"Poderíamos aqui meditar sobre como seria saudável também para a nossa sociedade atual se num dia as famílias permanecessem juntas, tornassem o lar como casa e como realização da comunhão no repouso de Deus" (Papa Bento XVI, Citação do livro Jesus de Nazaré, Trad. José Jacinto Ferreira de Farias, SCJ, São Paulo: Ed. Planeta, 2007, p. 106)

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

PARA REFLETIR...



"Hoje as pessoas, infelizmente, têm dado o pior delas para o outro. Todos aqueles que são chamados para essa vocação, que é linda, precisam de muito discernimento. É um desafio dar o melhor. Você que deseja viver a vocação do Matrimônio se prepare para dar o melhor, não deixe que o mundo machuque seu coração a ponto de você dar o pior para o outro."

Adriana Arydes, cantora católica, esposa e mãe

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

O CASTELO INTERIOR NA VIDA MATRIMONIAL





            O Castelo Interior para Santa Teresa é “entrar dentro de si mesmo” em busca do “aposento do Rei”, no mais profundo da alma, onde está Cristo. A graça de Deus nos impulsiona em direção ao centro. Deus deseja comunicar-se com a pessoa profundamente e para que isto ocorra existe a necessidade da resposta humana, uma abertura ao chamado de Deus.

            “No caminho que vai da entrada do Castelo Interior até os aposentos do Rei, a graça vai transformando a pessoa profundamente, até o encontro com Deus e a comunhão pessoal com Cristo no matrimônio espiritual, inaugurando concomitantemente uma humanidade transformada.”                                                                                     Lúcia Pedrosa-Pádua

            Então através de uma linguagem simbólica, Santa Teresa vai nos ensinar, todo esse percurso, essa caminhada para dentro de nós mesmos, e com um único objetivo. Encontrar o Senhor no mais profundo de nós mesmos. A porta para se entrar neste castelo, que somos nós mesmos, é a oração, que como nos ensina Santa Teresa é o trato de amizade com aquele que sabemos que nos ama.
            Se cada pessoa tem o seu próprio castelo interior para adentrar, iniciando pelo autoconhecimento até chegar ao encontro com o Rei, então como perceber o castelo interior na vida matrimonial? Os cônjuges são chamados à santificação não apesar do casamento, mas no e pelo casamento. Não há necessidade para as pessoas casadas de procurar outro caminho para a santificação, que não o seu amor penetrado e transfigurado pelo amor divino. Este amor não os fecha sobre si mesmos, fortalece para a missão que é especificamente sua unidos pelo Sacramento do Matrimônio, que os torna uma só carne e com uma só vocação. O desejo de seguir a Cristo os une e então juntos vão trilhar este caminho.
Entra-se em si mesmo, cada um buscando conhecer-se com intuito de melhorar como pessoa, sempre com os olhos fixos no Amado, mas também se entra no castelo formado por estas duas almas desejosas de juntas, unidas pelo matrimônio, chegar à união com Deus.

 “O casal esforçando-se para aprender, a exemplo de Cristo, servir a Deus por toda a sua vida e em pleno mundo...” Pe Caffarel.

“Dois sequiosos de Deus”, dois buscadores cuja inteligência e coração são ávidos de conhecer e de encontrar Deus, no mais profundo de seu ser, de sua alma, ou seja, nos aposentos reais como nos diz Santa Teresa. Dessa maneira é que se pode falar de castelo interior na vida matrimonial. Os dois buscam conhecer-se a si mesmos e adequar esse conhecimento de si ao conhecimento, amor e respeito ao outro cônjuge. Estas duas almas que caminham juntas, estreitadas pelo laço de matrimônio em direção aos aposentos do Rei, vivem todas as dificuldades, tempos ruins, tristezas, mas também, tempos bons, alegrias e tudo que faz parte da vida em comum ao casal. Na realidade cabe ao casal envolver toda a vida familiar nesta busca santa.

