"Poderíamos aqui meditar sobre como seria saudável também para a nossa sociedade atual se num dia as famílias permanecessem juntas, tornassem o lar como casa e como realização da comunhão no repouso de Deus" (Papa Bento XVI, Citação do livro Jesus de Nazaré, Trad. José Jacinto Ferreira de Farias, SCJ, São Paulo: Ed. Planeta, 2007, p. 106)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Angelus por ocasião da Festa da Sagrada Família - 2009

Domingo, 27 de dezembro de 2009, 12h01


Vatican Information Service, com tradução de CN Notícias

Queridos irmãos e irmãs,

Hoje é o Domingo da Sagrada Família. Possamos agora identificar-nos com os pastores de Belém que, logo após receberem o anúncio do anjo, foram rapidamente para a Gruta e encontraram "Maria e José e o menino, deitado numa manjedoura" (Lc 2, 16). Detenhamo-nos a contemplar esta cena e a refletir sobre seu significado. As primeiras testemunhas do nascimento de Cristo, os pastores, encontraram não apenas o Menino Jesus, mas uma pequena família: mãe, pai e filho recém-nascido. Deus escolheu revelar-se nascendo em uma família humana e, por isso, a família humana se tornou ícone de Deus! Deus é Trindade, é comunhão de amor, e a família, mesmo com toda a diferença entre o mistério divino e a criatura humana, é uma expressão que reflete o mistério insondável do Deus amor. O homem e a mulher, criados à imagem de Deus, se tornam no casamento "uma só carne" (Gn 2, 24), isto é, uma comunhão de amor que gera vida nova. A família humana, em certo sentido, é ícone da Santíssima Trindade, seja pelo amor interpessoal, seja pela fecundidade do amor.

A liturgia de hoje oferece o célebre episódio evangélico de Jesus que, aos doze anos, permanece no Templo de Jerusalém sem o conhecimento de seus pais. Surpresos e preocupados, eles o encontrarão de três dias depois, conversando com os doutores. A mãe pede que ele dê explicações, ao que Jesus responde que ele deve estar na casa de seu Pai, que é Deus (cf. Lc 2, 49). Neste episódio, o menino Jesus aparece cheio de zelo por Deus e pelo Templo. Nos perguntemos: de onde tinha ouvido Jesus sobre o amor pelas "coisas" do Pai? Certamente, como Filho, teve um conhecimento íntimo de Deus, uma profunda relação pessoal, permanente com seu pai, mas na sua cultura concreta certamente aprendeu a oração, o amor ao Templo e às instituições de Israel com seus pais. Assim, podemos dizer que a decisão de Jesus de permanecer no Templo foi sobretudo resultado de sua relação íntima com o Pai, mas também fruto da educação recebida de Maria e José. Aqui, vislumbramos o verdadeiro significado da educação cristã: é o resultado de uma colaboração próxima entre os educadores e Deus. A família cristã está ciente de que os filhos são um dom e um plano de Deus. Portanto, não podem considerá-los como propriedade sua, mas, servindo aos planos de Deus, é chamada para educá-los na maior liberdade, que é aquela de dizer 'sim' a Deus para fazer Sua vontade. Desse "sim" à Virgem Maria é o exemplo perfeito. A Ela confiamos todas as famílias, rezando especialmente pela sua valiosa missão educativa.

E agora eu digo, em espanhol, para aqueles que participam na festa da Sagrada Família, em Madrid.

Saúdo cordialmente aos pastores e fiéis congregados em Madrid para celebrar con alegria a Sagrada Família de Nazaré. Como não recordar o verdadeiro significado desta festa? Deus, vindo ao mundo no seio de uma família, manifesta que esta instituição é caminho seguro para encontrá-Lo e conhecê-Lo, bem como faz um chamamento permanente a trabalhar pela unidade de todos em torno do amor. Por isso, um dos maiores serviços que os cristãos podemos prestar a nossos semelhantes é o testemunho serene e firme da família fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher, salvaguardando-a e promovendo-a, pois ela é de suma importância para o presente e o futuro da humanidade. Com efeito, a família é a melhor escola para se aprender a viver aqueles valores que dignificam a pessoa e tornam grandes os povos. É também nela que se compartilham as penas e as alegrias, sentindo-se todos unidos pelo carinho que reina em casa pelo mero fato de ser membros da mesma família. Peço a Deus que em vossos lares se respire sempre esse amor de total entrega e fidelidade que Jesus trouxe ao mundo com seu nascimento, alimentando-o e fortalecendo-o com a oração cotidiana, a prática constante das virtudes, a recíproca compreensão e o respeito mútuo. Vos animo, pois, a que, confiando na materna intercessão de Maria Santíssima, Rainha das Famílias, e na poderosa proteção de São José, seu esposo, vos dediqueis sem descanso a esta bela misão que o Senhor colocou em vossas mãos. Contai com minha proximidade e afeto, e os rogo que leveis uma saudação especial do Papa a vossos entes queridos mais necessitados ou que se encontram em dificuldade. Abençoo a todos de coração.

[Saludo cordialmente a los pastores y fieles congregados en Madrid para celebrar con gozo la Sagrada Familia de Nazaret. ¿Cómo no recordar el verdadero significado de esta fiesta? Dios, habiendo venido al mundo en el seno de una familia, manifiesta que esta institución es camino seguro para encontrarlo y conocerlo, así como un llamamiento permanente a trabajar por la unidad de todos en torno al amor. De ahí que uno de los mayores servicios que los cristianos podemos prestar a nuestros semejantes es ofrecerles nuestro testimonio sereno y firme de la familia fundada en el matrimonio entre un hombre y una mujer, salvaguardándola y promoviéndola, pues ella es de suma importancia para el presente y el futuro de la humanidad. En efecto, la familia es la mejor escuela donde se aprende a vivir aquellos valores que dignifican a la persona y hacen grandes a los pueblos. También en ella se comparten las penas y las alegrías, sintiéndose todos arropados por el cariño que reina en casa por el mero hecho de ser miembros de la misma familia. Pido a Dios que en vuestros hogares se respire siempre ese amor de total entrega y fidelidad que Jesús trajo al mundo con su nacimiento, alimentándolo y fortaleciéndolo con la oración cotidiana, la práctica constante de las virtudes, la recíproca comprensión y el respeto mutuo. Os animo, pues, a que, confiando en la materna intercesión de María Santísima, Reina de las Familias, y en la poderosa protección de San José, su esposo, os dediquéis sin descanso a esta hermosa misión que el Señor ha puesto en vuestras manos. Contad además con mi cercanía y afecto, y os ruego que llevéis un saludo muy especial del Papa a vuestros seres queridos más necesitados o que se encuentran en dificultad. Os bendigo a todos de corazón.]

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

FAMÍLIA - VIVE E TRANSMITE A FÉ

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Pe. Fábrício Andrade - Comunidade Canção Nova

A educação dos filhos não é algo secundário dentre as responsabilidades de um casal. Essa educação não começa quando a criança vai para a escola, mas é iniciada a partir da convivência entre os familiares, espaço privilegiado para o aprendizado dos valores e da fé cristã. A vida em família é uma escola contínua em que as maiores lições são aprendidas com os exemplos que os pais oferecem para as crianças. As atitudes falam mais alto que as palavras, e os modelos de comportamento são mais atraentes do que os longos discursos.

Recai sobre os pais a responsabilidade de iniciar os filhos na fé cristã. “A Família e chamada a introduzir os filhos no caminho da iniciação cristã. A Família, pequena Igreja, deve ser junto com a Paróquia, o primeiro lugar para a iniciação cristã das crianças. Ela oferece aos filhos um sentido cristão de existência e os acompanha na elaboração de seu projeto de vida, como discípulos missionários”. (Doc. De Aparecida nº 302)

Já temos como mas na realidade, uma geração de pais desconhecedores Da fé cristã, que construíram suas vidas longe dos ensinamentos da Igreja e hoje não podem com suas vidas ensinar à seus filhos o caminho da fé. É precisamente para esses adultos que nossa ação evangelizadora deve se voltar. Uma geração de adultos que precisa ser catequizada novamente ou pela primeira vez, para depois realizar com eficácia a missão de educadores da fé de seus filhos.

Os filhos aprendem com o exemplo dos pais. Por isso a necessidade de uma retomada, de uma reciclagem na fé dos adultos. Muitos país de hoje, permaneceram com noções infantis de sua fé, sabem algumas historinhas, mas não conhecem a Igreja e a própria fé cristã. Isso os impossibilita de cumprirem o papel de educadores da fé de seus filhos. O Papa João Paulo II disse que o ato de educar é o prolongamento do ato de gerar. Os pais continuam a comunicar vida a seus filhos quando exercem seu papel de educadores. Abrir mão dessa responsabilidade ou transferi-la a terceiros é renunciar a continuidade da graça de gerar filhos para Deus, a família se torna como um berço, em que se originam as primeiras experiências de fé, desde uma oração ao anjo da guarda, a reza do santo terço, a leitura da Bíblia... O ambiente família prepara a pessoa para a abertura e confiança num Deus que se revela como Pai de todos e estabelece conosco laços de família. Investir num processo de evangelização dos pais é garantir a saúde da experiência religiosa das crianças no futuro.

A família está no centro do interesse da evangelização, forma sábia e previdente de atingir a todos, dos mais velhos aos mais novos. Que o zelo familiar cresça em proporção à evangelização dos nossos adultos, cada vez mais abertos ao Evangelho e sedentos de um encontro pessoal com Jesus. Que o modelo dos adultos do presépio – Maria e José – inspire os pais de hoje na construção de “Novas sagradas Famílias”.
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Fonte: Revista Canção Nova - Ano VIII nº 108
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

CONSAGRAÇÃO DAS FAMÍLIAS CRISTÃS À SAGRADA FAMÍLIA

Ó JESUS, Redentor nosso amabilíssimo, que vindo a iluminar o mundo com a vossa doutrina e exemplo, quisestes passar a maior parte de vossa vida mortal na humildade e obediência a Maria e a José, na pobre casa de Nazaré, santificando aquela família, que devia ser o modelo de todas as famílias cristãs, aceitai benigno a nossa família que hoje a vós se dedica e consagra.

Protegei-a, guardai-a e firmai nela vosso santo temor, a paz e a concórdia da caridade cristã, para que, conformando-se ao divino modelo de vossa Família, possa conseguir toda a nossa família, sem exclusão de nenhum de seus membros, a felicidade eterna.

