"Poderíamos aqui meditar sobre como seria saudável também para a nossa sociedade atual se num dia as famílias permanecessem juntas, tornassem o lar como casa e como realização da comunhão no repouso de Deus" (Papa Bento XVI, Citação do livro Jesus de Nazaré, Trad. José Jacinto Ferreira de Farias, SCJ, São Paulo: Ed. Planeta, 2007, p. 106)
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A família no plano de Deus: Natureza da Família


A família no plano de Deus: Natureza da Família

"A comunidade conjugal assenta sobre o consentimento dos esposos. O matrimónio e a família estão ordenados para o bem dos esposos e para a procriação e educação dos filhos. O amor dos esposos e a geração dos filhos estabelecem, entre os membros duma mesma família, relações pessoais e responsabilidades primordiais.
Um homem e uma mulher, unidos em matrimónio, formam com os seus filhos uma família. Esta disposição precede todo e qualquer reconhecimento por parte da autoridade pública e impõe-se a ela. Deverá ser considerada como a referência normal, em função da qual serão apreciadas as diversas formas de parentesco.
Ao criar o homem e a mulher, Deus instituiu a família humana e dotou-a da sua constituição fundamental. Os seus membros são pessoas iguais em dignidade. Para o bem comum dos seus membros e da sociedade, a família implica uma diversidade de responsabilidades, de direitos de deveres.

A FAMÍLIA CRISTÃ

«A família cristã constitui uma revelação e uma realização específica da comunhão eclesial; por esse motivo..., há-de ser designada como uma igreja doméstica». Ela é uma comunidade de fé, de esperança e de caridade: reveste-se duma importância singular na Igreja, como transparece do Novo Testamento.
A família cristã é uma comunhão de pessoas, vestígio e imagem da comunhão do Pai e do Filho, no Espírito Santo. A sua actividade procriadora e educativa é o reflexo da obra criadora do Pai. É chamada a partilhar da oração e do sacrifício de Cristo. A oração quotidiana e a leitura da Palavra de Deus fortalecem nela a caridade. A família cristã é evangelizadora e missionária.
As relações no seio da família comportam uma afinidade de sentimentos, de afectos e de interesses, que provêm sobretudo do mútuo respeito das pessoas. A família é uma comunidade privilegiada, chamada a realizar a comunhão das almas, o comum acordo dos esposos e a dili­gente cooperação dos pais na educação dos filhos."

Fonte: Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 2201 a 2206.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

"Eu vos uno" (Frei Jacques de Jesus)


"Eu vos uno em nome do Pai. No mistério da vida íntima de Deus, o Pai designa a pessoa divina que engendra. Convém, portanto, pedir a bênção do Pai, fonte de toda vida, sobre vós, que ides receber a faculdade de dar a vida. “Dar a vida não é, para um pobre ser humano, uma grande honra e também uma grande felicidade? Quanto, pois, suplico ao Pai fazer-vos compreender e apreciar a felicidade delicada e profunda que tereis de ser doadores de vida! (...)


Eu vos uno em nome do Filho. O Filho é o Verbo que se encarnou, o qual, tornado Cristo, caminhou em nossos caminhos, comeu nosso pão, dormiu nosso sono, mas também chorou nossas lágrimas. Para as horas em que vos visitar a dor, sob formas imprevisíveis, de toda minha alma quero rogar ao Filho – o Filho que sofreu nossos sofrimentos – que vos abençoe, para que, nas horas de provação, continueis a crer sempre na felicidade da vida e para que vos seja uma força e um consolo a doçura excelente de vosso amor mútuo. (...)


Eu vos uno, enfim, em nome do Espírito Santo. Como é necessário que vos abençoe o Espírito Santo, para derramar sobre vós alguma coisa de seu imenso amor, pois o lar que vós fundais, nascido do amor, não poderá durar se não está banhado em uma atmosfera de amor. Em Deus, o Espírito Santo é um sopro infinito de amor que une o Pai ao Filho. Ah, sim, como é necessário que o Espírito Santo vos abençoe abundantemente, para que vosso amor seja o amor duradouro criado por Deus."

Autor: Frei Jacques de Jesus, OCD, Servo de Deus -
Homilia proferida durante um casamento.


ENAMORADOS



"Eles se chamam de namorados.
Enamoram-se um do outro.
Tomaram-se de amores e no amor é que eles moram.
Alguma coisa mais forte que os dois tomou conta deles; quando perceberam que o que sentiam
era mais profundo do que uma bonita amizade.

Era um desejo de se conhecer mais e mais,
de sonhar e caminhar juntos e descobrir,
juntos, o quase infinito de cada um.
Agora, não se imaginam um sem o outro.
Nenhuma graça tem graça sem a graça dela.
Nenhuma graça tem graça sem a graça dele.
Precisam falar de pequenas coisas, muitas e muitas vezes; precisam saber detalhes; tudo é bonito e tudo interessa;
tudo é importante;
para eles todo o tempo do mundo é pouco.
E a eternidade só existe quando estão longe,
e quando não se falam nem se encontram.

Que bom que os namorados existem!
Louvado sejas, porque eles ainda sonham com amores perfeitos.
Sem eles, que chances teria o futuro?
Por isso toma-os no colo. Aos dois!
Vão precisar do infinito para que seu amor não pereça
mas, por enquanto, é de amor que eles vivem.

É o amor que os mudou. É o amor que os motiva.
Que cheguem aonde chega todo amor sereno!
Que se plenifiquem !
E um e outro encontrem o perdão e a paz de quem ama
e sabe porque ama!

Bom dia, Deus.
No dia de hoje ,
um beijo infinito como o teu em cada casal enamorado."

Autor: Padre Zezinho, SCJ
Fonte: http://www.padrezezinhoscj.com


Oração de Santa Teresinha a seu Pai

Em um dia 22 de agosto, que atualmente é memória litúrgica de Nossa Senhora Rainha, nascia o Bem-Aventurado Luíz José A. Estanislau Martin, que casou-se com a Bem-Aventurada Zélia Guérin e, juntos, foram pais de nove filhos, entre os quais, Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face.

Depois da passagem de seus queridos pais, Santa Teresinha escreveu um poema que aparece no volume de suas obras completas com o título de "ORAÇÃO DA FILHA DE UM SANTO". Partilhamos trechos desta oração, recordando carinhosamente o aniversário do Beato Luíz, patriarca desta santa família, e convidando-lhe a rezar pelos pais falecidos.

"Recorda-te de que outrora na terra

Tua felicidade era sempre nos amar.

De tuas filhas escuta agora a prece,

Protege-nos, digna-te ainda nos abençoar.

Encontraste, no céu, nossa Mãe querida

Que já te precedera na Pátria eterna:

Agora nos Céus

Reinai os dois.

Velai por nós!

Recorda-te!...

Tuas filhas, agora, em orações tão puras,

Agradecem a cruz das tuas amarguras!...