Primeiras Moradas
Nós somos o castelo onde Deus mora

O que devemos fazer para entrar no interior desse castelo? E como casais?
 “O castelo interior somos nós, é dentro de nós que devemos entrar, não com violência, mas com ternura e delicadeza, não pelas janelas, mas pela porta central que é a oração”.  Para esta viagem devemos nos armar de muita determinação, humildade e obediência.
Da mesma forma que a pessoa nas primeiras moradas é chamada a conhecer-se e entrar no castelo cuja porta é oração, os cônjuges são convidados a percorrer esse caminho de conhecimento deles mesmos como indivíduos e como casal. Para o casal, que deseja caminhar juntos, a porta também será a oração. Os momentos que sentam para rezar juntos, dialogar, verificar as dificuldades de cada um e como lidar com isso. Ao casar, trazemos para o relacionamento nossos próprios problemas e questões pessoais, a bagagem de cada um se junta, e necessitamos como casal, aprender a lidar com o que faz parte de cada um. É justamente neste caminho de oração, diálogo e autoconhecimento que o casal adentra no castelo.

Não é pequena lástima e confusão que, por nossa culpa, não nos entendamos a nós mesmos nem saibamos quem somos. Não seria grande ignorância filhas minhas, que se perguntasse a uma pessoa quem é e ela não se conhecesse nem soubesse quem foi seu pai, sua mãe ou a terra onde nasceu?   1M 1,2                                                                            
  “Quando duas pessoas se unem pelo casamento, a maior parte de seus problemas provém de coisas em suas bagagens que conflitam entre si. Portanto, conhecer a outra pessoa profundamente e descobrir as suas raízes é fundamental para compreender o porquê deste ou daquele comportamento. E mais: conhecer a si mesmo é igualmente essencial, pois isso lhe ajudará a desenvolver maneiras de lidar com suas próprias raízes e assim resolver as diferenças e conflitos.” Casamento Blindado
Como nos ensina Santa Teresa, muitas pessoas vivem sempre só em torno do castelo e não se interessam de entrar nele, não tem ideia do que existe nesta maravilhosa mansão e nem quem nela habita.
Então na vida matrimonial, quando nos propomos a adentrar neste castelo interior, quando buscamos nos conhecer como pessoa e como casal, através da porta que é a oração, precisamos considerar tudo com muito zelo e seguir os conselhos de santa madre: para ser oração – vida de oração é necessária a reflexão e vamos encontrar esta oportunidade na Oração Conjugal.
 Nestes primeiros aposentos ainda acabam entrando muitas coisas que não são boas e assim, ainda não se pode enxergar toda a beleza do castelo.
Mas Santa Teresa nos diz:
... muito fazem em já ter entrado.
É muito bom, é sumamente bom entrar no primeiro aposento do conhecimento próprio, antes de voar aos outros. É este o caminho.

Segundas Moradas
Grande importância da Perseverança

Teresa nos fala da grande importância que a pessoa não abandone o caminho começado e como é também de extrema importância lidar com aqueles que se empenham nas mesmas coisas, não só dos que se encontram nas mesmas moradas, como aqueles que já se aprofundaram mais. Então o casal tem um ao outro, e também podemos perceber que temos uns aos outros, casais empenhados em superar todas as dificuldades e seguir rumo aos aposentos do Rei.

“Todo o empenho de quem começa a ter oração... deve ser trabalhar, determinar-se e dispor-se, com toda a diligência possível, a amoldar sua vontade a vontade de Deus." 2M 1,8

Nestas segundas moradas santa Teresa nos fala que aqui já se encontram pessoas que já começaram a ter oração e que compreenderam o valor de caminhar sempre mais no progresso espiritual e não parando nas primeiras moradas. Mas são ainda almas que não têm a firmeza necessária para ir adiante definitivamente, ainda não abandonaram as ocasiões de pecado, mas já percebem e de vez em quando fogem, o que é grande misericórdia de Deus.
Estas almas começam a perceber melhor os chamados do Senhor, e estes podem ser através de homilias, livros, acontecimentos em nossa vida, pessoas... nosso cônjuge. Ainda muito mergulhados nas coisas do mundo, ora podem cair e ora se levantam. O Senhor não deixa de chamar. É importante não desanimar e continuar na oração. Aqui é um ponto bastante importante para nós casais que estejamos bem unidos nessa empreitada.