Maria, Mãe amorosa de Jesus e nossa carinhosa Mãe, fazei que, com vossa poderosíssima intervenção, Jesus aceite esta nossa consagração, e consegui-nos dele suas graças e divina bênção.

Ó José, protetor santíssimo de Jesus e de Maria, socorrei-nos, com vossas preces, em todas as nossas necessidades espirituais e temporais, para podermos louvar eternamente a Jesus, nosso redentor, em vossa companhia e na de Maria, vossa Esposa. Amém
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Começa em Roma ciclo sobre matrimônios santos

Promovido pelo Instituto João Paulo II de Estudos sobre casamento e família
ROMA, quinta-feira, 12 de novembro de 2009 (ZENIT.org).
- “Perfis de santidade conjugal”: este é o título do ciclo de conferências organizado pelo Instituto Pontifício João Paulo II de Estudos sobre matrimônio e família, que acontece entre novembro e maio de 2010. “Que são as vidas dos santos, mais que o Evangelho levado à prática? Entre o Evangelho e a vida dos santos não há maiores diferenças que as existentes entre uma música escrita e uma música cantada”, recordam os organizadores, citando uma frase de São Francisco de Sales.
O ciclo de conferências, coordenado pelo casal Stanisław e Ludmiła Grygiel, começa esta quinta-feira com um encontro sobre o tema “Yu Jung-Chol (João) e Lee Sun-i (Rugalda). Esposos e mártires: uma vocação excepcional ao amor em tempos de perseguição”.
Quem preside a sessão é Dom Piergiuseppe Vacchelli, secretário adjunto da Congregação para a Evangelização dos Povos, e tem como conferencista Dom Lazzaro You Heung Sik, bispo de Daejeon (Coreia).O segundo encontro terá lugar a 26 de março de 2010, sobre o tema “Franz e Franziska Jaegerstaetter. Testemunho completo da vocação: o abandono em Deus”, presidido por Dom Zygmunt Zimowski, presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral no Campo da Saúde. O conferencista será o padre Antonio Sicari, O.C.D., do Estúdio Teológico Carmelita de Brescia.
O ciclo continua em março, com conferência de Dom Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, e a professora Paola Dal Toso, da Universidade de Verona; em abril, com Dom Jean Laffitte, secretário do Conselho Pontifício para a Família, e a doutora Dominique Menvielle, do Santuário de Lisieux. Em maio, falam o cardeal Ennio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família, e o padre Piero Gheddo, do Pontifício Instituto Missões Exterior (PIME).

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Portugal: arcebispo alerta para campanha ideológica contra família

Conferência Episcopal Portuguesa iniciou hoje em Fátima assembleia plenária
FÁTIMA, segunda-feira, 9 de novembro de 2009 (ZENIT.org).
- O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Dom Jorge Ortiga, alertou hoje em Fátima, na abertura dos trabalhos da assembleia plenária da CEP, da campanha ideológica da qual a família é vítima hoje. Segundo o arcebispo, a família “encontra-se exposta ao relativismo dos valores, o que estará a degenerar em anti‑valores: rupturas familiares, crise social da figura do pai, dificuldade em assumir compromissos estáveis, graves ambiguidades acerca da relação de autoridade entre pais e filhos, o número crescente dos divórcios, a praga do aborto, o recurso cada vez mais frequente à esterilização e a instauração de uma verdadeira e própria mentalidade contraceptiva”.
Dom Jorge Ortiga considera ser “fundamental que a família descubra a sua identidade”. “Se a emergência educativa passa pela família, nunca nos poderemos cansar de anunciar o seu verdadeiro estatuto e denunciar campanhas que pretendem dar uma orientação contrária às características que, queiramos ou não, se revestem de uma dimensão cultural e antropológica e que, por essa razão, nunca podem ser consideradas ultrapassadas ou retrógradas.”O arcebispo alertou que determinadas “concepções de igualdade pretendem sublinhar a diferença natural entre homem e mulher como irrelevante e propõem a uniformidade de todos os indivíduos como se fossem sexualmente indiferenciados, com a consequência inevitável de considerar os comportamentos e orientações sexuais equivalentes”.“Assim julgam que cada indivíduo tem o direito de concretizar livremente e, em muitos casos até mudar, as próprias escolhas segundo as suas preferências, desejos ou inclinações. As uniões homossexuais pretendem apresentar-se com estatuto idêntico à família.”
Na área da saúde reprodutiva –assinalou o arcebispo–, “sob o pretexto da prevenção e da preocupação por evitar as doenças, aconselha-se o exercício meramente amistoso, ou até simplesmente lúdico, da sexualidade, não a integrando numa perspectiva de verdadeiro amor aberto, responsavelmente, à procriação”.“Neste terreno, o aborto é banalizado com orientações legais que desrespeitam o valor indiscutível da vida e assim o decréscimo da natalidade atinge níveis preocupantes, motivados por interpretações egoístas do dom da sexualidade.”
Segundo Dom Jorge Ortiga, trata-se de uma verdadeira “campanha ideológica que não tem em consideração as implicações antropológicas. Se isto acontecesse, tais comportamentos deviam ser considerados eticamente inaceitáveis”.“Urge, por isso, a responsabilidade de restituir aos sagrados princípios da liberdade, igualdade e saúde os seus verdadeiros conteúdos em favor duma convivência responsável perante um amanhã que deve ser continuamente repensado dentro dos parâmetros dum humanismo integral.”O papel da Igreja, segundo o presidente da CEP, será sempre de “proposta e defesa da dignidade humana, independentemente da ideologia ou crença religiosa dos indivíduos, aliando o respeito com a coragem”.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Igreja dominicana aposta na recuperação do protagonismo da família

400 famílias missionárias se mobilizam neste mês
SANTO DOMINGO, quinta-feira, 5 de novembro de 2009 (ZENIT.org).
- O Vicariato Episcopal de Pastoral Família e Vida, da arquidiocese de Santo Domingo (República Dominicana), deu a conhecer a programação das diversas atividades que realizará em setores, paróquias e regiões pastorais da capital em novembro, mês da família, cujo lema para este ano é “A família, lugar de encontro com Cristo”. O anúncio da programação foi feito nesta quarta-feira pelo vigário da Pastoral Família e Vida, Pe. Tomás Vladymir Pérez Candelario, em uma coletiva de imprensa realizada na sala principal do arcebispado de Santo Domingo.
Entre as principais atividades programadas para este ano – informa o vicariato a Zenit – está a Missão Continental Familiar e o I Encontro Internacional Família e Vida 2009, com o tema “A influência da mídia na família”.
A Missão familiar, que consiste em visitas a lares feitas pelas famílias católicas missionárias, anunciando a boa notícia do amor de Deus a cada uma das famílias, será realizada durante os domingos de novembro. Estima-se a participação de mais de 400 famílias.Segundo afirmou o Pe. Vladymir Pérez, neste ano se abordarão alguns dos grandes interesses das famílias de Santo Domingo e do país, tanto na Missão Familiar como no I Encontro Internacional Família e Vida 2009. Este congresso será realizado nos dias 27 e 28 de novembro, no auditório da Casa San Pablo.“As famílias dominicanas – afirmou o Pe. Pérez – estão cada vez mais interessadas em aprofundar no conhecimento das relações família-mídia, mídia-família, já que na atual cultura da informação, da imagem e do som, a influência ‘sofrida’ pelos membros das famílias chegou ao conhecimento que os indivíduos possuem da realidade, aos hábitos e costumes de toda a nossa comunidade.”
No encontro internacional, dissertarão homens e mulheres, de diversas nacionalidades, cuja vida e profissão estão vinculadas aos meios de comunicação e que – a juízo dos organizadores –, com sua participação, manifestam o grande benefício que constitui para o país trabalhar a favor das famílias.
O encontro está dirigido a todas as famílias que desejam participar e o dinheiro arrecadado será destinado aos programas desenvolvidos durante o ano pelo Vicariato Pastoral Família e Vida.Nesse sentido, o vicariato apresentou à opinião pública o programa de rádio “Família, Fonte de Vida”, transmitido às terças-feiras, das 16h às 17h (horário local), pela emissora Vida Fm, como o primeiro degrau alcançado por esta dependência com o estabelecimento de um canal permanente, em que as famílias encontram apoio, iluminação e ajuda para recuperar, pouco a pouco, o protagonismo da vida social, “que hoje é ocupado pela cultura dominante do individualismo”.
Ao finalizar a coletiva de imprensa, a pastoral fez um convite a todos os meios de comunicação a dedicar-se profundamente à promoção de uma nova e urgente “cultura da família”, que saia à frente e detenha a “cultura do indivíduo” na qual esta sociedade está submersa e cujos amargos frutos são, entre outros, o divórcio, o aborto, as drogas, a delinquência – e a consequente insegurança social – e todo tipo de degradação moral.As atividades do mês da família serão encerradas com uma solene Eucaristia, presidida pelo cardeal Nicolás de Jesús no domingo, 29 de novembro, às 10h, no auditório do Colégio Loyola.
Mais informações em www.familiayvida.org.do, www.ced.org.do.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A Santa Mãe dos Casais

O Santo Padre, Papa Bento XVI propôs Santa Teresa de Jesus aos jovens, aos enfermos e aos recém-casados. Ele apontou a Santa aos recém-casados como um exemplo de "fidelidade a Deus, que a cada um encomenda uma missão especial".

Hoje, então, com Santa Teresa, com Nossa Senhora, Rainha do Carmelo, e com São José, seu fiel esposo,
rezamos especialmente pelos casais e enviamos um belo poema de Angelita Soares
.

"À Santa Mãe dos Casais



Mãe Imaculada, zelai pelos casais,


Cujo matrimonio esteja, em perigo,


Afastai, de lá, o Inimigo,


Sede deles A Esperança e o Cais...


Livrai-os dos inimigos infernais,


Dispostos a deixá-los, em pleno desabrigo;


Sede-lhes, então, o ombro sempre amigo,


Para levar a paz, em tudo, sempre mais.




Uni-os, nos ternos laços, do Amor constante,


Diante das lutas, diante das pelejas,


Sede, com São José, o Amor mais vigilante.



Não deixai, sem consolo, nenhuma família aflita...!


Porque és Mãe de Todos, bendita, sempre, sejas,


Porque somos Teus filhos, sejas, também, bendita...!!"