Em tua fronte sem véu

Hoje brilham, no céu,

Nove lírios em flor!"

(Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face, citada no livro de Frei Patrício, ocd, "Um casal especial: os pais de Santa Teresinha", Ed. Canção Nova, São Paulo, 2010).

JM+JT

Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!



http://comsantateresa.org.br/

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Uma Serva de Deus que converteu o marido


Uma mulher extraordinária: Pauline–Elisabeth Leseur (1866-1914)

"Pauline-Elisabeth nasceu em Paris aos 16/10/1866; recebeu da família uma sólida educação cristã e valioso patrimônio cultural, que utilizou durante toda a vida na qualidade de escritora. Casou-se com Félix Leseur, materialista e colaborador de jornais anticlericais, que tudo fez para extinguir a fé da esposa; coagiu-a a ler obras de autores racionalistas, como “Les Origines du Christianisme” e “La Vie de Jésus” de Ernest Renan.

Elisabeth, porém, percebeu a fragilidade das hipóteses de Renan e quis controlar a validade dos seus argumentos, dedicando-se intensamente ao estudo da Religião, do Evangelho e de S. Tomás de Aquino. Este aprofundamento só contribuiu para tornar mais convicta a sua vida cristã, levando-a a exercer o apostolado entre os intelectuais e incrédulos, como também a praticar obras de caridade. Muito se empenhou pela conversão de seu marido, sem o conseguir, até o momento de sua morte ocorrida em Paris aos 03/05/1914.

Tendo perdido a esposa, o viúvo descobriu o Diário deixado por ela: “Journal et Pensées pour chaque jour” (Jornal e Pensamentos para cada dia). A leitura destas notas impressionou Félix Leseur, que resolveu mudar de vida; uma vez convertido, fez-se frade dominicano e tornou-se grande propagandista das obras de sua esposa: além do journal… publicado em Paris (1917), editou “Lettres sur la Souffrance” (Cartas a respeito do Sofrimento), Paris 1918; “La Vie Spirituelle” (A Vida Espiritual) Paris 1918; “Lettres à des Incroyants” (Cartas e Incrédulos) Paris 1922.

Eis outro grande vulto feminino, que atesta quanto pode ser forte a mulher fiel a Deus e ao seu compromisso conjugal. Elisabeth deixou escrita famosa sentença, que revela o segredo do seu êxito apostólico: “Uma alma que se eleva, eleva o mundo inteiro” (2). Elevando-se em Deus no silêncio, na paciência e ano amor perseverante, ela conseguiu elevar seu marido e, com ele, muitos e muitos irmãos, pois na comunhão dos Santos o cristão se torna espiritualmente fecundo, sem mesmo poder avaliar o alcance de sua vida fiel e tenaz (Deus, porém, o vê).

Sem dúvida, seria possível arrolar muitas outras Elisabetta e Elisabeth, cuja história heróica e fecunda só Deus conhece. Possam as mulheres cristãs de nossos dias reconfortar-se com tais testemunhos e crer sempre mais no elevado preço da vida fiel a Deus e a Cristo na Santa Igreja!"

Notas: (1) Nas Ordens Religiosas medievais, a Ordem Primeira è a dos frades; a Ordem Segunda é a das freiras, e a Ordem Terceira é a dos leigos e leigas, que, vivendo da espiritualidade respectiva, permanecem no mundo.


(2) Esta frase mereceu ser citada pelo S. Padre João Paulo II na sua Exortação Apostólica sobre Reconciliação e Penitência nº. 16: “Reconhecer… uma solidariedade humana tão misteriosa e imperceptível quanto real e concreta… uma faceta daquela solidariedade que, a nível religioso, se desenvolve no profundo e magnífico mistério da Comunhão dos Santos, graças à qual se pode dizer que “cada alma que se eleva, eleva o mundo”.

Autor: Dom Estevão Bettencourt. Publicado pelo Prof. Felipe Aquino em http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2008/12/18/

sábado, 7 de agosto de 2010

PAI, PRECISAMOS DE TI


"A presença do pai em casa é indispensável. Não basta fazer exigências aos nossos pais, precisamos ajudá-los na sua missão. Aos pais, nossa gratidão, admiração, compreensão, perdão e oração. Ser pai não é apenas ter capacidade de reprodução, mas capacidade de amizade, de comunicação, de relacionamento humano. O pai é um herói, um ponto de referência, um esteio, um indicador de rotas e rumos.

Os pais representam, em casa e na sociedade, o rosto de Deus-Pai. Assim, os pais são con-criadores de Deus, têm iniciativas, responsabilidades e, principalmente, conferem identidade e segurança aos filhos e à família. Não é fácil ser pai, mas é empolgante. Sem o pai, somo inseguros, indefinidos, tímidos, indecisos, confusos. Pai, nós precisamos de ti.

O que mais os filhos esperam do pai é que ele ame, respeite e cuide da mãe. Quando o marido ama a esposa, os filhos se sentem bem. Daí a necessidade da presença, do colo e dos joelhos do pai. Pai carinhoso, filho maravilhoso. Pai religioso, filho realizado. Pai presente, filho obediente e feliz. Pai ausente, filho carente. Pai fraco, filho efeminado. Pai profissional, filho consumista.

Os pais deixaram de ser autoritários e passaram a ser permissivos. O certo é ser pai participativo, pai amigo, pai carinhoso e seguro. O pai precisa ensinar valores e limites, para que os filhos não sejam prepotentes e depois delinqüentes. Nossos filhos precisam também de afeto, de religião e de disciplina. O amor é exigente. O pai não pode ser escravo do trabalho, do dinheiro, da empresa. Terá sucesso econômico e fracasso familiar. Assim, não vale a pena tanto esforço, tanto desgaste e sofrimento.

É bonito e saudável os pais e filhos participarem da missa dominical ou do culto de sua religião. Religião não é só para as mães, as avós e as crianças. Como é saudável o pai rezar pelos filhos desde a concepção e depois rezar com eles em família.

Dizem os psicólogos que excesso de liberdade, excesso de dinheiro, excesso de tudo prejudica e estraga os filhos. Nada de super proteção. O pai não vai perder o amor dos filhos ao transmitir-lhe firmeza, orientação e disciplina. Dar às crianças tudo o que pedem não é um ato de amor. Nossos filhos precisam ouvir várias vezes “não”, duma vez que este “não” seja portador do bem, da verdade, do amor. Ouvir este “não”, não frustra as crianças.

O pai ensina muito pelo exemplo e convence pela alegria de ser pai. A criança aprende imitando. Os pais são seus deuses até certa idade. A família é a primeira escola. Os filhos esperam que os pais coloquem em prática o que dizem, sejam coerentes, não mintam. Ainda mais, desejam que os pais não briguem na frente deles e que saibam fazer as pazes, perdoar e compreender e saibam também dar afeto para todos em casa, sem excluir ninguém. Um pai forte e amigo, ao lado de uma mãe equilibrada, formará uma família sadia.

