"Poderíamos aqui meditar sobre como seria saudável também para a nossa sociedade atual se num dia as famílias permanecessem juntas, tornassem o lar como casa e como realização da comunhão no repouso de Deus" (Papa Bento XVI, Citação do livro Jesus de Nazaré, Trad. José Jacinto Ferreira de Farias, SCJ, São Paulo: Ed. Planeta, 2007, p. 106)

domingo, 4 de março de 2012

Cardeal-patriarca de Portugal desafia famílias católicas





Lisboa, fev 2012 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa desafiou hoje as famílias católicas a assumirem a sua missão particular de “fidelidade” e “santidade”, frisando que “a Igreja está cansada” de casamentos que se tornam “obstáculo ao caminho cristão”.


D. José Policarpo falava no vídeo de apresentação da sua segunda catequese quaresmal, marcada para domingo, disponível na página do Patriarcado na Internet.
“O matrimónio cristão não é apenas a inclinação natural, como os passarinhos na primavera se encantam uns pelos outros, mas é uma vocação cristã, um caminho para a realização da fidelidade cristã, um caminho para a santidade”, afirma.


Essa vocação, acrescenta, implica um “chamamento”, pelo que, segundo o cardeal-patriarca, os noivos devem fazer um discernimento: “Estão apenas a responder ao amor natural ou como cristãos, sentem que o Senhor os chama?”.


O casamento, acrescenta, é um caminho de “evangelização, de construção de comunidade”, e, como sacramento da Igreja Católica, une a “dimensão sobrenatural do cristianismo” aos “dons próprios com que o homem foi criado por Deus”.


“É na comunhão do homem e da mulher que se toca esse grande mistério de o homem ser imagem de Deus”, diz D. José Policarpo.


Nesse sentido, o patriarca de Lisboa sublinha a “exigência” que está implícita na escolha do matrimónio, numa “longa vida de comunhão”.
Este responsável destaca, por outro lado, que o “símbolo específico” deste sacramento é o “amor dos esposos, em todas as suas expressões”.


“É difícil encontrar um sacramento que exija mais, a cada momento, a atitude de dom, de ir ao encontro do outro”, observa.


D. José Policarpo convoca “todas as famílias”, em particular os noivos e namorados: “Tu que estás a começar a namorar, que estás a preparar-te para casar, sentes que isso é um caminho de santidade?”, pergunta.
Fonte: «Voz da Verdade» Sé de Lisboa

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Concluído processo diocesano da causa de canonização de Jérôme Lejeune

Cerimônia acontece na catedral de Nôtre-Dame em Paris

PARIS, sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012 (ZENIT.org) -

No próximo dia 11 de abril será encerrado o processo diocesano da causa de beatificação e canonização de Jérôme Lejeune, com a missa pela vida na catedral de Nôtre-Dame, na capital francesa.
Casado e pai de família, Lejeune (13 de junho de 1926 - 3 de abril de 1994) era médico e pesquisador. Pai da genética moderna, recebeu o prêmio Kennedy 1962 pela descoberta da causa cromossômica da trissomia 21. Conhecido por tratar e acompanhar pacientes com deficiência intelectual e pelo compromisso em favor da vida humana, foi membro da Academia de Ciências Morais e Políticas e reconhecido com numerosos títulos internacionais.
Em 1997, durante a Jornada Mundial da Juventude na França, o papa João Paulo II foi rezar em Châlo Saint Mars (Essonne) diante do túmulo do amigo, a quem tinha nomeado como o primeiro presidente da Academia Pontifícia para a Vida.
Quatro anos e meio depois da abertura da causa de beatificação e canonização (28 de junho de 2007) e dezoito anos depois do falecimento de Lejeune (3 de abril de 1994), chega ao fim a etapa diocesana do processo de beatificação e canonização, que consiste em um trabalho de instrução realizado com o apoio assíduo de voluntários, peritos historiadores, cientistas e teólogos, cuja tarefa é reunir todas as informações sobre a vida e as virtudes do servo de Deus, provenientes de arquivos e depoimentos, além de relatórios dos peritos.
“Chegamos ao fim da fase informativa. Neste estágio não há nenhuma conclusão da Igreja ainda, porque o estudo qualitativo da vida e das virtudes será feito na etapa romana, depois do encerramento do processo diocesano”, explica o padre Jean-Charles Nault, postulador da causa e pároco de Saint-Wandrille.
“Muitos testemunhos de oração pela beatificação de Jérôme Lejeune chegam até nós do mundo inteiro, enviados pelas famílias que o conheceram e por uma nova geração de jovens comprometidos com o Serviço da Vida, além de pessoas sábias que estão felizes por manifestar que não existe contradição entre a fé e a ciência”, acrescenta Mayté Varaut, presidente da Associação de Amigos do Professor Jérôme Lejeune. “É um impulso que vai além de nós mesmos”.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Mais uma mãe de família nos altares!

Beata Hildegarda Burjan: Política e mãe de família rumo aos altares

ROMA, (ACI) .-

Em Viena, na Áustria, o Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o Cardeal Angelo Amato elevou aos altares a Beata Hildegard Burjan, uma mãe de família que se destacou por sua atividade política e de caridade.

Por ocasião da oração do Ângelus dominical diante dos milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro do Vaticano, o Papa Bento XVI exortou os fiéis a agradecerem a Deus, pelo exemplo de vida da nova Beata.


"Queridos irmãos e irmãs, hoje em Viena é proclamada a Beata Hildegard Burjan, mãe de família secular, que viveu entre o século 1800 e 1900, e foi fundadora da Sociedade das Irmãs da Caritas Socialis. Louvado seja o Senhor por este testemunho do Evangelho!", exclamou.

Hildegard nasceu no seio de uma família judia não praticantes. Em sua juventude, se dedicou a política e se uniu em matrimônio  com um engenheiro judeu húngaro, Alexander Burjan

Em 1909, Hildegard ficou doente devido a um problema grave no rim que estava prestes a levá-la à morte. No hospital, as freiras começaram a orar por sua pobre saúde e ela melhorou.

Hildegard atribuía a cura a um milagre, e assim ela conheceu a Deus, e durante a sua convalescença no hospital, observando o trabalho social que as freiras desenvolveram no hospital e pediu para ser batizada e unir-se à Igreja Católica.
Mais tarde, ela ficou grávida e os médicos sugeriram que ela abortasse o bebê devido aos seus problemas renais. Hildergarda considerou esta sugestão como um assassinato e arriscou sua vida para dar à luz ao bebê, que nasceu em perfeitas condições.

Em 1919, Hildegarda decidiu fundar a Sociedade Caritas Socialis, composta por mulheres dedicadas aos cuidados a assistências de pessoas convalescentes, doentes e insanos. Além disso, também fundou lares para mães solteiras, jovens e mulheres sem lares, e várias agências de distribuição de comida quente para os pobres.
Foi também a primeira mulher a ser membro do Conselho Municipal da Cidade de Viena em 1918 pelo Partido Social Cristão e em 1919 foi deputada pelo mesmo partido no Conselho Nacional da Áustria.

Hildegarda morreu no ano de 1933, aos 50 anos de idade. Seu lema era: "Entregue totalmente Deus e totalmente à humanidade."

Em 1963 o então Bispo da Áustria Franz König iniciou sua causa de beatificação, em 2007 foi declarada venerável e em 2011 foi reconhecido um milagre pela sua intercessão.