Nossa Senhora, Rainha das Famílias, rogai por nós


JM+JT


Fonte: Comunidade Santa Teresa: http://comsantateresa.org.br/website.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Santa Teresinha e a alegria de viver em família

Santa Teresinha e a alegria de viver em família

Matrimônio, melhor antídoto contra violência no casal


Segundo um estudo do Instituto de Política Familiar da Espanha


MADRI, segunda-feira, 26 de outubro de 2009 (ZENIT.org).
- O matrimônio converteu-se no melhor antídoto contra a violência no casal, segundo um estudo do Instituto de Política Familiar, publicado na semana passada, que analisa dados dos últimos oito anos na Espanha.
Segundo o estudo, o matrimônio é a forma de convivência na qual se produzem menos homicídios. Concretamente, para cada homicídio que se produz em um matrimônio, há 12 homicídios nas relações sentimentais.
No matrimônio também é, com grande diferença, onde se emitem menos ordens de proteção. Para cada uma no matrimônio, há mais de dez nos outros tipos de relação. Cinco de cada nove ordens de proteção de 2008 se produziram em casais de fato.
Os casais de fato cresceram exponencialmente na Espanha de 2001 a 2008; concretamente 121%, superando os 1.220.000 casais, que representam 11% do total.
Contudo, os matrimônios continuam sendo majoritários, chegando a representar 89% do total de casais e ascendendo a 10,2 milhões de casais.
Entre as conclusões do estudo, encontra-se a que afirma que a violência entre os casais tem uma grande incidência nos casais separados, chegando a 34%.
Neste sentido, um de cada três homicídios se produz em casais que quebraram a relação e sobretudo nos ex-casais com relações sentimentais. Duas de cada três mortes em casais separados se produzem nas ex-relações sentimentais.
Em 2008, por cada homicídio que aconteceu em um matrimônio, aconteceram mais 12 em relações sentimentais.
“Enquanto que se produz 1 homicídio em cada 311.000 matrimônios, contudo se produz 1 homicídio em cada 25.500 relações sentimentais”, destaca o estudo.
O informe indica que em 2008 existiam na Espanha 11,5 milhões de casais, 2 milhões mais que no ano 2001, o que representa um aumento de 21% de casais nesse período.
Também constata o crescimento da violência no casal, que afeta cada vez mais pessoas.
Só em 2008, houve 102.363 denúncias de maus-tratos (74 mil físicos e 24 mil psíquicos), se realizaram 109 mil atestados policiais, se ditaram 41.439 Ordens de Proteção e se produziram 81 homicídios, frente aos 51 do ano 2001.
Outra das conclusões do estudo é que a violência afeta cada vez mais os casais com estrangeiros. 4 de cada 10 vítimas foram estrangeiras, e por cada agressor espanhol, há 5 agressores estrangeiros.
A respeito dos agressores, o informe indica que 1 de cada 4 agressores tentou suicidar-se depois da agressão, e 1 de cada 5, consumou o suicídio após a agressão.

domingo, 18 de outubro de 2009

Oportunidade para salvar casamentos bate à porta

Casais postergam divórcio na crise econômica

Por Carl Anderson
NEW HAVEN, domingo, 18 de outubro de 2009 (ZENIT.org).
- Quaisquer que sejam os problemas que a recessão criou, ela também abriu uma grande oportunidade, para cada um de nós individualmente e para as paróquias e organizações católicas: ajudar a salvar casamentos.Como na Grande Depressão dos anos 30, quando caíram as taxas de divórcio, a evidência preliminar parece mostrar que se registra a mesma tendência em nossa atual crise econômica.
Em setembro, a agência France Press informou que as taxas de divórcio na Espanha caíram 12,5%, e o número de separações se reduziu em 25%.
Nos EUA, as informações indicam uma queda similar. Recentes notícias de Washington, D.C., Phoenix (Arizona), e Reno (Nevada) sugerem uma tendência nacional das pessoas a postergar o divórcio porque se encontram incapazes de "seguir sozinhas".
Steve King, advogado matrimonialista de Reno (Nevada) explicou ao jornal local, Gazette Journal: "algumas pessoas se veem em uma situação de perda, sem nada a ganhar com o divórcio, exceto voltar a ser solteiro. Frequentemente, não se podem permitir casas separadas ou pagar um aluguel, e isso inclusive para os casais em que os dois trabalham".
Com estas sombras, ainda que desde uma perspectiva prática uma ganância proeminente, devemos aproveitar a oportunidade para ajudar os que "postergaram" seu divórcio a evitá-lo totalmente.
Para os católicos, é uma oportunidade única de reiterar a importância do matrimônio para muita gente que talvez antes não era receptiva a esta mensagem. E às pessoas que de repente consideram a possibilidade de salvar seu casamento, o ensinamento da Igreja sobre este sacramento lhes dá esperança.
Como Bento XVI afirmou no mês passado, "a firme convicção da Igreja é que a verdadeira solução para os problemas que os casais enfrentam atualmente e que debilitam sua união é um retorno à solidez da família cristã, um lugar de confiança mútua, de doação recíproca, de respeito à liberdade e de educação para a vida social".
Mensagem forteO ensinamento da Igreja tem uma forte mensagem teológica -e prática- para os que permanecem juntos.
Considere isto: um estudo de 2002 realizado pelo Institute for American Values revelou que dois terços dos cônjuges de casamentos infelizes que permaneceram casados afirmaram que seus casamentos eram felizes cinco anos depois; além disso, os casamentos mais infelizes afirmaram que o mais dramático tinha sofrido uma reviravolta".
Também em termos econômicos, o divórcio tem terríveis consequências, seja qual for o momento em que aconteça. Estudos sobre as consequências financeiras do divórcio em mulheres e crianças constataram que a ex-mulher e os filhos sofrem uma queda entre 30% a 73% de seu padrão de vida após o divórcio.
E a religião tem desempenhado uma função crucial nas tendências do divórcio. Segundo a especialista em divórcio Barbara Dafoe Whitehead, as taxas de divórcio cresceram por uma tendência de muitas religiões a ver o matrimônio como uma competência da psicologia, em lugar da teologia.
"As principais denominações religiosas deixaram os processos à psicoterapia -disse. Os terapeutas converteram-se em professores e estabeleceram as normas nos casamentos e, depois, na dissolução deles."
O resultado foi assombroso. Os sacerdotes e outros tradicionais conselheiros matrimoniais cederam sua função aos terapeutas, destaca Whitehead. E acrescenta: "diferentemente dos que inicialmente proporcionavam conselhos matrimoniais, que ofereciam seus serviços como parte de sua vocação, os terapeutas venderam seus serviços no mercado".
"Além disso, seus praticantes eram muito sensíveis aos incentivos do mercado, incluído o crescente e lucrativo mercado de americanos cujos casamentos estavam em perigo -explica. Os temores sobre a exploração comercial do divórcio desapareceram ao crescer seu potencial comercial."
Mas se o dinheiro não chega para um divórcio, pode ser também que as pessoas busquem assessoria em lugares menos caros, lugares que, na maior parte do século XX, incluíam a família, os amigos e o clero, assinala a especialista.
Função dos católicosFalando no mês passado aos bispos brasileiros reunidos em Roma para a visita "ad limina", Bento XVI pediu aos sacerdotes que "acompanhem as famílias para garantir que não se deixem seduzir por estilos de vida relativistas promovidos pelo cinema, a televisão e outros meios de comunicação".
Também falou da importância do testemunho de famílias católicas, afirmando: "confio no testemunho de famílias que encontram as forças para superar as provas no sacramento do matrimônio. Sobre famílias como essas deve ser reconstruído o tecido social".
Em um momento em que o problema econômico está nos dando uma maior oportunidade de ajudar a salvar casamentos, cada um de nós tem muito a fazer.
Para os sacerdotes, isso significa dedicar tempo a aprender e a aconselhar casamentos sobre os perigos do divórcio e a esperança que chega com a superação dos problemas do matrimônio.
Para os esposos que enfrentam problemas, significa trabalhar como casal, apoiados pela Igreja, para superar seus problemas juntos.
Para os casais cujos matrimônios são felizes, significa pregar com o exemplo e mostrar o amor que é possível e pode ser realizado no matrimônio, e compartilhar os meios com os que eles superaram dificuldades no passado.
Finalmente, para cada um de nós, significa escutar aqueles amigos nossos que possam viver dificuldades em seus matrimônios e dirigi-los aos recursos que os ajudem a salvar seu casamento, tendo em conta que, teologicamente e praticamente, o divórcio e a separação sempre têm consequências trágicas.
Por nosso exemplo, nosso conselho e nossa proximidade aos que estão considerando um divórcio -especialmente agora-, não devemos perder a oportunidade de ajudar a construir a civilização do amor, ao mesmo tempo que uma família e um matrimônio.
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(Carl Anderson é cavaleiro supremo dos Cavaleiros de Colombo e autor best-seller do New York Times)