Sua Majestade pode aguardar muitos dias e até anos especialmente quando vê a perseverança e bons desejos.

     Pontos concretos de esforço dos dois:
·       Perceber o que mais necessitamos nesse caminho
·       Cuidado com a queda e a recaída
·       Dever de sentar-se para dialogar, orar juntos
·       Seja o casal vigilante na construção de sua casa

É uma etapa de luta, buscar superar a situação de divisão psicológica de querer ir pra frente, mas sofrer com a tentação de olhar para trás.
Teresa dirá que esta etapa é de luta porque o pecado ainda espreita a alma. São as moradas das provas do inimigo. Aqui persistem os dinamismos de desordem, introduzidos no castelo pela vida vivida fora dele, são as serpentes, víboras... E outros animais venenosos, que no entender de Teresa são as forças de desordens introduzidas no castelo pelo pecado. Teresa propõe três frentes de combate:
1. O interior - combater a desordem conflitiva dentro de si mesmo. Quem entra nestas segundas moradas, se encontra estranhamente incômodo no próprio castelo.
2. O exterior - quem padeceu o mal do pecado, colocando seu ser interior fora de si, agora sofre o chamado insistente de todas as coisas e pessoas que lhe dominaram. Terá de enfrentar tudo isso para readquirir a liberdade e o domínio de si.
3. O transcendente - Os demônios, dirá Teresa, como São Paulo. Ela crê que na luta que combate o cristão intervêm forças misteriosas.
Como pessoas e casais que somos, seremos muito tentados a comodidades, soluções rápidas e mais fáceis para os problemas da vida de casal e familiar. Mas necessitamos nos empenhar nesta busca como casal cristão de viver realmente o Evangelho, a vocação ao matrimônio a que fomos chamados.
Empenho do casal para aprender como, a exemplo de Cristo, servir a Deus por toda a vida e em pleno mundo. “Então olhos fixos em Jesus”.

Terceiras Moradas
Andar com Temor - Humildade é o que precisamos

As Terceiras moradas nos ajudam a pensar, a refletir sobre nossas fragilidades e nos convidam a olhar com mais intensidade o ideal que nos propomos. Santa Teresa vai nos falar sobre a insegurança nesta caminhada, nossa segurança no caminho é confiar em Deus. Somos fracos e podemos cair no meio do caminho. Ela nos convida a refletir que mesmo santos que atingiram altos graus de santidade e que recuaram, caíram. Ela nos lembra também, que já foi imensa graça chegar às terceiras moradas. E diz também que não nos deixemos perturbar.

Mas bem sabe Sua Majestade que só posso confiar em Sua misericórdia; e já que não posso deixar de ser quem tenho sido não tenho outro remédio senão apegar-me a ela e confiar nos méritos de Seu Filho e da Virgem, sua Mãe, cujo hábito indignamente envergo.    3M 1,3

Do livro As moradas do Castelo interior: Um passo a mais dentro do nosso castelo... Chegamos às terceiras moradas. Travessia que é um período de prova. Se nas segundas moradas fomos provados pelo inimigo, aqui quem nos prova é o amigo... Onde o orante é submetido a misteriosas provas de autenticidade do seu amor por Jesus... O tipo bíblico que Teresa vai recorrer aqui para mostrar quem é o homem das terceiras moradas é o jovem do Evangelho...

E este amor, filhas, não há de ser fabricado em nossa imaginação, mas provado por obras... Não penseis que o Senhor tenha necessidade de nossas obras. Ele só quer a determinação de nossa vontade.    3M 1,7

“A alma sente segurança se não retrocede no caminho começado.”
Excelente disposição é para a alma perseverar e não voltar ao contato com os parasitas dos primeiros aposentos, nem mesmo pelo desejo...
E ela nos pede para guardar bem este aviso de se considerar servo inútil !
De exercitar sempre a virtude da Humildade e nos lembra de que muitos não vão adiante por falta desta virtude.
Para nós casais: Com determinação os esposos buscam viver uma vida santa, enfrentando as dificuldades, confiando sempre na Misericórdia de Deus. Paulatinamente vão acontecendo os processos de purificação e crescimento. É um trabalho lento, perseverante e corajoso.


