossa e os princípios religiosos bem arraigados e inquestionáveis, poderiam nos levar a desistir de vê-los como modelo, numa época em que tudo se transforma e evolui velozmente. Em tudo carecemos de estabilidade e segurança. Não sabemos mais em que valores nos apegar. Contudo, há princípios familiares vividos pelos Martin que valem para todo o sempre. As famílias cristãs de hoje saberão valorizar e reconhecer como altamente necessária a admirável capacidade que os Martin tiveram de viver santamente na presença de Deus, enfrentando tantos problemas e desafios sem esmorecer, numa atitude de profunda fé no Senhor.

Os pais: Luís e Zélia

Todos os que conhecem a vida de Santa Teresinha sabem do amor extremado que a unia a seus pais. Órfã de mãe muito cedo, é natural que seu apego à figura paterna tenha se exacerbado. Louis Martin era o seu "Rei". Teresa era, sem dúvida, a filha predileta, a "Rainhazinha" do Sr. Martin.

Luís José Aloísio Estanislau Martin, o pai, nasceu em Bordeaux, França, aos 22 de agosto de 1823. Nesse dia, seu pai, militar, estava ausente, numa expedição na Espanha. Seus pais foram: Pedro Francisco Martin e Fanny Boureau. Devido ao trabalho do pai, Luís passou a infância em vários lugares: Avignon, Estrasbourg e, finalmente, Alençon, onde fixou residência a partir de 1830.

Calmo, piedoso, dado à contemplação, Luís desejou abraçar a vida monacal. Para tanto, visitou o Mosteiro do Monte São Bernardo, em 1843. Porque não conhecia o latim, não foi aceito à Ordem Cisterciense. Voltando a Alençon, abriu uma relojoaria, em 1850.

Zélia, mãe de nossa santa, chamava-se Azélia Maria Guérin. Nasceu aos 23 de dezembro de 1831, em Gandelain, França. Quando jovem, sonhou e chegou mesmo a ingressar na Ordem das Visitandinas, mas a Superiora logo descobriu que Zélia não era possuía vocação religiosa. Este sonho permanecerá em sua cabeça. Em 1844, mudou-se para Alençon, onde estudou com as Damas da Adoração e aprendeu a profissão de rendeira, especializando-se na famosa renda de Alençon. Começou a fabricar a renda para uma casa de Paris. Por volta de 1863 começou a trabalhar por conta própria, quando abriu uma pequena empresa.

Zélia Guérin e Luís Martin casaram-se em Alençon em 13 de julho de 1858. Pretendiam viver como irmãos. Convencidos por um confessor, decidiram ter filhos e os tiveram em número de nove: sete meninas e dois meninos. Zélia fez por eles a seguinte oração: " Senhor, dá-me muitos filhos, e que eles sejam todos consagrados a ti". A oração foi integralmente atendida.

Nada há de extraordinário na vida deste casal cristão. Vida simples, decididamente voltada para Deus que está no centro de tudo: missa diária, devoção ao Sagrado Coração de Jesus, participação em alguns movimentos da Igreja, solidariedade e caridade para com os menos afortunados.

Luís e Zélia amam-se muito. Durante uma viagem, ela escreve: "Estou ansiosa para estar perto de ti, meu querido Luís... Eu te amo de todo meu coração e ainda agora sinto redobrar minha afeição pela privação de tua presença". Eles se completam harmoniosamente, tomam juntos as decisões importantes referentes ao casamento e ao trabalho. São generosos com os pobres e os infelizes.

Ambos desejam ser santos e vivem com fidelidade suas obrigações de estado, exercendo seu trabalho e dando o melhor de si para a educação de seus filhos. Se se pensa em beatificá-los como casal é porque a heroicidade de suas virtudes foi reconhecida em ambos. O Papa João Paulo II já reconheceu oficialmente essa heroicidade.

