"Poderíamos aqui meditar sobre como seria saudável também para a nossa sociedade atual se num dia as famílias permanecessem juntas, tornassem o lar como casa e como realização da comunhão no repouso de Deus" (Papa Bento XVI, Citação do livro Jesus de Nazaré, Trad. José Jacinto Ferreira de Farias, SCJ, São Paulo: Ed. Planeta, 2007, p. 106)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Bento XVI: dedicar-se generosamente à educação dos filhos

Intervenção por ocasião do Ângelus

CIDADE DO VATICANO, domingo, 30 de agosto de 2009 (ZENIT.org).
- Publicamos a intervenção que Bento XVI dirigiu neste domingo ao meio-dia aos peregrinos congregados no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo por ocasião do Ângelus.
* * *
Queridos irmãos e irmãs: Há três dias, em 27 de agosto, celebramos a memória litúrgica de Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, considerada modelo e patrona das mães cristãs. Sobre ela, seu filho nos dá muitas informações no livro autobiográfico “Confissões”, obra-prima entre as mais lidas de todos os tempos. Aqui aprendemos que Santo Agostinho bebe o nome de Jesus com o leite materno e foi educado por sua mãe na religião cristã, cujos princípios manterá impressos nele também nos anos de deslize espiritual e moral. Mônica não deixa nunca de rezar por ele e por sua conversão, e teve o consolo de vê-lo voltar à fé e receber o batismo. Deus recompensa as orações desta santa mãe, a quem o bispo de Tagaste havia dito: “É impossível que um filho de tantas lágrimas se perca”. De fato, Santo Agostinho não só se converteu, mas decidiu abraçar a vida monástica e, ao voltar para África, fundou ele mesmo uma comunidade de monges. Comoventes e edificantes são os últimos colóquios espirituais entre ele e sua mãe na tranquilidade de uma casa de Ostia, à espera de embarcar-se para África. Naquele momento, Santa Mônica se convertia, para seu filho, em “mais que mãe, a fonte de seu cristianismo”. Seu único desejo havia sido durante anos a conversão de Agostinho, a quem nesse momento via orientado inclusive para uma vida de consagração ao serviço de Deus. Podia portanto morrer contente e realmente morreu em 27 de agosto de 387, aos 56 anos, depois de ter pedido aos filhos não preocupar-se por sua sepultura mas lembrar-se dela, onde quer que se encontrasse, no altar do Senhor. Santo Agostinho repetiu que sua mãe o havia “gerado duas vezes”.
A história do cristianismo está cheia de inumeráveis exemplos de pais santos e de autênticas famílias cristãs que acompanharam a vida de generosos sacerdotes e pastores da Igreja. Pense-se nos santos Basílio Magno e Gregório Nacianceno, ambos pertencentes a famílias de santos. Pensamos, muito perto de nós, nos cônjuges Luigi Beltrame Quattrocchi e Maria Corsini, que viveram entre o final do século XIX e a metade do XX, beatificados por meu venerado predecessor João Paulo II em outubro de 2001, coincidindo com os vinte anos da Exortação Apostólica Familiaris consortio. Este documento, além de ilustrar o valor do matrimônio e as funções da família, solicita aos esposos um particular compromisso no caminho de santidade, que, tirando graça e força do sacramento do matrimônio, acompanha-os ao longo de toda sua existência (cf. N. 56). Quando os cônjuges se dedicam generosamente à educação dos filhos, guiando-os e orientando-os no descobrimento do plano de amor de Deus, preparam esse fértil terreno espiritual no qual florescem e amadurecem as vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. Revela-se quão intimamente estão ligadas e se iluminam mutuamente o matrimônio e a virgindade, a partir de sua comum firmeza no amor esponsal de Cristo.
Queridos irmãos e irmãs: neste Ano Sacerdotal oramos para que, “por intercessão do Santo Cura d’Ars, as famílias cristãs se convertam em pequenas igrejas, nas quais todas as vocações e todos os carismas, dados pelo Espírito Santo, possam ser acolhidos e valorizados” (da oração do Ano Sacerdotal). Que Nossa Senhora, a quem juntos invocamos, nos obtenha esta graça.
[Traduzido por Élison Santos]

sábado, 22 de agosto de 2009

NOVOS CASAIS NA OCDS

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Temos dois novos casais na OCDS:

Maria e Márcio, da Comunidade de Goiânia-GO, contraíram núpcias em 18/07/09 em celebração presidida pelo Frei Deneval, no Carmelo de Trindade. Estiveram presentes membros da OCDS de outras Comunidades e Grupos. A Equipe de Música OCDS estava representada pela Elisa Maria, da Comunidade de Itapetininga-SP. Havia duas irmãs como madrinhas: Madre Marinalva e Irmã Terezinha!