Fonte: ACI Digital

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O casamento indissolúvel como escolha livre

Casamento de Maria e José, modelo para os casais de todos os tempos

ROMA, quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) -



Em 23 de janeiro de 1961, durante o pontificado de João XXIII, a Santa Sé estabeleceu a festa do casamento da Virgem Maria e de São José. É uma oportunidade para todos os casais renovarem seus votos de matrimônio e também para relembrar a importância do casamento cristão, único em seu gênero.
Se pensarmos na situação da sociedade no advento do cristianismo, a posição da Igreja foi nada menos do que inovadora, emancipada e contra-corrente do que dizia respeito ao casamento. A Igreja sustentava que este sacramento devia ser uma escolha livre e, portanto, poderia ocorrer única e exclusivamente com o consentimento de ambos os cônjuges. A liberdade de escolha das mulheres de hoje parece óbvia, mas no passado, especialmente antes do cristianismo, a mulher era considerada inferior ao homem e tratada como escrava e objeto de prazer.
Francesco Agnoli, numa interessante publicação de 2010, Inquérito sobre o cristianismo, examina a história dos cristãos e da Igreja destacando o seu contributo para o desenvolvimento da civilização ocidental. No terceiro capítulo, intitulado Cristianismo e mulheres, Agnoli mostra minuciosamente, através de uma análise um tanto única, que graças à Igreja Católica a mulher está agora livre de muitas restrições e imposições, tais como, precisamente, a de não poder escolher livremente com quem se casar ou não. Na Antiguidade, era o pai quem decidia quem iria desposar sua filha, o que ainda acontece em países não católicos, como, por exemplo, a Índia.
A Igreja, de acordo com os ensinamentos de Cristo, promoveu com ousadia e firmeza uma imagem da mulher diferente do pensamento corrente, segundo a qual o homem e a mulher são diferentes porque são parte um do outro, dois seres vivos com os mesmos direitos. Neste sentido, o historiador Jacques Le Goff nos lembra que, no quarto concílio de Latrão (1215), a Igreja formalizou definitivamente o casamento, declarando que ele "não pode ser realizado sem que haja o acordo pleno dos dois adultos envolvidos". Uma posição de vanguarda para a época. O casamento se torna assim impossível sem o consentimento mútuo, e, para que ele aconteça, a Igreja faz todo o possível, como estabelecer os chamados "proclames", a presença de "testemunhas", o "processo matrimonial" usado pelas autoridades eclesiásticas para verificar ou não a autenticidade do pedido de casamento dos noivos, e, finalmente, o consenso final. Tudo isto continua em uso ainda hoje.
Pode-se, portanto, compreender a importância e a singularidade do matrimônio cristão, não só do ponto de vista religioso, mas também da perspectiva histórica e social. Assim, a celebração do casamento da Virgem Maria e de São José assume um valor fundamental para os cristãos. O caráter virginal atesta a perfeita comunhão de mentes entre os dois esposos santos, apesar da ausência do ato sexual. Com isso, compreende-se que o casamento cristão não é reduzido ao ato físico entre homem e mulher, embora ele seja um dever e um momento belíssimo de comunhão entre o casal, mas que a verdadeira união acontece somente através de Jesus Cristo. Somente com Cristo é possível acolher plenamente o outro, doar-se livremente e, portanto, amar-se.
"Nenhum casal é chamado ao matrimônio exclusivamente para a sua satisfação. Todo casal é um dom para a Igreja e para o mundo, a fim de serem os cônjuges um ícone vivo de Cristo, que ama a sua esposa, a Igreja, e se sacrifica por ela, até o lenho da cruz".


Na Igreja de São Carlos Borromeo, em Londres, está exposto um ícone moderno de rara beleza e particularmente interessante, chamado Notre Dame Alliance, que abrange toda a teologia, o significado e o pensamento da Igreja Católica sobre o mistério esponsal. O ícone mostra dois cônjuges abraçados pela Virgem Maria, com as mãos apoiadas delicadamente sobre seus ombros para simbolizar a Igreja que acolhe em seu próprio seio a noiva e o noivo, tal como uma mãe, acompanhando-os sem forçá-los. No meio, entre os dois, está Cristo, "sempre presente no coração da sua Igreja", segurando a mão dos dois cônjuges como quem acalma seus medos e ansiedades e os fortalece.
No casamento, o casal faz um pacto com Deus para a vida toda, em que a Igreja atua como um intermediário, uma testemunha e uma avalista, que acompanha e dá apoio, como mãe, para a noiva e o noivo em sua nova situação, oferecendo-lhes como presentes a Eucaristia e a Palavra de Deus, sem a qual não se pode viver a vida cristã e menos ainda o casamento. Germano Pattaro, sacerdote veneziano, dizia que "Deus visita o casal no seu matrimônio, não quer faltar a este evento, faz parte da comunhão de amor estabelecida pelo Senhor com todos os cristãos a partir do momento do batismo".
Em essência, este sacramento se baseia, para os cristãos, "na sua própria rocha, que é Jesus Cristo". Se Jesus Cristo está presente como rocha da salvação, então a morte não prevalecerá.
Eis que por isto a festa de casamento da Virgem Maria e de São José, cônjuges e família por excelência, imagem perfeita de Deus, da Santíssima Trindade e da comunhão de amor infinito, convida todos a seguirem o seu exemplo: serem imagem do rosto de Cristo através da vida esponsal.

[Tradução Zenit português]

A primeira e principal educação vem através do testemunho na Família!



Na homilia da Missa na qual conferiu o batismo a 16 bebês, o Papa Bento XVI assinalou que educar é uma missão maravilhosa a cumprimos em colaboração com Deus, que é o primeiro e verdadeiro educador de cada homem.

Ao celebrar a Festa do Batismo do Senhor na que conferiu o batismo aos pequenos acompanhados de seus familiares e amigos na Capela Sistina no Vaticano, o Papa disse que a decisão dos pais e padrinhos batizar as crianças "foi a vossa primeira escolha educativa como testemunhas da fé em relação aos vossos filhos: a escolha é fundamental."
O Papa Bento XVI ressaltou que "o objetivo dos pais, ajudados pelo padrinho e pela madrinha é o de educar o filho ou a filha. Educar é muito trabalhoso, às vezes é árduo para as nossas capacidades humanas, sempre limitadas. Mas educar se torna uma maravilhosa missão se a cumprimos em colaboração com Deus, que é o primeiro e verdadeiro educador de todos os homens".

"Os adultos são os primeiros a alimentarem-se das fontes de salvação, que são a Palavra de Deus e os Sacramentos, para poder guiar os mais jovens no crescimento deles. Os pais devem dar tanto, mas para poder dar têm a necessidade às vezes de receber, ao contrário, se esvaziarão, se secarão", destacou.

O Papa Bento XVI precisou logo que "Os pais não são a fonte, como também nós sacerdotes não somos a fontes: somos os canais, através dos quais deve passar a proteína vital do amor de Deus. Se nos distanciamos da fonte, nós mesmos por primeiro seremos atingidos negativamente e não teremos a capacidade de educar os outros. Por isto nos comprometemos dizendo: "Chegaremos com alegria às fontes da salvação".

O Papa disse logo que "a primeira e principal educação vem através do testemunho. O Evangelho nos fala de João o Batista. João foi um grande educador dos seus discípulos porque os conduziu ao encontro com Jesus, ao qual rendeu testemunho. Não exaltou a si mesmo, não quis ter os discipulos ligados a si".

O verdadeiro educador, assinalou Bento XVI, "não liga as pessoas a si, não é possessivo. Quer que o filho, o discípulo, aprenda a conhecer a verdade e estabeleça com ela um relacionamento pessoal. O educador cumpre o seu dever até o fim, não permite que falte a sua presença atenta e fiel, mas o seu objetivo é que o educando escute a voz da verdade falar ao seu coração e a siga em um caminho pessoal".

Depois de assinalar que na tarefa educativa o Espírito Santo sustenta quem a realiza, o Papa ressaltou o papel fundamental da oração neste processo: "a oração é a primeira condição para educar, porque rezando, nos colocamos na disposição de deixar a Deus a iniciativa, de confiar os filhos a Ele, que os conhece antes e melhor que nós, e sabe perfeitamente qual é o verdadeiro bem deles".

"Os Sacramentos, especialmente a Eucaristia e a Penitência, nos permitem de cumprir a ação educativa em união com Cristo, em comunhão com Ele e continuamente renovados pelo seu perdão".


