"Poderíamos aqui meditar sobre como seria saudável também para a nossa sociedade atual se num dia as famílias permanecessem juntas, tornassem o lar como casa e como realização da comunhão no repouso de Deus" (Papa Bento XVI, Citação do livro Jesus de Nazaré, Trad. José Jacinto Ferreira de Farias, SCJ, São Paulo: Ed. Planeta, 2007, p. 106)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Santa Teresa e a economia


Teófanes Egidio in Introducción a la lectura de Santa Teresa, pp.88-103

Realmente extranha o peso quantitativo que o elemento econômico tem nos escritos de Teresa...

É muito significativo que o primeiro escrito seu conservado seja uma peça que reproduz, nem mais nem menos, a forma habitual de extender ordens de pagamento em seu tempo, e que sua última carta datada encara a inconveniência de fundar em Pamplona !se não é com alguma renda", dado que as esmolas daquele 1582 não eram já tão esperançadoras como das épocas passadas. Por fim morreu com o amargor de disgostos que parentes lhe ocasionaram por questões econômicas de herança.

No entreato movido de sua atividade, Madre Teresa teve que ver-se com pleitos inumeráveis, com angústias pecuniárias ou com fundações asseguradas por rendas generosas. TProntamente encontrou dinheiro inesperado (que chegam das míticas Índias) como soube da angústia reiterada de achar-se sem nada. Passou do sistema fundacional em pobreza (ao arbítrio da Providência) à convicção de não dar vida a nenhum mosteiro novo sem ter bem assegurados os recursos materiais. Não se consou de aconselhar sobre mil procedimentos, sobre inversões rentáveis, de conjurar apuros, de suscitar a assistência interconventual, de olhar com esperança para Sevilha, à espera de remessas que obssessionavam a todo castelhano daqueles tempos sobre os que, segundo Pierre Vilar, pesa a maldição do ouro.

1. Os metais preciosos como modelo da dinâmica espiritual

A sensibilidade para o fato econômico se manifesta em que, para fazer mais compreensíveis a seus leitores os fenômenos espirituais, não duvida em acudir aos sistemas monetários, aos metais preciosos, como modelo socorrido e corrente do mundo material, porém que vale para explorar os cristérios de valoração das dimensões sobrenaturais. Não esqueçamos as relações que ascendência de Teresa teve com este mundo do dinheiro...

É muito frequente a assimilação do oro a Deus e a suas obras, em recursos tão cordiais então àqueles castelhanos, tão parcos a maior parte das vezes no metal precioso como desejosos de possuí-lo. Entre estas obras de Deus sobressai, naturalmente, a da alma, para cuja descrição não encontra melhor recurso que compará-la com um castelo medieval, todo feito em diamante, como sucede nas Moradas, realizado pelo lapidador divino e ouro dos mais subidos quilates (1M 1,1 e carta ao P. Gaspar - 7.12.1577). Ouro, jóias, todo um conjunto de pedras preciosas fervem em sua pluma quando debate por tornar inteligíveis coisas divinas operadas na alma à medida em que entra na dinâmica da união, o grande presente que não pode provir do esforço humano, e "nele mesmo se vê não ser de nosso metal, senão daquele puríssimo ouro da sabedoria divina" (4M 2,6).

Pelo contrário, quando se trata de obras humanas, em especial se são da pobre Madre Teresa, acode-se à metáfora da moeda mais ínfima. Não às brancas, das que em tantas oc asiões da vida real se viu ameaçada, senão à moeda de cobre, quiçá fora do curso legal, como se de moeda velha e sem valor se tratasse. "Aqui ajudaremos com nosso vintém (cornadilho)", disse a d. Francisco de Salcedo, aludindo às orações com que compensá-lo pela sua generosidade (Carta 6.07.1568).

2. Gastos e ingressos de todos os dias

As fontes clássicas e as pessoas diretas não dão possibilidade para muito na intenão de captar a angustiosa e diária preocupação pela sobrevivência; não obstante cremos merece a pena insistir em um aspecto tão vital como este da vida de todos os dias, ainda mais quando um dos cuidados fundamentais da Fundadora concentrou-se em que nunca faltasse a suas filhas e filhos de comer, suficiente e bem, ainda que fosse às custas de sacrificar a abstinência, por exemplo (Carta 28.06.1568).

Segundo os livros de entradas e saídas do convento de Medina, onde Santa Madre foi priora - forçadamente - entre agosto e setembro de 1571, o capítulo fundamental de gastos é o constituído pela dieta de pão, ovos e azeite, completada geralmente com fruta e peixe, arroz e verdura. Pedro, o criado, os trabalhadores eventuais, as enfermas têm asse3gurada sua ração de boa carne, qinda que seja sexta-feira; o menu se enriquece em ocasiões com as mais variadas iguarias. À margem da comida, qualquer gasto extraordinário pode desequilibrar o pressuposto: uma viagem das superioras, o da própria fundadora, o envio de mensageiros especiais, alguma reparação no telhado ou na nora, etc, ultrapassam em muito os custos normais de alimentação e sacristia.

Quanto aos ingressos é simples: o produto do trabalho das monjas e a esmola do exterior. "Ajudem-se do labor de suas mãos" (Constituições 2), dedicação que preconiza contra os hábitos de sua época e que matiza até ao extremo para que não se converta em esgotante trabalho, mas que seja sossegado...

Com tais condicionantes a economia da casa ficava neste particular ao risco do encargo. O fato de ter-se conservado os livros de contas de fundações em centros industriais como Segóvia e Toledo, poderia-se medir o peso das comunidades como auxiliares de alguma fase da elaboração têxtil. Na verdade a esmola tem nestes centros uma importância muito maior, suporte autêntico da economia diária carmelitana.

Mas havia problemas. Em Ávila, por exemplo, as esmolas nunca foram muitas. Quando os abulenses ficaram sabendo de que o maior esmoleiro do convento, Francisco de Salcedo, deu uma minguada ajuda ao convento de São José ("que é tão pouco para comer, que ainda para jantar não se tem"), a cidade "retirou logo as esmolas que lhes davam (carta de 15.12.1581). Como último recurso as monjas correram para eleger Santa Teresa como priora. A observação da santa está cheia de humor e realismo: "me fizeram priora por pura fome" (carta de 8.11.1581).

3. O problema dos dotes e das rendas

De todas as formas as esmolas normais e o trabalho serviram para sair do apuro diário, mas nunca foram suficientes para afrontar os gastos consequentes à ereção das casas, aos extraordinários surgidos por causa do acondicionamento posterior, nem para enxugar dívidas de certa envergadura. Em tais circunstâncias a verdade é que abundaram os benfeitores generosos. Porém o aporte principal e permanente foi o dos dotes das professas.

Neste particular, como em todo o relacionado com o dinheiro, a mentalidade teresiana sofreu uma profunda, para não dizer radical, transformação à medida que seu programa original de reforma se foi matizando no contato com as realidades.

No princípio, traumatizada pela experi~encia da Encarnação, empenhou-se em eliminar tudo aquilo que pudesse constituir um atentado contra a mais estrita igaualdade comnitária.

Não obstante, deve-se encarar o risco de que, ao sonho da igualdade, a que entra "não entre só para remediar-se" (C 21,1; 14,1). Para obviar este outro perigo, porque nem o trabalho e a esmola bastavam, para conjurar a fome que se passa em São José ou em Beas, e ainda que siga pregando que se "as monjas são muito para nós que não temos de olhar tanto no dote", estabelecerá o princípio; "deixar de dar algum dote não convém" (carta 21,01.1577).

Uma história paralela se registra no que se refere às rendas. Ter rendas era o sonho do castelhano do século XVI. Santa Teresa não participou desta tendência inveterada. De ascendência judeu-conversa, convenvencida das exigências da pobreza, deparou-se com os hábitos correntes e, contra o costume de outros mosteiros, traçou a idéia dos seus sobre as bases econômicas do trabalho e da esmola, com escândalo e medo de muitos, com a complacência dos "espirituais", caminho que não foi tão fácil.

Não tardou, com a decisão de fundar os mosteiros sem renda alguma, a ver surgir dificuldades. Elas surgem quando sua previsão de fundar em núcleos urbanos bem dotados chocou-se ante a contingência de fundar em lugares sem tantos recursos econômicos, com risco para a esmola e com escassa esperança de colocar o produto do trabalho das monjas. Tal sucedeu com a fundação de Malagón, a terceira da série. Santa Teresa tinha que decidir diante de dois problemas. Um secundário: a dificuldade observar a abstinência da Regra; outro de mais transcendência: a necessidade de contar com uma renda. Santa Teresa resistiu à importunação de dona Luisa de la Cerda; porém nesta ocasião a tenaz senhora encontrou grandes aliados que acabaram por convencer a Santa e Malagón torna-se o primeiro mosteiro erigido sobre a plataforma econômica de ingressos fixos e seguros, levando, depois Santa Teresa a definir seu pensamento sobre o assunto. Superada a fase de vacilações, sua norma se esclarece:

"Sempre pretendi que os mosteiros com renda que fundava a tivessem de tal maneira que as monjas não precisassem dos parentes nem de ninguém, e que houvesse o bastante para o sustento e o vestuário, bem como um bom tratamento para as enfermas, porque da falta do necessário decorrem um sem-número de inconvenientes. E para trazer muitos mosteiros de pobreza sem renda nunca me falta coragem e confiança e por certo Deus não permitirá que me faltem; mas, para fazê-lops com renda, embora pouca, falta-me tudo e prefiro não fundar." Portanto, fica claro como as fundações sobre renda foram sempre uma excessão, justificada só pela penúria econômica do lugar...