Santa Sé: combater as drogas para defender a família

Intervenção de Dom Migliore nas Nações Unidas

Por Roberta Sciamplicotti
ROMA, segunda-feira, 12 de outubro de 2009 (ZENIT.org).
- A luta contra o tráfico de drogas é fundamental para a defesa da família, afirmou na quinta-feira passada em Nova York o arcebispo Celestino Migliore, núncio apostólico e observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas.
O prelado interveio na 64ª sessão da Assembleia Geral ante o Terceiro Comitê sobre o item 105, “Controle internacional das drogas”, reafirmando a importância da família como “pedra angular da redução da demanda e das estratégias de atenção” no setor das substâncias entorpecentes.
“Visto que muitas causas e consequências da dependência das substâncias psicotrópicas estão relacionadas com as dinâmicas familiares”, observou, “a prevenção, o cuidado, a reabilitação e os esforços deveriam se concentrar nas relações familiares em suas dimensões biológicas, psicológicas, sociais, culturais e econômicas”.
Isto, acrescentou, é ainda mais importante dado que “o abuso das drogas pode enfraquecer a família, que é a base da sociedade, ferindo assim o tecido social da comunidade e contribuindo inclusive à desestabilização da sociedade”.
As investigações, por outro lado, seguem destacando que “os princípios fundamentais da sociedade se aprendem em casa”.
Alternativas reais
Em seu discurso, o representante da Santa Sé sublinhou que o abuso das drogas “continua impedindo a capacidade dos indivíduos, das comunidades, das nações de alcançar o desenvolvimento econômico, político e social”. O abuso das drogas, sublinhou, “afeta indivíduos de todo nível sócio-econômico”, representando “uma fonte de evasão financeira, emocional e psicológica com efeitos devastadores sobre as pessoas e sobre as famílias”.
Por este motivo, a delegação vaticana “concorda decididamente no fato de que a saúde global do indivíduo esteja no centro do controle do consumo de drogas, e que como sociedade se devem defender a saúde e a dignidade das pessoas evitando o uso de drogas e aliviando o sofrimento dos toxicômanos através da cura”. Enfrentar as necessidades da saúde dos indivíduos, explicou, será contudo insuficiente se não se consegue também fazer frente aos “diversos fatores que levam à produção e ao consumo de drogas”.
Com este propósito, o observador permanente recordou como os países em vias de desenvolvimento e as pessoas afligidas pela pobreza são “particularmente vulneráveis aos efeitos devastadores do tráfico de drogas, porque são pontos estratégicos para o tráfico ou cultivadores com bom mercado”.
Reação em cadeia
A delegação vaticana recordou também “com particular preocupação” os vínculos “cada vez mais óbvios” entre o tráfico de droga “e outras tragédias humanas como o tráfico de seres humanos, a proliferação de armas de pequeno calibre, o crime organizado e o terrorismo”.
Estes elementos, assinalou, “mostram que o abuso de substâncias não é uma transgressão sem vítimas, mas tem um impacto devastador em toda a comunidade”, e quem sofre as consequências “são especialmente os pobres e os vulneráveis”.
“Os indivíduos que caem presa do uso e abuso de drogas necessitam de apoio e assistência por parte dos membros de sua família, da comunidade e da sociedade”, concluiu. “Todos que combateram e venceram o vício do abuso de drogas são modelos verdadeiramente positivos e, sendo ‘embaixadores de esperança’ podem ter uma influência importante na vida dos demais”.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Bento XVI aos bispos dos Regionais Nordeste 1 e 4 da CNBB


Visita “ad limina apostolorum”

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 30 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos o discurso que Bento XVI dirigiu no dia 25 de setembro, no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, aos bispos dos Regionais Nordeste 1 e 4 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), em visita ad limina apostolorum.

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Caríssimos Irmãos no Episcopado
Sede bem-vindos! Com grande satisfação acolho-vos nesta casa e de todo coração desejo que a vossa visita ad Limina proporcione o conforto e o encorajamento que esperais. Agradeço a amável saudação que acabais de dirigir-me pela boca de Dom José, Arcebispo de Fortaleza, testemunhando os sentimentos de afeto e comunhão que unem vossas Igrejas particulares à Sé de Roma e a determinação com que abraçastes o urgente compromisso da missão para reacender a luz e a graça de Cristo nas sendas da vida do vosso povo.
Queria falar-vos hoje da primeira dessas sendas: a família assentada no matrimônio, como «aliança conjugal na qual o homem e a mulher se dão e se recebem» (cf. Gaudium et spes, 48). Instituição natural confirmada pela lei divina, está ordenada ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole, que constitui a sua coroa (cf. ibid., 48). Pondo em questão tudo isto, há forças e vozes na sociedade atual que parecem apostadas em demolir o berço natural da vida humana. Os vossos relatórios e os nossos colóquios individuais tocavam repetidamente esta situação de assédio à família, com a vida saindo derrotada em numerosas batalhas; porém é alentador perceber que, apesar de todas as influências negativas, o povo de vossos Regionais Nordeste 1 e 4, sustentado por sua característica piedade religiosa e por um profundo sentido de solidariedade fraterna, continua aberto ao Evangelho da Vida.
Sabendo nós que somente de Deus pode provir aquela imagem e semelhança que é própria do ser humano (cf. Gen 1, 27), tal como aconteceu na criação - a geração é a continuação da criação -, convosco e vossos fiéis «dobro os joelhos diante do Pai, de quem recebe o nome toda paternidade no céu e na terra, que por sua graça, segundo a riqueza da sua glória, sejais robustecidos por meio do seu Espírito, quanto ao homem interior» (Ef 3, 14-16). Que em cada lar o pai e a mãe, intimamente robustecidos pela força do Espírito Santo, continuem unidos a ser a bênção de Deus na própria família, buscando a eternidade do seu amor nas fontes da graça confiadas à Igreja, que é «um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Lumen gentium, 4).
Mas, enquanto a Igreja compara a família humana com a vida da Santíssima Trindade - primeira unidade de vida na pluralidade das pessoas - e não se cansa de ensinar que a família tem o seu fundamento no matrimônio e no plano de Deus, a consciência difusa no mundo secularizado vive na incerteza mais profunda a tal respeito, especialmente desde que as sociedades ocidentais legalizaram o divórcio. O único fundamento reconhecido parece ser o sentimento ou a subjetividade individual que exprime-se na vontade de conviver. Nesta situação, diminui o número de matrimônios, porque ninguém compromete a vida sobre uma premissa tão frágil e inconstante, crescem as uniões de fato e aumentam os divórcios. Sobre esta fragilidade, consuma-se o drama de tantas crianças privadas de apoio dos pais, vítimas do mal-estar e do abandono e expande-se a desordem social.
A Igreja não pode ficar indiferente diante da separação dos cônjuges e do divórcio, diante da ruína dos lares e das conseqüências criadas pelo divórcio nos filhos. Estes, para ser instruídos e educados, precisam de referências extremamente precisas e concretas, isto é, de pais determinados e certos que de modo diverso concorrem para a sua educação. Ora é este princípio que a prática do divórcio está minando e comprometendo com a chamada família alargada e móvel, que multiplica os «pais» e as «mães» e faz com que hoje a maioria dos que se sentem «órfãos» não sejam filhos sem pais, mas filhos que os têm em excesso. Esta situação, com as inevitáveis interferências e cruzamento de relações, não pode deixar de gerar conflitos e confusões internas contribuindo para criar e gravar nos filhos uma tipologia alterada de família, assimilável de algum modo à própria convivência por causa da sua precariedade.
É firme convicção da Igreja que os problemas atuais, que encontram os casais e debilitam a sua união, têm a sua verdadeira solução num regresso à solidez da família cristã, lugar de confiança mútua, de dom recíproco, de respeito da liberdade e de educação para a vida social. É importante recordar que, «pela sua própria natureza, o amor dos esposos exige a unidade e a indissolubilidade da sua comunidade de pessoas, a qual engloba toda a sua vida» (Catecismo da Igreja Católica, 1644). De fato, Jesus disse claramente: «O que Deus uniu, o homem não separe» (Mc 10, 9), e acrescenta: «Quem despede a sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira. E se uma mulher despede o seu marido e se casa com outro, comete adultério também» (Mc 10, 11-12). Com toda a compreensão que a Igreja possa sentir face a tais situações, não existem casais de segunda união, como os há de primeira; aquela é uma situação irregular e perigosa, que é necessário resolver, na fidelidade a Cristo, encontrando com a ajuda de um sacerdote um caminho possível para pôr a salvo quantos nela estão implicados.
Para ajudar as famílias, vos exorto a propor-lhes, com convicção, as virtudes da Sagrada Família: a oração, pedra angular de todo lar fiel à sua própria identidade e missão; a laboriosidade, eixo de todo matrimônio maduro e responsável; o silêncio, cimento de toda a atividade livre e eficaz. Desse modo, encorajo os vossos sacerdotes e os centros pastorais das vossas dioceses a acompanhar as famílias, para que não sejam iludidas e seduzidas por certos estilos de vida relativistas, que as produções cinematográficas e televisivas e outros meios de informação promovem. Tenho confiança no testemunho daqueles lares que tiram as suas energias do sacramento do matrimônio; com elas torna-se possível superar a prova que sobrevém, saber perdoar uma ofensa, acolher um filho que sofre, iluminar a vida do outro, mesmo fraco ou diminuído, mediante a beleza do amor. É a partir de tais famílias que se há de restabelecer o tecido da sociedade.
Estes são, caríssimos Irmãos, alguns pensamentos que deixo-vos ao concluirdes a vossa visita ad Limina, rica de notícias consoladoras mas também carregada de trepidação pela fisionomia que no futuro possa adquirir a vossa amada Nação. Trabalhai com inteligência e com zelo; não poupeis fadigas na preparação de comunidades ativas e cientes da própria fé. Nestas se consolidará a fisionomia da população nordestina segundo o exemplo da Sagrada Família de Nazaré. Tais são os meus votos que corroboro com a Bênção Apostólica que concedo a todos vós, extensiva às famílias cristãs e diversas comunidades eclesiais com seus pastores e todos os fiéis das vossas diletas dioceses.

sábado, 3 de outubro de 2009

Evangelho de domingo: matrimônio cristão: homem, mulher e Deus


Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm

HUESCA, sexta-feira, 2 de outubro de 2009 (ZENIT.org).

- Publicamos o comentário do Evangelho deste domingo, XXVII do tempo comum, (Marcos 10, 2-16), redigido por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, bispo de Huesca e Jaca (Espanha).

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Este domingo nos apresenta uma incômoda página evangélica na qual Jesus se distancia de uma verdade que dependa da manipulável opinião coletiva. Nossa época é uma época montada no cavalo do relativismo subjetivo: as coisas já não "são", mas "parecem que são". A verdade reside no que a maioria pensa, no que a maioria decide, no que a maioria rejeita. De modo que a nova sabedoria se chama "estatística" e seu seio de partida são as urnas. As consequências educativas, sociais, políticas e familiares destes princípios são impressionantes.

Qual era o costume entre os judeus sobre o casamento? Que tal união poderia ser dissolvida, quase sempre em benefício do homem e, às vezes, por razões extremamente pitorescas, como a mulher ter queimado a comida. O fato é que alguns fariseus se aproximam de Jesus, e para colocá-lo à prova, perguntam-lhe: é lícito para um homem divorciar-se de sua mulher?

Como em outras ocasiões, os fariseus não se interessavam pela instituição do matrimônio, ou os direitos da mulher, nem sequer os do homem neste caso, mas por ver como Jesus responderia a uma pergunta tão habilmente capciosa. Se respondesse que não era lícito, opor-se-ia a importantes escolas rabínicas, e uma majoritária prática por parte de tantos judeus (começando pelo próprio Herodes, que vivia adulteramente com a mulher de seu irmão, cuja denúncia custou a vida do Batista). Se respondesse que era lícito, podiam reprová-lo por ir contra o Gênesis como projeto originário de Deus.