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Familia e Vida

A família é o antídoto da crise econômica

O congresso organizado pela Aises na Câmara dos Deputados da Itália

Salvatore Cernuzio

ROMA, quarta-feira 18 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) -

Um rabino que fala sobre família; um economista que fala de moral; um sacerdote que fala de amor conjugal.
Tudo isso aconteceu durante o congresso “A família como motor do crescimento econômico. Valores e Perspectivas”, realizado na tarde de ontem no esplêndido salão da Rainha na Câmara dos Deputados, que contou com convidados ilustres, incluindo a Comunidade Judaica de Roma, que compareceu numerosa.
O encontro, organizado pela AISES, Academia Internacional para o Desenvolvimento Econômico e Social, quis focar sobre o assunto certamente mais debatido neste novo ano: a família, visto de diferentes perspectivas sociais, políticas e principalmente, econômicas.
Introduziu os trabalhos o Exmo. Maurizio Lupi, vice-presidente da Câmara dos Deputados, que definiu a família como o "primeiro amortecedor social da crise econômica."
"A família não deve se tornar um elemento, mas O elemento do desenvolvimento econômico e sobre isso estamos de acordo seja a maioria, seja a oposição”, disse o vice-presidente da Câmara, recordando o compromisso da política com a aprovação da "última manobra financeira" que pela primeira vez, leva à aumentar as isenções em relação ao núcleo familiar e ao número dos filhos".
"O hebraísmo e o cristianismo são as duas únicas religiões que colocam a pessoa, família e os filhos no centro", disse o diretor da agência ZENIT, Antonio Gaspari, moderador do simpósio, antes de introduzir o presidente da Aises, Valerio De Luca.
"A família natural tem uma gramática antropológica precisa – exortou De Luca - é fonte de humanidade, lugar do bios, onde cada pessoa encontra a vida e é formada nos afetos, valores, normas, relações". "Uma família unida leva a uma sociedade mais coesa e solidária e a economia e a política devem proteger esta célula fundamental."
"Diante da crise que desagrega a família – se perguntou o presidente da Aises - qual o papel que confiamos à relação homem / mulher, pais / filhos"?, acrescentando que "os filhos, que são a verdadeira esperança para o futuro, agora são vistos apenas como uma ameaça e uma limitação do presente. Isso leva o homem a promover o aborto, a esterilização, a fecundação in vitro e todas aquelas outras técnicas que o fazem experimento de si mesmo e empobrecem a vida".
"Não deve-se mudar a técnica, mas deve-se renovar o coração do homem - concluiu De Luca -. A abertura à vida é a principal via para o desenvolvimento de uma sociedade mais humana e coesa".
A ausência de uma vontade humana de se abrir à vida e, portanto, à vontade de Deus, e a consequente crise de natalidade foram, de fato, um dos problemas mais abordados no congresso.
Edith Anav Arbib, responsável Aises para o Diálogo Interreligioso, falou de um "individualismo" pelo qual "confiamos à outros os serviços que antes eram úteis para as necessidades familiares e coletivas ", limitando-nos a uma “fria coordenação que leva a um desenvolvimento econômico não sustentável. "
O Exmo. senhor Enrico Letta, ao contrário, individualizou no "cortotermismo", ou seja, no tentar rápido resultado imediato, a causa da crise. "A família, entretanto, é o antídoto - explicou - porque constrói dimensões e laços que obrigam a colocar-se projetos de longo prazo e desafiam o tempo".
Provocativo e irônico, Ettore Gotti Tedeschi, presidente do IOR, disse, no entanto, em alta voz que foi justo o colapso da taxa de natalidade, a partir dos anos 70 até os dias atuais, que nos nos levou para a atual situação de crise.
"Se nós, os seis palestrantes, fôssemos o Governo imediatamente teríamos resolvido o problema econômico, porque saberíamos para onde apontar: a família", exclamou com sarcasmo. Apresentando, então, o breve resumo dos cinco 'NÃO', o Presidente da IOR salientou os efeitos negativos que se produzem "quando os nascimentos são interrompidos e se ignoram família e filhos no mundo ocidental."
NÃO crescimento da economia: "Nos últimos 30 anos não nascem crianças, e o número de moradores que havia na Itália em 1980 manteve-se inalterado, portanto, como fazer para crescer o PIB que só cresce quando se consome mais?".
NÃO poupança: "Um dos fenômenos dos nossos dias é que os bancos não têm dinheiro - observou - a razão é que não se economiza mais há 25 anos .."
"Em 1975-80 a taxa de acumulação da poupança das famílias italianas era de 27% italianos, hoje é 4,5%! De cem Liras que se ganhava, 27 eram colocadas no banco, entravam no ciclo dos investimentos e das intermediações. Hoje tudo o que se ganha é gasto, consumido, não há recursos para intermediação financeira. "
NÃO casamento: "Por que hoje não há possibilidades de se casar antes dos 32 anos? Porque um jovem casal não pode dar-se ao luxo de comprar uma casa, devido ao fato de que, embora profissionais, ganhem a metade do que se ganhava a 30 anos atrás, consequência do aumento dos impostos de 25% para 50%."
NÃO idosos: "As crianças não nascem e a população envelhece e se aposenta. Isso significa, economicamente, o aumento de custos fixos: saúde e idade avançada. A sociedade não tem mais dinheiro para manter os idosos e se cogita, portanto, na chamada 'morte súbita’ ".
NÃO trabalho: "Para poder consumir, terceirizamos na Ásia as produções mais importantes. O 50% do que antes era produzido no mundo ocidental, hoje é importado porque custa menos. Deslocando a produção, também se deslocou os postos de trabalho. Não há portanto mais trabalho e o 70-80% são só serviços".
Na mesma linha também Riccardo Di Segni, rabino chefe da comunidade judaica de Roma, que definiu a família como um "instituto falimentar ", de acordo com o que nos é apresentado nas primeiras páginas da Bíblia.
"É um paradoxo - disse o rabino -, mas desde o Gênesis nos é apresentado situações familiares negativas: Caim e Abel; José vendido por seus irmãos; Esaú e Jacó, e assim por diante. Isso porém mostra que a família é o lugar da vida, onde se erra, onde há erros cometidos pelos pais, mas sem ela não se pode viver."
Depois se segue a panorâmica da crise da família, que na realidade, segundo Di Segni, nada mais é que a "transformação" de um "sistema baseado na família desde o início," em outro sistema "moderno" em que "a família patriarcal tornou-se família mononuclear; a taxa de fecundidade feminina foi reduzida para 1, 3%; as mulheres dão dão à luz depois dos 30 anos e há mais casamentos, mas, na melhor das hipóteses, convivências".
Uma crise da familia que levou a uma crise econômica, portanto, e uma crise econômica que "colocou sob pressão o casal e o mesmo amor conjugal", como observado por Mons. Leuzzi, capelão da Câmara dos Deputados.
"A lei econômica tomou a precedência sobre toda a vida da sociedade se tornou ‘alma’, deixando sua identidade de "corpo", de algo que é instrumental." "Se queremos recolocar a economia de volta no seu verdadeiro papel - disse Mons. Leuzzi, na conclusão da conferência -. Se queremos superar a idéia de que a sociedade só cresce se produz mais, devemos recuperar o amor conjugal, primeira comunidade onde o homem aprende não só a produzir, mas a construir".

[Tradução TS]

sábado, 14 de janeiro de 2012

Papa convida famílias à redescoberta da oração

Última audiência geral do ano dedicada à Sagrada Família
Cidade do Vaticano, 28 dez 2011 (Ecclesia) –

Bento XVI convidou hoje as famílias católicas à redescoberta da "beleza de rezar em conjunto", apresentando como "escola" a Sagrada Família de Nazaré, Jesus, Maria e José.
"Se uma criança não aprende a rezar em família, este vazio será difícil de preencher depois. Possam todos descobrir, na escola de Nazaré, a beleza de rezarem juntos como família", disse o Papa, em português, na última audiência geral de 2011, a 45ª do ano, que decorreu na sala Paulo VI, do Vaticano.
Bento XVI aludiu ao "mistério do Natal", deixando votos de que os fiéis saibam "escutar, meditar, penetrar no sentido profundo da manifestação do Filho de Deus".
"Que este tempo de Natal seja para todos a ocasião de tornar mais íntima e mais verdadeira a sua relação com o Filho de Deus feito homem", declarou, falando aos peregrinos de língua francesa.
Em português, o Papa referiu-se ao episódio da apresentação de Jesus no templo de Jerusalém, como filho primogênito, 40 dias depois do seu nascimento.
"Maria ouve lá, do velho Simeão, palavras que lhe anunciam glórias e tribulações. Ela «guardava todas estas coisas no seu coração». Esta capacidade de Maria era contagiosa, sendo o seu primeiro beneficiário José. De fato, ele, com Maria e sobretudo depois com Jesus, aprende a relacionar-se de modo novo com Deus, colaborando no seu projeto de salvação", indicou.
Segundo Bento XVI, com o exemplo da sua família, "Jesus aprendeu a alternar oração e trabalho, e a oferecer a Deus o suor e cansaço para ganhar o pão de cada dia".
Após desejar aos presentes um "feliz ano novo", o Papa deixou uma saudação aos peregrinos de língua portuguesa, confiando a Deus as suas famílias e "os sonhos de bem que abrigam no coração".