4. O crédito e a inversão

Ainda que durante o curto tempo de sua vida de fundadora os conventos teresianos tivessem escassas possibilidades para a acumulação de capital invertível, em 1582 já se configura uma realidade: que junto a mosteiros que vivem de rendas coexistem outros endividados até a extremos preocupantes, como o de Ávila e de Sevilha. Uns recorrem a formas correntes de crédito para saldar sua economia deficitária, para afrontar gastos crescidos de edificação ou translado; outros aproveitam sistemas do momento para colocar suas sobras em inversões rentáveis. De tudo isso teve que estar a par a Santa Madre, preocupada ou tranquila, porém sempre imersa na maré de papelório, de operações financeiras de menor ou maior alcance, de contratos complicados cujas cláusulas tinha que ler e reler em todos seus pormenores para que não se repetisse o que aconteceu em Sevilha, quando por boa fé, o fiador, d. Lourenço de Cepeda, teve que correr para evitar a prisão por um imposto sobre vendas mal feitas (Fundações 25,9).

Estas operações a obssessionaram a tal ponto que aparecem como paradigmas em fenômenos espirituais. Tal sucede no Caminhho de Perfeição, quando para ressaltar o valor autêntico, perdurável da humildade e da obediência, diante de discutíveis gostos, mercês e arroubamentos, não tem outra ocorrência que estabelecer a seguinte comparação: " ...a moeda corrente, a renda segura, os juros perpétuos, em vez de censos remíveis, que se tiram e põem, são a grande virtude da humildade e da mortificação, da grande obedi~encia em não se popor em nada ao que ordena o prelado" (Caminho 19, 7).

Sua norma constante era de não acumular-se de juros e obter e gastar dentro das estreitas possibilidades. Se o recurso se faz inevitável, é imprescindível redimí-los o quanto antes, pela simples razão de que "seria muito bom ir quitando a carga" (carta 7.09.1574).

A prática de Santa Teresa é bem clara: quando é possível a opção, prefere o dinheiro constante e sonante aos títulos sobre a dívida pública ou privada. Ao menos para com estes últimos sente uma confessada aversão, pis nem todos os afetados tinham as mesmas condições que ela para tornar efetivos os juros. É o que diz a seu irmão: "Pensa que em cobrar os censos não há trabalho? Andar sempre em execuções. Olhe que é uma tentação" (carta 2.01.1577).

É compreensível que o fenômeno sobrenatural de uma personalidade extraordinária como a de Teresa tenha deslumbrado e drenado as preocupações dos teresianismas para ângulos menos mundanos que os da economia. Porém, é como ela mesma lamenta, mas faz parte de sua vida e missão: "faz tempo que tinha abandonado dinheiros e negócios, e agora quer o Senhor que não trate de outra coisa".


do blog:http://provsjose.blogspot.com/2009_08_01_archive.html

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Superar problemas de controle e confiança no casamento

Entrevista com o psiquiatra católico Richard Fitzgibbons

Por Genevieve Pollock

WEST CONSHOHOCKEN, segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).

- Muitos casais e famílias de hoje sofrem problemas de controle e confiança, afirma o psiquiatra Richard Fitzgibbons. Mas, graças aos sacramentos e à prática da virtude, estes problemas podem ser superados.
Este foi o tema de um recente encontro virtual de uma série patrocinada pelo Institute for Marital Healing, que oferece recursos para casais, conselheiros e clero sobre temas referentes à paternidade, idade adulta, vida familiar e casamento.
Fitzgibbons, diretor do instituto, trabalhou com milhares de casais e escreveu extensamente sobre estes temas. Em 2008, foi nomeado também como consultor da Congregação para o Clero, da Santa Sé.
Nesta entrevista com Zenit, Fitzgibbons fala sobre as causas modernas dos problemas de confiança, a diferença entre ser forte e controlador e as virtudes particulares que oferecem um antídoto para este problema.
- Você menciona que a seção mais popular do seu site é a dedicada ao cônjuge ou familiar controlador. Por que você acha que há tanto interesse neste tema?
Fitzgibbons: De fato, nós nos surpreendemos com a resposta das pessoas na seção do esposo ou esposa controlador.
Após pensar e rezar sobre este assunto, cheguei a uma compreensão mais profunda dos graves fatores pessoais e culturais que estão contribuindo para uma tendência a dominar ou a não confiar nos demais, algo que dá como resultado a necessidade de controlar.
- Você poderia descrever brevemente as características de uma pessoa controladora?
Fitzgibbons: A pior fraqueza de caráter em uma pessoa que cai na tendência a controlar – e todos nós podemos cair às vezes – é tratar o cônjuge (que é um grande dom de Deus) com falta de respeito.
A pessoa controladora se volta totalmente para si mesma, de tal forma que não consegue ver a bondade do seu cônjuge.
A outra grande fraqueza é deixar-se levar com rapidez e em excesso pela cólera. Os cônjuges e familiares controladores são também irritáveis e costumam estar tristes porque, de fato, não é possível controlar ninguém, dado que temos uma dignidade e um vigor como filhos de Deus.
Finalmente, as tendências controladoras afetam a entrega sadia e carinhosa no casamento e reforçam o egoísmo, uma das principais causas dos comportamentos controladores.
- Que danos podem ser causados por cônjuges ou familiares controladores?
Fitzgibbons: Os comportamentos controladores causam dano na amizade do casal, no amor romântico e no amor prometido, três áreas essenciais da entrega matrimonial que João Paulo II descreve em “Amor e Responsabilidade”.
A falta de respeito leva o outro cônjuge a sentir-se triste, bravo, desconfiado e inseguro. A não ser que esse conflito seja tratado de forma adequada e correta, podem desenvolver-se graves problemas, incluindo a depressão, ansiedade, abusos graves, infidelidade, separação e divórcio.
- Em nossa rápida sociedade, em que se exige das pessoas que controlem e dominem tantos aspectos da sua vida – economia, saúde, trabalho, família etc. –, uma natureza controladora não seria mais uma vantagem, inclusive uma necessidade para sobreviver? Você vê algo positivo neste tipo de personalidade?
Fitzgibbons: Sim, a confiança e o vigor são características saudáveis na personalidade, que nos permitem responder a muitos desafios no grande sacramento do matrimônio e na vida familiar.
No entanto, é necessário o crescimento diário nas virtudes, de maneira que um marido não pode cruzar a linha porque possui estas qualidades e converter-se assim em controlador.
As virtudes que são essenciais para equilibrar o dom da fortaleza são a amabilidade, a humildade, a mansidão, o autocontrole e a fé.
Uma das metas do casamento é a fortaleza e a confiança, mas não o controle. Convido muitos maridos fortes a rezarem a São Pedro para que os proteja e assim não sejam líderes controladores do seu lar.
- Você indica que, no coração de uma personalidade controladora, costuma haver problemas de confiança. Poderia ampliar isso?
Fitzgibbons: Uma importante causa da tendência a controlar ou dominar é o fato de ter prejudicado, na infância, a capacidade de uma pessoa de confiar ou sentir-se segura.
Depois, os cônjuges podem deixar-se levar de maneira inconsciente pelo medo, até uma forma de agir controladora, isto é, só se sentem seguros quando têm o controle, algo que certamente nunca terão. No passado, os conflitos comuns da infância eram o alcoolismo, os enfrentamentos entre os pais e a experiência de um progenitor controlador.
Os motivos mais recentes de graves danos à confiança durante a infância são a cultura do divórcio, a creche e a epidemia de egoísmo nos pais, causados em grande parte pela uma mentalidade anticonceptiva. Além disso, os homens inseguros assumem comportamentos controladores em uma tentativa de estimular sua confiança masculina. Nos adultos jovens, a cultura das relações diversas também danifica gravemente sua capacidade de confiar sem que eles percebam.
Finalmente, no Catecismo da Igreja Católica, descreve-se um fator espiritual importante que não deveria ser deixado de lado: “Todo o homem faz a experiência do mal, à sua volta e em si mesmo. Esta experiência faz-se também sentir nas relações entre o homem e a mulher. Desde sempre, a união de ambos foi ameaçada pela discórdia, o espírito de domínio, a infidelidade, o ciúme e conflitos capazes de ir até ao ódio e à ruptura” (n. 1606).
- Como uma pessoa pode começar a enfrentar estes temas e mudar seu jeito controlador? Como uma pessoa pode ajudar alguém a quem ama e que pode ser controlador?
Fitzgibbons: O primeiro passo é a necessidade de descobrir esta grave fraqueza matrimonial.
Se os esposos confiassem mais em Deus dentro dos seus casamentos, não temeriam enfrentar esta dificuldade e buscar superá-la.
A mudança necessária pode acontecer por um compromisso de crescer em confiança em Deus e no próprio cônjuge, por um processo de perdão àqueles que, na infância, prejudicaram a confiança, por uma decisão de deter os repetidos comportamentos controladores de um pai, pela meditação regular sobre o fato de que Deus tem o controle e pelo crescimento em numerosas virtudes, entre as quais estão incluídos o respeito, a fé, a amabilidade, a humildade, a magnanimidade e o amor.
O papel da fé pode ser muito eficaz para enfrentar esta grave fraqueza de caráter. Vimos notáveis melhorias na luta contra isso através da graça no sacramento da reconciliação. Animamos os casais católicos controladores a buscarem a cura neste poderoso sacramento.
Além disso, as esposas controladoras podem se beneficiar do aprofundamento em sua relação com Nossa Senhora, vendo-a como modelo e adquirindo suas virtudes, descritas por São Luis Maria Grignion de Monfort no “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”.