A resposta de Jesus foi clara: a verdade é a verdade, independentemente do que digam as pesquisas de opinião, a prática da maioria ou qualquer mostra estatística.

O proposto por Jesus a esse respeito não se trata de uma pedra no pescoço, mas de estar sempre começando, ou seja, estar sempre alimentando a chama que um dia fez nascer o amor entre duas pessoas. Nem o amor nem o ódio podem ser improvisados: a indiferença é fruto de um desprezo, de ter apagado lentamente o fogo do amor. O dia do casamento é o dia em que um homem e uma mulher começam a casar-se, repetindo-se cada dia, em cada circunstância, aquele "sim" que foi somente o ponto de partida. Pelo complexo que tantas vezes é ser fiel, perdoar, acolher, voltar a começar, Deus não assiste ao casamento como espectador, mas como quem contrai (é um sacramento): o matrimônio cristão é coisa de três, o homem, a mulher e Deus. O que é impossível tantas vezes para o casal humano, Deus - que também faz parte desse matrimônio - o faz possível.

domingo, 27 de setembro de 2009

Beatos Luís e Zélia no Meeting de Rimini

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Os beatos Luís e Zélia Martin, pais de Santa Teresinha, foram protagonistas da exposição "Sposos incomparáveis", apresentada durante o Meeting de Rimini.
A mostra, uma iniciativa do fr. Antônio Sangalli, da Província Lombarda, recolheu, num itinerário didático, através de painéis, o caminho humano, histórico e espiritual do casal Martin, beatificados no dia 19 de outubro de 2008. Mais de 10.000 pessoas visitaram a exposição e um numeroso público fez-se presente ao debate sobre a santidade conjugal dos pais de Santa Teresa.
A cidade de Rimini, na Itália, acolhe, há mais de 30 anos, a manifestação do Meeting. A cidade adriática se transforma a cada ano, no fim de agosto, no cenário de um dos foros internacionais de maior prestígio, em um lugar de encontro, de reflexão, de troca, de testemunhos.
O Meeting de Rimini, organizado pelo movimento eclesial "Comunhão e Libertação", na edição deste ano, teve a participação de mais de 800.000 pessoas.
Já é tradição que durante o encontro passam por ali personalidades do mundo eclesiástico, da política, da economia mundial, da arte e da literatura. Este ao teve uma larga ressonância o testemunho do ex-primeiro Ministro Britânico, Tony Blair, sobre seu caminho de conversão ao catolicismo.
Fonte:
Ordem dos Carmelitas Descalços
Boletim de notícias da Província São José - Sudeste do Brasil

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Família é o maior tesouro da humanidade

Família é o maior tesouro da humanidade

Segundo o arcebispo de Burgos na Jornada Mariana da Família

TORRECIUDAD, segunda-feira, 14 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- "A família é o maior tesouro da humanidade", afirmou o arcebispo de Burgos, Dom Francisco Gil Hellín, ao presidir a 20ª Jornada Mariana da Família no santuário de Torreciudad, um evento que reuniu no último dia 12 cerca de 15 mil pessoas procedentes de toda a Espanha.

Dom Gil Hellín destacou, durante a homilia, que "a família se manifesta e se expressa em sua própria vida, porque Deus a fez uma instituição natural e não são os governos ou os parlamentos que devem dizer o que é a família".

Em uma mensagem enviada pelo Papa Bento XVI aos participantes, o pontífice lhes exortou a dar "um incondicional ‘sim' à vida" e pediu aos esposos "disponibilidade e abnegada entrega, confiança mútua, fiel e fecunda".

Os atos começaram ao meio-dia, com uma oferenda a Nossa Senhora, realizada pelas famílias: flores, frutas, cerâmicas, fotografias, vinho, produtos do mar, camisetas e placas foram os objetos escolhidos para testemunhar sua devoção a Maria. Uma mostra de diversidade cultural foi oferecida por Adja e Sara, duas amigas da Costa do Marfim e do Peru, residentes em Lérida, que ofereceram um pandeiro e algumas partituras.

A Eucaristia ao ar livre foi solenizada pelo Coral de Pais da Associação Cantal (Zaragoza), acompanhado pela organista titular do santuário, Maite Aranzabal.

Na homilia, dirigindo-se de forma especial a cada assistente, o arcebispo de Burgos afirmou: "Redescubra cada dia esse tesouro do qual você é depositário. Deus o abençoou com esses amores: com sua esposa, com seu esposo, com seus filhos. Assim, a família será verdadeiramente o santuário da vida, será a garantia de que toda criatura que procede desta entrega em fidelidade matrimonial estará resguardada pelo berço mais forte, que é o amor conjugal e familiar".

O dia concluiu com a oração do terço na esplanada, acompanhando a imagem peregrina de Nossa Senhora de Torreciudad, e com a bênção com o Santíssimo.

Além de espanhóis, participaram grupos da França, Polônia e Itália. Muitos deles chegaram em viagens organizadas em algum dos 140 ônibus presentes no evento. Mais de 250 voluntários participaram na organização do encontro, ajudando nos estacionamentos e acessos ao santuário, na acomodação dos peregrinos, nos postos informativos e no parque infantil. E dezenas de sacerdotes atenderam, ao longo do dia, nos confessionários espalhados pelas diversas áreas do recinto.

domingo, 13 de setembro de 2009

Movimentos: apoio para vocação matrimonial

Dentro do seminário internacional “Família, sujeito de evangelização”

Por Carmen Elena Villa
ROMA, sexta-feira, 11 de setembro de 2009 (ZENIT.org).
- O matrimônio é uma vocação a viver o amor e a doação, a ser Igreja doméstica e a anunciar o Evangelho. Assim o entendem os casais que descobrem seu chamado ao apostolado dentro de diferentes movimentos eclesiais.Uma mulher da comunidade católica Shalom, assim como dois casais pertencentes ao Movimento Familiar Cristão e ao Encontro Matrimonial compartilharam, nesta sexta-feira, suas experiências no seminário internacional "Família, sujeito de evangelização".
O evento acadêmico foi organizado em Roma pelo Conselho Pontifício para a Família e clausurado nesta sexta-feira pelo presidente deste dicastério, o cardeal Ennio Antonelli.
Shalom, novas famílias para um novo mundo"Não haverá um novo mundo sem novas famílias", assegurou Maria Emmir Oquendo Nogueira, proveniente do Brasil e pertencente à comunidade católica Shalom.Oquendo Nogueira indicou que, nesta associação, fundada no Brasil há 27 anos por Moisés de Azevedo Filho, os jovens que se sentem chamados à vida matrimonial encontram um espaço para que a etapa do namoro seja ocasião de conhecimento mútuo e discernimento."O matrimônio não somente é algo que acontece em um momento da nossa vida, é um chamado específico a servir Deus através do seu Reino. É um compromisso ativo para o anúncio de Jesus Cristo", afirmou durante sua exposição.
Acrescentou também que, na comunidade Shalom, as famílias participam ativamente de algumas atividades de apostolado, entre elas, os seminários do Espírito Santo, grupos para a evangelização, campos de verão para crianças, evangelização porta a porta, em colaboração com a paróquia."A evangelização na comunidade Shalom continua durante as 24 horas do dia - assegurou Maria Emmir. Queremos chegar àqueles que não vão à Igreja, aos que não conhecem o Evangelho", comentou."A família não está chamada a centrar-se exclusivamente em si mesma, mas, ao contrário, deve se dedicar àqueles que precisam conhecer, amar e servir Jesus Cristo, sua Igreja e a humanidade", concluiu.
Movimento Familiar Cristão: ver, julgar, agir
Também intervieram os esposos americanos John e Lory Brzysz, do Movimento Familiar Cristão, fundado em Chicago em 1949.
Eles utilizam o método "ver, julgar e agir" à luz dos ensinamentos da Igreja e, assim, os membros deste movimento promovem a vida matrimonial e familiar centrada em Cristo.
Este casal tem 6 filhos - a mais nova é religiosa - e 13 netos. Asseguraram que "os pais têm um papel catequético em meio a uma sociedade que vive um secularismo invasivo".
Compartilharam também, em sua intervenção, que os representantes do seu apostolado se encontram no diálogo com outras associações da Igreja.Dessa forma, "as famílias encontram companheiros de viagem" em sua missão apostólica", concluíram os esposos.
O casamento como ocasião de encontro
Os últimos em intervir na manhã desta sexta-feira foram os esposos franceses Françoise e Bernard Prouvé, pertencentes ao movimento Encontro Matrimonial, nascido nos anos 60 com o espírito do Concílio Vaticano II.
Este movimento oferece aos casais um "fim de semana" especial, para que afiancem sua decisão de amar-se, baseados no diálogo e na comunicação.
Depois deste primeiro retiro, os casais que quiserem, podem receber periodicamente acompanhamento espiritual.
O casal Prouvé pertence a este movimento há 32 anos e trabalha na direção de retiros, dos quais participam dezenas de casais.
Segundo Bernard, eles receberam um grande apoio e conselho espiritual em momentos decisivos da vida matrimonial, como "os momentos de crise de adolescência dos nossos filhos, a morte do nosso quarto filho, a aposentadoria"."Trata-se de um presente extraordinário que nutre nosso sacramento do matrimônio e o anima com a confirmação e os desafios que recebemos", conclui Françoise.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Igreja precisa de famílias cristãs para nova evangelização


Cardeal Antonelli reconhece que elas chegam onde outros não conseguem chegar

Por Carmen Elena Villa

ROMA, quinta-feira, 10 de setembro de 2009 (ZENIT.org).

- Fazer da família o “sujeito de evangelização” é o objetivo declarado que o Conselho Pontifício para a Família apresentou no seminário internacional inaugurado nesta quinta-feira em Roma.

Segundo o cardeal Enni Antonelli, presidente deste dicastério vaticano, este encontro serve para colocar as bases para a preparação do 7º Encontro Mundial das Famílias, que se realizará na cidade de Milão, em 2012. A edição precedente foi celebrada na Cidade do México, no último mês de janeiro.