É difícil preencher vazio da falta de oração em família, diz Papa



Bento XVI: ''A Casa de Nazaré é Escola de Oração, onde se aprende a escutar, meditar, penetrar o significado profundo da manifestação do Filho''.
O Papa Bento XVI falou sobre a oração na Sagrada Família de Nazaré na Catequese desta quarta-feira, 28 de dezembro de 2011. Foi o último encontro das quartas-feiras, neste ano, entre o Pontífice e os peregrinos.

"A Sagrada Família é ícone da Igreja doméstica, chamada a rezar em união. A família é Igreja doméstica e deve ser primeira escola de oração. [...] Uma educação autenticamente cristã não pode prescindir da experiência de oração. Se não se aprende a rezar em família, será depois difícil preencher esse vazio. E, portanto, gostaria de dirigir a vós o convite a redescobrir a beleza de rezar juntos como família, na escola da Sagrada Família de Nazaré. E, assim, tornar-vos realmente um só coração e uma só alma, uma verdadeira família", destaca.

Nessa perspectiva, a família cristã reza na intimidade doméstica, "mas reza também junto com a comunidade, reconhecendo-se parte do Povo de Deus em caminho".

O Santo Padre destacou que a Família de Nazaré é o primeiro modelo da Igreja em que, em torno da presença de Jesus e graças à sua mediação, vivem todos a relação filial com Deus Pai, que transforma também as relações interpessoais e humanas.

O Bispo de Roma ressaltou que é através da oração que nos tornamos capazes de aproximarmo-nos de Deus com intimidade e profundidade.

"A Casa de Nazaré, de fato, é uma Escola de Oração, onde se aprende a escutar, a meditar, a penetrar o significado profundo da manifestação do Filho de Deus, através do exemplo de Maria, José e Jesus. [...] Na Escola da Sagrada Família, nós compreendemos porque devemos ter uma disciplina espiritual, se queremos chegar a ser alunos do Evangelho e discípulos de Cristo", explicou.


Maria, José e "Pai"
Maria é o modelo insuperável da contemplação de Cristo, pois o é no seu ventre que o Filho se formou e tomou dela também uma semelhança humana. "À contemplação de Jesus, ninguém se dedicou com tanta assiduidade quanto Maria. As lembranças de Jesus, fixadas na sua mente e no seu coração, marcaram cada instante da existência de Maria. Ela vive com os olhos sobre Cristo e valoriza cada uma de Suas palavras. [...] A atitude de Maria diante do Mistério da Encarnação, atitude que se prolongará em toda a sua existência: conservar todas as coisas, meditando-as no seu coração".

A capacidade de Maria de viver do olhar de Deus é contagiante. O primeiro a fazer tal experiência é São José.

"O Evangelho, como sabemos, não conservou nenhuma palavra de José: a sua é uma presença silenciosa, mas fiel, constante, operosa. [...] Assim, no ritmo das jornadas transcorridas em Nazaré, entre a simples casa e a oficina de José, Jesus aprendeu a alternar oração e trabalho, e a oferecer a Deus também o cansaço para ganhar o pão necessário à família".

Outro episódio que vê a Sagrada Família de Nazaré reunida em um evento de oração é quando Jesus, aos doze anos, dirige-se com os seus pais ao Templo de Jerusalém.

"'Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?' (Lc 2,49). Após três dias de busca, os seus pais encontram-No no Templo, sentado entre os Mestres, que o escutavam e interrogavam (cf. 2,46). À pergunta sobre o porquê fez isso com seu pai e sua mãe, Ele responde que fez somente aquilo que deve fazer o Filho, isto é, estar junto ao Pai. Assim, Ele indica quem é o verdadeiro Pai, qual é a verdadeira casa, que Ele não fez nada de estranho, de desobediente. Permaneceu onde deve estar o Filho, isto é, junto ao Pai, e sublinhou quem é o seu Pai", explica Bento XVI.

Assim, a palavra "Pai" abre o mistério e é a chave do mistério de Cristo, que é o Filho, e abre também a chave do mistério nosso como cristãos, que somos filhos no Filho.

"Ao mesmo tempo, Jesus ensina-nos como ser filhos, exatamente no estar com o Pai em oração. O mistério cristológico, o mistério da existência cristã está intimamente ligado, fundado na oração".

Fonte: Leonardo Meira http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=284727

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

LIVRO DAS FUNDAÇÕES


A Editora Loyolla acaba de lançar livro “As Fundações – Leitura orante e missionária”. Autor: SCIADINI, Patrício



Um livro para ler com amor e entusiasmo, pois somos envolvidos nas aventuras teresianas, repletas de esperança, humor e espírito missionário. Hoje precisamos recriar uma evangelização que una a presença, a oração e a palavra. Neste livro de Teresa de Ávila, sentimos o sopro do Pentecostes, que continua a suscitar carismas novos a serviço de Deus e do povo.
(Vr.R$30,00,adquira-o através do Frei Antonio Perin: email. ajperim@gmail.com)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Lugi e Maria: um matrimônio santo




"Em meio a uma multidão de famílias, os esposos Luigi e Maria Corsini Beltrame Qattrocchi foram beatificados na Basílica de São Pedro... Sua beatificação, sem dúvida alguma, ajudaria a relançar novamente os valores próprios de uma vida cristã, tão pisoteados por uma sociedade hedonista e uma cultura de morte, assim como também estaria sendo impulsionado o sentido cristão do matrimônio como caminho de santidade.

Vida

Maria Corsini nasceu em Florença em 24 de junho de 1881; enquanto Luigi Beltrame nasceu em Catânia em 12 de janeiro de 1880. Ambos se conheceram em Roma quando eram adolescentes e se casaram na basílica Santa Maria Maior em 25 de novembro de 1905.
Os dois foram criados no seio de uma família católica e desde pequenos praticaram fervorosamente sua fé, assistindo todos os domingos a Missa e participando dos sacramentos. Devido a este legado, decidiram criar a seus filhos nos princípios e valores da fé católica.
Em 1913, a jovem família atravessou um momento doloroso e bastante incerto quando a gravidez de Maria teve sérias complicações e os médicos prognosticavam não sobreviveria ao parto, e nem mesmo o bebê não nascido. Ainda que os doutores manifestassem que o um aborto poderia salvar a vida de Maria, esta consultando a seu esposo, decidiu confiar na proteção divina. E embora a gravidez tenha sido dura, tanto mãe como filho milagrosamente sobreviveram. Esta experiência levou toda a família a consolidar sua vida de fé e trabalhar duro por seus anseios de santidade.
Maria deu à luz a mais três crianças; seus dois filhos homens professaram o sacerdócio; Filippo é agora o Mons. Tarcísio da diocese de Roma e Cesare é o P. Paolino, um monge trapense.
A filha mais velha, Enrichetta, a que sobreviveu a essa difícil gestação, constituiu um lar segundo o modelo de seus pais; enquanto que sua irmã Stefania ingressou na congregação dos beneditinos, sendo conhecida por todos como a Madre Cecília, e que faleceu em 1993.
Os três irmãos estiveram presentes na beatificação de seus pais.
A família Beltrame Quattrocchi foi conhecida por todos por sua ativa participação em muitas organizações católicas. Luigi foi um respeitado advogado, que ocupou um cargo importante dentro da política italiana. Maria trabalhou como voluntária assistindo aos etíopes durante a Segunda guerra mundial.
O agora beato Luigi foi chamado à Casa do Pai em 1951, e Maria, sua fiel esposa, o fazia posteriormente em 1965.