Os maridos controladores serão beneficiados pela meditação sobre São José, na qual podem pedir-lhe que os ajude a ser amáveis, sensíveis, líderes entregados e alegres em seus casamentos e famílias.
- Como psiquiatra, quando você acha que deveria ser sugerido que se busque ajuda externa, de um sacerdote ou conselheiro, para curar as feridas emocionais de uma pessoa?
Fitzgibbons: Recomendo ir a um sacerdote antes de ir a um conselheiro, porque muitos profissionais da saúde mental apoiam a atual cultura do egoísmo.
Brad Wilcox, um jovem sociólogo católico da Universidade de Virgínia, escreveu sobre a influência do campo da saúde mental no casamento: “A revolução psicológica, ao centrar-se na realização individual e no crescimento pessoal, deu como resultado que o casamento acaba sendo visto como um veículo para uma ética orientada à própria pessoa, uma ética do romance, da intimidade e da realização”.
“Nesta nova postura psicológica dentro da vida matrimonial, a obrigação primária da pessoa não é a própria família, mas ela mesma; daí que o êxito matrimonial tenha sido definido não como o cumprimento exitoso das obrigações com relação ao cônjuge e aos filhos, mas como uma sensação forte de alegria subjetiva no casamento – que se encontraria em e através de uma relação intensa e emocional com o cônjuge.”
Acreditamos que um compromisso sincero de cada um dos cônjuges por crescer no conhecimento de si mesmo e nas virtudes pode resolver o conflito de um esposo controlador sem a necessidade de uma terapia de casal. Não obstante, estão disponíveis novas fontes de referência matrimonial, fiéis aos ensinamentos de Cristo, nos sites de Catholic Therapist e Catholic Psychotherapy.
A intercessão de Nossa Senhora em Caná conduziu ao primeiro milagre do Senhor, levando mais alegria a um jovem casal. Convidamos os casais católicos a lutarem contra os conflitos de controle e egoísmo dirigindo-se a Ela, para outro milagre em seus casamentos.
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Na internet:
Institute for Marital Healing: http://www.maritalhealing.com/

domingo, 7 de fevereiro de 2010

DOMINGO, 7 DE FEVEREIRO DE 2010 Se quiser ser santo, entre num Carmelo


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Instaurado processo de canonização de religiosa que viveu no interior de São Paulo

Por Alexandre Ribeiro

TREMEMBÉ, domingo, 7 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- “O Carmelo é um vergel de santos. Se quiser ser santo, entre num Carmelo”. Com alegria e bom humor, as carmelitas de Tremembé (135 km de São Paulo) anunciaram a introdução da Causa de Canonização de Madre Maria do Carmo da Santíssima Trindade.

Neste domingo, 7 de fevereiro, o bispo de Taubaté, Dom Carmo João Rhoden, preside à cerimônia de introdução da Causa de Madre Maria do Carmo, conhecida como Carminha de Tremembé, fundadora do Carmelo Santa Face e Pio XII, onde hoje vivem 19 carmelitas, nessa cidade do Vale do Paraíba, interior do Estado de São Paulo.

Ao descrever o Carmelo como um “vergel de santos”, Madre Thereza Maria, uma das responsáveis pelo processo de canonização, não exagera. Santa Teresa d’Ávila, São João da Cruz e Santa Teresinha do Menino Jesus, para recordar três, são santos carmelitas doutores da Igreja.

Mas qual é a alegria de viver num Carmelo? “É viver para Ele, viver para Jesus”, respondem com sorrisos nos lábios, quase em coro, as cinco religiosas que receberam ZENIT na semana passada para conversar sobre sua Madre fundadora.

Madre Maria do Carmo (Carmen Catarina Bueno) nasceu em Itu, interior de São Paulo, a 25 de dezembro de 1898. Aos 18 anos, foi noiva. Mas, ao ingressar em um renomado colégio religioso em São Paulo, que o noivo, de família rica, indicara para que aprimorasse seus conhecimentos e se preparasse para o matrimônio, deu seu sim à vocação religiosa.

No colégio em São Paulo, em meio aos estudos humanísticos e ao amor pela literatura e poesia, depara a “História de uma Alma”, da futura Santa Teresinha. Então decide ser como a jovem de Lisieux, carmelita.

Em 1926, aos 27 anos, Carminha ingressa no Carmelo São José, no Rio de Janeiro. Ali exerce o papel de mestra de noviças, sub-priora e priora. Em 1955 deixa o Rio para ir fundar o Carmelo da Santa Face e Pio XII, em Tremembé.

Sob sua liderança e determinação, em dois anos, uma ala e meia do mosteiro estava construída. Em mais alguns anos toda área já estaria estruturada, com capela, refeitório, jardins e chácara.

Ali desenvolve sua vida em oração e humildade, virtude destacada pelas religiosas que conviveram com ela. Dedicou grande atenção à formação do noviciado e ao cuidado das irmãs de comunidade.

Em letra firme e bela, exprimiu em poemas, durante toda vida, a sofisticação de seu espírito e a total entrega ao amor de Deus.

Ao refletir sobre a morte, confessou em soneto: “Não posso mais, ó Deus meu Pai, sofrer / do céu a nostalgia que consome... / o anseio torturante de vos ver / é gozo que crucia, é dor sem nome! / Se apenas um vislumbre de prazer, / do amor que se revela e que não dorme, / o exílio transfigura e o padecer... / que então será, no Céu, saciar a fome” (...).

Madre Caminha morreu em 1966, acometida de derrame cerebral. Tinha 67 anos. Sua fama de santidade extrapolou a clausura do Carmelo em 1972. Havia o projeto de mudar o mosteiro para a cidade de Mairinque (São Paulo). Seu túmulo foi aberto e constatou-se a conservação do corpo.

“Parecia a tarde do enterro”, conta Madre Teresa Margarida, priora do Carmelo. “Até as flores estavam conservadas”, recorda a priora, que conviveu durante 10 anos com Madre Carminha.

A partir desse episódio, a fama de santidade se espalhou pelos Carmelos e comunidades. O povo de Tremembé se mobilizou e impediu que o corpo e o mosteiro completo mudassem de cidade.

Um depoimento gravado do médico que acompanhou a exumação revela sua surpresa: “Estou profundamente emocionado”, disse o Dr. Mário Degni, da Universidade de São Paulo.

No entanto, os próprios técnicos que procederam à exumação indicaram que o corpo fosse recolocado na sepultura, deixando duas aberturas, por onde ventilasse o ar, para ver se se desfazia. De fato, o corpo foi-se desfazendo, o que se constatou em exumações posteriores.

A indicação de Igreja, porém, “é não mexer”, explicou Madre Thereza Maria, que reconhece que, por desinformação, houve um erro ao fazer as aberturas no caixão.

Mas a posterior decomposição do corpo não comprometeu a devoção. O fiéis passaram a se dirigir cada vez mais à intercessão de Madre Carminha em pedidos de cura e bênçãos de Deus.

Segundo as carmelitas de Tremembé, há dois casos de milagres que já poderiam integrar o processo de canonização: o de um recém-nascido curado de uma luxação congênita no joelho (hoje uma criança de dois anos que corria pelo jardim do Carmelo um dia antes de ZENIT visitar as religiosas). E o caso de um adulto que, já desenganado pelos médicos, foi curado de peritonite aguda. Hoje é um senhor que propaga a devoção a Madre Carminha.

Deus sabe se no futuro o nome de Madre Carminha de Tremembé constará no vergel de santos do Carmelo. Mas o que a Igreja sabe é que a cada dia aumentam os fiéis que se dirigem à madre poetiza, que viveu a humildade no claustro.

De Carminha de Tremembé permanecem a fama de santidade, os belos poemas, o testemunho de vida. E também algo que, de certo modo, fica de toda religiosa de clausura, cujo testemunho fortalece a esperança e alimenta o mundo de amor.

Uma vida clarividente, refletida em versos. Escreve Carminha: “Um terno olhar de Deus em mim poisando / e do Carmelo eu vim bater à porta, / entre risos e lágrimas sonhando / ser – hóstia de Jesus, ou viva ou morta... / Custou-me o sacrifício... mas que importa, / se a dor que mora na alma vai cantando? / Se os olhos jorram pranto? A fé transporta / além e faz sorrir quem sofre amando... / Hóstia de expiação... hóstia a cantar / a loucura da cruz e o Amor supremo / que da terra meu ser desprende e arranca... / Corpo de Luz – sacrário a custodiar / na solidão, na prece e zelo extremo / minha alma – Hóstia eternamente branca!”


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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Influência da família em Santa Teresa e papel da família atual na educação dos filhos




Influência da família em Santa Teresa e papel da família atual na educação dos filhos

A família é a primeira escola onde se aprende a ser pessoa em relação (acatar ordens, negociar, pensar nos outros, renunciar a certos gostos, ser generosos, partilhar, dedicar-se, dar e receber carinho).

