"Poderíamos aqui meditar sobre como seria saudável também para a nossa sociedade atual se num dia as famílias permanecessem juntas, tornassem o lar como casa e como realização da comunhão no repouso de Deus" (Papa Bento XVI, Citação do livro Jesus de Nazaré, Trad. José Jacinto Ferreira de Farias, SCJ, São Paulo: Ed. Planeta, 2007, p. 106)

sábado, 7 de agosto de 2010

PAI, PRECISAMOS DE TI


"A presença do pai em casa é indispensável. Não basta fazer exigências aos nossos pais, precisamos ajudá-los na sua missão. Aos pais, nossa gratidão, admiração, compreensão, perdão e oração. Ser pai não é apenas ter capacidade de reprodução, mas capacidade de amizade, de comunicação, de relacionamento humano. O pai é um herói, um ponto de referência, um esteio, um indicador de rotas e rumos.

Os pais representam, em casa e na sociedade, o rosto de Deus-Pai. Assim, os pais são con-criadores de Deus, têm iniciativas, responsabilidades e, principalmente, conferem identidade e segurança aos filhos e à família. Não é fácil ser pai, mas é empolgante. Sem o pai, somo inseguros, indefinidos, tímidos, indecisos, confusos. Pai, nós precisamos de ti.

O que mais os filhos esperam do pai é que ele ame, respeite e cuide da mãe. Quando o marido ama a esposa, os filhos se sentem bem. Daí a necessidade da presença, do colo e dos joelhos do pai. Pai carinhoso, filho maravilhoso. Pai religioso, filho realizado. Pai presente, filho obediente e feliz. Pai ausente, filho carente. Pai fraco, filho efeminado. Pai profissional, filho consumista.

Os pais deixaram de ser autoritários e passaram a ser permissivos. O certo é ser pai participativo, pai amigo, pai carinhoso e seguro. O pai precisa ensinar valores e limites, para que os filhos não sejam prepotentes e depois delinqüentes. Nossos filhos precisam também de afeto, de religião e de disciplina. O amor é exigente. O pai não pode ser escravo do trabalho, do dinheiro, da empresa. Terá sucesso econômico e fracasso familiar. Assim, não vale a pena tanto esforço, tanto desgaste e sofrimento.

É bonito e saudável os pais e filhos participarem da missa dominical ou do culto de sua religião. Religião não é só para as mães, as avós e as crianças. Como é saudável o pai rezar pelos filhos desde a concepção e depois rezar com eles em família.

Dizem os psicólogos que excesso de liberdade, excesso de dinheiro, excesso de tudo prejudica e estraga os filhos. Nada de super proteção. O pai não vai perder o amor dos filhos ao transmitir-lhe firmeza, orientação e disciplina. Dar às crianças tudo o que pedem não é um ato de amor. Nossos filhos precisam ouvir várias vezes “não”, duma vez que este “não” seja portador do bem, da verdade, do amor. Ouvir este “não”, não frustra as crianças.

O pai ensina muito pelo exemplo e convence pela alegria de ser pai. A criança aprende imitando. Os pais são seus deuses até certa idade. A família é a primeira escola. Os filhos esperam que os pais coloquem em prática o que dizem, sejam coerentes, não mintam. Ainda mais, desejam que os pais não briguem na frente deles e que saibam fazer as pazes, perdoar e compreender e saibam também dar afeto para todos em casa, sem excluir ninguém. Um pai forte e amigo, ao lado de uma mãe equilibrada, formará uma família sadia.

Os pais também precisam de carinho, apreço e reconhecimento dos filhos. O jeito, o comportamento, as atitudes dos filhos afetam os pais. Hoje, os filhos ajudam os pais e estes aprendem com os filhos. Um pai fascinante terá filhos seguros, saudáveis que desejam ser parecidos com o pai e querem ser dignos desse pai. Tais filhos podem dizer: eu e o pai somos um."

Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Londrina

Presidente da Comissão Episcopal da CNBB "Vida e familia"

Ação de Graças pelo Dia dos Pais


"A alegria amorosa com que os nossos pais nos acolheram e acompanharam nos primeiros passos neste mundo é como um sinal e prolongamento sacramental do amor benevolente de Deus, do qual procedemos.