Quartas Moradas
Para aproveitar neste caminho e subir às moradas desejadas, o essencial não é pensar muito –  é amar muito

Como estas moradas já se encontram mais perto de onde está o Rei, é grande a sua formosura... Parece razoável pensar que, para chegarmos a estas moradas, deveremos ter vivido nas outras muito tempo.                                                                                                            4M 1,2

Nestas moradas também vai nos falar que as distrações não são impedimento para a nossa oração.
E também que nestas moradas poucas vezes entram os répteis peçonhentos e se o fazem, não causam tanto prejuízo.
A vontade está mergulhada em Deus.
Entre oração e vida não deve existir separação, mas busca de união.
Do livro As moradas do Castelo interior:
As quartas moradas equivalem à segunda água com que se rega o horto da alma... aqui escutaremos a santa falando de recolhimento e quietude, mas essas novas formas de oração que experimentamos irão transbordar em toda a nossa vida, como exemplo, através de uma conduta fraterna.
Sobre Luís e Zélia: De sua vida de oração, de sua presença sob o olhar de Deus, resulta uma evidência: a necessidade de ascese. “A alma colocada sob a luz de Deus descobre as exigências da pureza divina, diz Frei Maria Eugênio”. Sua ascese tomará a forma que lhes oferece a vida litúrgica e os acontecimentos que se apresentam ao longo da jornada... A vida dos dois se tornou um diálogo de amor com Aquele de quem se sabem filhos queridos.


 Quintas Moradas
“Senhor meu, enviai do céu luz para que eu possa esclarecer de algum modo estas Vossas servas”

A alma nas quintas morada encontra-se no campo místico. Entrou no castelo, passou pelas lutas, superou as provações e está aberta à ação gratuita de Deus. Ele mesmo sai ao encontro da alma para juntá-la e uni-la consigo em uma primeira experiência de união.  Do livro As moradas do Castelo Interior
Santa Teresa vai nos explicar nesta etapa, a impossibilidade de chegarmos à oração de união por nossas próprias forças. A união é obra exclusiva de Deus. Porém Ele quer a nossa disposição para recebê-la.
Para explicar a oração de união Santa Teresa vai se utilizar da comparação com o bicho da seda.
Sobre o casal Luís e Zélia:
“Com efeito, Deus é o primeiro em seus corações e em suas vidas. Luís e Zélia têm elevado nível de consciência da grandeza do amor divino – que é nossa origem, a única realidade verdadeira e nosso fim, o que os Martins conservam constantemente no espírito. Há um texto que Zélia sabia de cor e recita amiúde para as filhas: “Oh! Falai-me dos mistérios desse mundo que meus desejos pressentem, no seio do qual minha alma, cansada das sombras da terra, anseia por mergulhar. Falai-me daquele que o fez e o encheu de si mesmo, o único que pode preencher o imenso vazio que abriu em mim...”

Sextas Moradas
Ó Formosura que excedeis...

“Com o favor do Espírito Santo, falemos, pois, das sextas moradas, onde a alma, já ferida pelo amor do Esposo, procura mais ocasiões de estar a sós e deixar – de acordo com seu estado – tudo quanto possa atrapalhar essa solidão.”
“Na Bíblia, várias vezes vemos comparações de Deus como um fogo”. Santa Teresa está convencida de que para a alma receber as joias que lhe serão dadas na vida mística, é indispensável uma lavagem profunda do espírito, desapegando-o de todo criado.
Teresa deixa para seus leitores uma mensagem decisiva para a vida espiritual: a vida do cristão deve estar centralizada de forma radical na humanidade de Cristo.
Ainda que possam fruir de algo de bom neste mundo, Luís e Zélia situam no Céu essa felicidade em plenitude, de modo a manter o olhar incessantemente voltado para lá. A própria Teresinha confirmará isso: O Céu, para o qual tendiam todos os seus desejos e ações...” Dessa confiança na bondade de Deus e em sua Providência decorre seu abandono à divina vontade. Luís e Zélia vão progressivamente colocar suas vidas nas mãos do Senhor e deixar que ele lhes indique a direção.”