A família de Santa Teresa terá alguma coisa a dizer-nos, hoje? Dom Alonso perdeu a sua primeira mulher. Ficou viúvo muito novo, com dois filhos, e voltou a casar. Teresa (28.3.1515) é filha do segundo casamento de Dom Alonso com Dona Beatriz de Ahumada (uma jovem de Olmedo, de 15 anos). Dois filhos do primeiro casamento, mais dez do segundo, fazem com que na família de Teresa haja 12 irmãos.

Teresa já é freira e os seus confessores mandam-lhe que faça um relato da sua vida espiritual, das mercês que o Senhor lhe faz. Ela remonta à infância. Começa por dizer:”O ter pais virtuosos e tementes de Deus me deveria bastar se eu não fosse tão ruim…, com o que o Senhor me favoreceu para ser boa” (V 1, 1).
Teresa reconhece que tudo o que é em adulta começou a forjar-se na infância, vendo como viviam os pais, relacionando-se com os irmãos, partilhando a amizade com os seus familiares.

Vamos dividir esta reflexão em três alíneas: Pais, irmãos e familiares. Nascemos, vivemos e morremos entre eles. Deles e com eles, aprendemos a ser pessoas.



1. PAIS

Teresa reconhece a influência de seus pais, as suas virtudes, como viviam a sua relação com Deus…Para ela foram um dom de Deus e o espelho onde se revia.

1. Seu pai era afeiçoado “a ler bons livros, e por isso os tinha em vernáculo para que os filhos os lessem”. A mãe gostava dos “livros de cavalaria” (V 1,1). O resultado foi que estes costumes dos pais despertaram em Teresa o gosto pela leitura.

500 anos depois, muitos de nós continuamos a acreditar na influência “educativa” que tem a vida dos pais na dos filhos: as reacções, conversas, gestos, divertimentos, esperanças, crenças… tudo educa. Ser pai é transmitir vida e a tarefa não termina com dar à luz os filhos.


2. “O cuidado que a minha mãe tinha em nos fazer rezar e em sermos devotos de Nossa Senhora e de alguns santos, começou a despertar-me, na idade – segundo creio – de seis ou sete anos”.

Actualmente, muitos de nós continuamos a defender a necessidade de pôr os filhos em contacto com Deus, de educar a sua dimensão transcendente, de agradecer a Deus a vida, de rezar. Porque, nos nossos dias, manifestar publicamente a fé é um acto de coragem e coerência. E porque teremos de nos acobardar perante os que põem em ridículo a nossa religião? A vivência da fé na família continua a ser actual e necessária para o crescimento equilibrado dos filhos.

2. “Era meu pai um homem de muita caridade para com os pobres e de piedade para com os doentes (…), era de grande verdade. Nunca ninguém o viu jurar ou murmurar. Sobremaneira honesto”. “Ajudava-me não ver nos meus pais senão apoio para a virtude: tinham muitas” (V 1, 2).

Hoje, muitos de nós continuamos a apostar em recuperar o valor da verdade, da honradez e da honestidade. Se, na sociedade, respiramos mentira, egoísmo, deslealdade e ânsia de poder a qualquer preço, é porque na família não “se dá valor aos valores”. É urgente recuperar a eficácia da educação das virtudes: fortaleza, temperança, prudência, justiça, fé, esperança, caridade.


3. “A minha mãe tinha também muitas virtudes, e passou a vida com grandes enfermidades. Grandíssima honestidade (…), muito serena e de grande entendimento” (V 1, 3).

500 anos depois, muitos de nós continuamos a reconhecer a grandeza das nossas mães. E nos surpreendemos a fazer coisas que elas faziam, usando expressões que elas diziam, admirando e agradecendo uma vida de entrega silenciosa e muitas vezes sacrificada.

Muitos continuamos a acreditar que ser mãe significa defender a vida do filho, antes e depois de ele nascer.

Muitos continuamos a acreditar que o sacrifício é um valor vigente e necessário na família e na sociedade. E que a capacidade de sofrimento e de renúncia torna o homem forte face às dificuldades. Serão fortes e sofridos os nossos jovens?


4. “Lembro-me de que, quando a minha mãe morreu, tinha eu pouco menos de doze anos de idade. Quando comecei a compreender o que tinha perdido, fui-me aflita a uma imagem de Nossa Senhora e supliquei-lhe com muitas lágrimas que Ela fosse minha mãe. Parece-me que, embora o tenha feito com candura, me tem valido” (V 1,7).

500 anos depois, damo-nos conta de que o maior conflito, o maior sofrimento que existe numa família continua a ser a doença e a morte dos seres queridos.
A morte dos pais, quando os filhos são ainda pequenos, envolve a família num mar de incerteza e insegurança. A solidão converte-se em companheira absoluta, surgem com força as perguntas pelo significado da existência e a pessoa fica como que desvalida, desprotegida pela ausência do pai ou da mãe. Quando se tem fé, pode-se recorrer ao Senhor, à Virgem Maria, pode-se rezar mesmo que não se compreenda, mas a dor e as lágrimas são inevitáveis:”supliquei-lhe com muitas lágrimas que Ela fosse minha mãe”.

Vivemos numa sociedade cheia de contradições. Por um lado, envolve-nos a violência e a morte nos telejornais, nos filmes, nas séries televisivas e nos jogos de vídeo. Por outro, evitamos falar da outra vida, do mais além. Habituando os filhos a brincar com a morte, tiramos valor à vida.


“Foi coisa para louvar o Senhor a morte que teve (meu pai), e o desejo que tinha de morrer, os conselhos que nos deu… encarregando-nos que o encomendássemos a Deus… que víssemos como tudo acaba” (V 7, 15).



II. IRMÃOS

1. “Éramos três irmãs e nove irmãos. Todos se pareciam com seus pais – pela bondade de Deus – em serem virtuosos” (V 1, 4).

500 anos depois, os investigadores e estudiosos da família “descobrem” que a relação entre os pais determina a relação entre os irmãos. Se vêem coerência de vida nos pais, aprendem a ser coerentes.

2. Tinha um irmão quase da minha idade (…) Juntávamo-nos a ler vidas de santos . (…) Espantava-nos muito dizer que pena e glória era para sempre (…) Acontecia-nos estar muito tempo tratando disto e gostávamos de dizer muitas vezes: para sempre, sempre, sempre! Com pronunciar isto muito tempo era o Senhor servido que me ficasse impresso, na meninice, o caminho da verdade” (V 1, 5).

Hoje, continuamos a defender a importância das relações entre irmãos. Do ponto de vista social, são um ensaio, uma preparação para a inserção de crianças e jovens no grupo de amigos, na escola e na sociedade.
Do ponto de vista pessoal, estas relações determinam o desenvolvimento e a configuração da personalidade e das crenças, porque os irmãos têm tendência a imitar-se.


3. “Dava esmola como podia, e podia pouco. Procurava solidão para rezar as minhas devoções, que eram bastantes, em especial o Rosário, de que a minha mãe era muito devota, e por isso nos fazia sê-lo” (V 1, 6)

500 anos depois, continuamos a observar que cada um sabe o que lhe ensinam. E que uma sociedade sem Deus, como a nossa, é fruto de uma série de causas que convergem, entre as quais está a educação na família e na escola. Em que momentos ou acontecimentos da vida reza a família de hoje? Quem vai ensinar os filhos a rezar quando desapareça a geração das avós? Que sinais religiosos vêem os nossos filhos nas suas casas? Em que celebrações da fé participa toda a família? Quem educa a dimensão transcendente das nossas crianças, adolescentes e jovens?


4. Teresa interessa-se pela sorte e negócios de seus irmãos: “Nada me dá tanto contentamento como o de que os meus irmãos, a quem tanto amo, tenham luz para querer o que é melhor. (E digo-lhes) agora que ponham todos os seus negócios em Suas mãos, que sua Majestade fará em tudo o que mais nos convém” (Carta 23, 3).



III. FAMILIARES

1. “Tinha uns primos irmãos… Eram quase da minha idade, pouco mais velhos do que eu; andávamos sempre juntos… Recebi toda a má influência de uma familiar que frequentava muito a nossa casa”. Meu pai e minha irmã lamentavam muito esta amizade” (V 2, 4).

500 anos depois, assistimos ao efeito produzido por uma má companhia. “Sobretudo no tempo da mocidade deve ser maior o mal que causa” – diz Santa Teresa.
E a experiência diz-nos que isto continua a ser verdade. Muitos pais procuram com todo o cuidado uns bons amigos para os seus filhos e temem sempre que se juntem com más companhias.



CONCLUSÂO

De tudo isto, fica-nos uma certeza: Santa Teresa teve a sorte e o dom da família. O ter pais virtuosos, irmãos com quem partilhava sonhos e esperanças… tudo isso fez dela uma mulher de fé firme, comprometida com a vida, dependente de Deus e com desejo de procurar e viver “a verdade de quando era menina”.

O testemunho da vida de Teresa de Jesus tem de nos dar forças para sermos defensores da família como sustentáculo e força da sociedade, como a melhor escola de valores. Tem de nos fortalecer na certeza de que a família é um valor para a sociedade e não podemos permitir que ninguém ponha em ridículo nem ataque a sua existência.