Beatificação

A Congregação para a Causa dos Santos tratou este caso como algo especial, e com a aprovação do Papa João Paulo II, esclareceu-se o caminho para sua beatificação assim que foi reconhecido um milagre de sua intercessão.
O Prefeito desta Congregação, Cardeal José Saraiva Martins, afirmou que era impossível beatificá-los separadamente devido a que não dava para separar sua experiência de santidade, a qual foi vivida em comum e tão intimamente. "Seu extraordinário testemunho não podia permanecer escondido", enfatizou o Purpurado.
Pelo menos 40 mil pessoas assistiram à cerimônia de beatificação dos esposos, que se realizou no interior da basílica de São Pedro devido a forte chuva que desatou desde as primeiras horas da manhã. O plano original contemplava a realização da cerimônia na Praça São Pedro.
Também assistiram à cerimônia os dois filhos homens do matrimônio. Filippo e Cesare que concelebraram a Missa de beatificação com o Papa. A terceira, Enrichetta, estava sentada entre os peregrinos que lotaram o maior templo da cristandade.
"O ordinário de maneira extraordinária"
em sua homilia, o Santo Padre assegurou que os esposos beatos, durante mais de seus 50 anos como matrimônio souberam viver "uma vida ordinária de maneira extraordinária".
"Entre as alegrias e as preocupações de uma família normal - afirmou o Papa - souberam realizar uma existência extraordinariamente rica de espiritualidade. No centro, a eucaristia diária, à que se acrescentava a devoção filial à Virgem Maria, invocada com o Terço recitado todas as noites, e a referência a sábios conselhos espirituais".
O Pontífice manifestou que os esposos "viveram à luz do Evangelho e com grande intensidade humana o amor conjugal e o serviço à vida".
"Assumiram com plena responsabilidade a tarefa de colaborar com Deus na procriação, dedicando-se generosamente aos filhos para educá-los, guiá-los e orientá-los no descobrimento de seu desígnio de amor", acrescentou.
Neste sentido, o Papa enfatizou que a família anuncia o Evangelho da esperança com sua própria constituição, pois é fundada sobre a recíproca confiança e sobre a fé na Providência. A família anuncia a esperança, pois é o lugar em que brota e cresce a vida, no exercício generoso e responsável da paternidade e da maternidade".
"Uma autêntica família, fundada no matrimônio, é em si mesma uma 'boa notícia' para o mundo".

Família Cristã

O Pe. Tarcísio Beltrame, um dos filhos dos esposos Luigi e Maria Corsini Beltrame Quattrocchi, expressou em um testemunho pessoal o desejo de que a proclamação de seus pais como modelos de vida cristã ajude a impulsionar o sentido cristão do matrimônio.
Em seu relato, o Pe. Tarcísio lembra que "nossa vida familiar não teve nada de extraordinária, foi um fato ordinário, com suas debilidades. Entretanto, seguimos sempre ensinamentos importantes que as almas de boa vontade podem se dispor a imitar e a realizar também hoje".
Com efeito, segundo a proclamação de suas virtudes heróicas realizada pelo Cardeal José Saraiva Martins, Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, os esposos Beltrame Quattrocchi "fizeram de sua família uma verdadeira igreja doméstica aberta à vida, à oração, ao testemunho do Evangelho, ao apostolado social e à solidariedade para com os pobres, à amizade". Além disso, a sua intercessão foi atribuído um milagre que abriu a via para sua beatificação. Dos quatro filhos dos esposos Beltrame Quattrocchi, três deles tomaram o caminho do sacerdócio ou a vida religiosa: Tarcísio (95 anos),o Pe. Paulino (92 anos), e Ir. Maria Cecília (já falecida).
Enrichetta, de 87 anos, constituiu um lar segundo o modelo de seus pais.
"Fomos uma família aberta aos amigos e a todos os que queriam respirar o clima de nosso lar", relata o Pe. Tarcísio. O quarto de hóspedes sempre estava pronto".
"Nos anos de guerra, freqüentemente arriscando muitíssimo, acolhemos e prestamos ajuda a todos os que nos pediram", concluiu.

Não serão os únicos

Os Beltrame Quattrocchi serão o primeiro casal a ser beatificados..." mas não o único. Com efeito, segundo fontes da Congregação para a Causa dos Santos, existe outro casal de esposos que foram elevados aos altares: Louis e Zelie Martin, os pais de Santa Teresa de Lisieux.
Em suas memórias, Santa Teresinha do Menino Jesus relata a vida exemplar de seus pais, que influenciou tanto em sua vocação e na de suas irmãs. No caso de ambos, a Congregação já reconheceu a "heroicidade das virtudes", já ocorreu a aprovação final de um milagre obtido por sua intercessão e eles já foram proclamados beatos. Rezemos pela causa da canonização desses casais exemplares!

Fonte: ACI Digital

domingo, 25 de dezembro de 2011

Casamento, reflexo do amor de Deus



O amor sem confiança não é amor verdadeiro
"Qual é o objetivo de Deus no casamento e na família? Quero abordar a cura nos matrimônios, a cura dentro e fora da família. Isso está muito claro na Bíblia, no primeiro capítulo do Gênesis:

"Então Deus disse: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança" (Gen 1, 26), e no versículo 27 Ele acrescenta algo: "criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher" (Gen 1, 27).

Em outras palavras, o Senhor não nos cria como indivíduos para vivermos sozinhos, Ele criou o casamento e a família. Assim como Deus é, nós somos unificados para transmitirmos a vida. Por isso Deus ordenou que Adão e Eva enchessem este mundo com seus filhos.

A família é o reflexo de Deus Pai. Deus não é somente uma pessoa, mas sim Três Pessoas, que, na Sua unidade infinita, quer que a vida do casamento e da família sejam o reflexo dessa vida trinitária como comunidade d'Ele.

No Antigo Testamento o inimigo de Deus, satanás, não tentou somente Adão e Eva causando divisão entre eles, mas em seguida seus filhos, um matou o outro. A grande tentação de satanás é a desconfiança na vida matrimonial e a inveja na família. O trabalho dele é destruir famílias.
Esse trabalho do maligno pode acontecer em vários níveis de nossas vidas. Infelizmente, muitas pessoas vão para o casamento com os fardos da vida passada nos ombros. Esses problemas são de culpa nesta área que podem afetar os esposos, que foram levados ao mau hábito de homossexualismo ou da masturbação, por isso não vão conseguir ter um relacionamento sadio e feliz, a não ser que sejam curados por Jesus. Ou talvez a mulher tenha sido abusada sexualmente, vê o sexo como uma coisa suja, tem medo de homens.

Frequentemente, um casal mostra uma vida feliz para as pessoas, mas não estão felizes dentro dos casamentos. O Senhor quer curar cada casamento quebrantado, e nos fala tão forte sobre o matrimônio, pois este é o reflexo do amor de Deus pelo Seu povo. O reflexo de Jesus pela Sua Igreja. O casamento cristão foi criado pelo respeito mútuo. Às vezes as pessoas pensam que se amam, mas não há respeito, e sem respeito não há verdadeiro amor.

Deveríamos nos respeitar, especialmente entre homem e mulher deve haver confiança mútua, pois essa é a base do lar. Se você não confia nas pessoas, você vive uma vida de medo e desconfiança.

O amor sem confiança não é amor verdadeiro. Tem que haver cuidado mútuo, uma mútua preocupação nas coisas pequenas. Sem cuidado você acha que existe amor? Por isso que Jesus nos ama e nos respeita, Ele confia em nós e toma conta de nós. Ele lavou os pés dos apóstolos, pois é assim que o amor explode, esse é o conceito do amor cristão, é assim o conceito do matrimônio cristão: doação."
(Artigo produzido a partir de pregação de padre Rufus Pereira em setembro de 2008).
Padre Rufus Pereira
Sacerdote da Arquidiocese de Bombaim (Índia).
Fonte:

sábado, 24 de dezembro de 2011

Casal espanhol "surpreso e abençoado" pela vocação religiosa de suas cinco filhas

ESTE RELATO NOS FAZ LEMBRAR DAS 5 FILHAS MONJAS DO CASAL LUIS E ZÉLIA MARTIN...


Imaculada Sánchez e Alejandro Ripoll têm cinco filhas que abraçaram a vida consagrada como religiosas do novo instituto de vida contemplativa Iesu Communio. Estes pais espanhóis asseguram que receberam a consagração de suas filhas como uma verdadeira bênção.

Em uma entrevista concedida ao grupo ACI, o casal expressou sua felicidade por ter cinco filhas religiosas.

"É como quando um filho se casa. Você quer tê-los ao seu redor, perto, mas cada um tem que levar seu estudo, igual quando um filho se casa e você não pode intervir em sua história, no caso, é em um convento, mas tem um segredo especial. E o segredo é que com cada uma e com cada consagração Deus derrama uns dons impressionantes à família, e portanto é uma bênção", afirmou Alejandro.