 Sétimas Moradas
Alcancemos o alvo

Centro do Castelo, centro da alma, centro de si mesmo.
O tema destes capítulos será a santidade de vida. Teresa nos apresentará a santidade como estágio final, plenitude de vida nova.
Em sua dimensão antropológica, a santidade promove a plenitude do desenvolvimento humano, a maturidade do “homem novo”.
Um dos grandes efeitos produzidos na alma que é conduzida por Deus a esta morada, é o esquecimento de si. Aqui ela só deseja contentar a Deus. Eis a finalidade deste matrimônio espiritual.

Desejemos e pratiquemos a oração não a fim de nos satisfazer, mas para termos força no serviço de Deus”.    7M 4, 12

Marta e Maria
Teresa nos diz que as duas devem andar juntas, pois contemplação e oração conduzem ao serviço que devemos prestar ao Senhor.

Crede-me: Marta e Maria sempre hão de andar juntas, a fim de hospedar o Senhor. É preciso trazê-lo a todo instante consigo e não o receber mal, deixando-o sem alimento. Como Maria lhe daria a refeição, sempre assentada a seus pés, se sua irmã não a ajudasse? O alimento para o Senhor é que, por todos os modos ao nosso alcance, ganhemos almas que se salvem e eternamente louvem a Deus.                        7M 4,12



E nos ensina Santa Teresa:
“ Só vos digo uma coisa: não queirais ajudar a todo mundo. Contentai-vos em ajudar aqueles que estão em vossa companhia. A vossa obrigação para com eles é maior. Desse modo, a vossa obra será tanto mais meritória”                                  7M 4,14

Conclusão: Qual o nosso caminho como casais cristãos OCDS
·         Ponto de Partida - A entrada no castelo interior
·         Ponto de chegada – Aposentos do Rei
·         Exigência – Perseverança e determinação na vida de oração em nosso matrimônio
·         Implicações – Nosso testemunho no mundo
·         Itinerário – O caminho ensinado por Teresa e João da Cruz, em busca do Amado

Bibliografia
·         Livro das Moradas. Leitura orante e pastoral. Edições Loyola
·         Luís e Zélia. Hélène Mongin
·         Santa Teresa de Jesus – Mística e Humanização. Lúcia Pedrosa-Pádua
·         A Missão do Casal Cristão. Henri Caffarel
·         Casamento Blindado. Renato & Cristiane Cardoso
·         As Moradas do Castelo Interior – De Ana Geórgia Bezerra de Menezes e Frei Patrício



Material preparado para o II Congresso de Casais OCDS, por Gerardo Fernandes e Mônica Dodt, membros da Comunidade Rainha do Carmelo – Fortaleza-Ceará.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

NOSSO 2º CONGRESSO DE CASAIS OCDS FOI MARAVILHOSO!


Aconteceu o 2º Congresso de Casais OCDS no Centro Teresiano de Espiritualidade em São Roque/SP, nos dias 21 a 23 de julho de 2017. Contamos com a participação de 13 casais, a maioria da região Nordeste, que muito se empenharam em vencer desafios e beber deste momento, com tanto carinho preparado para os casais da Ordem; mas também lembramos que esse é um Congresso aberto a todos casais que se identificam com a espiritualidade carmelitana, não se tratando de um evento exclusivamente da Ordem.

Iniciamos no dia 21/07 com a Santa Missa presidida pelo nosso Assistente, Fr. Cleber, OCD.


Casal Erasmo e Nádia com sua filha Ester, levando a Sagrada Família, nosso maior modelo de família.


Logo após o jantar, tivemos a Abertura Oficial do Congresso realizada por Fr. Cleber, OCD.


E para terminarmos bem nosso dia, rezamos Completas e ficamos diante de Jesus Eucarístico, num momento de Adoração muito especial para os casais, com reflexões de Santa Elizabeth da Trindade preparadas por Danielle Cabral, OCDS da Comunidade Flor do Carmelo de Santa Terezinha de Fortaleza/CE.