Deve tornar-nos críticos dos meios de comunicação e de todos o que se empenham em nos oferecer modelos de relações familiares em que não existe o respeito, nem o amor para com o outro, nem a defesa da vida e da dignidade humanas.

Basta-nos acender a televisão em qualquer dia, e até me atreveria a dizer a qualquer hora, para ver e escutar história de famílias em que tudo vale, histórias de jovens sem pudor, sem um questionamento sério sobre a vida. Onde está o direito da família a ser protegida pelo Estado se, na Televisão pública, se destrói a família?

A família actual vive num mar de incertezas. Assistimos a uma ausência de valores humanos, sociais e religiosos. Os pais preocupam-se com a educação dos filhos e do seu futuro. Os filhos vivem à margem dos pais. Perante este panorama, permitam-me que lhes diga:

Teresa escolheu viver na família carmelitana. Também nela havia grandes problemas para os quais era difícil encontrar solução. O que ela via na sua Ordem, vamos aplicá-lo ao que qualquer pai ou mãe vive na sua família.

“Estando um dia muito amargurada com o remédio da Ordem, disse-me o Senhor: ‘Faz o que estiver na tua mão e deixa-Me tu a Mim e não te preocupes com nada; goza do bem que te foi dado, que é muito grande; o meu Pai deleita-Se contigo e o Espírito Santo ama-te’ (CC 10ª,Toledo, Junho de 1570).
É esta a mensagem que eu gostaria de transmitir hoje aos pais e mães: que reconheçam o bem da família, que gozem dela, que agradeçam a Deus o dom dos filhos, que aproximem os filhos de Deus e os ponham nas Suas mãos. Que acreditem e vivam o amor que Deus lhes tem. Pusemos Deus fora dos nossos lares e até da nossa vida. Talvez esteja nisso todo o problema.
Que Teresa de Jesus nos sirva de modelo na oração, na fortaleza de vida, na confiança no Deus que nos salva e a Quem devemos tudo!


Júlia Villa Garcia
Doutora pela Universidade Pontifícia de Salamanca

ENCONTRO DE ORAÇÃO COM AS FAMÍLIAS CARMELITAS EM MONTES CLAROS-MG




Alguns membros do Grupo Beata Elizabeth da Trindade, da OCDS de Montes Claros-MG iniciarão no dia 28/01/2010 (quinta-feira), às 19:30hs uma reunião mensal extraordinária nas residências das famílias dos membros da Ordem Carmelita, com a finalidade de interceder pelas famílias carmelitas, bem como para promover a integração dos familiares com a Ordem. O encontro constará da recitação do terço, escuta do Evangelho e partilha da Palavra.
O primeiro encontro acontecerá  na Rua da Administração, nº 125 - Bairro Universitário - Montes Claros-MG, endereço residencial de Marcelo Vilela, para quem poderão ser enviados os pedidos de oração através do e-mail vilelamoc@yahoo.com.br ou pelos telefones (38) 3082-4869 e (38) 9956-4869.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Congresso das Famílias 2010 em Fortaleza-CE

As famílias e a crise econômica

Um relatório revela a situação do casamento na América do Norte


Por Pe. John Flynn, L.C.

ROMA, quarta-feira, 20 de janeiro de 2010 (ZENIT.org)-. A atual crise econômica pode ter ocasionado um efeito positivo no matrimônio. O divórcio caiu 4% nos Estados Unidos, até 16,9 divórcios por cada 1.000 mulheres casadas, sendo que em anos anteriores havia subido de 16,4 em 2005 para 17,5 em 2007.

Esse é um dos pontos apresentados no relatório anual da situação matrimonial que foi publicada em dezembro no National Mirriage Project, da Universidade da Virgínia, junto com o Center for Marriage and Families of Institute for American Values.

O relatório, intitulado “A Situação de nossos matrimônios na América do Norte 2009: Dinheiro e Casamento”, também confirmou que os americanos estão atrasando o casamento ou renunciando a ele.

Parte dessa queda vem da tendência de adiar o primeiro casamento: a idade média do primeiro casamento passou de 20 anos para as mulheres e de 23 para o sexo masculino para cerca de 26 e 28, respectivamente, em 2007. Outro importante fator foi o aumento da coabitação.

Juntamente com os dados sobre casamentos e divórcios, o relatório continha uma série de ensaios que examinavam as implicações das últimas estatísticas. Considerando o impacto econômico da recessão nos casamentos, o professor de sociologia e diretor do National Marriage Project Bradford Wilcox observou que não é a primeira vez que ocorre uma correlação entre crise econômica e menos divórcios.

A mesma coisa ocorreu na Grande Depressão dos anos 30. O declínio do divórcio é em partes devido a fatores econômicos que simplesmente levam os casais a adiar o divórcio. Há, no entando, outro fator dinâmico mais durável segundo Wilcox. Nas últimas décadas, os americanos veem cada vez mais o casamento como uma união de parceiros ou parceiras de alma. Dessa forma, a intimidade emocional, a satisfação sexual e a felicidade individual passam a ser as aspirações primárias do casamento.

“A recessão nos recorda que o matrimônio é mais que uma relação emocional; o casamento é também uma sociedade econômica e uma rede de segurança social”, comenta Wilcox. Assim, caso ocorra desemprego, ou a possibilidade de duas fontes de renda incentiva muitos casais a ficarem juntos.

Desvantagens

As pressões econômicas também tem suas desvantagens, admitiu Wilcox. As dificuldades econômicas podem trazer consigo alcoolismo, depressão e um aumento de tensões no casamento, que em alguns casos levam ao divórcio. Em geral, a maioria dos casais casados não responderam à crise econômica escolhendo o divórcio.

Wilcox ainda adverte que o impacto da crise econômica poderia ser mais difícil para quem não tem estudo. O desemprego atingiu de forma dura as pessoas sem cursos acadêmicos. Na verdade, mais de 75% dos postos de trabalho perdidos foram concentrados neste grupo.

A informação fornecida em setembro de 2009 pela Oficina de Estatística Laboral mostrava que 4,9% das mulheres e 5% dos homens com formação acadêmica estavam desempregados. Em contraste, entre aqueles com somente ensino médio, 8,6% das mulheres e 11,1% dos homens estavam desempregados.

Wilcox segue citando sobre a pesquisa, que indicava que os maridos são claramente menos felizes nos casamentos e mais propícios a pensar no divórcio, quando suas esposas assumem a tarefa de trazer o pão para casa.

O aumento do desemprego entre as pessoas de classe trabalhadora poderia também ter impacto na situação matrimonial desse grupo sócio-econômico.

Os apêndices estatísticos do relatório proporcionam mais informação sobre essa preocupante tendência. As mulheres com educação universitária estão se casando com uma maior idade que o restante das mulheres. Não só isso, mas a taxa de divórcios entre estas mulheres está relativamente baixa e segue baixando.

“Na verdade, as mulheres universitárias, que uma vez foram líderes da revolução do divórcio, agora têm uma visão mais restrita do divórcio que as mulheres menos instruídas”, diz o relatório.

Por outro lado, entre as mulheres que adiam o casamento até depois dos 30 anos, as que são mais instruídas são as que têm mais probabilidade de ter filhos depois do casamento e não antes.

Essa tendência positiva é compensada pelo fato dos norte-americanos com formação universitária com famílias felizes e estáveis não terem filhos suficientes para substituir a si mesmos. Em 2004, 24% das mulheres de 40 a 44 anos com um diploma universitário não tinham filhos, em comparação com somente 15% daquelas que só tinham o ensino médio.

Reduzir as dívidas

Olhando para o lado positivo, Jeffrey Dew, professor adjunto na Universidade Estadual de Utah, afirmou que a recessão resultou que os norte-americanos coloquem fim à bagunça nos cartões de créditos.

Até dezembro de 2008, os consumidores dos Estados Unidos haviam alcançado os 988 milhões de dólares em dívidas de crédito, mas em 2009 esse número caiu para cerca de 90 milhões de dólares.

Dew citou investigações que indicam que a dívida dos consumidores tem um poderoso papel na erosão da vida matrimonial. Os estudos indicam que os casais recém-casados que fazem dívidas de consumo são menos felizes nos seus casamentos.

Em contrapartida, os casais recém-casados que pagaram suas dívidas de consumo que trouxeram para o casamento ou adquiriram depois de casados têm menos problemas na qualidade do casamento ao longo do tempo.

Um estudo indicou que se um dos cônjuges estava gastando dinheiro descontroladamente aumentava a probabilidade de divórcio em 45% tanto em homens quanto mulheres. Somente as causas de alcoolismo e consumo de drogas estão acima desse motivos anteriores, como causa de divórcios.

O estudo de Drew também fazia uma interessante menção a respeito da vida matrimonial. Os cônjuges materialistas sofrem mais com problemas matrimoniais. Estes casais baseiam muito sua felicidade e sua própria valorização no acúmulo de bens materiais. Assim, quando há problemas econômicos, sofrem vários conflitos em seu casamento.

Dica econômica

Alex Roberts, perito do Institute for Americans Values, citava dados do Ministério de Saúde e Assuntos Sociais que mostram que a atual crise revela, mais uma vez, que existem vantagens econômicas que os casais perdem quando se divorciam.

Roberts afirma que uma família de três membros - dois pais e um filho - precisa ter renda de U$ 18.311 para que seja considerada acima da linha da pobreza. Se os pais se mantiverem em famílias separadas, o total necessário para estar fora do patamar de pobreza é de U$ 25.401.