Irmã Jordán, Irmã Amada de Jesus, Irmã Francesca, Irmã Ruth, e Irmã Nazaret, têm entre 20 e 28 anos de idade e são as cinco irmãs de sangue que compartilham sua vida dentro da Iesu Communio, a nova comunidade de clausura que surgiu das clarissas de Lerma na Espanha e que surpreendeu o mundo com uma explosão de vocações.

"Mas os primeiros surpresos somos nós e a própria Igreja. Que em uma família haja cinco vocações a um convento de clausura acredito que desde Teresa de Lisieux isso não aconteceu", considerou Imaculada.

De um total de sete irmãos, as cinco jovens decidiram ingressar no mesmo instituto religioso, onde três já são consagradas e as outras duas são noviças.

Cada história de vocação foi algo pessoal e único, cada uma "teve uma história de muitos anos nos que se deram encontros com o Santo Padre desde João Paulo II. Cada uma foi um processo distinto, porque entre elas são muito diferentes", explicou o pai ao grupo ACI.

Imaculada e Alejandro visitaram Roma para participar do encontro "Novos evangelizadores para a nova evangelização" que celebraram no Vaticano no dia 15 de outubro com a presença do Papa Bento XVI e da Irmã Verônica, a fundadora e Superiora Geral da Iesu Communio.

"O que fazemos nós com o Santo Padre em uma reunião no centro do coração da Igreja? Quem somos nós? Isto é um presente de Deus, uma graça a mais deste instituto", afirmou Alejandro.

A vocação de nossas filhas só pode ter uma explicação divina, "a própria Igreja está surpresa e esperando", mas nisto "os primeiros assombrados somos nós. Explicação humana não tem", acrescentou Imaculada.
Fonte: Fonte: ACI/EWTN Noticias

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Casamento: qual é a hora certa e como se preparar?


Os noivos precisam de um boa preparação para o casamento. Para o Papa Bento XVI, o trabalho da pastoral pré-matrimonial ajuda a alcançar uma real compreensão deste sacramento.

"Há de se colocar o máximo cuidado na formação dos noivos e na prévia verificação das suas convicções no que diz respeito aos irrenunciáveis compromissos quanto à validade do sacramento. Um sério discernimento a este respeito poderá evitar que impulsos emotivos ou razões superficiais levem os dois jovens a assumir responsabilidades que não serão capazes de respeitar", disse Bento XVI no encontro com os membros do Tribunal da Rota Romana, em janeiro deste ano.

Para o casal João Bosco Lugnani e Aparecida Eunides Lugnani, do Instituto Nacional da Família e da Pastoral Familiar (INAPAF), o primeiro e maior desafio na preparação para o Matrimônio é a educação para os relacionamentos fundados em valores cristãos,  relacionamentos com Deus, consigo mesmo e com o próximo.

"Ninguém pode dizer estou pronto, mas é indispensável estar a caminho e construindo valores. Ponto mais específico: é preciso saber exatamente o que é o Sacramento do Matrimônio; conhecê-lo como Boa Nova de Deus, para o bem do casal, da família e da sociedade e acolhê-lo por inteiro", salientam.

Para Bosco e Eunides é necessário que o casal planeje o casamento focando a construção de relacionamentos de qualidade e estáveis, sem ignorar a importância das condições de vida autônoma (autonomia familiar e econômica). "Para isto é importante o tempo de namoro e noivado, e o diálogo do casal, pois só eles podem definir o tempo certo", aconselha o casal.


Formação contínua do casal

A educação continuada é uma exigência para o êxito em qualquer área da atuação humana, dizem os entrevistados. Para o Matrimônio planejado por Deus, indissolúvel e de qualidade, para Bosco e Eunides, a formação tem que receber atenção ainda maior, tendo em vista que o casamento é o primeiro apostolado para os vocacionados ao Matrimônio.

"A educação da afetividade hoje está muito fragilizada e dela dependem todos os relacionamentos. Ela é feita, primeiro através do exemplo e testemunho de vida cristã. Para isto é indispensável a proximidade com Deus e o respeito à dignidade incondicional própria e do outro", destacam.

Para os entrevistados, o relacionamento conjugal é, entre todos os relacionamentos humanos, o de maior intimidade e sem a educação da afetividade, sem a conversão para formação da vivência de valores cristãos, o casamento dificilmente se sustenta e tem qualidade de relacionamento, e desta relação do casal depende a educação das novas gerações, finaliza Bosco.

Autora: Nicole Melhado
Fonte: Canção Nova Notícias

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Método Billings possibilita que mulher se conheça melhor



Conhecido por poucas pessoas o método natural de planejamento familiar Billings possibilita que a mulher conheça melhor a si mesma, seu corpo e sua fertilidade. "Este método tem uma eficácia excelente. Todas as investigações científicas já foram feitas", assegura a ginecologista chilena, Dra. Pillar Vigil, que é membro da Pontifícia Academia para a Vida, órgão do Vaticano.

Segundo a médica especialista em fertilidade, o método de planejamento familiar natural é conhecido apenas por cerca de 3% da população, por isso evento como o que a Canção Nova promove neste fim de semana são de grande importância para esta divulgação.

O método, explica a ginecologista, permite que a mulher faça uma leitura do seu corpo, do seu sistema reprodutivo, conheça sua fertilidade. E o homem que também conhece este método consegue compreender melhor também a mulher.

"Para a mulher é um beneficio conhecer sua fertilidade, pois a fertilidade para a mulher é um sinal de saúde. Esse método permite às pessoas uma reflexão e um conhecimento a certa de si mesmas. Pois, só podemos oferecer aquilo que conhecemos", salienta a médica.

Dra. Pillar explica que os hormônios que estão no corpo da mulher durante o ciclo mestrual dão sinais que são percebidos. Assim, o método Billings mostra como ler esses sinais. Mulheres e homens não nascem sabendo ler sua fertilidade, por isso é necessário aprender e é nisso que se baseiam os métodos naturais.


Educação afetiva e sexual na perspectiva da fertilidade


Nas escolas, a educação sexual está sendo mais abordada, mas para Dra. Pillar, falta ainda uma abordagem afetiva, levando em consideração aspectos emocionais, os valores, a responsabilidade e a perspectiva da fertilidade.

"O homem novo é aquele que íntegra sua emoção com sua razão, esta é a base da educação sexual. Trata-se de formar e acompanhar nossos jovens e todas as pessoas em seu processo de desenvolvimento. A educação afetiva-sexual é um acompanhamento das pessoas em cada momento de sua vida".

Para a especialista, em todas as épocas da vida, homens e mulheres precisam de um acompanhamento, e os jovens, em particular,  passam por um momento importante e belo na vida e precisam de um acompanhamento adequada.

Os jovens vêm iniciando a vida sexual cada vez mais cedo e de forma irresponsável. Para a médica, não é apenas uma influência da mídia, mas algo que acontece nos diversos âmbitos da sociedade.

"O que vemos nos meios de comunicação é o mesmo que acontece em todos os lugares, nas escolas, nas empresas, nos hospitais. Os meios de comunicação são importantes para mostrar às pessoas que para que nós possamos amar, precisamos conhecer melhor a nós mesmo e isso é algo que requer tempo", salienta.

E num sociedade em que o tempo parece cada vez mais escasso, as pessoas buscam soluções rápidas, mas a vida – ressalta Dra. Pillar -  não se trata de solucionar problemas, mas criar alternativas humanas.

"Assim, o início precoce dos jovens na vida sexual não é um fato isolado, mas é um realidade global que evolve todos os aspectos da vida de uma pessoa", conclui.
Autora: Nicole Melhado
Fonte: Canção Nova Notícias

Jornal vaticano recorda ensinamentos do Cardeal Ratzinger sobre o divórcio e o matrimônio



VATICANO, 01 Dez. 11 (ACI/EWTN Noticias) .-

Logo depois de que um Bispo alemão questionasse o ensino da Igreja sobre o matrimônio e o divórcio, o jornal vaticano L'Osservatore Romano publica em sua edição de hoje um ensaio do então Cardeal Joseph Ratzinger, agora Papa Bento XVI, no qual explica que esse magistério se apóia as Escrituras, na tradição e na razão.

Em 1998 o agora Papa Bento XVI dizia que "certamente a palavra da verdade pode ser dolorosa e incômoda, mas é o caminho para a santidade, a paz e a liberdade interior".