Esta santidade foi particularmente manifestada através das provações. O casal Martin vive o abandono à Providência, principalmente quando a conjuntura econômica não favorecia os negócios. E, embora, no geral, tenham vivido em boa situação financeira, jamais se deixaram envaidecer por isso. Zélia, em uma de suas cartas, afirma que "a prosperidade constante afasta de Deus".

Eles experimentaram a provação de perderem dois filhos e duas filhas ainda criancinha. Zélia se angustiará com estes episódios, mas encontrará seu consolo na oração. Desde 1864, começará a sentir os sintomas do câncer de mama que a levará em 1877. Assumirá com coragem sua enfermidade e se dedicará aos filhos e ao trabalho até o fim. Ela fala em viver simplesmente o instante presente, que é onde Deus se revela, dando-nos uma lição de confiança: "Eu me resigno a todos os acontecimentos adversos que me vêm ou que me podem vir. Eu penso: foi Deus quem quis assim! E não penso mais nisso!". Dez dias antes de morrer ela escreve a seu irmão: "Que vocês querem, se a Santa Virgem não me cura... É que meu tempo chegou e o Bom Deus quer que eu repouse em outro lugar e não sobre a terra". Zélia morre com 46 anos em 28 de agosto de 1877. Teresa tem quatro anos e meio.

Após a morte de Zélia, Luís se muda para Lisieux, atendendo ao convite de seu cunhado Isidore Guérin, instalando-se com as cinco filhas na casa Buissonnets. Assiste feliz ao ingresso de todas as suas filhas na vida religiosa. Ele tem consciência de todas as graças que recebeu do Senhor. Um dia revela às filhas que costuma fazer a seguinte oração: "Senhor, é demais! Sim, sou muito feliz. Mas não é possível ir ao céu desta maneira. É preciso que eu sofra um pouco por vós". E ele se oferece. Pouco tempo depois ele experimenta a terrível humilhação da doença mental, conseqüência de uma arteriosclerose. É internado em Caen, no hospital Bom Salvador, onde se tratam os loucos. Grande provação para ele e para suas filhas. Teresinha, a respeito dessa enfermidade, escreverá: "Os três anos do martírio de meu pai pareceram-me os mais amáveis, os mais frutuosos de toda nossa vida. Eu não os trocaria por todos os êxtases e as revelações dos santos".

Se um dia Luís e Zélia Martin forem canonizados, não será porque foram pais de uma santa. Será porque eles foram cristãos normais, vivendo no mundo. Seu exemplo mostra que a santidade não é um ideal inacessível, mesmo para pessoas casadas, tendo obrigações e responsabilidade de família, engajadas em trabalhos comerciais, etc. Ao cumprir quotidianamente seu dever de estado, eles acolheram simplesmente a vontade de Deus para eles. Não há, nesta simplicidade, como que uma amostra grátis da "pequena via" descoberta por sua filha?

As irmãs Martin

Os filhos do casal Martin foram os seguintes:

Maria Luísa (22.2.1860-10.01.1940)
Maria Paulina (07.09.1861-28.07.1951)
Maria Leônia (03.06.1863-16.06.1941)
Maria Helena (13.10.1864-22.02.1870)
José Maria Luís (20.09.1866-14.02.1867)
José João Batista (19.12.1867-24.08.1868)
Maria Celina (28.04.1869-25.02.1959)
Maria Melânia Teresa (16.08.1870-08.10.1870)
Maria Francisca Teresa (02.01.1873-30.09.1897)

A última é nossa Santa. Maria Helena faleceu com 3 anos e Maria Melânia com poucos meses. Os dois meninos também se foram muito cedo.