Os pais também precisam de carinho, apreço e reconhecimento dos filhos. O jeito, o comportamento, as atitudes dos filhos afetam os pais. Hoje, os filhos ajudam os pais e estes aprendem com os filhos. Um pai fascinante terá filhos seguros, saudáveis que desejam ser parecidos com o pai e querem ser dignos desse pai. Tais filhos podem dizer: eu e o pai somos um."

Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Londrina

Presidente da Comissão Episcopal da CNBB "Vida e familia"

Ação de Graças pelo Dia dos Pais


"A alegria amorosa com que os nossos pais nos acolheram e acompanharam nos primeiros passos neste mundo é como um sinal e prolongamento sacramental do amor benevolente de Deus, do qual procedemos.


A experiência de sermos acolhidos e amados por Deus e pelos nossos pais é a base sólida que favorece sempre o crescimento e desenvolvimento autênticos do homem, que tanto nos ajuda a amadurecer no caminho para a verdade e para o amor, e a sairmos de nós mesmos para entrarmos na comunhão com o próximo e com Deus."


(Sua Santidade, Papa Bento XVI, HOMILIA DO SANTO PADRE NA CONCELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA POR OCASIÃO DO ENCERRAMENTO DO V ENCONTRO MUNDIAL DAS FAMÍLIAS, Valência, Espanha, Domingo, 9 de Julho de 2006).

segunda-feira, 26 de julho de 2010

"Tenho quatro filhas e a minha maior alegria seria vê-las todas consagradas a Deus".


IR. MARIA DOS ANJOS
1905 -1936
FAMíLIA: VIVEIRO DE SANTOS

Às FAMíLIAS, raiz e célula da sociedade, dá a Ir. Maria dos Anjos de S. José a visão do que seria o mundo, se todas as famílias fossem, como a sua, norteadas por princípios cristãos. Nasceu em Getafe, Madrid, numa casa de dez filhos, em que o pai afirma­va: "Tenho quatro filhas e a minha maior alegria, neste mundo, seria vê-las todas consagradas a Deus".

Assim sucedeu, embora ao separar-se da última filha e futura mártir, renunciasse à que era o encanto e amparo de sua viuvez. Desde de pequenina, a Ir. Maria dos Anjos mostrou-se invulgarmente mansa e alegre; se nunca chorar; cheia de amor a Jesus Eucaristia, a Nossa Senhora e aos pobres. As amigas diziam: "Se vivermos muito, ainda veremos nos altares".

No Carmelo, foi como uma violeta que tudo perfuma, sem dar nas vistas, Como Santa Terezinha --- a estrela da sua vocação ---, quis ser missionária pelo amor e pelo sacrifício. Com uma caridade alegre e humilde, estava sempre ao dispor, sem nunca dizer que não, ainda que fosse a custa dos maiores sacrifícios. Mas sabia ser firme e fiel até ao heroísmo, quando o dever impunha.

Bem-aventurada Maria dos Anjos, rogai pelos casais carmelitas!

sábado, 24 de julho de 2010

Santa Brígida é exemplo na formação de uma família cristã!


A carmelita descalça Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) foi proclamada co-padroeira da Europa juntamente com Santa Brígida, a qual, por sua vez, é um exemplo de vida especialmente válido para quem te a vocação de formar uma família cristã, como os nossos casais carmelitas:

"Indicando Santa Brígida como co-Padroeira da Europa, desejo torná-la conhecida não só aos que receberam a vocação de uma vida de especial consagração, mas também aos que são chamados às naturais ocupações da vida laical no mundo e, sobretudo, à exímia e exigente vocação de formar uma família cristã.

Sem se deixar influenciar pelas condições de bem-estar do seu meio aristocrático, ela viveu com o marido Ulf uma experiência conjugal, onde o amor esponsal se uniu à oração intensa, ao estudo da Sagrada Escritura, à mortificação e à caridade. Juntos fundaram um pequeno hospital, onde frequentemente cuidavam dos enfermos. Brígida tinha também o hábito de servir pessoalmente os pobres.


Ao mesmo tempo, era apreciada pelas suas qualidades pedagógicas, que teve ocasião de pôr em prática no período em
que lhe foi pedido que servisse na Corte de Estocolmo. Desta experiência amadureceram os conselhos que, em diversas ocasiões, veio a dar aos príncipes e soberanos, para desempenharem correctamente as suas funções. Mas os primeiros a beneficiar de tudo isto foram certamente os seus filhos, e não é por acaso que uma das suas filhas, Catarina, é venerada como santa...

Depois da morte do esposo, ouviu a voz de Cristo que lhe confiou nova missão, guiando-a passo a passo com uma série de graças místicas extraordinárias... Com a força que é o eco dos antigos grandes profetas, ela falava com segurança a príncipes e pontífices, revelando os desígnios de Deus acerca dos acontecimentos históricos. Não poupou severas advertências, nem mesmo em matéria da reforma moral do povo cristão e do próprio clero..." (Servo de Deus, Papa João Paulo II, Carta apostólica Spes Aedificandi).

Santa Brígida, rogai pelos casais carmelitas!

sábado, 26 de junho de 2010

A importância da família

O relato de São João sobre as Bodas de Caná (cap. 2,1-11) mostra claramente como Jesus valoriza a família. Foi o Seu primeiro milagre, abençoando com Sua presença os noivos, que pretendiam iniciar uma nova família. Ele quis iniciar o anúncio do Reino em um casamento, mostrando que a família é importante para Ele.

A família é a base, o esteio, o sustento de uma sociedade mais justa. Ao longo da história da humanidade, assistimos à destruição de nações grandiosas por causa da dissolução dos costumes, a qual foi motivada pela desvalorização da família.

No nosso mundo de hoje, depois que ficou liberado o divórcio indiscriminadamente, a família ficou ameaçada em sua estrutura e é por isso que vemos, através dos meios de comunicação e até na comunidade em que vivemos, cenas terríveis. Filhos drogados matam ou mandam matar os pais, pais matam filhos por motivos fúteis, mães se desfazem de seus bebês, quando não cometem o crime hediondo do aborto quando a criança não tem como se defender. Há problemas seriíssimos. Quando os pais se separam alguma coisa se parte no íntimo dos filhos. Eles não sabem se é melhor ficar com o pai ou com a mãe. No fundo, eles gostariam de ficar com os dois. Em paz e harmonia, é claro.

O amor está sendo retirado do coração dos homens e das mulheres. E, em consequência disso, a família está perdendo a sua unidade e a sua dignidade. Isso acarreta a dissolução dos costumes. A família decai e a sociedade decai. Precisamos compreender e nos lembrar sempre de que Deus nos deu uma família a fim de que, num âmbito menor, nós pudéssemos aprender a amar todos os nossos semelhantes.