A experiência de sermos acolhidos e amados por Deus e pelos nossos pais é a base sólida que favorece sempre o crescimento e desenvolvimento autênticos do homem, que tanto nos ajuda a amadurecer no caminho para a verdade e para o amor, e a sairmos de nós mesmos para entrarmos na comunhão com o próximo e com Deus."


(Sua Santidade, Papa Bento XVI, HOMILIA DO SANTO PADRE NA CONCELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA POR OCASIÃO DO ENCERRAMENTO DO V ENCONTRO MUNDIAL DAS FAMÍLIAS, Valência, Espanha, Domingo, 9 de Julho de 2006).

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Brasil: Igreja celebra semana da família

BRASÍLIA, sexta-feira, 6 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – A Igreja no Brasil celebra a partir deste domingo, dia 8, a Semana Nacional da Família.

A edição deste ano, a 14ª realizada, repete o tema do 6º Encontro Mundial das Famílias (México, janeiro de 2009): “Família, formadora de valores humanos e cristãos”.

“Nessa semana, as comunidades eclesiais, escolas, clubes, associações, animadas pela Pastoral Familiar, têm um espaço para preparar e organizar programações diversas, revigorando a integração familiar e ressaltando as virtudes e valores da família”, afirmou no site da CNBB o presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família, Dom Orlando Brandes.

Segundo o bispo, a Igreja quer cada vez mais criar a tradição da Semana Nacional da Família nas dioceses e nas paróquias de todo o Brasil. “Fazer com que as famílias possam refletir sobre os temas, não somente na Semana Nacional, mas todos os dias”, disse.

Durante a semana, as paróquias trabalharão o tema de acordo com o livro “A Hora da Família 2010”, elaborado pela Comissão. O livro traz roteiros para celebrações nos lares, nos grupos e escolas.

Na internet: http://www.cnbb.org.br

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Os quatro Pilares da Família




"Uma casa se apóia em quatro pilares, uma mesa em quatro pés, a natureza em quatro estações, o mundo em quatro direções, uma sala em quatro lados. Quais são os quatro pilares da família?

1-Comunidade de pessoas. O que faz a família ser uma comunidade, um lar é a convivência, o relacionamento, a comunicação das pessoas. Cada membro da família precisa estar de bem consigo mesmo, com os outros familiares, com a comunidade e com Deus. Família é reciprocidade e complementariedade entre as pessoas, é uma comunidade de vida e de amor onde se experimenta a conjugalidade, a filiação, a fraternidade, a sociabilidade.

Por ser comunidade de pessoas é necessário o diálogo, o perdão, a oração e a ternura entre seus componentes. A família é o lugar primário de humanização da pessoa, é a primeira sociedade natural, lugar de relações interpessoais entre o eu - tu formando o “nós”, isto é, a comunidade de pessoas.

2-Santuário da vida. A família, fundamentada no consenso e no amor entre um homem e uma mulher pelo sacramento do matrimonio, é o berço e o ninho da vida. Nela a vida é transmitida, gerada, nascida, acolhida, cuidada, desenvolvida. Por isso, a família é “patrimônio na humanidade”. Os pais são colaboradores de Deus e benfeitores da sociedade. Como santuário de vida a família rejeita o aborto, a eutanásia e o egoísmo na transmissão da vida. Ela é um tesouro dos povos porque é um “capital humano” a serviço da vida. Nela a pessoa recebe identidade, dignidade e personalidade.

Enquanto santuário de vida, a família protege a “ecologia humana” possibilitando a transmissão da vida e garantindo a sobrevivência humana. A consangüinidade, o parentesco, a familiaridade são valores que garantem a dignidade da pessoa e lhe conferem serenidade. A vida é o bem primário e fundamental que fundamenta todas as outras instituições e direitos. O direito à vida é inviolável. A vida, porém, é frágil. Precisa do amparo da família, dos cuidados básicos, do afeto, da presença e da fé dos pais e irmãos. Na família acontece o “evangelho da vida”. Pais, filhos, irmãos “são ministros da vida”, da dignidade, inviolabilidade e sacralidade da vida.

3-Célula da sociedade. A família educa os cidadãos, ensina as virtudes sociais, promove a aprendizagem das responsabilidades sociais e da solidariedade. Ela está no centro da vida social. É titular de direitos próprios e originários. É o lugar primário das relações interpessoais, é célula vital da sociedade.