Vamos conhecer um pouco sobre a vida das quatro irmãs de Santa Teresinha:

Maria Luísa, a futura carmelita Irmã Maria do Sagrado Coração, nasceu em Alençon, no dia 22 de fevereiro de 1860. Madrinha de Santa Teresinha. Segundo o testemunho de sua mãe, "é a mais bela de todas, mas eu a queria mais dócil". Aos 8 anos foi estudar no convento da visitação em Le Mans, junto à sua tia religiosa Visitandina, onde permaneceu até os 15 anos. Foi madrinha de batismo de nossa Santa. Dona Zélia a descreve como sendo de um caráter muito especial e voluntarioso". Após o falecimento de Zélia, foi escolhida por Celina como sua segunda mãe, enquanto assume a direção da casa paterna com Paulina. Com a entrada de Paulina no Carmelo, cuida mais maternalmente de Teresinha, sobretudo durante o período de seu esgotamento nervoso (1883), e a ajuda na sua crise de escrúpulos (1885-1886).

A despeito de seu temperamento independente e forte, possuía um coração sensível e generoso. Era desapegada das coisas do mundo e amava profundamente a Deus. Em 1882, encontrou-se com o Pe. Pichon, que se tornou seu diretor espiritual. Sob a orientação desse sacerdote ela descobre sua vocação carmelita e ingressa no Carmelo de Lisieux no dia 15 de outubro de 1886. Sua profissão ocorreu aos 22 de maio de 1888. Foi companheira de Teresinha no noviciado (1888-1891).

Muito ligada à sua santa irmã e afilhada, foi capaz de antever a sua santidade. Sugeriu à Madre Inês de Jesus que ordenasse Teresa a escrever suas lembranças de infância, o que resultou na preciosidade espiritual que é "História de uma Alma".

Irmã Maria do Sagrado Coração participou nos trabalhos para a canonização de sua santa irmã. No entanto, por causa de seu temperamento e de sua maneira de viver, ficou mais escondida, não tendo aparecido com a importância de Madre Inês e a Irmã Genoveva.

Aos 15 de outubro de 1938, o Carmelo festejou seu jubileu de ouro de vida religiosa. Ela, que não gostava de festas nem de honras, não esteve presente às solenidades. Durante anos, até à morte, sofreu de reumatismo articular. Em outubro de 1939, ela escreveu: "Que fiz no Carmelo? Nada. Faz tempo que o Bom Deus nos tem dado um trabalho mais lucrativo: o que faço na minha velhice e que consiste somente em sofrer um pouco para salvar as almas".

Morreu nas primeiras horas da manhã do dia 19 de janeiro de 1940. Sua última frase inteligível foi: "Eu vos amo".

Maria Paulina, a futura carmelita Madre Inês de Jesus, foi a segunda filha do casal Martin. Nasceu em Alençon, aos 7 de setembro de 1861. Estudou no pensionato da Visitação, em Le Mans, de 1868 a 1877. Era a filha querida de sua mãe, que a tinha como confidente. As cartas entre a Sra. Zélia e Paulina testemunham um relacionamento amoroso entre uma mãe dedicada e uma filha reconhecida. A mãe, sempre muito entusiasmada com essa segunda filha, quis que ela fosse uma santa. Sobre sua aparência física, escreveu: "... ela não é linda, mas eu a acho bela e muito bela, era exatamente assim que eu a queria".

Fez sua primeira comunhão no dia 2 de julho de 1872. Desde pequena, sentiu-se atraída à vida religiosa. Chegou a pensar em ingressar no convento da Visitação, em Le Mans, mas no dia 16 de fevereiro de 1882, durante a missa das 6 horas, na igreja de São Tiago, em Lisieux, aconteceu algo sobrenatural: "O Bom Deus me mostrou claramente que não era na Visitação que ele me queria, mas no Carmelo". No mesmo dia, ela comunicou sua decisão ao pai e a Maria. No dia 2 de outubro de 1882, entrava no Carmelo com o nome de Irmã Inês de Jesus. Professou aos 8 de maio de 1884, dia da primeira comunhão de sua santa irmã.

No Carmelo, exerceu várias funções. Foi priora por três vezes: de 20 de fevereiro de 1893 até 21 de março de 1896; de 1902 até 1908 e, de 11 de novembro de 1909 até sua morte em 1923, exerceu esse cargo, confirmada pelo papa Pio XI.