O desenvolvimento tecnológico tem seus pontos benéficos. Facilitou a vida das pessoas. Mas facilitou de tal modo que a humanidade ficou mal-acostumada. Só quer o que é fácil. Não se interessa pelo que exige esforço, luta. No entanto, o que conquistamos com esforço tem um sabor muito melhor. Parece que nos esquecemos disso.

Na passagem das Bodas de Caná, Jesus transformou a água em vinho, em bom vinho. Ele poderia ter tirado o vinho do nada, mas Ele quis a participação humana. Por isso, mandou que enchessem as talhas de água. Hoje também o Senhor quer que nós enchamos a "talha de nossa vida", a nossa existência, de "água" que Ele transformará no melhor "vinho".

Que é que isso quer dizer? Quer dizer que precisamos colocar amor em nossa vida, em nossa família, para que Ele transforme esse amor humano em amor divino, o mesmo amor que une as pessoas da Santíssima Trindade e que é tão grande e tão repleto de felicidade, que extravasa, explode e quer ser espalhado entre nós. E é por meio dele que encontraremos a plenitude da felicidade.

Não é fácil cultivar o amor às vezes, é até difícil. Mas o difícil, quando conquistado tem um valor inestimável. Temos prova disso. Em uma competição esportiva, por exemplo, o vencedor fica mais satisfeito quando enfrenta adversários mais difíceis.

Viver em família, viver em união dentro da família não é fácil. Mas fácil não é sinônimo de bom. Talvez seja até o contrário.

A família precisa de amor para ser bem estruturada. A sociedade precisa das famílias para realizar a justiça e a paz porque a sociedade é uma família amplificada.

Falta o "vinho" para as nossas famílias. Esse "vinho" é o amor. É preciso que cada membro da família se esforce. Que os pais assumam verdadeiramente o seu papel. Apesar de ser bem árdua a tarefa dos genitores no mundo de hoje, não se pode desanimar. É necessária e urgente a ação paterna. O jovem é, por natureza, rebelde, quer ser independente. Desperta para o mundo e seus problemas e questiona tudo. Mas os pais precisam participar de sua vida, de uma maneira ou de outra, porque, mesmo errando algumas vezes, ainda assim, estes [os pais] têm capacidade de orientar e ajudar os filhos. Não podemos deixar tudo por conta dos companheiros, da escola, da sociedade ou de sua própria solidão.

Os pais devem fazer o acompanhamento dos filhos, procurar saber o que está acontecendo com eles, tentar ajudá-los de várias maneiras: com orientações, com atitudes exemplares, com o diálogo, com orações. Sempre. Tanto em casa, como na escola, na vida religiosa e social, nos namoros, entre outros.

Muitas vezes, os pais se sentem impotentes. Muitas vezes, achamos que já fizemos tudo e que nada conseguimos. Entretanto, esforçando-nos ao máximo, dando o melhor de nós por uma família mais feliz, estaremos enchendo de "água" a nossa "talha". E a Santíssima Virgem Maria já estará falando com o Filho: "Eles não têm vinho". E Jesus virá nos transformar, transformar a nossa "água" em "bom vinho", transformar a nossa dificuldade em vitória.


Autor: Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora(MG)

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11905

terça-feira, 22 de junho de 2010

A santidade da família no coração da Igreja

“O Bom Deus deu-me um pai e uma mãe mais dignos do céu que da terra” (Sta. Teresinha do Menino Jesus)


Em 2008 foram beatificados, em Lisieux, os pais de Santa Teresinha.

Luis Martin nasceu em Bourdeaux, França, em 22 de agosto de 1828. Aos 19 anos começa a aprender o ofício que por longo tempo exercerá, o de relojoeiro. Meditativo, decidido e organizado, Luis carrega o sonho de ser monge. Ao ser solicitada sua admissão, pedem-lhe que antes complete seus estudos. Depois de um ano e meio abandona os estudos e
dedica-se totalmente à relojoaria, onde seus negócios prosperam. Aos 34 anos conhece Zélia Guérin com quem se casa, aos 13 de julho de 1858.

Zélia Guérin nasceu em Gandelain, França, em 23 de dezembro de 1831. Recebe em seu lar uma educação rigorosa, mas em seu coração transparente sobressai um espírito ativo, profundamente cristão, abnegada e caridosa para com os necessitados. Pede admissão entre as Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. A superiora reconhece sua falta de vocação. Às vésperas de seus vinte anos faz uma novena à Virgem Imaculada para que a ilumine sobre a profissão a escolher. Sente profunda inspiração de iniciar um negócio com rendas. Assim inicia o Ponto de Alençon. Perto de seus 25 anos o desejo de casar-se cresce. E na ponte São Leonardo, ao passar pelo distinto jovem Luis, o coração de Zélia pressente, será ele.

A vida em família

Zélia e Luis Martin casam-se como era costume, à meia-noite, na Igreja de Nossa Senhora em Alençon. Luis tem 35 anos, Zélia 25 anos de idade. Diante de Deus dão um sim recíproco de fidelidade. Passaram quase dez meses vivendo em continência perfeita. Ao conversarem com um sacerdote, este os convence a terem muitos filhos para os consagrarem
a Deus. Terão nove filhos, dos quais cinco chegaram a consagrar-se a Deus na vida religiosa e quatro partem para o céu ainda pequenos.

Mais tarde escreverá Zélia a sua filha Paulina:

“Teu pai tinha gostos semelhantes aos meus, nossos sentimentos eram em uníssono, ele sempre foi um consolo e apoio para mim. E, quando foram chegando nossos filhos, vivíamos mais para eles, eram nossa felicidade e não nos encontrávamos em nós, mas, neles. Por isso desejava ter muitos para os encaminhar ao céu”.

Amor maduro e cristão, fonte de vida e felicidade, assim poderíamos descrever o relacionamento desses esposos Bem-Aventurados. Sobressaía uma amizade, respeito e carinho desejáveis a todos os casais. Escreve o Sr. Luis Martin à sua esposa:
“Só poderei chegar segunda-feira, tarda-me estar ao seu lado. Não se canse demais, recomendo-lhe calma e moderação, espero em Deus chegaremos a construir uma boa casinha. Tive a felicidade de comungar em Nossa Senhora das Vitórias, que é como um paraíso terrestre. Acendi uma vela toda a família. Abraço de coração a todas, esperando a alegria de estarmos reunidos. Seu marido e verdadeiro amigo, que a ama por toda a vida”.


Modelos de vida cristã

Luis e Zélia Martin participavam da Eucaristia todos os dias, comungavam com a freqüência possível em seu tempo, jejuavam possível em seu tempo, jejuavam e rezavam em família. Luis era exemplo de santificação do Domingo, não abria sua relojoaria em hipótese alguma, neste dia e nos dias de preceito. “Deus em tudo, Deus acima de tudo”, era seu lema. Tinha uma corajosa caridade com o próximo, sempre pronto a ajudar quando ouvia a sirene dos bombeiros, afogamentos, contendas e feridos. Assíduo na adoração noturna ao SS. Sacramento, ambos eram muito generosos na ajuda aos necessitados, mesmo à custa de sua própria tranqüilidade. Assim educavam as filhas a serem generosas de
modo especial com as obras missionárias da Igreja.