O cardeal apresentou dois projetos que estão sendo realizados neste contexto: o primeiro pretende promover em vários países uma pesquisa psicológica, tanto descritiva como de aplicação, sobre o bem que as famílias estáveis fazem aos seus filhos e à sociedade. O segundo projeto, assegurou o cardeal Antonelli, consiste em promover a família como “sujeito de evangelização”.

Famílias, “vamos evangelizar!”O purpurado indicou que é importante que se reforce a missão pastoral da família porque, “como destinatária de evangelização, a família já está muito presente na atenção dos operadores pastorais”, enquanto que, “como sujeito de evangelização, deve ser muito mais valorizada, voltando a despertar sua responsabilidade missionária ao serviço de todos os homens e de todo o humano”.

O presidente do Conselho Pontifício para a Família assegurou que “os crentes evangelizam com sua espiritualidade, seu testemunho, sua atividade, seu anúncio, sua profissão de fé. Ou melhor, é o próprio Cristo quem evangeliza através deles”, esclareceu.“Na medida em que vivem em comunhão com Cristo, os cristãos compartilham seu amor apaixonado por todos os homens, convertem-se em seus cooperadores para o desenvolvimento humano na história e para a salvação eterna, muito além da história.”

O purpurado italiano esclareceu que, por meio das famílias praticantes, “queremos chegar as demais famílias e ao maior número de pessoas”. Destacou, assim, o amplo campo de evangelização que as famílias têm, onde os agentes pastorais nem sempre podem chegar: “a própria casa, o ambiente, a escola, a paróquia, as associações eclesiásticas e civis, entre outras”.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Família e casamento na América

Autor vê diferenças notáveis para outros países

Por Pe. John Flynn, LC

ROMA, domingo, 6 de setembro de 2009 (ZENIT.org) .
- A vida familiar em muitos países vem sofrendo mudanças radicais nas últimas décadas. A situação na América é, no entanto, substancialmente pior se comparada com outros países, afirma Andrew J. Cherlin em um livro publicado no início do ano. De acordo com as análises de "The Marriage-Go Round: The State of Marriage and the Family in America Today" (Alfred A. Knopf) os norte-americanos têm adotado modelos contraditórios da vida pessoal e familiar. Ao tempo em que valorizam o compromisso de vida conjunto, enfatizam o crescimento e o desenvolvimento individual.Cherlin é professor de Sociologia e Políticas Públicas na Universidade Johns Hopkins e passou as últimas três décadas analisando a vida familiar.O casamento como um ideal cultural tem grande força na América, ele ressalta. De fato, existem programas governamentais de promoção do matrimônio. O feroz debate em torno de propostas para introduzir o casamento homossexual evidencia como o casamento é fortemente defendido por muitos.No entanto, Cherlin observa que em nenhum outro país ocidental há um período tão curto para o divórcio. Um estudo que aponta que as crianças que vivem com dois pais casados nos Estados Unidos têm um maior risco de sofrer uma ruptura familiar do que as crianças com dois pais solteiros na Suécia.Cherlin recordou a experiência de alguns anos atrás de Estados que introduziram a opção do Covenant Marriage nas uniões civis, na tentativa de fortalecer a união matrimonial. Em tais casamentos, ambos esposos aceitam mais restrições e dificuldades legais para se divorciar.Sem pactoNa época, lembrou Cherlin, ele pensou que talvez até um terço dos casais iria escolher esta opção. A experiência mostra que não. Anos depois, menos de 2% optaram por este tipo de pacto matrimonial em Louisiana e Arkansas. Mesmo com esta opção de casamento introduzida em Arkansas em 2001, em 2004 o Estado registrou o segundo maior número de divórcios por habitante que qualquer outro Estado -vem apenas atrás de Nevada, um notório destino de divórcio para pessoas de outros Estados.Ao mesmo tempo, em 2004, Arkansas também teve o terceiro maior número de casamentos por habitante. Arkansas é parte do "Bible Belt", grupo de Estados com membros da Igreja acima da média. De fato, seis dos dez Estados com as maiores taxas de divórcio estão no sul do país -os outros quatro estão no oeste- e todos eles tendem a ser socialmente conservadores.Assim, enquanto o casamento é visto como algo de grande prestígio na América, Cherlin salienta que a tendência cultural pós-moderna de auto-expressão e crescimento pessoal também é muito influente.Há sociedades com valores matrimoniais fortes, onde poucas crianças nascem fora do casamento e há baixos níveis de coabitação. A Itália é um caso assim, diz Cherlin. Depois, há países com uma cultura que coloca um alto valor no individualismo, como a Suécia. Somente nos Estados Unidos, no entanto, estas duas tendências culturais coexistem.Como resultado, os norte-americanos valorizam a estabilidade e a segurança do casamento, mas eles também acreditam que os indivíduos que estão insatisfeitos com seus casamentos devem ser autorizados a encerrá-los.EstatísticasIsso se reflete nas estatísticas sobre o casamento nos Estados Unidos, Cherlin salienta. A porcentagem de pessoas que desejam o casamento está próxima de 90%, superior a outros países. No entanto, a América tem a maior taxa de divórcio do mundo ocidental, ainda maior que países como a Suécia.Metade de todos os primeiros casamentos ocorre pela idade dos 25 anos nos Estados Unidos, comparados aos 29 anos de idade na Itália, 30 na França e 31 na Suécia. A coabitação também começa mais cedo para os americanos do que em muitos países europeus.Os casamentos nos EUA também se desfazem em taxa superior. Quase metade dos casamentos termina em divórcio no país. De fato, depois de apenas 5 anos, mais de um quinto dos norte-americanos que se casaram já estão separados ou divorciados. Entre aqueles que começaram coabitando, mais da metade tinha quebrado o vínculo no tempo de 5 anos, números muito mais elevados que em outros países. Nos Estados Unidos, 40% das crianças nascidas de pais casados ou que coabitam vivenciam a experiência da separação até os 15 anos. Na Suécia, a taxa é de 30%. Em outros países, está ao redor de 20%. Após as dissoluções, os norte-americanos também são mais propensos a buscar um novo parceiro. Quase metade das crianças que viveram o rompimento vê a entrada de um outro parceiro em casa no prazo de três anos, uma proporção muito maior que em outros países.Casamentos frequentes, divórcios frequentes, coabitação de curto prazo, isso é o que cria grande turbulência na vida familiar norte-americana, de acordo com Cherlin. O que ele chama de ‘turnos de divertimento' das famílias americanas é mais que uma peculiaridade estatística, ele mesmo destaca.O impacto sobre as crianças é particularmente preocupante. Algumas crianças experimentam grandes dificuldades de adaptação às mudanças de parceiro. As crianças cujos pais voltam a casar não têm os mesmos níveis de bem-estar que as crianças em famílias estáveis.Padrastos interrompem as relações existentes entre pais e filhos; e mudanças repetidas de pais ou parceiros afetam o desenvolvimento emocional das crianças.Mudanças dramáticasObservando os últimos 50 anos, Cherlin abordou as mudanças dramáticas na família e no casamento. Na década de 50, ter filhos fora do casamento era uma experiência vergonhosa, enquanto hoje é comum. Morar junto antes do casamento era algo muito raro, mas hoje não viver junto antes do casamento é a exceção.O casamento ainda é considerado algo importante, Cherlin admite, mas agora é visto como uma opção. Além disso, observamos um declínio sem precedentes à consideração do casamento como a única união aceitável para ter relação sexual e educar os filhos.Cherlin destaca que ele não está defendendo um retorno a um modelo idealizado de vida familiar de 50 anos, nem seja contra a tendência ao individualismo. O que ele conclui é que os norte-americanos precisam ter cautela e dedicar mais tempo a considerar suas decisões sobre casamento e vida familiar.Ao mesmo tempo, ele não tem esperança em qualquer grande mudança imediata. Cherlin salienta que, ainda que os Estados Unidos sejam um país fortemente religioso, o divórcio tem sido há tempos parte da cultura, tendo sido legalizado muito antes do que na Europa.O desafio, ele afirma, é encontrar uma maneira de minimizar os efeitos indesejados do individualismo. O modo de fazer isso não é óbvio, ele admite. Mas reconhece que famílias estáveis proporcionam um melhor ambiente para as crianças do que outras modalidades.O problema é que muitas pessoas hoje vêem o casamento de um ponto de vista diferente, encarando-o como uma relação privada centrada nas necessidades dos adultos para o amor e o companheirismo. "Esta visão pós-moderna de relacionamento está muito difundida", Cherlin admite.Como resultado, é duvidoso que a promoção governamental do casamento ou as alterações nos programas de bem-estar serão capazes de produzir um impacto substancial sobre as estruturas das famílias. Sem dúvida o apelo de Cherlin para que as pessoas tenham mais cautela e dediquem mais tempo ao fazer suas escolhas quando se trata de casamento é um bom conselho. Pode-se apenas imaginar, no entanto, qual diferença irá fazer. A verdadeira solução é mudar as expectativas culturais e sociais e os valores que orientam as prioridades das pessoas. Conseguir esse tipo de transformação da sociedade é de fato um desafio.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Bento XVI: dedicar-se generosamente à educação dos filhos