Após a morte da Sra. Martin, Teresa a escolheu como sua segunda mãe. Foi a primeira professora de Teresa nos Buissonets, sua educadora e formadora. Nossa santa ficou muito sentida com sua partida para o Carmelo.

Mais tarde, já no Carmelo, foi priora de Santa Teresinha e lhe ordenou, a pedido de Irmã Maria do Sagrado Coração, que escrevesse suas lembranças de infância. Transcreveu, com muito cuidado, muitas das palavras de Teresinha de abril até 30 de setembro de 1897, dia em que a santa faleceu.

Após a morte de Santa Teresinha, conseguiu a publicação de "História de uma Alma", um dos instrumentos que levou nossa santa a ser conhecida e amada no mundo inteiro, apesar de todas as correções, mudanças e eliminações feitas por ela nos textos originais.

Segundo o testemunho da própria Teresinha, Madre Inês foi umas das figuras preponderantes na sua formação espiritual. Os escritos teresianos estão repletos de referências a Paulina ou à Mãezinha, que a Santa amava com profundo e sincero carinho.

Madre Inês depôs nos processos de canonização de sua santa irmã. Nos últimos dezoito meses de sua vida, sofreu muito os achaques da velhice. Faleceu aos 28 de setembro de 1951, após pedir a proteção e a presença de sua amada Teresinha.

Maria Leônia, a religiosa visitandina Irmã Francisca Teresa, foi a terceira filha do casal Martin. Nasceu aos 3 de junho de 1863, em Alençon. Tida por todos como de caráter difícil e de temperamento delicado, causou muitos cuidados à sua família. Quando pequena, sua mãe reclamava porque ela não se desenvolvia bem. Dona Zélia, de forma contundente, afirma em uma de suas cartas: "Leônia nos tem provocado uma vida terrível o dia todo".

No pensionato da Visitação, em Le Mans, não obteve êxito. Sua mãe, no entanto, esperava um milagre que levasse Leônia a uma mudança: "Só tenho fé em um milagre para mudar essa natureza".

Leônia era a madrinha de crisma de Teresinha. E a Santa, que tanto amava sua irmã, antes de morrer prometeu realizar o milagre esperado: "Não é necessário preocupar-se com os insucessos de Leônia com suas entradas na vida religiosa. Após a minha morte, ela terá sucesso e terá meu nome e o de São Francisco de Sales".

Fez três tentativas de ingresso na vida religiosa. A primeira, entre as Clarissas de Alençon, em outubro de 1866; a segunda entre as Visitandinas de Caen, de 7 de julho de 1887 a 6 de janeiro de 1888; a terceira novamente entre as Visitandinas de Caen, aos 24 de março de 1893, quando recebeu o nome de Irmã Maria Dositéia e de onde saiu em 1895.

Regressando ao mundo, viveu quatro anos com os Guérin, de 1895 a 1899. Aos 28 de janeiro de 1899, após, portanto, a morte de sua santa irmã, ela ingressou definitivamente nas Visitandinas de Caen, tomando o nome de Irmã Francisca Teresa, tendo professado aos 2 de julho de 1900. Teresa a tratava com muito carinho.

A vida e as virtudes de Irmã Francisca Teresa, sobretudo na última etapa de sua vida religiosa, revelam-se, principalmente, na humildade, na pobreza e no silêncio. Ela é o exemplo típico do produto de uma grande correspondência à graça divina. Na verdade, na sua quarta tentativa de vida religiosa, ela foi de tal modo se transformando que se tornou para todos um modelo de virtudes.

No dia 12 de junho de 1941, caiu fulminada aos pés de sua cama por uma congestão cerebral. Durante cinco dias, ficou imóvel e muda, sustentando sempre o crucifixo de Santa Teresinha. Faleceu na noite de 16 para 17, ladeada pelas irmãs veleiras, enviadas por Madre Inês de Jesus. Dada a notícia de sua morte, o próprio papa Pio XII celebrou missa em sua intenção.