No dia 22/07 começamos nosso dia com a Santa Missa, e depois do café, o ciclo de palestras, afim de entrar com nosso cônjuge no Castelo Interior.
O casal Gerardo e Mônica, OCDS da Comunidade Rainha do Carmelo de Fortaleza/CE nos falaram sobre o tema: O Castelo Interior na Vida Matrimonial.


Em seguida, Entrando no Castelo a dois - momento de deserto para o casal.



Após o almoço, o casal João Victor e Izabel, OCDS da Comunidade S. João da Cruz de São Luís/MA trabalharam conosco o tema: Educar os filhos para o céu.


         


Em seguida, o casal Fábio e Juliana, OCDS do Grupo Flor do Carmelo de Bauru/SP apresentaram o tema: Linguagens de Amor.


                                        

 O casal Erasmo e Nádia, OCDS da Comunidade Flor do Carmelo de Santa Terezinha de Fortaleza/CE conduziu o Momento Mariano, onde rezamos o Terço do Amor e cada casal rezou a Virgem Santíssima e São José, e ambos se aspergiram com água benta.






Fechamos nosso dia com muito romantismo, alegria e música com um Jantar especial, carinhosamente preparado por Rose Piotto, OCDS.








No dia 23/07, último dia do nosso Congresso, iniciamos com a Santa Missa presidida por Fr. Cleber, OCD.




E Fr. Cleber, OCD falou sobre o último tema: Vivendo a Conjugalidade no matrimônio.



A experiência de preparar esse Congresso foi indescritível, viver o abandono em Deus que tudo conduziu. Agradecemos a Ele por esse privilégio de contribuir na Sua Obra, a todos irmãos da Comissão, a Luciano e Ruth, Fr. Cleber, Fr. Salinho, Rose, Danielle e Romário que a alegria de ser carmelita seja sempre renovada em suas vidas! Até 2019 pessoal!




PAZ E ALEGRIA!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

ORAÇÃO DO CONGRESSO DE CASAIS OCDS 2017

    ORAÇÃO DO CONGRESSO DE CASAIS 2017


“O amor é paciente, o amor é benfazejo;
não é invejoso, não é presunçoso e nem se incha de orgulhoso,
nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se encoleriza; nem leva em conta o mal sofrido,
não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1Cor  13, 4-7)

Ó Deus – Amor! Alegria, Caridade e Bondade infinitas!
Que “neste” Congresso de Casais no Carmelo Secular, nossa Santa Madre Teresa nos inspire a buscá- Lo de coração sincero, espelhados em Jesus e sua Sagrada Família, para a construção de um mundo onde o amor prevaleça “paciente e benfazejo”.
Que o Sacramento do Matrimônio, sinal precioso do amor do Criador, seja o “amor maior”, seja graça; seja benção; nas diferenças e dificuldades; na alegria e na doença!
Que a busca do infinito, a busca dos caminhos sagrados no matrimônio, seja unidade perfeita e missão autêntica, na Igreja que anseia por comunhão e união com a Trindade Santíssima.
Ó Deus – Amor! Iluminai cada casal, imprimindo
 “neles as Suas características e o caráter indelével do Seu amor”; abrasai- os com Vossos dons e fazei-os construir toda uma existência à luz de uma união regada na confiança, esperança e perseverança.
Um só eles serão!  Benditos serão!  Amados serão em Vós!
Ó Deus – Amor! Olhai com carinho singular, cada casal que O busca para  a construção do Reino, valorizando um ao outro na alegria e no prazer do amor verdadeiro, que completa, que enriquece, que dá e recebe sem exigir recompensa, que eleva – é o amor que “tudo crê, tudo espera, tudo suporta – se dá por inteiro, um ao outro.
Ó Deus – Amor! Fazei-os um convosco, amém!