Dessa forma, se os pais se separam, deverão ganhar U$ 7.090 dólares a mais (um aumento de 39%) para evitar a pobreza. “O casamento consegue gerar enormes economias de escala - especialmente para aqueles com salários baixos”, observou Roberts.

O casamento tem também um efeito positivo na produção de riqueza. Roberts fazia referência às pesquisas dos economistas Joseph Lupton e James P. Smith.

Eles verificaram os salários e as finanças de 7.608 chefes de família entre 1984 e 1989, e descobriram que aqueles que estavam casados gozavam de um aumento em seus ingressos entre 50% e 100% e um aumento patromonial entre 400% e 600%.

Os lares dos que continuavam casados, em média, tinham o dobro do rendimento e quatro vezes mais de patrimônio que os dos divorciados ou daqueles que nunca se casaram.

O que está atrás dessa vantagem dos casados? Roberts dizia que isso se explica em parte pela tendência de se casar das pessoas com maior salário e poupança. Também mostrava que os homens casados trabalham mais e ganham mais que os solteiros.

Os pesquisadores, disse Roberts, descobriram que o casamento se conecta às regras e expectativas de responsabilidade e administração econômica que animam a um sábio uso dos recursos.

Esse efeito não ocorre nas uniões de fato, que é menos provável que atinja tantos recursos ou se sintam motivados a gastar de modo adequado ou poupar.

Não podemos reduzir os casamentos unicamente a um mero benefício econômico, admitiu Roberts, mas é certo que seria vantajoso para a sociedade que houvesse uma apreciação mais clara das vantagens econômicas do casamento. Um ponto ao qual os políticos deveriam prestar atenção.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Oração dos pais pelos seus filhinhos à Santa Teresinha



Ó querida Santa Teresinha, irmãzinha do Menino Jesus, debaixo do alvíssimo manto da vossa proteção, colocamos a inocência de nossos filhinhos. Estas almas, tenras e cândidas, que sempre foramaram a delícia do coração amoroso de Jesus e que vós chamastes "o espelho de Deus" são inestimáveis tesouros de que nós somos depositários e guardas para torná-los virtuosos filhos de Deus. Vós, amável santinha, vedes e sabeis, quão grande é a nossa responsabilidade perante Deus, e como, cada vez mais, se torna difícil o dever de salvar estes inocentes corações do extermínio que Satanás faz hoje em dia no mundo. Ó angélica Teresinha, pelas inefáveis doçuras da Infância Divina, pelo amor ardente que tivestes ao Menino Jesus, guardai os nossos filhinhos, velai sobre a sua incoência, conservai-lhes a candura. Fazei com que cresçam para as compalcências de Deus, para o regozijo dos Anjos, para a delícia do Vosso coração e para nossa felicidade. Sugeri-nos as palavras com que possamos instruí-los, dai-nos a eloquência do bom exemplo para que os possamos educar e edificar no bem e na virtude. Afastai deles todo o perigo, fazei com que o pecado jamais lhes gaste a beleza das suas almas, e que, chegados à plenitude da idade, glorifiquem a Deus com uma vida santa, e contemplem finalmente, o número dos eleitos no céu. Amém.



(Orações em honra de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, p.16-7)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Única forma de consertar o mundo é pela família



Diz o cardeal López Rodríguez, Primaz da América
SANTO DOMINGO, quinta-feira, 7 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Com uma emotiva celebração eucarística a arquidiocese de Santo Domingo, República Dominicana, celebrou-se o dia da Sagrada Família, no domingo 27 de dezembro, na Catedral Primaz da América.
A celebração foi presidida pelo cardeal arcebispo de Santo Domingo, Nicolás de Jesús López Rodríguez, ao lado de sacerdotes e diáconos. A liturgia foi preparada por representantes das realidades e grupos que trabalham na Pastoral Familiar.

Em sua homília, o cardeal pediu insistentemente que os pais retomem a tradição de dar a benção a seus filhos como era feito antigamente. O cardeal recordou sua própria família, que sempre lhe dava a benção. Isso ajudou a manter uma vida de fé apegada aos valores familiares.

“Devemos saber como lidar com essa tendência moderna que traz as piores atrocidades, absurdos e perversões, temos de rever como nós estamos apresentando o modelo familiar para o século XXI, que é o que sempre se manteve na tradição judaico-cristã”, disse o cardeal. Outro ponto afirmado em sua homilia foi que a família tem de ser o que é, não o que os outros querem que seja.

O arcebispo louvou o apostolado dos grupos que trabalham pela família. “Convido as famílias a se sentirem chamadas, animadas a viver tudo que esses grupos podem oferecer. A única maneira de consertar o mundo é organizando a família, não há outro caminho, o problema todo está aí”.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Angelus por ocasião da Festa da Sagrada Família - 2009

Domingo, 27 de dezembro de 2009, 12h01


Vatican Information Service, com tradução de CN Notícias

Queridos irmãos e irmãs,

Hoje é o Domingo da Sagrada Família. Possamos agora identificar-nos com os pastores de Belém que, logo após receberem o anúncio do anjo, foram rapidamente para a Gruta e encontraram "Maria e José e o menino, deitado numa manjedoura" (Lc 2, 16). Detenhamo-nos a contemplar esta cena e a refletir sobre seu significado. As primeiras testemunhas do nascimento de Cristo, os pastores, encontraram não apenas o Menino Jesus, mas uma pequena família: mãe, pai e filho recém-nascido. Deus escolheu revelar-se nascendo em uma família humana e, por isso, a família humana se tornou ícone de Deus! Deus é Trindade, é comunhão de amor, e a família, mesmo com toda a diferença entre o mistério divino e a criatura humana, é uma expressão que reflete o mistério insondável do Deus amor. O homem e a mulher, criados à imagem de Deus, se tornam no casamento "uma só carne" (Gn 2, 24), isto é, uma comunhão de amor que gera vida nova. A família humana, em certo sentido, é ícone da Santíssima Trindade, seja pelo amor interpessoal, seja pela fecundidade do amor.

A liturgia de hoje oferece o célebre episódio evangélico de Jesus que, aos doze anos, permanece no Templo de Jerusalém sem o conhecimento de seus pais. Surpresos e preocupados, eles o encontrarão de três dias depois, conversando com os doutores. A mãe pede que ele dê explicações, ao que Jesus responde que ele deve estar na casa de seu Pai, que é Deus (cf. Lc 2, 49). Neste episódio, o menino Jesus aparece cheio de zelo por Deus e pelo Templo. Nos perguntemos: de onde tinha ouvido Jesus sobre o amor pelas "coisas" do Pai? Certamente, como Filho, teve um conhecimento íntimo de Deus, uma profunda relação pessoal, permanente com seu pai, mas na sua cultura concreta certamente aprendeu a oração, o amor ao Templo e às instituições de Israel com seus pais. Assim, podemos dizer que a decisão de Jesus de permanecer no Templo foi sobretudo resultado de sua relação íntima com o Pai, mas também fruto da educação recebida de Maria e José. Aqui, vislumbramos o verdadeiro significado da educação cristã: é o resultado de uma colaboração próxima entre os educadores e Deus. A família cristã está ciente de que os filhos são um dom e um plano de Deus. Portanto, não podem considerá-los como propriedade sua, mas, servindo aos planos de Deus, é chamada para educá-los na maior liberdade, que é aquela de dizer 'sim' a Deus para fazer Sua vontade. Desse "sim" à Virgem Maria é o exemplo perfeito. A Ela confiamos todas as famílias, rezando especialmente pela sua valiosa missão educativa.

E agora eu digo, em espanhol, para aqueles que participam na festa da Sagrada Família, em Madrid.

Saúdo cordialmente aos pastores e fiéis congregados em Madrid para celebrar con alegria a Sagrada Família de Nazaré. Como não recordar o verdadeiro significado desta festa? Deus, vindo ao mundo no seio de uma família, manifesta que esta instituição é caminho seguro para encontrá-Lo e conhecê-Lo, bem como faz um chamamento permanente a trabalhar pela unidade de todos em torno do amor. Por isso, um dos maiores serviços que os cristãos podemos prestar a nossos semelhantes é o testemunho serene e firme da família fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher, salvaguardando-a e promovendo-a, pois ela é de suma importância para o presente e o futuro da humanidade. Com efeito, a família é a melhor escola para se aprender a viver aqueles valores que dignificam a pessoa e tornam grandes os povos. É também nela que se compartilham as penas e as alegrias, sentindo-se todos unidos pelo carinho que reina em casa pelo mero fato de ser membros da mesma família. Peço a Deus que em vossos lares se respire sempre esse amor de total entrega e fidelidade que Jesus trouxe ao mundo com seu nascimento, alimentando-o e fortalecendo-o com a oração cotidiana, a prática constante das virtudes, a recíproca compreensão e o respeito mútuo. Vos animo, pois, a que, confiando na materna intercessão de Maria Santíssima, Rainha das Famílias, e na poderosa proteção de São José, seu esposo, vos dediqueis sem descanso a esta bela misão que o Senhor colocou em vossas mãos. Contai com minha proximidade e afeto, e os rogo que leveis uma saudação especial do Papa a vossos entes queridos mais necessitados ou que se encontram em dificuldade. Abençoo a todos de coração.