O artigo foi publicado logo que alguns líderes eclesiásticos na Alemanha solicitassem que a Igreja revise seu ensinamento sobre o matrimônio, junto com a proibição vigente de negar a Eucaristia ou comunhão aos católicos divorciados que voltaram a casar-se.

Em seu trabalho em 1998 à frente da Congregação para a Doutrina da Fé, o agora Papa Bento – então Prefeito deste dicasterio– explicou que os documentos da Igreja sobre o tema "respondem às exigências da verdade e do amor de maneira muito equilibrada".

A publicação foi feita em seis idiomas com o subtítulo "a propósito de algumas objeções contra a doutrina da Igreja sobre a recepção da Comunhão eucarística por parte dos fiéis divorciados que voltaram a casar-se".

O texto reaparece dois meses depois que o presidente da Conferência Episcopal Alemã questionasse publicamente o ensinamento da Igreja sobre o matrimônio em uma entrevista a um jornal.

No dia 5 de setembro, algumas semanas antes da chegada do Santo Padre a Alemanha, Dom Zollitsch disse que "todos nós enfrentamos o problema de como podemos ajudar as pessoas em cujas vidas algumas coisas saíram mau, entre as quais encontram um matrimônio naufragado".

"Este é um assunto de misericórdia e nós discutiremos este problema intensivamente no futuro próximo", disse o Prelado ao jornal alemão Die Zeit.

O jornal perguntou ao Arcebispo especificamente sobre a situação do presidente da Alemanha, Christian Wullf, que é um católico e tornou a casar-se e que se abstém de receber a Comunhão.

Ao ser perguntado logo sobre Klaus Wowereit, católico e com uma relação homossexual pública, o Prelado disse que "devemos ver como podemos dar respostas com bases teológicas às perguntas sobre os estilos de vida".

No texto publicado hoje o agora Papa Bento XVI explica que o ensinamento da Igreja sobre o matrimônio está apoiado nas Sagradas Escrituras, na tradição e na razão.

Das Escrituras ressalta detalhadamente como "o ensinamento da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimônio é fiel às palavras de Jesus".

Quanto à tradição, o Papa indica que sempre existiu um "consenso claro" entre os Padres da Igreja primitiva "sobre a indissolubilidade do matrimônio", algo que aparta o Cristianismo da sociedade romana.

Nesse então, recorda, "os divorciados que voltaram a casar-se entre os fiéis jamais foram admitidos oficialmente à Santa Comunhão logo de um tempo de penitência".

Seguidamente Bento XVI afirma que "se o matrimônio anterior de dois fiéis divorciados e que voltaram a casar-se era válido, então sob nenhuma circunstância sua nova união pode ser considerada válida e portanto a recepção dos sacramentos é intrinsecamente impossível".

O Papa também se referiu à sugestão de que seja o Papa quem "potencialmente dissolva um matrimônio sacramental consumado, que foi irremediavelmente quebrado".

Sobre isso ele mesmo responde que "se a Igreja aceitasse a teoria de que um matrimônio está morto quando dois esposos já não se amam mais, então Ela deveria sancionar o divórcio e a indissolubilidade do matrimônio ficaria apenas na letra, e já não nos fatos".

Para aqueles que afirmam que a Igreja Católica é "muito legalista e não pastoral" nestes assuntos, o Santo Padre também responde que a forma de expressar-se da Igreja "parece não ser muito fácil de entender às vezes" e que por isso "precisa ser traduzida por pregadores e catequistas a uma linguagem que relacione às pessoas com seus respectivos ambientes culturais".

"O conteúdo essencial do ensino da Igreja deve ser defendido neste processo. Não pode ser diluído alegando questões pastorais, já que comunica a verdade revelada".

Para ler o texto do LOR na íntegra acesse:
Fonte: ACI Digital

Nova evangelização é inseparável da família cristã, afirma o Papa



VATICANO, 01 Dez. 11 (ACI) .-

O Papa Bento XVI explicou esta manhã que a tarefa da Nova Evangelização é inseparável da família cristã, porque como "Igreja doméstica" é espaço de encontro com Cristo, chamada a comunicá-lo a todos.

Assim indicou o Pontífice em seu discurso aos participantes da assembléia plenária do Pontifício Conselho para a Família, liderados por seu presidente, Cardeal Ennio Antonelli, que ademais celebra o 30º aniversário de sua fundação e da exortação apostólica "Familiaris consortio", ambas obras do Beato Papa João Paulo II.

Durante seu discurso, o Papa assinalou que "em nosso tempo, como já aconteceu em épocas passadas, o eclipse de Deus, a difusão de ideologias contrárias à família e a degradação da ética sexual aparecem conectadas entre si".

Por isso, explicou, "a nova evangelização é inseparada da família cristã. A família é, de fato, o caminho da Igreja, porque é "espaço humano" do encontro com Cristo. Os cônjuges "não só recebem o amor de Cristo, transformada em comunidade salva, mas são também chamados a transmitir aos irmãos o mesmo amor de Cristo, tornando-se "comunidade salvadora"".

Bento XVI disse também que "a família fundada sob o sacramento do Matrimônio é atuação particular da Igreja, comunidade salvada e salvadora, evangelizada e evangelizadora. Como a Igreja, essa é chamada a acolher, irradiar e manifestar no mundo o amor e a presença de Cristo".

"O acolhimento e a transmissão do amor divino são realizadas na dedicação recíproca dos cônjuges, na procriação generosa e responsável, no cuidado e na educação dos filhos, no trabalho e nas relações sociais, na atenção aos necessitados, na participação das atividades eclesiais e no empenho civil", destacou o Papa.

"A família cristã, na medida em que, por meio de um caminho de conversão permanente sustentada pela graça de Deus, consegue viver o amor como comunhão e serviço, como dom recíproco e aberta a todos, reflete no mundo o esplendor de Cristo e a beleza da Trindade divina", afirmou Bento XVI aos presentes.

O Papa Bento recordou também sua visita à localidade de Ancona para encerrar o Congresso Eucarístico Nacional italiano, onde se reuniu com os sacerdotes e os esposos já que "ambos os estados de vida, de fato, no amor de Cristo, que doa a si mesmo pela salvação da humanidade, na mesma raiz são chamados a uma missão comum: aquela de testemunhar e fazer presente este amor a serviço da comunidade, para a edificação do Povo de Deus".

"Esta perspectiva consiste, antes de mais nada, em superar uma visão reduzida da família, que a considera como a mera destinatária da ação pastoral. (…) A família é lugar privilegiado de educação humana e cristã e permanece, para esta finalidade, o melhor aliado do ministério sacerdotal".
Continuando, o Papa enumerou os âmbitos nos quais é mais urgente o protagonismo das famílias cristãs, em colaboração com os sacerdotes: a educação das crianças, adolescentes e jovens ao amor entendido como dom de si e comunhão; a preparação dos noivos para o matrimônio; a formação dos cônjuges; a participação em associações caritativas, educativas e civis; e a pastoral das famílias para as famílias.

O Papa chama a participar de Encontro Mundial das Famílias em Milão 2012

Ao referir-se ao próximo VII Encontro Mundial das Famílias Milão 2012 que será celebrado entre os dias 30 de maio a 3 de junho próximos, Bento XVI afirmou que será uma grande alegria desfrutar da oração e da festa junto a outras famílias vindas de todo o mundo em companhia de seus pastores.

Assim, o Santo Padre fez um chamado às famílias de Milão e das regiões vizinhas a abrirem as portas de seus lares aos peregrinos, e explicou que "na hospitalidade, experimentaremos alegria e entusiasmo: É formoso dar a conhecer a amizade, intercambiar o vivido em família e a experiência de fé a elas legadas", disse.

"Será para mim e para todos nós uma grande alegria estar juntos, rezar e festejar com as famílias vindas de todo o mundo", concluiu.
Fonte: ACI Digital

Abstinência e fidelidade para lutar contra a AIDS, propõe o Vaticano



Este é o melhor meio para prevenir a AIDS, mas, às vezes, é o mais difícil de ser colocado em prática, pois exige a conversão do coração:
Abstinência e fidelidade para lutar contra a AIDS, propõe o Vaticano

VATICANO, 01 Dez. 11 (ACI/EWTN Noticias) .-

Ao celebrar neste 1º de dezembro o Dia Mundial da Luta contra a AIDS, o Vaticano publicou um comunicado no qual assinala que a abstinência, a fidelidade e o rechaço à promiscuidade sexual são as armas que a Igreja propõe para lutar contra esta doença.