Desejavam que suas filhas se consagrassem a Deus, mas nunca lhes sugeriam isso, acolhendo com alegria generosa a entrada de cada uma das quatro para o Carmelo, a última sendo Teresinha, e de Leônia para a Congregação da Visitação. As filhas sempre tinham o testemunho de amor entre seus pais, de oração, de amor à Igreja, especialmente aos
sacerdotes, e de generoso serviço ao próximo, de mortificação, modéstia e fidelidade.

Acolhamos este testemunho de santidade em família, composto por pequenas ações, mas grandeza de alma, envolvendo tudo no amor com espírito de fé.


Bem-aventurados Luís e Zélia, intercedam pelos casais carmelitas, para que sejam abundantemente abençoados na realização da vontade de Deus em suas vocações!

domingo, 30 de maio de 2010

O coração é o nosso orgão mais vital

"Olá família amada!!! Que a paz e a graça de nosso SenhorJesus Cristo esteja com cada um de vocês!

Estou aqui "inspiradíssimo". Acabei de assistir uma pregação do Pe Léo: "Matrimônio e o regime de pecado". Preciso nem dizer que é fantástica não é? E hoje vou tentar ser ousado, vou pegar o gancho do Pe Léo aqui, e tentar falar hoje para os casais. Para os casados e para os que estão namorando ou noivos.

Pe Léo em vários momentos dessa pregação falou que quando algum câncer afeta algum de nossos órgãos, nós amputamos esses órgãos e conseguimos a cura. Por exemplo: se o câncer está no dedo, cortamos o dedo e nos curamos. Se está numa perna, amputamos parte da perna e nos curamos.

Mas, se o câncer afeta um "órgão vital", aí a cura se torna muito mais difícil e por vezes não a alcançamos. E ele ressalta que os órgãos vitais de um casal, casados na Igreja, são os órgãos genitais, pois é através deles em que eles reproduzem Deus.

Ele ainda diz que nós seres humanos somos diferentes dos animais, pois eles reproduzem suas espécies, e nós não. Nós reproduzimos Deus! Tomando com base essas sábias e ungidas palavras. Eu fiquei a pensar, e tenho a ousadia de afirmar que o coração de cada parceiro do casal é tão vital como os genitais, senão for mais vital ainda.

O nosso coração é o órgão mais vital. Qualquer enfermidade sobre ele, nos leva a perecer. Pe Léo nos diz que um casal tem a escolha de reproduzir Deus ou o encardido. Sempre será um ou outro, não existe neutralidade aqui.

E ainda diz que muitas vezes o casal não consegue comunhão, não é por causa de incompatibilidade de gênios ou qualquer outra coisa, mas sim por causa do "pecado". Mas ressalta que "Jesus tirou O pecado do mundo", "Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo".

Vamos aprofundar isso. Somos seres muito limitados. Mas Deus colocou um potencial de amor infinito em nossos corações. E porque de fato não conseguimos amar com toda a plenitude? Porque simplesmente ao longo de nossas vidas nós carregamos nossos pecados, carregamos um coração ferido e machucado.

É a pura verdade, o nosso coração ferido nos faz perder a liberdade. A liberdade em amar, em ser sincero, em não ter medo de sermos nós mesmos, passamos a viver mascarados. Como ele "é um sacrário inviolável", o encardido aos poucos vai criando uma casca ao redor dele, o Pe Léo trabalha isso muito bem na pregação, "Quebre a casca do seu coração".

Com o coração retrancado dentro de uma casca, perdemos a espontaneidade. Por isso muitos casais hoje não conseguem vivenciar a plenitude do sacramento do Matrimônio. Que já inicia no namoro como os joguinhos de se fazer difícil, de não dar o carinho e amor que lá no fundo de fato nós queríamos dar e não damos muitas vezes para mostrar que nós somos mais fortes, superiores.

Erro fatal, o maior poder que nós temos é o de amar. É o de ser livre. Vemos hoje muitas mulheres pegando no pé dos maridos por causa do futebol de fim de semana. Muito homens impedindo as mulheres de reverem suas amigas e até mesmo a família. Esse jogos massacram o coração do outro, é uma ofensa lenta e gradativa.

Aos poucos o deixamos de reproduzir o céu para o outro. Passamos a reproduzir o inferno. Com isso o casal perde um dos maiores dons que Deus lhes deu: Se unir numa só carne! Tudo se altera a partir daí. Até o sexo santo e puro, deixa toda sua pureza e passa a ser um sexo encardido, um sexo pornógrafico. O corpo que é um sacrário, passa a ser apenas um objeto de prazer.

Portanto, essa reflexão é muito importante. Precisamos diagnosticar quais são as áreas de nossas vidas que estão "doentes" ou melhor "enfermas". Muitos casais estão "enfermos" e não sabem, até se respeitam, se tratam bem, mas lá no fundo do seus corações, há mágoas, ressentimentos não trabalhados, não dialogados com sinceridade, e o triste é que eles nem sabem que estão ressentidos.

O casal precisa trabalhar o diálogo sincero, franco, não para machucar e jogar na cara do outro: Você me machucou, você me feriu! Mas precisa aprender a dialogar, para trabalhar as mágoas, os ressentimentos, juntos fazerem uma reciclagem do lixo emocional, sentimental e transformarem tudo isso em oração.

O casal que não reza junto, que não reza um pelo outro, que não reza um com o outro, não é um casal. Precisam e devem rezar pela cura do coração um do outro, precisam aprender a rezar pela cura dos traumas do outro, traumas da infância, de quem muitas vezes foi rejeitado pelos pais, pelos amigos, rejeitado muitos vezes até na gestação, ou foi gerado por acidente, gerado de forma errada encardida.

Precisam rezar pelo perdão mútuo, aprenderem a pedir perdão um ao outro, pedir perdão não é pedir desculpa, é abrir o coração de forma sincera, desejar o perdão, desejar perdoar, é olhar para o companheiro, para a companheira inaugurando-o em cada momento.

Quando as mágoas forem muitas, vão curando aos poucos, quando as palavras não são palavras de quem quer a cura, de quem não sabe pedir o perdão, de quem não sabe por onde começar ou o que fazer, DÊ UM ABRAÇO! Mas não é um abraço qualquer. Pe Léo diz que é no abraço que sentimos a alma do outro.

É um abraço de reconciliação, de perdão, de amor, de alguém que quer amar e não está conseguindo. De alguém que estava amando de forma estragada, mas quer consertar isso, quer curar. Abraço de alguém que já foi muito machucado, machucada, mas quer começar uma nova história.