[Saludo cordialmente a los pastores y fieles congregados en Madrid para celebrar con gozo la Sagrada Familia de Nazaret. ¿Cómo no recordar el verdadero significado de esta fiesta? Dios, habiendo venido al mundo en el seno de una familia, manifiesta que esta institución es camino seguro para encontrarlo y conocerlo, así como un llamamiento permanente a trabajar por la unidad de todos en torno al amor. De ahí que uno de los mayores servicios que los cristianos podemos prestar a nuestros semejantes es ofrecerles nuestro testimonio sereno y firme de la familia fundada en el matrimonio entre un hombre y una mujer, salvaguardándola y promoviéndola, pues ella es de suma importancia para el presente y el futuro de la humanidad. En efecto, la familia es la mejor escuela donde se aprende a vivir aquellos valores que dignifican a la persona y hacen grandes a los pueblos. También en ella se comparten las penas y las alegrías, sintiéndose todos arropados por el cariño que reina en casa por el mero hecho de ser miembros de la misma familia. Pido a Dios que en vuestros hogares se respire siempre ese amor de total entrega y fidelidad que Jesús trajo al mundo con su nacimiento, alimentándolo y fortaleciéndolo con la oración cotidiana, la práctica constante de las virtudes, la recíproca comprensión y el respeto mutuo. Os animo, pues, a que, confiando en la materna intercesión de María Santísima, Reina de las Familias, y en la poderosa protección de San José, su esposo, os dediquéis sin descanso a esta hermosa misión que el Señor ha puesto en vuestras manos. Contad además con mi cercanía y afecto, y os ruego que llevéis un saludo muy especial del Papa a vuestros seres queridos más necesitados o que se encuentran en dificultad. Os bendigo a todos de corazón.]

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

FAMÍLIA - VIVE E TRANSMITE A FÉ

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Pe. Fábrício Andrade - Comunidade Canção Nova

A educação dos filhos não é algo secundário dentre as responsabilidades de um casal. Essa educação não começa quando a criança vai para a escola, mas é iniciada a partir da convivência entre os familiares, espaço privilegiado para o aprendizado dos valores e da fé cristã. A vida em família é uma escola contínua em que as maiores lições são aprendidas com os exemplos que os pais oferecem para as crianças. As atitudes falam mais alto que as palavras, e os modelos de comportamento são mais atraentes do que os longos discursos.

Recai sobre os pais a responsabilidade de iniciar os filhos na fé cristã. “A Família e chamada a introduzir os filhos no caminho da iniciação cristã. A Família, pequena Igreja, deve ser junto com a Paróquia, o primeiro lugar para a iniciação cristã das crianças. Ela oferece aos filhos um sentido cristão de existência e os acompanha na elaboração de seu projeto de vida, como discípulos missionários”. (Doc. De Aparecida nº 302)

Já temos como mas na realidade, uma geração de pais desconhecedores Da fé cristã, que construíram suas vidas longe dos ensinamentos da Igreja e hoje não podem com suas vidas ensinar à seus filhos o caminho da fé. É precisamente para esses adultos que nossa ação evangelizadora deve se voltar. Uma geração de adultos que precisa ser catequizada novamente ou pela primeira vez, para depois realizar com eficácia a missão de educadores da fé de seus filhos.

Os filhos aprendem com o exemplo dos pais. Por isso a necessidade de uma retomada, de uma reciclagem na fé dos adultos. Muitos país de hoje, permaneceram com noções infantis de sua fé, sabem algumas historinhas, mas não conhecem a Igreja e a própria fé cristã. Isso os impossibilita de cumprirem o papel de educadores da fé de seus filhos. O Papa João Paulo II disse que o ato de educar é o prolongamento do ato de gerar. Os pais continuam a comunicar vida a seus filhos quando exercem seu papel de educadores. Abrir mão dessa responsabilidade ou transferi-la a terceiros é renunciar a continuidade da graça de gerar filhos para Deus, a família se torna como um berço, em que se originam as primeiras experiências de fé, desde uma oração ao anjo da guarda, a reza do santo terço, a leitura da Bíblia... O ambiente família prepara a pessoa para a abertura e confiança num Deus que se revela como Pai de todos e estabelece conosco laços de família. Investir num processo de evangelização dos pais é garantir a saúde da experiência religiosa das crianças no futuro.

A família está no centro do interesse da evangelização, forma sábia e previdente de atingir a todos, dos mais velhos aos mais novos. Que o zelo familiar cresça em proporção à evangelização dos nossos adultos, cada vez mais abertos ao Evangelho e sedentos de um encontro pessoal com Jesus. Que o modelo dos adultos do presépio – Maria e José – inspire os pais de hoje na construção de “Novas sagradas Famílias”.
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Fonte: Revista Canção Nova - Ano VIII nº 108
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

CONSAGRAÇÃO DAS FAMÍLIAS CRISTÃS À SAGRADA FAMÍLIA

Ó JESUS, Redentor nosso amabilíssimo, que vindo a iluminar o mundo com a vossa doutrina e exemplo, quisestes passar a maior parte de vossa vida mortal na humildade e obediência a Maria e a José, na pobre casa de Nazaré, santificando aquela família, que devia ser o modelo de todas as famílias cristãs, aceitai benigno a nossa família que hoje a vós se dedica e consagra.

Protegei-a, guardai-a e firmai nela vosso santo temor, a paz e a concórdia da caridade cristã, para que, conformando-se ao divino modelo de vossa Família, possa conseguir toda a nossa família, sem exclusão de nenhum de seus membros, a felicidade eterna.

Maria, Mãe amorosa de Jesus e nossa carinhosa Mãe, fazei que, com vossa poderosíssima intervenção, Jesus aceite esta nossa consagração, e consegui-nos dele suas graças e divina bênção.

Ó José, protetor santíssimo de Jesus e de Maria, socorrei-nos, com vossas preces, em todas as nossas necessidades espirituais e temporais, para podermos louvar eternamente a Jesus, nosso redentor, em vossa companhia e na de Maria, vossa Esposa. Amém
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Começa em Roma ciclo sobre matrimônios santos

Promovido pelo Instituto João Paulo II de Estudos sobre casamento e família
ROMA, quinta-feira, 12 de novembro de 2009 (ZENIT.org).
- “Perfis de santidade conjugal”: este é o título do ciclo de conferências organizado pelo Instituto Pontifício João Paulo II de Estudos sobre matrimônio e família, que acontece entre novembro e maio de 2010. “Que são as vidas dos santos, mais que o Evangelho levado à prática? Entre o Evangelho e a vida dos santos não há maiores diferenças que as existentes entre uma música escrita e uma música cantada”, recordam os organizadores, citando uma frase de São Francisco de Sales.
O ciclo de conferências, coordenado pelo casal Stanisław e Ludmiła Grygiel, começa esta quinta-feira com um encontro sobre o tema “Yu Jung-Chol (João) e Lee Sun-i (Rugalda). Esposos e mártires: uma vocação excepcional ao amor em tempos de perseguição”.
Quem preside a sessão é Dom Piergiuseppe Vacchelli, secretário adjunto da Congregação para a Evangelização dos Povos, e tem como conferencista Dom Lazzaro You Heung Sik, bispo de Daejeon (Coreia).O segundo encontro terá lugar a 26 de março de 2010, sobre o tema “Franz e Franziska Jaegerstaetter. Testemunho completo da vocação: o abandono em Deus”, presidido por Dom Zygmunt Zimowski, presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral no Campo da Saúde. O conferencista será o padre Antonio Sicari, O.C.D., do Estúdio Teológico Carmelita de Brescia.
O ciclo continua em março, com conferência de Dom Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, e a professora Paola Dal Toso, da Universidade de Verona; em abril, com Dom Jean Laffitte, secretário do Conselho Pontifício para a Família, e a doutora Dominique Menvielle, do Santuário de Lisieux. Em maio, falam o cardeal Ennio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família, e o padre Piero Gheddo, do Pontifício Instituto Missões Exterior (PIME).

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Portugal: arcebispo alerta para campanha ideológica contra família