O comunicado do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde, assinado por seu presidente o Arcebispo Zygmunt Zimowski, assinala que este dia "deve constituir uma nova oportunidade para promover o acesso universal aos tratamentos para os que se encontram infectados, a prevenção da transmissão de mãe a filho e a educação para estilos de vida que incluam uma aproximação correta e responsável à sexualidade. Do mesmo modo, é um momento privilegiado para relançar a luta contra o prejuízo social".

O texto recorda que 1.800.000 pessoas morrem anualmente por causa da AIDS, principalmente na África subsaariana. "São pessoas que poderiam levar uma vida normal se tivessem acesso às terapias farmacológicas adequadas, conhecidas como terapias antirretrovirais", indica.

"Há mortes que já não são justificáveis, como tampouco é a dor dos familiares das pessoas afetadas (...) Tampouco se pode justificar já a transmissão da infecção de mães a filhos".

O comunicado assinala logo que "embora não seja possível menos que comprometer-se na extensão destes tratamentos a todos os povos e setores da população, segue sendo fundamental, por outra parte, a formação e a educação de todos e em particular das novas gerações, a uma sexualidade apoiada em 'uma antropologia ancorada no direito natural e iluminada pela Palavra de Deus'".

O texto ressalta além que "a Igreja e seu Magistério, pedem um estilo de vida que privilegie a abstinência, a fidelidade conjugal e o rechaço da promiscuidade sexual, porque, como sublinha a exortação apostólica pós-sinodal 'Africae Munus' todo isto forma parte da questão do 'desenvolvimento integral' ao qual as pessoas e as comunidades têm direito".

"Ao lançar esta nova chamada ao compromisso e à solidariedade em favor de todas as vítimas (diretas e indiretas) do HIV / AIDS, queremos dar as graças, em união espiritual com o Santo Padre, a todos os que ao longo destes anos se esforçaram tanto por ajudá-las".

Seguidamente indicam que "referimo-nos aqui às instituições, organismos e voluntários que trabalham no âmbito da saúde e em particular da AIDS (...) Sem dúvida, eles merecem o apoio operativo e a ajuda, sem travas ideológicas, das organizações internacionais e dos benfeitores".

Finalmente expressam "nossa proximidade aos doentes do HIV / AIDS, aos que estão perto deles, e a todos os trabalhadores da saúde que, expostos ao risco de infecção, outorgam-lhes toda a atenção possível respeitando sua personalidade e sua dignidade".

Fonte: ACI Digital

sábado, 3 de dezembro de 2011

O chamado à santidade no casamento



Encontro destaca o casal de beatos Luigi e Maria Beltrame Quattrocchi

Por Salvatore Cernuzio

ROMA, quarta-feira, 30 de novembro de 2011 (ZENIT.org)



"Quando um homem e uma mulher se tornam um só no matrimônio, eles deixam de ser vistos como criaturas terrestres: tornam-se a própria imagem de Deus". Nunca houve uma personificação mais plástica destas palavras de São João Crisóstomo do que os cônjuges Luigi e Maria Beltrame Quattrocchi, o primeiro casal beatificado na história da Igreja.

Beatos não “apesar do casamento”, mas precisamente por causa dele. O casal não foi elevado aos altares por ter fundado alguma congregação missionária, mas simplesmente porque viveu o casamento como um caminho concreto para a santidade e para Deus.



A data de celebração do casal beato na diocese de Roma é 25 de novembro, aniversário do casamento celebrado em Santa Maria Maggiore em 1905. Em fevereiro de 1994, foi iniciada no Tribunal para a Causa dos Santos do Vicariato de Roma a causa da canonização. João Paulo II beatificou-os em 21 de outubro de 2001, no vigésimo aniversário da Familiaris Consortio.

Justo nos dias em que o Vaticano realiza a Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Família, que aborda o trigésimo aniversário da fundação do dicastério, foi realizada no Capitólio romano, neste 25 de novembro, a conferência Cidadãos autênticos: nos passos de Maria e Luigi.

O encontro, dez anos após a beatificação do casal, procurou chamar a atenção para um aspecto que vai além do cristão e educativo: o ético e civil, enfatizando a contribuição que Luigi e Maria deram à cidade de Roma e a toda a Itália como "cidadãos autênticos".

“Quando falam dos meus pais, as pessoas sempre falam de casamento, família, educação dos filhos”, disse Enrichetta Beltrame Quattrocchi, quarta e última filha do casal, convidada especial da conferência. “Mas nunca falam da vida deles como cidadãos, que foi intensa".
“Por isso nós optamos pela Capitólio”, continuou Enrichetta, incansável aos 97 anos de idade. “Porque é um lugar de profundo valor institucional e de vínculo significativo com os cidadãos, mas principalmente porque eu me comovi quando o papa Bento XVI, em 9 de março de 2009, na hora de saudar os romanos destacando as glórias de Roma, nomeou os santos que trabalharam por esta cidade e, entre eles, os meus pais”.

Entre os muitos e ilustres convidados do encontro, estão Dom Luciano Suriani, delegado das Representações Pontifícias; Dom Paolo Mancini, vigário para a pastoral familiar da diocese de Roma; Marco Pomarici, presidente da Assembleia Capitolina; Salvatore Martinez, presidente da Renovação Carismática italiana; Maria Voce-Emmaus, presidente do movimento dos Focolares, e muitos outros.

“Maria e Luigi foram exemplos vivos de como a vida cotidiana pode concretizar o chamado à santidade, que é a medida da vida cristã diária”, disse Dom Suriani . “Cinquenta anos atrás, o Concílio Vaticano II lançou um apelo à santidade da família e ele se realizou graças aos dois beatos. Precisamos que todas as famílias do nosso tempo, a exemplo deles, também se tornem pequenas igrejas, verdadeiras escolas de oração”.

É uma missão que os Beltrame realizaram plenamente como esposos e pais, como fica demonstrado pelo fato de que os quatro filhos, ao crescerem, sentiram o chamado de Deus à vida religiosa: Filippo (Don Tarcisio) é padre diocesano; Stefania (irmã Maria Cecilia) é freira beneditina; Cesare (padre Paolino) é monge trapista, e Enrichetta, a caçula, é leiga consagrada.

Mas também é uma missão que se concretizou no engajamento civil, no respeito pela democracia, pelas instituições, pela cidade, no próprio trabalho (Luigi era advogado e Maria era escritora e enfermeira) em benefício da sociedade, particularmente dos pobres, doentes e aflitos.

Antonio Conte, presidente da Ordem dos Advogados de Roma, falou precisamente sobre isto: "Luigi Beltrame Quattrocchi nos oferece uma imagem do advogado, talvez menos comum hoje em dia, mas essencial para a compreensão da função de quem é ad-vocatus, ‘chamado com’, ‘chamado junto de’, para aqueles que precisam de assistência. Esta belíssima profissão se transforma em serviço puro, humanidade, santidade para a Igreja, se for acompanhada de um inclinar-se diante do homem para compartilhar, para carregar os fardos juntos com os oprimidos, para alegrar-se com aqueles que estão em festa. Ser ‘humano’ desta forma é algo que torna o advogado uma pessoa que tem uma missão na sociedade civil. Eu diria que esses elementos fizeram do advogado Beltrame Quattrocchi uma pessoa que realmente viveu o carisma da sua profissão, infundindo a alma cristã na atividade que realizava".

Também foi apresentada durante o encontro a Associação A.Mar.Lui, nascida por desejo da filha Enrichetta e presidida por Attilio Danise e Giulia Paola di Nicola, voltada principalmente aos cônjuges e namorados, mas aberta a todos: solteiros, sacerdotes, religiosos e todos aqueles "que desejem alimentar um espírito de família na Igreja e na sociedade, estar perto das famílias e das suas necessidades", como explicaram os presidentes.

Para selar o dia cheio de memórias e de emoções, foi oferecido o recital Uma auréola para dois, dedicado à vida dos beatos, na Domus Mariae de Roma, reunindo na mesma noite todos os participantes do encontro, inclusive famílias de diversas regiões italianas, membros da A.mar.Lui. e dos Focolares, assim como os participantes da reunião da CEI (Conferência Episcopal Italiana) sobre os 30 anos da Familiaris Consortio.