O coração é o órgão mais vital, então juntos, reflitam sobre como está o coração de um de vocês. Onde está a mágoa, a enfermidade, o ressentimento? Partilhem isso, usem da graça que é ser um casal unido pela bênção de Deus. Vocês são canais do amor de Deus, não deixem essa graça passar.

O amor é a força mais potente que já se conheceu. O amor é capaz de curar a pior mágoa, o pior ressentimento, a pior ofensa. Mas o amor sem a oração sincera, sem a intimidade com Deus, não é amor, contêm fragmentos do amor, mas não é amor. O amor que é alicercado em Deus, esse sim é capaz de coisas inimagináveis.

Portanto, meus irmãos fica essa reflexão para todos os casais que desejam ter um relacionamento em Cristo Jesus. A todos nós que não somos casados fica a missão de rezarmos por esse casais, para que eles sejam casais a luz do amor da Trindade Santa, sejam reflexos do amor de Deus, sejam reflexos da comunhão da Trindade.

Um imenso abraço, um abraço verdadeiro, repleto do meu carinho e minhas orações pelos casais... "

Jonathan Melo (27.05.2010)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O Apostolado da Família segundo o Concílio Vaticano II


"O criador de todas as coisas constituiu o vínculo conjugal princípio e fundamento da sociedade humana e fê-lo, por sua graça, sacramento grande em Cristo e na Igreja (cf. Ef. 5, 32). Por isso, o apostolado conjugal e familiar tem singular importância tanto para a Igreja como para a sociedade civil.

Os esposos cristãos são cooperadores da graça e testemunhas da fé um para com o outro, para com os filhos e demais familiares. Eles são os primeiros que anunciam aos filhos a fé e os educam. Formam-nos, pela palavra e pelo exemplo, para a vida cristã e apostólica. Ajudam-nos com prudência a escolher a sua vocação e fomentam com todo o cuidado a vocação de consagração porventura neles descoberta.

Foi sempre dever dos esposos e hoje é a maior incumbência do seu apostolado: manifestar e demonstrar, pela sua vida, a indissolubilidade e a santidade do vínculo matrimonial; afirmar vigorosamente o direito e o dever próprio dos pais e tutores de educar cristãmente os filhos; defender a dignidade e legítima autonomia da família. Cooperem, pois, eles e os outros cristãos, com os homens de boa vontade para que estes direitos sejam integralmente assegurados na legislação civil. No governo da sociedade, tenham-se em conta as necessidades familiares quanto à habitação, educação dos filhos, condições de trabalho, seguros sociais e impostos. Ao regulamentar a migração salve-se sempre a convivência doméstica.

Foi a própria família que recebeu de Deus a missão de ser a primeira célula vital da sociedade. Cumprirá essa missão se se mostrar, pela piedade mútua dos seus membros e pela oração feita a Deus em comum, como que o santuário doméstico da Igreja; se toda a família se inserir no culto litúrgico da Igreja e, finalmente, se a família exercer uma hospitalidade actuante e promover a justiça e outras boas obras em serviço de todos os irmãos quê sofrem necessidade.

Podem enumerar-se, entre as várias obras de apostolado familiar, as seguintes: adoptar por filhos crianças abandonadas, receber com benevolência estrangeiros, coadjuvar no regime das escolas, auxiliar os adolescentes com conselhos e meios materiais, ajudar os noivos a prepararem-se melhor para o matrimónio, colaborar na catequese, auxiliar os esposos e as famílias que se encontram em crise material ou moral, proporcionar aos velhos não só o necessário, mas também fazê-los participar, com equidade, dos frutos do progresso económico.

As famílias cristãs, pela coerência de toda a sua vida com o Evangelho e pelo exemplo que mostram do matrimónio cristão, oferecem ao mundo um preciosíssimo testemunho de Cristo, sempre e em toda a parte, mas sobretudo naquelas regiões em que se lançam as primeiras sementes do Evangelho ou em que a Igreja está nos começos ou atravessa alguma crise grave.

Pode ser oportuno que as famílias se, unam em certas associações para mais fàcilmente poderem atingir os fins do seu apostolado" ( Decreto sobre o Apostolado dos Leigos / Concílio Vaticano II).

segunda-feira, 10 de maio de 2010

"Família Restaurada" (Padre Léo)


"Nesta Pregação, Padre Léo, fala o porquê de muitas Famílias não serem tão fortes como deveriam ser, por que a grande maioria dos casais, só se preocupa somente consigo mesmo, e buscam somente o interesse individual de cada um, pois esqueceram que casando, foram chamados a viver uma profunda intimidade entre si, onde já não pode prevalecer o eu, mas deve prevalecer o nós.

Mesmo no pecado ainda parecemos com Jesus cristo. A primeira raiva do encardido é que somos Imagem e semelhança de Deus.

O verbo honrar é um verbo que só pode ser usado para Deus. Na tentação de Jesus, o demônio fala para Jesus: "se você se prostrar e me adorar, eu te darei tudo". A Bíblia eqüivale a família à divindade.

A meta da nova era é destruir a Família. A nova era prega o ser humano no sucesso total. Por isso, todo mundo trabalha, e não tem tempo de partilhar vida juntos. A luta contra a família, começou já faz tempo. Hoje se cria necessidade para tudo, e não se cria tempo para dar amor.

Hoje está se criando a uma religião do Eu. Saiba que cristianismo é a religião do nós. Hoje a pessoa só quer saber do eu! Toda a oração feita no singular, Deus não escuta, eu, eu, eu, tudo é eu, hoje não existe mais o nós. A oração quando ela é feita no singular, Deus não escuta, pois Deus não ouviu a oração do próprio Cristo. Nem Jesus quando rezou na primeira pessoa do singular, Deus não ouviu. Pai, afasta de mim este cálice.

(Pai nosso)A oração que Jesus ensinou é uma oração plural, nosso. Só quem podia falar meu pai era Jesus, mas ele ensinou a falar nosso pai. Tem católico que fala que diz que é católico do seu Jeito.

A nova era é a religião do encardido. O encardido foi descobrindo meios de destruir de uma vez a Família. Os dois grades meios que ele encontrou foi, leis injustas, e meios de comunicação corrompidos, as duas grandes armas que ele usa. Os meios de comunicação estragados invertem os valores. Hoje a televisão mostra os jovens que só sabem transar, mas não mostra aquele jovem que luta, que acorda cedo. As novelas não mostram ninguém que reza, mas mostram os grupos que tem aquelas mulheres de bunda de fora. Hoje tem mãe que se diz católica, que tem coragem de comprar a mascara da Tiazinha e da para a filha, isso tem espirito de prostituição. Nas novelas só mostram padres frustrados, e as moças que vão para convento, são moças que é desequilibrado. Hoje as mães fazem uma roupinha para sua filha, com tudo de fora.

Fala de uma deputada que mandou uma lei para o congresso nacional, para aprovar o casamento homossexual. Fala da lei do aborto que são feitos no hospital. O governo quando vem fazer a propaganda de camisinha, esta dizendo, o salário do pecado é a morte.