Intervenção por ocasião do Ângelus

CIDADE DO VATICANO, domingo, 30 de agosto de 2009 (ZENIT.org).
- Publicamos a intervenção que Bento XVI dirigiu neste domingo ao meio-dia aos peregrinos congregados no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo por ocasião do Ângelus.
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Queridos irmãos e irmãs: Há três dias, em 27 de agosto, celebramos a memória litúrgica de Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, considerada modelo e patrona das mães cristãs. Sobre ela, seu filho nos dá muitas informações no livro autobiográfico “Confissões”, obra-prima entre as mais lidas de todos os tempos. Aqui aprendemos que Santo Agostinho bebe o nome de Jesus com o leite materno e foi educado por sua mãe na religião cristã, cujos princípios manterá impressos nele também nos anos de deslize espiritual e moral. Mônica não deixa nunca de rezar por ele e por sua conversão, e teve o consolo de vê-lo voltar à fé e receber o batismo. Deus recompensa as orações desta santa mãe, a quem o bispo de Tagaste havia dito: “É impossível que um filho de tantas lágrimas se perca”. De fato, Santo Agostinho não só se converteu, mas decidiu abraçar a vida monástica e, ao voltar para África, fundou ele mesmo uma comunidade de monges. Comoventes e edificantes são os últimos colóquios espirituais entre ele e sua mãe na tranquilidade de uma casa de Ostia, à espera de embarcar-se para África. Naquele momento, Santa Mônica se convertia, para seu filho, em “mais que mãe, a fonte de seu cristianismo”. Seu único desejo havia sido durante anos a conversão de Agostinho, a quem nesse momento via orientado inclusive para uma vida de consagração ao serviço de Deus. Podia portanto morrer contente e realmente morreu em 27 de agosto de 387, aos 56 anos, depois de ter pedido aos filhos não preocupar-se por sua sepultura mas lembrar-se dela, onde quer que se encontrasse, no altar do Senhor. Santo Agostinho repetiu que sua mãe o havia “gerado duas vezes”.
A história do cristianismo está cheia de inumeráveis exemplos de pais santos e de autênticas famílias cristãs que acompanharam a vida de generosos sacerdotes e pastores da Igreja. Pense-se nos santos Basílio Magno e Gregório Nacianceno, ambos pertencentes a famílias de santos. Pensamos, muito perto de nós, nos cônjuges Luigi Beltrame Quattrocchi e Maria Corsini, que viveram entre o final do século XIX e a metade do XX, beatificados por meu venerado predecessor João Paulo II em outubro de 2001, coincidindo com os vinte anos da Exortação Apostólica Familiaris consortio. Este documento, além de ilustrar o valor do matrimônio e as funções da família, solicita aos esposos um particular compromisso no caminho de santidade, que, tirando graça e força do sacramento do matrimônio, acompanha-os ao longo de toda sua existência (cf. N. 56). Quando os cônjuges se dedicam generosamente à educação dos filhos, guiando-os e orientando-os no descobrimento do plano de amor de Deus, preparam esse fértil terreno espiritual no qual florescem e amadurecem as vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. Revela-se quão intimamente estão ligadas e se iluminam mutuamente o matrimônio e a virgindade, a partir de sua comum firmeza no amor esponsal de Cristo.
Queridos irmãos e irmãs: neste Ano Sacerdotal oramos para que, “por intercessão do Santo Cura d’Ars, as famílias cristãs se convertam em pequenas igrejas, nas quais todas as vocações e todos os carismas, dados pelo Espírito Santo, possam ser acolhidos e valorizados” (da oração do Ano Sacerdotal). Que Nossa Senhora, a quem juntos invocamos, nos obtenha esta graça.
[Traduzido por Élison Santos]

sábado, 22 de agosto de 2009

NOVOS CASAIS NA OCDS

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Temos dois novos casais na OCDS:

Maria e Márcio, da Comunidade de Goiânia-GO, contraíram núpcias em 18/07/09 em celebração presidida pelo Frei Deneval, no Carmelo de Trindade. Estiveram presentes membros da OCDS de outras Comunidades e Grupos. A Equipe de Música OCDS estava representada pela Elisa Maria, da Comunidade de Itapetininga-SP. Havia duas irmãs como madrinhas: Madre Marinalva e Irmã Terezinha!

Zarifa e Marcelo, da Comunidade de Brasília-DF, celebraram seu matrimônio em 31/07/09 em Brasília.

(Fotos enviadas por Márcio Aparecido dos Santos - Comunidade de Goiânia-GO)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

ORAÇÃO DA FAMÍLIA


A oração familiar tem muita importância. Família que reza permanece unida!
Pretendemos contribuir para que a oração se faça cada vez mais em família. Nestas orações qualquer membro da família pode presidir.
Eis um primeiro esquema de Oração:

INTRODUÇÃO:
Presidente - Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Todos - Amém!

LEITURA DA PALAVRA DE DEUS: (Esta leitura pode ser tirada de qualquer texto da Bíblia ou pode ser uma das leituras do dia retirada da Missa)
Leitor - (...)

PRECES:
Presidente - Peçamos a Cristo Nosso Senhor que proteja e santifique a nossa família dizendo:
R - Guardai a nossa família, Senhor, na Vossa paz!
Leitor - Senhor que viveste numa família humana igual à nossa, santificai-nos e protegei-nos com a Vossa presença. R.
Leitor - Ajudai todas as famílias que vivem com dificuldades. R.
Leitor - Lembrai-vos dos membros desta família que mais sofrem e, por isso, mais precisam da Vossa ajuda. R.
Leitor - Guardai na Vossa paz todos os defuntos particularmente os que pertenceram à nossa família. R.
Leitor - Neste ano fazei que todos reconheçam o valor da família. R.

ORAÇÕES COMUNS:
Pai Nosso...
Ave Maria...
Glória...
(Se a família quiser poderá também nesta altura rezar o TERÇO)

ORAÇÃO DA FAMÍLIA
Todos -
Senhor, nós Vos louvamos pela nossa família e agradecemos a Vossa presença no nosso lar. Iluminai-nos para que sejamos capazesde assumir o nosso compromisso de Fé na Igreja e de participar da vida da nossa comunidade. Ensinai-nos a viver a Vossa palavra e o novo mandamento do amor.Concedei-nos a capacidade de reconhecer as nossas diferenças de idade, de sexo, de carácter, para nos ajudarmos mutuamente, para perdoarmos as fraquezas, reconhecermos os nossos erros e vivermos em harmonia. Dai-nos, Senhor, boa saúde, trabalho com salário justo e um lar onde possamos viver felizes. Ensinai-nos a tratar bem os mais necessitados e pobres,dai-nos a graça de aceitar com fé a doença e a morte quando se aproximarem da nossa família.Ajudai-nos a respeitar e incentivar a vocação de cada um incluindo a daqueles que Vós escolhestes para Vos servirem. Que em nossa família reine a confiança, a fidelidade, o respeito mútuoe que o amor nos una cada vez mais.Permanecei connosco, Senhor,e abençoai o nosso lar hoje e sempre. Amém.

ORAÇÃO FINAL:
Presidente - Senhor que na Vossa misericórdia quisestes que o Vosso Filho fizesse parte de uma família humana, guardai e protegei esta família para que, fortalecida pela Vossa graça, viva em paz, goze de saúde e seja testemunho do Vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho na unidade do Espírito Santo.
Todos - Amen!

CONCLUSÃO:
Presidente - Bendigamos ao Senhor.
Todos - Graças a Deus


(Se não for possível rezar o terço ou esta oração em família que se reze pelo menos um "Pai Nosso" ou uma "Ave Maria" no final do jantar ou em outro momento qualquer. Podemos fazer isso nuns breves momentos e ir crescendo em desejo de rezar mais.)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

De pai para filho, de geração em geração

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Artigo do cardeal Odilo Pedro Scherer

SÃO PAULO, sexta-feira, 14 de agosto de 2009 (ZENIT.org).

- Publicamos o artigo do arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, intitulado “De pai para filho, de geração em geração”, escrito no contexto da Semana da Família no Brasil. O texto foi veiculado na edição desta semana do jornal O São Paulo.* * *

Com o Dia dos Pais, inicia-se a Semana da Família no Brasil. A Igreja entende que o casamento é uma vocação e a família, uma grande bênção para as pessoas e toda a humanidade. Aliás, vale lembrar que foi a primeira bênção pronunciada sobre este mundo, logo após a criação do homem e da mulher; e não por um ser humano, mas pelo próprio Criador: “e Deus os abençoou” (Gn 1,28). Bênção maravilhosa!

Na família, geralmente, a atenção maior recai sobre a mãe e os filhos; o pai fica meio esquecido. Por isso, ao apresentar os parabéns aos pais, pela passagem do seu dia, desejo dedicar-lhes estas reflexões. Não como antropólogo, estudioso dos problemas sociais ou psicólogo familiar, mas como bispo e pastor, partindo dos ensinamentos de nossa fé cristã. Gosto muito da passagem da Carta aos Efésios, onde o autor manifesta seu vivo desejo de que os fiéis de Éfeso tenham uma profunda experiência do amor de Deus, revelado ao mundo por meio de Jesus Cristo: “por essa razão, dobro os meus joelhos diante do Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, do qual recebe o nome toda paternidade no céu e na terra” (Ef 3,21). Deus é pai amoroso e nele tem sua origem toda paternidade na terra!

Por isso, toda verdadeira paternidade tem algo a ver com a paternidade de Deus, que é criadora e geradora da vida, ação amorosa e providente para nutrir a vida e cuidar com ternura e vigor da criatura frágil; é ação educadora e estimuladora, para que a vida se encaminhe bem e alcance a plenitude e seu verdadeiro objetivo. Assim faz o Pai do céu; assim também seria o bom desempenho de toda paternidade na terra. Infelizmente, muitas vezes, a paternidade do homem está muito longe de retratar a paternidade divina. A Igreja convida os pais a crescerem na sua missão e os quer ajudar.
A Conferência de Aparecida reservou alguns parágrafos interessantes ao papel do homem e do pai de família na ação missionária da Igreja; nunca tinha acontecido antes que um documento da Igreja se dirigisse assim tão diretamente aos varões. Naturalmente, a palavra é dirigida ao homem cristão e católico. Como discípulo e missionário de Jesus Cristo, ele é chamado por Deus a ocupar seu papel próprio e indispensável em todos os âmbitos onde exerce suas responsabilidades sociais e profissionais (cf Doc. Aparecida, nn. 459-463). De modo especial, na família e na educação dos filhos, ele não deve deixar tudo à mulher ou à esposa; seu papel de varão e de pai é fundamental para a educação e o equilibrado amadurecimento da personalidade dos filhos. A presença fraca do pai, sua ausência ou, pior ainda, sua imagem negativa, deixa marcas na personalidade dos filhos e pode comprometer a formação deles para a vida.

Lançando um olhar sobre toda a América Latina, os bispos reunidos em Aparecida, em maio de 2007, lamentavam que, tradicionalmente, muitos homens se mantêm distantes da Igreja e do compromisso que nela são chamados a assumir; desse modo, vão se afastando de Jesus Cristo e da vida plena que tanto desejam e procuram; e os bispos apontavam para algumas conseqüências dessa falta de comprometimento do varão na tarefa educadora da família e nos rumos da convivência social: a proliferação dos vícios, como a droga e o álcool, a violência e a afirmação de certa maneira materialista de viver, onde contam sobretudo os bens materiais e o gozo imediato da vida. Sem falar da sobrecarga das mulheres nas responsabilidades familiares e educativas. A própria ação pastoral da Igreja precisa ser repensada, buscando maior envolvimento do homem na vida e na missão da comunidade eclesial.