Durante muitos dias, a multidão procurou prestar-lhe a última homenagem, mas também tocar seus objetos de devoção no seu caixão. Muitos peregrinos, sobretudo pais com problemas com os filhos, vêm visitar o lugar onde ela está sepultada e lhe pedir ajuda, uma vez que ela de filha difícil passou, com seu esforço e a graça de Deus, a ser uma religiosa amável e santa. São muitas as cartas que chegam à Visitação, em Le Mans, agradecendo favores recebidos por sua intercessão.

Maria Celina, a futura carmelita Irmã Genoveva da Santa Face, penúltima filha de Luís e Zélia Martin, nasceu em Alençon, aos 28 de abril de 1869. Sua mãe a descreve, quando pequena, como inteligente, viva, a alegria da casa. Fez seus estudos no pensionato da abadia beneditina de Lisieux, entre 1878 e 1885. Fez aí sua primeira comunhão, no dia 13 de maio de 1889.

Com a morte da mãe, Celina ficou aos cuidados de Maria, enquanto que Teresinha escolheu Paulina como sua segunda mãe. A partir de então, com o progressivo crescimento físico e espiritual, Celina e Teresinha se tornaram muito mais unidas do que eram antes.

Com dotes para a pintura, ela se especializou nesta arte. Tanto progrediu que o Sr. Martin quis enviá-la a estudar em Paris. Celina recusou, temendo os perigos da cidade grande.

Quando Teresinha entrou no Carmelo, Celina foi pedida em casamento e tal fato lançou-a numa grande inquietude espiritual. Teresinha participou ativamente desta luta porque sonhava com a entrada de Celina no Carmelo.

Com a entrada de suas irmãs no mosteiro, ela ficou responsável pelo Sr. Martin, idoso e doente. Ela o acompanhou em Caen, Lisieux, La Musse de 1889 até 1894. Tornou-se a guarda fiel do Sr. Martin e não o deixou senão após sua partida para o céu.

Pessoa muito ativa, com um temperamento irrequieto, teve de passar por crises violentas. Um dos motivos dessas crises foi a vida que teve de freqüentar com os Guérin, que era muito cristã mas viveu, durante algum tempo, uma vida social muito intensa. Entre estudos de literatura e de ciências e seus trabalhos de pintura , Celina consumia seus dias antes de sua entrada no Carmelo.

Quando o pai faleceu aos 29 de julho de 1894, Celina ficou livre para realizar seu sonho. Superadas as últimas dificuldades, inclusive o convite de seu diretor espiritual, o Pe. Pichon, para que ela se tornasse a fundadora de uma Congregação religiosa no Canadá, Celina entrou no Carmelo de Lisieux aos 14 de setembro de 1894.

Foi noviça de Santa Teresinha e, como tal, deixou-nos uma preciosa documentação a respeito dos ensinamentos teresianos. Com Santa Teresinha, no dia 11 de junho de 1895, fez o ato de oferecimento ao Amor Misericordioso.

No Carmelo, foi importante seu papel de fotógrafa. Devemo-lhe muitas fotos de grande valor, não somente da santa, mas também da comunidade de seu tempo. A maior obra de Celina, durante a vida de Santa Teresinha, foi, sem dúvida, o quadro da Sagrada Face que pintou e fez Pio X exclamar, ao vê-lo: "Como é bonito"!

Por um gesto bondoso de Madre Gonzaga, Celina foi a enfermeira de Santa Teresinha nos últimos tempos de sua vida. Irmã Genoveva teve o cuidado de anotar muitos fatos interessantes e ditos importantes de nossa santa.

É considerada a mensageira do "Pequeno Caminho". Por seus depoimentos, escritos, fotografias e iconografias, difundiu esta dimensão fundamental da espiritualidade teresiana. Sua própria vida foi um exemplo típico da vivência do "Pequeno Caminho". A virtude que mais reluziu na forte e valente Celina foi a humildade.