A família é a primeira instituição social, é uma comunidade natural para o bem da sociedade, aliás, é a primeira sociedade humana. Sem a família as estruturas, as instituições e os povos se debilitam. Todo sistema social que pretende servir ao bem da sociedade não pode prescindir da família.

Ela tem prioridade em relação à sociedade e ao Estado, porque é a condição da existência da pessoa e da sociedade. Ela precede em importância e valor às funções que a sociedade e o Estado devem cumprir. Ela encontra sua legitimação na natureza humana e não no reconhecimento do Estado. A sociedade e o Estado estão para a família. Ela é célula da sociedade que tem direito a políticas familiares como: emprego, habilitações, saúde, escola, etc.

5-Igreja domestica. O sacramento do matrimonio faz dos pais os sacerdotes da família, os primeiros catequistas, os educadores da fé pelo exemplo e pelo ensino. A família é uma instituição divina e lugar de salvação e de santificação. É necessário uma autêntica e profunda espiritualidade conjugal e familiar que se expressa na oração, na vivência da fé, no engajamento eclesial. Os pais têm o direito e o dever de transmitir a fé a seus filhos. Eles são mestres, catequistas e primeiros ministros de seus filhos.

Jesus cresceu em idade, sabedoria e graça na família de Nazaré. Deus no mais íntimo de seu mistério não é solidão, mas uma família. O matrimônio é sinal e instrumento do amor de Deus pela humanidade e a família é imagem da Trindade, uma aliança de pessoas, uma igreja doméstica."

Dom Orlando Brades – Arcebispo de Londrina
Para o Jornal Folha de Londrina – 08 / 08 / 2009

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Aborto: um debate cada vez mais sério

Tema que atravessa os Estados Unidos, Canadá e Inglaterra

Pe. John Flynn, L.C.

ROMA, domingo, 1º de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Nestes dias, o aborto ocupa muitas manchetes. A candidata ao Tribunal Supremo dos Estados Unidos recebeu críticas pelo seu apoio ao aborto durante as audiências diante do senado para sua confirmação, sobretudo pelo seu papel como membro da administração de Clinton, que se opôs às leis que proibiam o aborto de gestações muito avançadas.

Por outro lado, os efeitos da lei de assistência médica aprovada pelo Congresso continuam causando enfrentamentos. National Right to Life lançou o sinal de alarme sobre os abortos que estavam sendo financiados sob os planos estatais de seguro médico que se financiam com fundos federais. O plano do Novo México acrescentava à lista o aborto como uma das suas coberturas, até que uma investigação de Associated Press fez que se eliminasse, segundo informou a agência de notícias no dia 14 de junho. A reportagem explicava que a lei federal proíbe que se pague o aborto com dinheiro do governo, exceto em casos de incesto ou para salvar a vida da mãe.

O amargo debate no Congresso sobre a lei de assistência médica do ano passado só terminou quando os democratas obtiveram suficientes votos para aprovar a lei, depois de que o presidente Barack Obama assinou uma ordem executiva impondo recortes ao financiamento federal de abortos.

Em consequência, o Departamento de Saúde e Serviços Sociais publicou uma declaração na qual se excluía o aborto de tais programas. O cardeal Daniel DiNardo, de Galveston-Houston, presidente do Comitê das Atividades Pró-Vida da Conferência Episcopal Americana, acolheu com satisfação a declaração, que evitava um “alarmante precedente” e pedia uma lei permanente que excluísse o aborto de todos os programas, segundo expressava em uma nota de imprensa, de 29 de junho, da Conferência Episcopal dos Estados Unidos.

A estas notícias seguiram os protestos sobre os planos da administração Obama de permitir abortos em hospitais militares. O cardeal Daniel Dinardo escrevia ao comitê do senado considerando esta mudança, incentivando-os a rejeitar a proposta. Esta medida acabaria com a longa política federal e militar de não-promoção do aborto por parte do governo, segundo afirmou em uma declaração publicada no dia 29 de junho pela conferência episcopal.

O cardeal DiNardo afirmou que a atual política militar está em harmonia com a política federal: “Tampouco podem ser usadas outras instalações sanitárias federais para abortos seletivos, e muitos Estados têm suas próprias leis contra o uso de instalações públicas para tais abortos”.

Restrições clínicas

O enfrentamento sobre o aborto não é menos intenso no âmbito estatal nos Estados Unidos. Em Missúri, o governador Jay Nixon permitiu que uma proposta – que exige às clínicas abortivas que ofereçam imagens de ultrassonografias e do coração batendo dos fetos – se convertesse em lei, informou em 14 de julho Associated Press.