Um dia lá em Bethânia viu uma cena que lhe marcou o coração. Foi fazer uma caminhada, sentou em um pedaço de pau, viu então uma ovelha que chorava, por que o seu filhote tinha morrido. Em Bethânia, as minhas galinhas protegem seus filhinhos, mas hoje a mulher faz aborto. Fala que em sua casa morre o filhote de uma vaca, se tira o couro do filhote e põe em cima dela para poder tirar leite, ela só deixava tirar o leite por que sentia o cheiro de seu filho. Fala sobre as experiências nas viagens de Jack custou, que descobriu os gorilas que davam seu sangue para os seus filhotes.

Os filhos de uniões ilegitimas, serão juizes do seu pai, no juízo final. Não se esqueça que macho, é a primeira parte da palavra machucado. Não tem pior crime que o aborto, dá uma injeção o menino morre e sai com mais facilidades. Fala do livro bebes para queimar. O ser humano pelo aborto, está destruindo, por que não sabe a gravidade.

Como que hoje a Família vive? Um casal que reza um terço todo dia, não tem desquite. Fala que na sua casa, antes de dormir todos diziam, a benção pai, a benção mãe."

Resumo da Palestra "Família Restaurada" do Padre Léo, scj. Local: Rincão do Meu Senhor, Cachoeira Paulista. Acampamento para Jovens P H N / Canção Nova. Fonte: http://wiki.cancaonova.com/index.php/Fam%C3%ADlia_Restaurada

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Dois testemunhos para as mães cristãs!




Mães carmelitas, permaneçam no amor de Cristo. Guardando as palavras e o amor de Jesus nos corações, vocês frutificarão para a vida eterna e suas preces pelos filhos serão atendidas.
Deixo o testemunho de dois Doutores da Igreja sobre a importância da mãe cristã na formação dos filhos:

*"Tudo o que sou, devo à minha mãe. Ela não me deu somente a vida corporal, deu-me também a vida da alma" (Santo Agostinho).

** Santo Atanásio testemunhou que sua mãe o consagrou a Deus assim que ocorreu o nascimento, quando ela pronunciou as seguintes palavras: "Eu quero, com o socorro da graça, fazer de meu único filho um homem de Deus!"

Bem-aventurada Zélia, mãe de Santa Teresinha, rogai pelas mães carmelitas!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

São José e a Devoção à Sagrada Familia.




"Com o florescer da devoção dos fiéis para com São José, aumentará junto, por necessária consequência, o culto deles à Sagrada Familia de Nazaré, da qual ele foi o augusto Chefe, brotando espontaneamente estas duas devoções uma da outra.

De São José nós vamos diretamente a Maria e com Maria à fonte de todas santidade: Jesus Cristo, o qual consagrou as virtudes domésticas com a sua obediência para com São José e Maria. Nestes maravilhosos exemplos de virtude é que Nós desejamos que as familias cristãs se inspirem.


Deste modo, porque a familia é o centro e a base do consórcio humano, reforçando a sociedade doméstica com a santa pureza, com a fidelidade, a concórdia e um novo vigor - diremos que um novo sangue circulará pelas veias da sociedade humana, que será assim vivificada na virtude restauradora de Jesus Cristo; e, assim, seguirá um reflorescimento, não só dos costumes intimos, mas também das instituições públicas e civis."

Fonte: documento ("Motu Proprio") "Bonum Sane" do Papa Bento XV, de 25/07/1920

São José, rogai por nós!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Oração das Mães




"Sois, meu Deus, o Criador e verdadeiro Pai de meus filhos.

De vossas mãos os recebi cheios de vida, como a dádiva mais preciosa que me podíeis ter dado e que vossa bondade conserva para minha consolação e alegria.

Agradeço-vos de todo o coração, e consagro-vos inteiramente a mim mesma e aos meus filhos, para que vos sirvamos e vos amemos sobre todas as coisas.

Abençoai-nos, Senhor, enquanto eu, em vosso nome, os abençôo.

Não permitais que, por negligência de minha parte, venham ele a se desviar do bom caminho.

Velai sobre mim para que eu possa vela sobre eles e educá-los no vosso santo temor e na vossa lei.

Fazei-os dóceis, obedientes, inimigos do pecado, para que não vos ofendam jamais.

Colocai-os, Senhor de bondade, sob a maternal proteção de Maria Santíssima, para que ela os proteja sempre.

Afastai deles as doenças, a pobreza e as impurezas demasiado perigosas.

Livrai-os de todas as desgraças e perigos da alma e do corpo e concedei-lhe todas as graças que sabeis serem-lhes necessárias, a fim de que sejam bons filhos, bons cristãos e fiéis servidores da pátria.

Fazei, Senhor, que possamos um dia, encontrar-nos todos reunidos na celeste Igreja triunfante, Amém."

Homem e Mulher: Dom recíproco (Papa João Paulo II)





"Segundo Gênesis, 2, 25, «o homem e a mulher não sentiam vergonha». Isto permite-nos chegar à conclusão que a troca do dom, na qual participa toda a humanidade deles — alma e corpo, feminilidade e masculinidade — se realiza conservando a característica interior (isto é precisamente a inocência) da doação de si e da aceitação do outro como dom. Estas duas funções da mútua troca estão profundamente ligadas dentro de todo o processo do «dom de si»:

o dar e o aceitar o dom compenetram-se: de maneira que o dar mesmo, torna-se aceitar; e o aceitar, transforma-se em dar.

Gênesis 2, 23-25 permite-nos deduzir que a mulher, que no mistério da criação «é dada» ao homem pelo Criador, graças à inocência original é «acolhida», ou seja, aceite por ele como dom. O texto bíblico neste ponto é de todo claro e límpido. Simultaneamente, a aceitação da mulher por parte do homem e o modo mesmo de aceitá-la tornam-se quase uma primeira doação, de modo que a mulher dando-se (desde o primeiro momento em que no mistério da criação foi «dada» ao homem por parte do Criador), «descobre-se» ao mesmo tempo «a si mesma», graças a ter sido aceite e acolhida e graças ao modo como foi recebida pelo homem.

Ela encontra-se portanto a si mesma no próprio dar-se («por meio de um dom sincero de si» [Gaudium et Spes, 24], quando é aceite assim como a quis o Criador, isto é «para si mesma», através da sua humanidade e feminilidade; quando nesta aceitação é assegurada toda a dignidade do dom, mediante a oferta do que ela é em toda a verdade da sua humanidade e em toda a realidade do seu corpo e sexo, da sua feminilidade, ela chega à íntima profundidade da sua pessoa e à plena posse de si. Acrescentemos que este encontrar-se a si mesmo no próprio dom se torna fonte de novo dom de si, que aumenta devido à interior disposição à troca do dom e na medida em que encontra uma mesma e até mesmo mais profunda aceitação e acolhimento, como fruto de uma cada vez mais intensa consciência do dom em si.