Seus últimos dias foram comoventes e edificantes. Sua última palavra foi: "Jesus". Era o dia 25 de fevereiro de 1959, quando Irmã Genoveva partiu para a eternidade. Morreu com 89 anos e dez meses. Os funerais, soleníssimos, ocorreram no dia seguinte.

Fonte:

Os dados biográficos das irmãs de Santa Teresinha foram copiados ou resumidos do magnífico "Dicionário de Santa Teresinha", de autoria do Dr. Cônego Pedro Teixeira Cavalcante, publicado pela Editora Paulus, livro que recomendamos a todos!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A Família de Santa Teresa

          Toledo, centro comercial de incomparável beleza, tinha a fama e a virtude de embelezar a pele e de transluzir os rostos lavados com a água do rio. Era também celebrada a formosura de suas mulheres juntamente com a castidade e honestidade. Não menos era admirável a sua religiosidade.

Teresa descendia de um avô Judeu (Juan Sanches), reconciliado em Toledo por volta do ano 1485, rico mercador, administrador de bispados, provavelmente odiado pelos “cristãos velhos” assim eram chamados os cristãos que não tinham nenhuma ascendência judaica, e os “cristãos novos” eram os Judeus que recebiam o Baptismo cristão.

Assim conhecido e desprezado em Toledo, Juan Sanches com seus filhos, dentre eles o pai de Santa Teresa, Alonso de Cepeda, nascido em 1480, se traslada para Ávila. Seus filhos posteriormente, compraram o direito de fidalguia e casando com mulheres fidalgas conseguiram penetrar o sector desta baixa nobreza isenta de certos impostos, porém obrigados a viver sem trabalhar e de renda, para que pudessem dissimular seu verdadeiro estado. De fato, Don Alonso viverá sem ofício conhecido, dilapidará os dotes de suas duas mulheres — ficando viúvo, casou-se pela segunda vez, com D. Beatriz— e morrerá arruinado em 24 de dezembro de 1543.

Era o tributo trágico que deviam pagar aqueles castelhanos judeus, ansiosos por se integrarem numa sociedade racista com os de sua casta.

De seus 11 irmãos, santa Teresa foi “a mais querida.” Seus pais virtuosos e tementes a Deus, educaram na piedade e nos afazeres da casa.

Educada com esmero, ouvia nas longas noites de inverno, ao calor da lareira, a leitura da vida dos santos mártires, feita por seus pais. Animada por essas leituras, aos 7 anos Teresa sente a necessidade de fugir para a terra dos mouros com seu irmão Rodrigo, na esperança de poder alcançar o céu rapidamente, através do martírio. Fuga frustrada, pois um tio os encontra na saída da cidade e os conduz novamente ao lar paterno.

Mas o ideal da fuga – “QUERO VER A DEUS” — torna-se o seu HORIZONTE DE VIDA!

Na idade de 13 anos, Teresa perde sua jovem mãe, Dona Beatriz e a experiência prematura da orfandade leva-a aos pés da Virgem, a quem pede que seja sua Mãe.

Aos 16 anos o seu fervor religioso arrefeceu, entregando-se às vaidades próprias da idade juvenil. Seu pai a coloca como interna um ano e meio no Mosteiro das Irmãs Agostinianas. No relacionamento com uma santa religiosa, suas inquietações espirituais voltaram a manifestar-se e infundiu-lhe pensamentos e desejos de consagrar a Deus.

         Por motivos religiosos, após cumprir penitência, imposta pela Inquisição, muda-se com sua família para Ávila. Dela são conhecidos os nomes de Alvaro, Pedro, Elvira, Lorenzo e Francisco, Hernando morava em Salamanca e Alvaro que ficou em Toledo. Estes toledanos eram considerados como “filhos de bons fidalgos e parentes de bons cavaleiros”.