Conferência Episcopal Portuguesa iniciou hoje em Fátima assembleia plenária
FÁTIMA, segunda-feira, 9 de novembro de 2009 (ZENIT.org).
- O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Dom Jorge Ortiga, alertou hoje em Fátima, na abertura dos trabalhos da assembleia plenária da CEP, da campanha ideológica da qual a família é vítima hoje. Segundo o arcebispo, a família “encontra-se exposta ao relativismo dos valores, o que estará a degenerar em anti‑valores: rupturas familiares, crise social da figura do pai, dificuldade em assumir compromissos estáveis, graves ambiguidades acerca da relação de autoridade entre pais e filhos, o número crescente dos divórcios, a praga do aborto, o recurso cada vez mais frequente à esterilização e a instauração de uma verdadeira e própria mentalidade contraceptiva”.
Dom Jorge Ortiga considera ser “fundamental que a família descubra a sua identidade”. “Se a emergência educativa passa pela família, nunca nos poderemos cansar de anunciar o seu verdadeiro estatuto e denunciar campanhas que pretendem dar uma orientação contrária às características que, queiramos ou não, se revestem de uma dimensão cultural e antropológica e que, por essa razão, nunca podem ser consideradas ultrapassadas ou retrógradas.”O arcebispo alertou que determinadas “concepções de igualdade pretendem sublinhar a diferença natural entre homem e mulher como irrelevante e propõem a uniformidade de todos os indivíduos como se fossem sexualmente indiferenciados, com a consequência inevitável de considerar os comportamentos e orientações sexuais equivalentes”.“Assim julgam que cada indivíduo tem o direito de concretizar livremente e, em muitos casos até mudar, as próprias escolhas segundo as suas preferências, desejos ou inclinações. As uniões homossexuais pretendem apresentar-se com estatuto idêntico à família.”
Na área da saúde reprodutiva –assinalou o arcebispo–, “sob o pretexto da prevenção e da preocupação por evitar as doenças, aconselha-se o exercício meramente amistoso, ou até simplesmente lúdico, da sexualidade, não a integrando numa perspectiva de verdadeiro amor aberto, responsavelmente, à procriação”.“Neste terreno, o aborto é banalizado com orientações legais que desrespeitam o valor indiscutível da vida e assim o decréscimo da natalidade atinge níveis preocupantes, motivados por interpretações egoístas do dom da sexualidade.”
Segundo Dom Jorge Ortiga, trata-se de uma verdadeira “campanha ideológica que não tem em consideração as implicações antropológicas. Se isto acontecesse, tais comportamentos deviam ser considerados eticamente inaceitáveis”.“Urge, por isso, a responsabilidade de restituir aos sagrados princípios da liberdade, igualdade e saúde os seus verdadeiros conteúdos em favor duma convivência responsável perante um amanhã que deve ser continuamente repensado dentro dos parâmetros dum humanismo integral.”O papel da Igreja, segundo o presidente da CEP, será sempre de “proposta e defesa da dignidade humana, independentemente da ideologia ou crença religiosa dos indivíduos, aliando o respeito com a coragem”.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Igreja dominicana aposta na recuperação do protagonismo da família

400 famílias missionárias se mobilizam neste mês
SANTO DOMINGO, quinta-feira, 5 de novembro de 2009 (ZENIT.org).
- O Vicariato Episcopal de Pastoral Família e Vida, da arquidiocese de Santo Domingo (República Dominicana), deu a conhecer a programação das diversas atividades que realizará em setores, paróquias e regiões pastorais da capital em novembro, mês da família, cujo lema para este ano é “A família, lugar de encontro com Cristo”. O anúncio da programação foi feito nesta quarta-feira pelo vigário da Pastoral Família e Vida, Pe. Tomás Vladymir Pérez Candelario, em uma coletiva de imprensa realizada na sala principal do arcebispado de Santo Domingo.
Entre as principais atividades programadas para este ano – informa o vicariato a Zenit – está a Missão Continental Familiar e o I Encontro Internacional Família e Vida 2009, com o tema “A influência da mídia na família”.
A Missão familiar, que consiste em visitas a lares feitas pelas famílias católicas missionárias, anunciando a boa notícia do amor de Deus a cada uma das famílias, será realizada durante os domingos de novembro. Estima-se a participação de mais de 400 famílias.Segundo afirmou o Pe. Vladymir Pérez, neste ano se abordarão alguns dos grandes interesses das famílias de Santo Domingo e do país, tanto na Missão Familiar como no I Encontro Internacional Família e Vida 2009. Este congresso será realizado nos dias 27 e 28 de novembro, no auditório da Casa San Pablo.“As famílias dominicanas – afirmou o Pe. Pérez – estão cada vez mais interessadas em aprofundar no conhecimento das relações família-mídia, mídia-família, já que na atual cultura da informação, da imagem e do som, a influência ‘sofrida’ pelos membros das famílias chegou ao conhecimento que os indivíduos possuem da realidade, aos hábitos e costumes de toda a nossa comunidade.”
No encontro internacional, dissertarão homens e mulheres, de diversas nacionalidades, cuja vida e profissão estão vinculadas aos meios de comunicação e que – a juízo dos organizadores –, com sua participação, manifestam o grande benefício que constitui para o país trabalhar a favor das famílias.
O encontro está dirigido a todas as famílias que desejam participar e o dinheiro arrecadado será destinado aos programas desenvolvidos durante o ano pelo Vicariato Pastoral Família e Vida.Nesse sentido, o vicariato apresentou à opinião pública o programa de rádio “Família, Fonte de Vida”, transmitido às terças-feiras, das 16h às 17h (horário local), pela emissora Vida Fm, como o primeiro degrau alcançado por esta dependência com o estabelecimento de um canal permanente, em que as famílias encontram apoio, iluminação e ajuda para recuperar, pouco a pouco, o protagonismo da vida social, “que hoje é ocupado pela cultura dominante do individualismo”.
Ao finalizar a coletiva de imprensa, a pastoral fez um convite a todos os meios de comunicação a dedicar-se profundamente à promoção de uma nova e urgente “cultura da família”, que saia à frente e detenha a “cultura do indivíduo” na qual esta sociedade está submersa e cujos amargos frutos são, entre outros, o divórcio, o aborto, as drogas, a delinquência – e a consequente insegurança social – e todo tipo de degradação moral.As atividades do mês da família serão encerradas com uma solene Eucaristia, presidida pelo cardeal Nicolás de Jesús no domingo, 29 de novembro, às 10h, no auditório do Colégio Loyola.
Mais informações em www.familiayvida.org.do, www.ced.org.do.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A Santa Mãe dos Casais

O Santo Padre, Papa Bento XVI propôs Santa Teresa de Jesus aos jovens, aos enfermos e aos recém-casados. Ele apontou a Santa aos recém-casados como um exemplo de "fidelidade a Deus, que a cada um encomenda uma missão especial".

Hoje, então, com Santa Teresa, com Nossa Senhora, Rainha do Carmelo, e com São José, seu fiel esposo,
rezamos especialmente pelos casais e enviamos um belo poema de Angelita Soares
.

"À Santa Mãe dos Casais



Mãe Imaculada, zelai pelos casais,


Cujo matrimonio esteja, em perigo,


Afastai, de lá, o Inimigo,


Sede deles A Esperança e o Cais...


Livrai-os dos inimigos infernais,


Dispostos a deixá-los, em pleno desabrigo;


Sede-lhes, então, o ombro sempre amigo,


Para levar a paz, em tudo, sempre mais.




Uni-os, nos ternos laços, do Amor constante,


Diante das lutas, diante das pelejas,


Sede, com São José, o Amor mais vigilante.



Não deixai, sem consolo, nenhuma família aflita...!


Porque és Mãe de Todos, bendita, sempre, sejas,


Porque somos Teus filhos, sejas, também, bendita...!!"

Nossa Senhora, Rainha das Famílias, rogai por nós


JM+JT


Fonte: Comunidade Santa Teresa: http://comsantateresa.org.br/website.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Santa Teresinha e a alegria de viver em família

Santa Teresinha e a alegria de viver em família

Matrimônio, melhor antídoto contra violência no casal


Segundo um estudo do Instituto de Política Familiar da Espanha


MADRI, segunda-feira, 26 de outubro de 2009 (ZENIT.org).
- O matrimônio converteu-se no melhor antídoto contra a violência no casal, segundo um estudo do Instituto de Política Familiar, publicado na semana passada, que analisa dados dos últimos oito anos na Espanha.
Segundo o estudo, o matrimônio é a forma de convivência na qual se produzem menos homicídios. Concretamente, para cada homicídio que se produz em um matrimônio, há 12 homicídios nas relações sentimentais.
No matrimônio também é, com grande diferença, onde se emitem menos ordens de proteção. Para cada uma no matrimônio, há mais de dez nos outros tipos de relação. Cinco de cada nove ordens de proteção de 2008 se produziram em casais de fato.
Os casais de fato cresceram exponencialmente na Espanha de 2001 a 2008; concretamente 121%, superando os 1.220.000 casais, que representam 11% do total.
Contudo, os matrimônios continuam sendo majoritários, chegando a representar 89% do total de casais e ascendendo a 10,2 milhões de casais.
Entre as conclusões do estudo, encontra-se a que afirma que a violência entre os casais tem uma grande incidência nos casais separados, chegando a 34%.
Neste sentido, um de cada três homicídios se produz em casais que quebraram a relação e sobretudo nos ex-casais com relações sentimentais. Duas de cada três mortes em casais separados se produzem nas ex-relações sentimentais.
Em 2008, por cada homicídio que aconteceu em um matrimônio, aconteceram mais 12 em relações sentimentais.
“Enquanto que se produz 1 homicídio em cada 311.000 matrimônios, contudo se produz 1 homicídio em cada 25.500 relações sentimentais”, destaca o estudo.
O informe indica que em 2008 existiam na Espanha 11,5 milhões de casais, 2 milhões mais que no ano 2001, o que representa um aumento de 21% de casais nesse período.
Também constata o crescimento da violência no casal, que afeta cada vez mais pessoas.
Só em 2008, houve 102.363 denúncias de maus-tratos (74 mil físicos e 24 mil psíquicos), se realizaram 109 mil atestados policiais, se ditaram 41.439 Ordens de Proteção e se produziram 81 homicídios, frente aos 51 do ano 2001.
Outra das conclusões do estudo é que a violência afeta cada vez mais os casais com estrangeiros. 4 de cada 10 vítimas foram estrangeiras, e por cada agressor espanhol, há 5 agressores estrangeiros.
A respeito dos agressores, o informe indica que 1 de cada 4 agressores tentou suicidar-se depois da agressão, e 1 de cada 5, consumou o suicídio após a agressão.