O pai também tem uma missão importante na educação religiosa dos filhos. Sua palavra oportuna e, sobretudo, seu exemplo, cai fundo no coração dos filhos. Ele também é catequista para seus filhos. Lembro um texto bonito da Bíblia, no Deuteronômio: depois da libertação da escravidão no Egito, graças à intervenção de Deus, Moisés recomenda ao povo de Israel que nunca esqueça as maravilhas realizadas pelo Senhor e seus mandamentos: “trarás gravadas em teu coração todas estas palavras que hoje te ordeno; tu as repetirás com insistência aos teus filhos e delas falarás quando estiveres sentado em tua casa, ou andando pelos caminhos; quando deitares ou quando levantares” (Dt 6,6-7). Assim faziam os filhos de Abraão, de geração em geração. Era, sobretudo, missão do pai. Assim também fizeram os discípulos missionários de Jesus Cristo ao longo da história, antes de nós. E, ainda hoje, o pai cristão é convidado a fazer o mesmo: contar aos filhos as maravilhas de Deus, falar da experiência da própria fé, das coisas bonitas do Evangelho de Cristo e das riquezas da vida da Igreja. De geração em geração. É semear a boa semente em campo fértil e esperar o fruto chegar. Com a bênção de Deus!

Cardeal Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Família humana deve ser reflexo da família trinitária


Dom Orani João Tempesta fala sobre a Semana da Família no Brasil

RIO DE JANEIRO, quinta-feira, 13 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- No contexto da Semana da Família no Brasil, o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, fez um convite a que as famílias humanas busquem ser como a família trinitária.

“Sendo a família humana uma instituição de origem divina, com semelhança da família trinitária, ela somente readquirirá a dignidade perdida quando voltar a ser o reflexo da família trinitária, na qual Deus não só é Pai, mas paternidade, Jesus Cristo não é apenas filho, mas filiação e o Espírito Santo, não é somente união, mas unidade”, afirma o arcebispo, em seu artigo semanal.

Segundo Dom Orani, a família, hoje, “para cumprir sua missão de promotora do bem-estar do ser humano, terá que cada vez mais ser poço de paternidade, berço da filiação e comunidade de amor”.

“É bom relembrar o compromisso solene do casamento cristão, que sempre é proclamado pelos noivos perante a comunidade eclesial: ‘Recebo-te por minha (por meu) esposa (esposo) e te prometo ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-te e respeitando-te todos os dias de minha vida’.”

Vê-se, pois –prossegue o arcebispo–, “que o vínculo matrimonial que nasce do amor recíproco se exprime por esse juramento conjugal, que começa e se realiza diante da infinita majestade de Deus por aquele mesmo amor com que o Pai nos amou no seu Filho, Jesus Cristo, e nos santifica pelo Espírito desse Amor, que é o Espírito Santo”.

Dom Orani destaca que, ao celebrar a Semana Nacional da Família, a Igreja no Brasil “quer, uma vez mais, salientar a importância da família, que, talvez mais que outras instituições, tem sido posta em questão pelas amplas, profundas e rápidas transformações da sociedade e da cultura”.

“Por isso, é fundamental um olhar atento, dirigido com carinho, afeto e atenção à família, patrimônio da humanidade e tesouro dos povos”, escreve.

Segundo o arcebispo, “valorizando a família autêntica, de marido e mulher, com uma família bem estruturada, a Igreja no Brasil conclama a todos para que prossigam no objetivo pastoral de Evangelizar pela Família e para a Vida”.

“Quero convidá-los para que junto de sua esposa e filhos sejam cada vez mais comprometidos com a valorização de sua família, e para não medirmos esforços em protegê-la e defendê-la das grandes pressões externas.”

“Que a família brasileira seja respeitada como espaço privilegiado para a existência e a convivência humana”, deseja o arcebispo do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Igreja no Brasil promove semana da família

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BRASÍLIA, segunda-feira, 10 de agosto de 2009 (ZENIT.org).

- A Igreja no Brasil celebra desde ontem a Semana Nacional da Família. Esta edição do evento tem como tema “Família, Igreja Doméstica, Caminho para o Discipulado”.Segundo informa a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a Semana acontece desde 1992 e o seu objetivo é defender e promover a família. Durante esta semana, as paróquias e comunidades de todo o país se engajam no evento por meio de palestras, orações, discussões e passeatas.Segundo o assessor da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, padre Luís Antônio Bento, os sete dias de evento vão destacar os valores da família para a sociedade e “salientar a sua importância, que, talvez mais que outras instituições, tem sido posta em questão pelas amplas, profundas e rápidas transformações da sociedade e da cultura”.Para auxiliar as comunidades e paróquias que participarão da Semana Nacional da Família, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar lançaram o subsídio “Hora da Família”. A obra, que já está em sua 13ª edição, com uma tiragem de 190 mil exemplares, apresenta reflexões sobre temas familiares e traz sugestões de celebrações e reflexões sobre o Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia do Catequista, Dia do Nascituro.

domingo, 9 de agosto de 2009

quarta-feira, 29 de julho de 2009

ORAÇÃO DA FAMÍLIA


Senhor,
nós vos louvamos pela nossa família
e agradecemos a vossa presença
em nosso lar.

Iluminai-nos para sejamos capazes
de assumir nosso compromisso de fé na Igreja
e de participar da vida de nossa comunidade.

Ensinai-nos a vir a vossa palavra
e o novo mandamento do amor.

Concedei-nos a capacidade
de reconhecer nossas diferenças
de idade, de sexo, de caráter,
para nos ajudarmos mutuamente,
para nos perdoarmos as fraquezas,
comprendermos nossos erros
e vivermos em harmonia.

Dai-nos, Senhor, boa saúde,
trabalho com salário justo
e um lar onde possamos viver felizes.

Ensinai-nos a tratar bem
os mais necessitados e pobres
e dai-nos a graça de aceitar com fé
a doença e a morte
quando se aproximarem de nossa família.

Ajudai-nos a respeitar e incentivar
a vocação de cada um e também daqueles
que Deus chamar a seu serviço.

Que em nossa família reine a confiança,
a fidelidade, o respeito múto
e que o amor nos una cada vez mais.

Permanecei em nossa família, Senhor,
e abençoai nosso lar hoje e sempre. Amém.

sábado, 11 de julho de 2009

Primeira festa litúrgica dos pais de Santa Teresinha

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Numerosas famílias participarão da cerimônia


LISIEUX, sexta-feira, 10 de julho de 2009 (ZENIT.org).


- O arcebispo de Milão, o cardeal Dionigi Tettamanzi, presidirá, neste domingo, 12 de julho, em Lisieux, França, a primeira festa litúrgica dos esposos Louis (1823-1894) e Zélie (1831-1877) Martin.O cardeal Tettamanzi convidou especialmente as famílias de sua diocese para que o acompanhem a Lisieux para a festa destes dois esposos, pais de Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, beatificados conjuntamente em 19 de outubro de 2008.O cardeal foi quem iniciou o processo para examinar a cura inexplicável de um bebê, Pietro Schilirò, de Monza, aprovada pela congregação romana para as causas dos santos para o processo de beatificação.O reitor do santuáio de Lisieux, Dom Bernard Lagoutte, também convidou as famílias a participar desta celebração, com o conselho do pai de Teresa: “Seja feliz”.A missa acontecerá às 10h30 na basílica do Santuário de Lisieux.A data de 12 de julho foi escolhida para celebrar a festa litúrgica dos esposos Martin por ser o aniversário de seu casamento, em Alençon, à meia-noite de 12 de julho de 1858, na igreja de Notre-Dame.Pietro Schilirò, quinto filho de Valter e Adele Leo nasceu em 25 de maio de 2002 no hospital Saint-Gérard de Monza, na Itália.Da sala de parto foi levado imediatamente para a unidade de tratamento intensivo por uma grave insuficiência respiratória. Foi entubado e conectado a um respirador.Em 3 de junho, os médicos lhe declararam em perigo de morte. Seus pais chamaram o Pe. Antonio Sangalli, carmelita, de Monza, para batizar Pietro com urgência, e assim o fez.Com o consentimento de seus pais, realizou-se uma biopsia no bebê em 6 de junho para propiciar um diagnóstico. Isso implicava um grande risco para o pequeno.Pe. Sangalli propôs então a seus pais, que conhecia desde há anos, que rezassem uma novena a Louis e Zélie Martin, e eles aceitaram, pedindo a numerosos parentes e amigos que se unissem a eles.O resultado da biopsia não foi bom. Contudo, os médicos se surpreenderam ao constatar que o menino suportava a ventilação dos pulmões sem sucumbir.O doutor D’Alessio, cirurgião do hospital de Legnano (Milão), declarou que o exame macroscópio se apresentava nas piores condições e que, em sua opinião, o estado de Pietro era desesperador.O doutor Capellini, do hospital de Monza, depois de examinar seu histórico, falou de uma má formação congênita devido a um insuficiente amadurecimento pulmonar.O doutor Zorloni advertiu a família do quadro mortal e que se extrairiam mostras post portem do recém-nascido para os exames futuros.A família e seus amigos começaram uma segunda novena. Em 13 de junho, após a oração do rosário, Pe. Sangalli reiterou o pedido a Louis e Zélie Martin para fazer-lhes conhecer a vontade de Deus e para curar o menino.Em 2 de julho, o respirador foi retirado do bebê e em 27 abandonou o hospital. Tinha 33 dias.Em 14 de setembro, Pietro foi levado à paróquia de Monza para receber os ritos complementares ao batismo em presença de 400 pessoas que deram graças.Muitos médicos aconselharam seus pais que uma comissão da Igreja examinasse o caso de seu filho.De 31 de dezembro de 2002 a 3 de janeiro de 2003, a família Schilirò, com Pietro, de sete meses; o padre Sangalli, que se converteu em vice-postulador da causa dos esposos, e um grupo de peregrinos italianos foram a Lisieux para agradecer.Em 10 de junho de 2003 (após a intervenção de dezenas de testemunhos, entre eles sete médicos), na capela do arcebispado de Milão, o cardeal arcebispo reconheceu a origem milagrosa desta cura.Bento XVI, em uma carta de preparação do VI Encontro Mundial das Famílias, apresentou Marie Zélie Guérin e Louis Martin como “modelos exemplares de vida cristã para as famílias de hoje”.