Zarifa e Marcelo, da Comunidade de Brasília-DF, celebraram seu matrimônio em 31/07/09 em Brasília.

(Fotos enviadas por Márcio Aparecido dos Santos - Comunidade de Goiânia-GO)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

ORAÇÃO DA FAMÍLIA


A oração familiar tem muita importância. Família que reza permanece unida!
Pretendemos contribuir para que a oração se faça cada vez mais em família. Nestas orações qualquer membro da família pode presidir.
Eis um primeiro esquema de Oração:

INTRODUÇÃO:
Presidente - Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Todos - Amém!

LEITURA DA PALAVRA DE DEUS: (Esta leitura pode ser tirada de qualquer texto da Bíblia ou pode ser uma das leituras do dia retirada da Missa)
Leitor - (...)

PRECES:
Presidente - Peçamos a Cristo Nosso Senhor que proteja e santifique a nossa família dizendo:
R - Guardai a nossa família, Senhor, na Vossa paz!
Leitor - Senhor que viveste numa família humana igual à nossa, santificai-nos e protegei-nos com a Vossa presença. R.
Leitor - Ajudai todas as famílias que vivem com dificuldades. R.
Leitor - Lembrai-vos dos membros desta família que mais sofrem e, por isso, mais precisam da Vossa ajuda. R.
Leitor - Guardai na Vossa paz todos os defuntos particularmente os que pertenceram à nossa família. R.
Leitor - Neste ano fazei que todos reconheçam o valor da família. R.

ORAÇÕES COMUNS:
Pai Nosso...
Ave Maria...
Glória...
(Se a família quiser poderá também nesta altura rezar o TERÇO)

ORAÇÃO DA FAMÍLIA
Todos -
Senhor, nós Vos louvamos pela nossa família e agradecemos a Vossa presença no nosso lar. Iluminai-nos para que sejamos capazesde assumir o nosso compromisso de Fé na Igreja e de participar da vida da nossa comunidade. Ensinai-nos a viver a Vossa palavra e o novo mandamento do amor.Concedei-nos a capacidade de reconhecer as nossas diferenças de idade, de sexo, de carácter, para nos ajudarmos mutuamente, para perdoarmos as fraquezas, reconhecermos os nossos erros e vivermos em harmonia. Dai-nos, Senhor, boa saúde, trabalho com salário justo e um lar onde possamos viver felizes. Ensinai-nos a tratar bem os mais necessitados e pobres,dai-nos a graça de aceitar com fé a doença e a morte quando se aproximarem da nossa família.Ajudai-nos a respeitar e incentivar a vocação de cada um incluindo a daqueles que Vós escolhestes para Vos servirem. Que em nossa família reine a confiança, a fidelidade, o respeito mútuoe que o amor nos una cada vez mais.Permanecei connosco, Senhor,e abençoai o nosso lar hoje e sempre. Amém.

ORAÇÃO FINAL:
Presidente - Senhor que na Vossa misericórdia quisestes que o Vosso Filho fizesse parte de uma família humana, guardai e protegei esta família para que, fortalecida pela Vossa graça, viva em paz, goze de saúde e seja testemunho do Vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho na unidade do Espírito Santo.
Todos - Amen!

CONCLUSÃO:
Presidente - Bendigamos ao Senhor.
Todos - Graças a Deus


(Se não for possível rezar o terço ou esta oração em família que se reze pelo menos um "Pai Nosso" ou uma "Ave Maria" no final do jantar ou em outro momento qualquer. Podemos fazer isso nuns breves momentos e ir crescendo em desejo de rezar mais.)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

De pai para filho, de geração em geração

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Artigo do cardeal Odilo Pedro Scherer

SÃO PAULO, sexta-feira, 14 de agosto de 2009 (ZENIT.org).