Parece que a segunda narrativa da criação marcou «desde o princípio» ao homem a função de quem sobretudo recebe o dom (Cf. especialmente Gênesis, 2). A mulher é «desde o princípio» confiada aos seus olhos, à sua consciência, à sua sensibilidade e ao seu «coração» ele, pelo contrário, deve, em certo sentido, assegurar o processo da troca do dom, a recíproca compenetração do dar e receber como dom, a qual, precisamente através da reciprocidade, cria autêntica comunhão de pessoas.

Se a mulher, no mistério da criação, é aquela que foi «dada» ao homem, este, por seu lado, recebendo-a como dom na plena verdade da sua pessoa e feminilidade, por isso mesmo enriquece-a e ao mesmo tempo também ele, nesta relação recíproca, fica enriquecido.

O homem enriquece não só por meio dela, que lhe dá a sua pessoa e feminilidade, mas também por meio da doação de si mesmo. A doação por parte do homem, em resposta à da mulher, é para ele mesmo enriquecimento; de facto, nela manifesta-se quase a essência específica da sua masculinidade que, por meio da realidade do corpo e do sexo, atinge a íntima profundidade da «posse de si», graças à qual é capaz tanto de dar-se como de receber o dom do outro.

O homem, portanto, não só aceita o dom, mas ao mesmo tempo é acolhido como dom pela mulher, ao revelar-se a interior essência espiritual da sua masculinidade, juntamente com toda a verdade do seu corpo e sexo. Assim aceite, ele, por esta aceitação e este acolhimento do dom da própria masculinidade, enriquece. Em seguida, tal aceitação, em que o homem se encontra a si mesmo por meio do «dom sincero de si», torna-se nele fonte de novo e mais profundo enriquecimento da mulher consigo mesmo. A troca é mútua, e nela revelam-se e crescem os efeitos recíprocos do «dom sincero» e do «encontro de si».

Deste modo, seguindo os vestígios do «a posteriori histórico» — e sobretudo seguindo os vestígios dos corações humanos — podemos reproduzir e quase reconstruir aquela recíproca troca do dom da pessoa, que foi descrito no antigo texto, tão rico e profundo, do Livro do Gênesis."



(Sua Santidade, Venerável Servo de Deus, Papa João Paulo II, Audiência Geral, 6 de fevereiro de 1980)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A santidade da família de Santa Teresinha


“O Bom Deus deu-me um pai e uma mãe mais dignos do céu que da terra”
(Santa Teresinha do Menino Jesus)



Os pais de Santa Teresinha foram beatificados, em Lisieux, em 2008.

Luis Martin nasceu em Bourdeaux, França, em 22 de agosto de 1828. Aos 19 anos começa a aprender o ofício que por longo tempo exercerá, o de relojoeiro. Meditativo, decidido e organizado, Luis carrega o sonho de ser monge. Ao ser solicitada sua admissão, pedem-lhe que antes complete seus estudos. Depois de um ano e meio abandona os estudos e dedica-se totalmente à relojoaria, onde seus negócios prosperam. Aos 34 anos conhece Zélia Guérin com quem se casa, aos 13 de julho de 1858

Zélia Guérin nasceu em Gandelain, França, em 23 de dezembro de 1831. Recebe em seu lar uma educação rigorosa, mas em seu coração transparente sobressai um espírito ativo, profundamente cristão, abnegada e caridosa para com os necessitados. Pede admissão entre as Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. A superiora reconhece sua falta de vocação. Às vésperas de seus vinte anos faz uma novena à Virgem Imaculada para que a ilumine sobre a profissão a escolher. Sente profunda inspiração de iniciar um negócio com rendas. Assim inicia o Ponto de Alençon. Perto de seus 25 anos o desejo de casar-se cresce. E na ponte São Leonardo, ao passar pelo distinto jovem Luis, o coração de Zélia pressente, será ele.

A vida em família

Zélia e Luis Martin casam-se como era costume, à meia-noite, na Igreja de Nossa Senhora em Alençon. Luis tem 35 anos, e Zélia 25 anos de idade. Diante de Deus dão um sim recíproco de fidelidade. Passaram quase dez meses vivendo em continência perfeita. Ao conversarem com um sacerdote, este os convence a terem muitos filhos para os consagrarem a Deus. Terão nove filhos, dos quais cinco chegaram a consagrar-se a Deus na vida religiosa e quatro partem para o céu ainda pequenos.

Mais tarde escreverá Zélia a sua filha Paulina: “Teu pai tinha gostos semelhantes aos meus, nossos sentimentos eram em uníssono, ele sempre foi um consolo e apoio para mim. E, quando foram chegando nossos filhos, vivíamos mais para eles, eram nossa felicidade e não nos encontrávamos em nós, mas, neles. Por isso desejava ter muitos para os encaminhar ao céu”.

Amor maduro e cristão, fonte de vida e felicidade, assim poderíamos descrever o relacionamento desses esposos Bem-Aventurados. Sobressaía uma amizade, respeito e carinho desejáveis a todos os casais. Escreve o Sr. Luis Martin à sua esposa:

“Só poderei chegar segunda-feira, tarda-me estar ao seu lado. Não se canse demais, recomendo-lhe calma e moderação, espero em Deus chegaremos a construir uma boa casinha. Tive a felicidade de comungar em Nossa Senhora das Vitórias, que é como um paraíso terrestre. Acendi uma vela toda a família. Abraço de coração a todas, esperando a alegria de estarmos reunidos. Seu marido e verdadeiro amigo, que a ama por toda a vida”.

Modelos de vida cristã

Luis e Zélia Martin participavam da Eucaristia todos os dias, comungavam com a freqüência possível em seu tempo, jejuavam possível em seu tempo, jejuavam e rezavam em família. Luis era exemplo de santificação do Domingo, não abria sua relojoaria em hipótese alguma, neste dia e nos dias de preceito. “Deus em tudo, Deus acima de tudo”, era seu lema. Tinha uma corajosa caridade com o próximo, sempre pronto a ajudar quando ouvia a sirene dos bombeiros, afogamentos, contendas e feridos. Assíduo na adoração noturna ao SS. Sacramento, ambos eram muito generosos na ajuda aos necessitados, mesmo à custa de sua própria tranqüilidade. Assim educavam as filhas a serem generosas de modo especial com as obras missionárias da Igreja.

Desejavam que suas filhas se consagrassem a Deus, mas nunca lhes sugeriam isso, acolhendo com alegria generosa a entrada de cada uma das quatro para o Carmelo, a última sendo Teresinha, e de Leônia para a Congregação da Visitação. As filhas sempre tinham o testemunho de amor entre seus pais, de oração, de amor à Igreja, especialmente aos sacerdotes, e de generoso serviço ao próximo, de mortificação, modéstia e fidelidade.

Acolhamos este testemunho de santidade em família, composto por pequenas ações, mas grandeza de alma, envolvendo tudo no amor com espírito de fé.