sexta-feira, 5 de maio de 2017

Fatores essenciais para o bom relacionamento entre marido e mulher




Cerca de 500 casais felizmente casados foram entrevistados recentemente sobre o que mais os ajudou a manter seus casamentos. E as respostas, em ordem de importância, foram as seguintes:
– confiança mútua (52%);
– fé e espiritualidade (27%);
– boa comunicação (18%).
Eles também destacaram outros elementos fundamentais para um bom casamento: comprometimento, amar os filhos e lutar por eles, trabalhar juntos na solução dos conflitos, paciência, perdão e passar tempo juntos. (Fonte: CARA, Marriage in the Catholic Church: A Survey of U.S. Catholics, 2007, p. 90)
Por outro lado, ao interrogar um grande número de pessoas separadas ou divorciadas, a pesquisa revelou que, para a grande maioria delas (58%) o que mais afetou a relação foram problemas de comunicação, seguidos pela falta de comprometimento e confiança (51%). Entre os hispânicos, os principais entraves foram os problemas econômicos(48%), problemas na criação dos filhos (47%) e a relação com a família do cônjuge (38%). Além disso, surgiram na pesquisa o fato de os casais não poderem passar o tempo juntos e as dificuldades em suas vidas íntimas (CARA, Marriage in the Catholic Church: A Survey of U.S. Catholics, 2007, p. 100-101).
Resumidamente, podemos dizer que, entre muitos fatores, há alguns que definitivamente podem ser chaves para um casamento feliz. Por isso, tendo em conta esses dados e outros provenientes de especialistas em relações de casais, esta seção abordará os seguintes temas:

O comprometimento

Como mostram as pesquisas e repete a doutrina da Igreja, o amor matrimonial baseia-se na fé e no comprometimento que um cônjuge professa ao outro. Muitos problemas de comunicação, de intimidade e de convivência podem ser evitados se os votos de confiança e a decisão de amar um ao outro – pronunciados no dia do casamento – continuarem sendo fortalecidos a cada dia, diante de cada situação. Por isso, vale a pena explorar o sentido e o valor prático deste elemento tão importante para o seu matrimônio.

Valores em comum

Um dos elementos que mais contribuem com a harmonia e a estabilidade de um casal são os valores que eles têm em comum. Eles são como um tesouro, do qual as decisões diárias são alimentadas, tanto para a vida em casal quanto para o gerenciamento do dinheiro, a criação dos filhos, as relações com as famílias, etc. Enfim, o poder desse tesouro é enorme e é algo que se pode aprender a usar e a enriquecer.

A comunicação

Aprendemos a falar nos primeiros anos de vida, mas aprendemos a nos comunicar ao longo dela e à medida que descobrimos que nem todas as pessoas entendem as coisas da mesma forma nem se expressam através dos mesmos meios. Uns são mais espontâneos, outros reservados. Uns usam palavras, outros usam gestos e ações para expressar sentimentos. Muitas dificuldades que fazem os casais se desgastarem têm suas origens nas diferenças de comunicação. Descobrir a forma de comunicação de seu parceiro é a melhor forma de expressar seus sentimentos a ele – e será uma grande ajuda.

Ferramentas para a solução de conflitos

Discordar de opiniões é normal. Mas, para que essas diferenças não sejam motivos de conflito e, muito menos, de uma crise matrimonial, é preciso aprender as técnicas de comunicação e solução de conflitos. Esta aprendizagem é conveniente para todos, pois, embora às vezes tendamos a imaginar que o problema é do outro, é evidente que comunicar-se é uma arte com técnicas muito variadas e cada pessoa é um mundo que vale a pena aprender a decifrar e conquistar.

Espiritualidade e fé

Falando de recursos para um casamento feliz, devemos considerar de maneira muito especial o que Deus coloca em nosso matrimônio e em nossas relações afetivas. O amor é a fonte das relações. Por isso, aprender a amar não é outra coisa a não ser aprender a ouvir a vontade de Deus e segui-la em nossa vida pessoal e de marido e mulher. Quando este caminho de busca do amor verdadeiro e da espiritualidade é um empenho que o casal quer experimentar junto, grandes bênçãos se fazem presentes na vida dele. Por isso, seja pelo fato de estarem passando por um momento difícil da relação, seja porque querem conservar a felicidade que estão experimentando, aprender a desenvolver a espiritualidade certamente fortalecerá o amor.