- Publicamos o artigo do arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, intitulado “De pai para filho, de geração em geração”, escrito no contexto da Semana da Família no Brasil. O texto foi veiculado na edição desta semana do jornal O São Paulo.* * *

Com o Dia dos Pais, inicia-se a Semana da Família no Brasil. A Igreja entende que o casamento é uma vocação e a família, uma grande bênção para as pessoas e toda a humanidade. Aliás, vale lembrar que foi a primeira bênção pronunciada sobre este mundo, logo após a criação do homem e da mulher; e não por um ser humano, mas pelo próprio Criador: “e Deus os abençoou” (Gn 1,28). Bênção maravilhosa!

Na família, geralmente, a atenção maior recai sobre a mãe e os filhos; o pai fica meio esquecido. Por isso, ao apresentar os parabéns aos pais, pela passagem do seu dia, desejo dedicar-lhes estas reflexões. Não como antropólogo, estudioso dos problemas sociais ou psicólogo familiar, mas como bispo e pastor, partindo dos ensinamentos de nossa fé cristã. Gosto muito da passagem da Carta aos Efésios, onde o autor manifesta seu vivo desejo de que os fiéis de Éfeso tenham uma profunda experiência do amor de Deus, revelado ao mundo por meio de Jesus Cristo: “por essa razão, dobro os meus joelhos diante do Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, do qual recebe o nome toda paternidade no céu e na terra” (Ef 3,21). Deus é pai amoroso e nele tem sua origem toda paternidade na terra!

Por isso, toda verdadeira paternidade tem algo a ver com a paternidade de Deus, que é criadora e geradora da vida, ação amorosa e providente para nutrir a vida e cuidar com ternura e vigor da criatura frágil; é ação educadora e estimuladora, para que a vida se encaminhe bem e alcance a plenitude e seu verdadeiro objetivo. Assim faz o Pai do céu; assim também seria o bom desempenho de toda paternidade na terra. Infelizmente, muitas vezes, a paternidade do homem está muito longe de retratar a paternidade divina. A Igreja convida os pais a crescerem na sua missão e os quer ajudar.
A Conferência de Aparecida reservou alguns parágrafos interessantes ao papel do homem e do pai de família na ação missionária da Igreja; nunca tinha acontecido antes que um documento da Igreja se dirigisse assim tão diretamente aos varões. Naturalmente, a palavra é dirigida ao homem cristão e católico. Como discípulo e missionário de Jesus Cristo, ele é chamado por Deus a ocupar seu papel próprio e indispensável em todos os âmbitos onde exerce suas responsabilidades sociais e profissionais (cf Doc. Aparecida, nn. 459-463). De modo especial, na família e na educação dos filhos, ele não deve deixar tudo à mulher ou à esposa; seu papel de varão e de pai é fundamental para a educação e o equilibrado amadurecimento da personalidade dos filhos. A presença fraca do pai, sua ausência ou, pior ainda, sua imagem negativa, deixa marcas na personalidade dos filhos e pode comprometer a formação deles para a vida.

Lançando um olhar sobre toda a América Latina, os bispos reunidos em Aparecida, em maio de 2007, lamentavam que, tradicionalmente, muitos homens se mantêm distantes da Igreja e do compromisso que nela são chamados a assumir; desse modo, vão se afastando de Jesus Cristo e da vida plena que tanto desejam e procuram; e os bispos apontavam para algumas conseqüências dessa falta de comprometimento do varão na tarefa educadora da família e nos rumos da convivência social: a proliferação dos vícios, como a droga e o álcool, a violência e a afirmação de certa maneira materialista de viver, onde contam sobretudo os bens materiais e o gozo imediato da vida. Sem falar da sobrecarga das mulheres nas responsabilidades familiares e educativas. A própria ação pastoral da Igreja precisa ser repensada, buscando maior envolvimento do homem na vida e na missão da comunidade eclesial.


O pai também tem uma missão importante na educação religiosa dos filhos. Sua palavra oportuna e, sobretudo, seu exemplo, cai fundo no coração dos filhos. Ele também é catequista para seus filhos. Lembro um texto bonito da Bíblia, no Deuteronômio: depois da libertação da escravidão no Egito, graças à intervenção de Deus, Moisés recomenda ao povo de Israel que nunca esqueça as maravilhas realizadas pelo Senhor e seus mandamentos: “trarás gravadas em teu coração todas estas palavras que hoje te ordeno; tu as repetirás com insistência aos teus filhos e delas falarás quando estiveres sentado em tua casa, ou andando pelos caminhos; quando deitares ou quando levantares” (Dt 6,6-7). Assim faziam os filhos de Abraão, de geração em geração. Era, sobretudo, missão do pai. Assim também fizeram os discípulos missionários de Jesus Cristo ao longo da história, antes de nós. E, ainda hoje, o pai cristão é convidado a fazer o mesmo: contar aos filhos as maravilhas de Deus, falar da experiência da própria fé, das coisas bonitas do Evangelho de Cristo e das riquezas da vida da Igreja. De geração em geração. É semear a boa semente em campo fértil e esperar o fruto chegar. Com a bênção de Deus!