         O pai de Teresa chamado Alonso Sánchez, antes conhecido Pyna, teve dois filhos do casamento com Catalina del Peso y Henao, falecida em 1507, e que eram Maria de Cepeda (1506) e Juan Vásquez de Cepeda (1507). Após a morte da primeira mulher casou-se com Beatriz de Ahumada, mulher singular, quinze anos mais moça e prima terceira da falecida, com quem teve os filhos: Hernando de Ahumada (1510), Rodrigo de Cepeda (1513), Teresa de Ahumada, na madrugada primaveril de 28 de março de 1515, quinta-feira Santa, Lourenzo de Cepeda (1519), Antonio de Ahumada (1521), Jerônimo de Cepeda (1522), Agustin de Ahumada (1527) e Juana de Ahumada (1528). Dona Beatriz morreu em 1543.

Teresa desde o berço contemplou o belo à sua volta e também desde muito cedo começou a experimentar o fascínio da palavra poética. Palavra que conheceu, antes de mais nada, por meio de seus pais, cristãos fervorosos, que lhe fizeram familiar a dos salmos, dos cânticos, das parábolas evangélicas. As Escrituras Sagradas, as divinae litterae, foram, pois, a porta pela qual Teresa entrou no mundo da literatura.

Mas a Espanha renascentista do início do século XVI cultivava também com entusiasmo as humanae litterae. E o interesse de Teresa pela leitura foi despertado em sua própria família. O exemplo lhe vinha, em primeiro lugar, de seu pai, leitor apaixonado, que mantinha em casa uma rica biblioteca, onde ao lado das obras latinas não faltavam as obras em castelhano, em romance, para que todos pudessem lê-las. É Teresa mesma, em sua autobiografia, quem recorda a figura do pai entre os livros que guardava para os filhos: “Era mi padre aficionado a leer buenos libros y ansí los tenía de romance para que leyesen sus hijos” (Libro de la Vida, 1,1) [1] .

Não era só o pai de Santa Teresa que gostava de ler. Sua mãe tinha também o hábito da leitura. O que mais a entretinha eram obras que uniam história e fantasia, as novelas de cavalaria, tão populares nesse período e mais tarde imortalizadas por Cervantes. Foi assim que Teresa descobriu o mundo da literatura de ficção, e passou a se empolgar com as aventuras de guerreiros cristãos e mouros por suas terras e por terras estranhas. Mais uma vez, é ela própria quem nos conta isso, em sua autobiografia: “Era aficionada a libros de cavallerías [...] Yo comencé a quedarme en costumbre de leerlos [...] Era tan estremo lo que esto me embevía que, si no tenía libro nuevo, no me parece tenía contento" (Libro de la Vida, 2,1). Aliás, Teresa não se limitava a ler: teve a idéia de ser autora de uma novela de cavalaria. Chegou a começá-la, com a ajuda de seu irmão. Mas tudo não passou de uma brincadeira de criança, que não foi adiante.

De qualquer forma, com as leituras feitas na biblioteca de casa, e com outras feitas mais tarde, Teresa foi adquirindo noções da arte de escrever, da retórica de seu tempo. Por outro lado, a proibição oficial de certos tratados religiosos parece ter tido, paradoxalmente, um feliz efeito literário: o de obrigar mais tarde Teresa a não se prender a essas lições, a buscar em si mesma formas mais livres de expressão de sua vida espiritual. Enfim, graças ao exemplo do pai, Teresa foi aprendendo também que, na expressão literária, como em outros aspectos da vida, homens e mulheres devem as mesmas oportunidades fundamentais. Foi aprendendo ainda que se ela própria, suas irmãs e sua mãe podiam ser tão boas leitoras quanto seu pai e seus irmãos, nada impediria que fossem também tão boas escritoras quanto os homens. Mais ainda: ninguém melhor que a mulher para se fazer entender de um público de leitoras. Diz Teresa: “mijor se entienden el lenguaje unas mujeres de otras” (Moradas, prólogo, 5).


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