Cardeal Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Família humana deve ser reflexo da família trinitária


Dom Orani João Tempesta fala sobre a Semana da Família no Brasil

RIO DE JANEIRO, quinta-feira, 13 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- No contexto da Semana da Família no Brasil, o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, fez um convite a que as famílias humanas busquem ser como a família trinitária.

“Sendo a família humana uma instituição de origem divina, com semelhança da família trinitária, ela somente readquirirá a dignidade perdida quando voltar a ser o reflexo da família trinitária, na qual Deus não só é Pai, mas paternidade, Jesus Cristo não é apenas filho, mas filiação e o Espírito Santo, não é somente união, mas unidade”, afirma o arcebispo, em seu artigo semanal.

Segundo Dom Orani, a família, hoje, “para cumprir sua missão de promotora do bem-estar do ser humano, terá que cada vez mais ser poço de paternidade, berço da filiação e comunidade de amor”.

“É bom relembrar o compromisso solene do casamento cristão, que sempre é proclamado pelos noivos perante a comunidade eclesial: ‘Recebo-te por minha (por meu) esposa (esposo) e te prometo ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-te e respeitando-te todos os dias de minha vida’.”

Vê-se, pois –prossegue o arcebispo–, “que o vínculo matrimonial que nasce do amor recíproco se exprime por esse juramento conjugal, que começa e se realiza diante da infinita majestade de Deus por aquele mesmo amor com que o Pai nos amou no seu Filho, Jesus Cristo, e nos santifica pelo Espírito desse Amor, que é o Espírito Santo”.

Dom Orani destaca que, ao celebrar a Semana Nacional da Família, a Igreja no Brasil “quer, uma vez mais, salientar a importância da família, que, talvez mais que outras instituições, tem sido posta em questão pelas amplas, profundas e rápidas transformações da sociedade e da cultura”.

“Por isso, é fundamental um olhar atento, dirigido com carinho, afeto e atenção à família, patrimônio da humanidade e tesouro dos povos”, escreve.

Segundo o arcebispo, “valorizando a família autêntica, de marido e mulher, com uma família bem estruturada, a Igreja no Brasil conclama a todos para que prossigam no objetivo pastoral de Evangelizar pela Família e para a Vida”.

“Quero convidá-los para que junto de sua esposa e filhos sejam cada vez mais comprometidos com a valorização de sua família, e para não medirmos esforços em protegê-la e defendê-la das grandes pressões externas.”

“Que a família brasileira seja respeitada como espaço privilegiado para a existência e a convivência humana”, deseja o arcebispo do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Igreja no Brasil promove semana da família

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BRASÍLIA, segunda-feira, 10 de agosto de 2009 (ZENIT.org).

- A Igreja no Brasil celebra desde ontem a Semana Nacional da Família. Esta edição do evento tem como tema “Família, Igreja Doméstica, Caminho para o Discipulado”.Segundo informa a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a Semana acontece desde 1992 e o seu objetivo é defender e promover a família. Durante esta semana, as paróquias e comunidades de todo o país se engajam no evento por meio de palestras, orações, discussões e passeatas.Segundo o assessor da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, padre Luís Antônio Bento, os sete dias de evento vão destacar os valores da família para a sociedade e “salientar a sua importância, que, talvez mais que outras instituições, tem sido posta em questão pelas amplas, profundas e rápidas transformações da sociedade e da cultura”.Para auxiliar as comunidades e paróquias que participarão da Semana Nacional da Família, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar lançaram o subsídio “Hora da Família”. A obra, que já está em sua 13ª edição, com uma tiragem de 190 mil exemplares, apresenta reflexões sobre temas familiares e traz sugestões de celebrações e reflexões sobre o Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia do Catequista, Dia do Nascituro.

domingo, 9 de agosto de 2009