A lei de Missúri já ordena que se fale a uma mulher sobre os riscos físicos e psicológicos do aborto pelo menos 24 horas antes de submeter-se ao procedimento. Estas medidas adicionais aprovadas exigirão uma consulta pessoal ao invés de telefônica, e que as mulheres recebam uma descrição “das características anatômicas e psicológicas da criança não-nascida”, junto com o oferecimento de uma ultrassonografia.

Em 2008, segundo fontes citadas por Associated Press, foram praticados 7.400 abortos em Missúri.

O Nebrasca é outro Estado no qual entraram em vigor novas leis sobre o aborto, segundo informou em 13 de julho o jornal Washington Times. Em vigor desde 15 de julho, a Lei de Proteção da Saúde das Mulheres exige que as mulheres que solicitem o aborto sejam submetidas a um exame de temas de saúde mental e também lhes é perguntado se estão sendo pressionadas para que abortem. Além disso, a lei dá direito às mulheres de levar aos tribunais os que praticaram os abortos, caso desenvolvam problemas mentais ou psicológicos como resultado do procedimento.

Uma segunda lei proíbe o aborto após a 20ª semana de gestação, exceto para salvar a vida da mãe.

No último minuto, a lei foi bloqueada por um juiz federal, segundo informou em 14 de julho Associated Press. O juiz de distrito Laurie Smith Camp concedeu a Planned Parenthood uma proibição preliminar sobre a base de que a lei torna impossível o aborto no Estado.

Esta legislação no âmbito estatal é cada vez mais comum, comentou uma reportagem do New York Times em 3 de junho. Somente neste ano, pelo menos 11 Estados aprovaram leis que regulam o aborto. O artigo citava estatísticas da cena legislativa de uma organização pró-aborto, o Guttmacher Institute. Na primeira metade de 2010, foram submetidas a votação cerca de 370 leis estatais que regulam o aborto – um número a ser comparado com as 350 de cada um dos 5 anos anteriores. Neste ano, pelo menos 24 dessas leis foram aprovadas.

“Cerca de 90% da legislação pró-vida está nos Estados”, declarou ao New York Times Daniel S. McConchie, vice-presidente para assuntos governamentais de Americans United for Life.

O caso do Canadá

Um pouco mais ao Norte, no Canadá, o aborto também aparece nas manchetes. No começo deste ano, o debate se centrou sobre se o governo deveria financiar o aborto com as ajudas aos países em desenvolvimento. As autoridades federais optaram por não financiar os abortos. Enquanto o assunto era debatido, Margaret Somerville, diretora do Centro de Medicina, Ética e Direito da Universidade McGill, escreveu um artigo de opinião para o jornal Ottawa Citizen no dia 30 de abril. No texto, ela dizia que o aborto não deveria ser financiado baseando-se em uma decisão ética que valorizasse a vida humana.

Indicava, além disso, que inclusive o assim chamado “aborto seguro” implica em riscos para as mulheres.

Pouco depois, o arcebispo de Québec, cardeal Marc Ouellet, reabriu o tema do aborto pedindo que se voltasse a examinar a legislação, segundo informou a CBS no dia 26 de maio. O cardeal Ouellet, nomeado pouco depois pelo Papa como prefeito da Congregação de Bispos, condenava o aborto como um crime moral.

Suas declarações receberam duras críticas, mas afirmou que não julgava as mulheres individuais, ao mesmo tempo em que pedia ao governo que ajudasse a reduzir o número de abortos.

“O debate sobre o aborto está aberto – afirmava. E não devemos ter medo”, observou a reportagem da CBS.

Do outro lado do Atlântico, na Espanha, entrou em vigor uma nova lei que permite o aborto sem restrições durante as 14 primeiras semanas de gravidez, segundo informou em 5 de julho Associated Press. A lei foi aprovada pelo congresso espanhol, controlado pelo Partido Socialista, no começo de 2010. Também permite que adolescentes de 16 e 17 anos abortem sem a autorização dos seus pais, ainda que devem informá-los sobre o fato.

A oposição do Partido Popular levou a nova lei do aborto à mais alta instância judicial do país, o Tribunal Constitucional, mas no dia 14 de julho este determinou que não se suspenderia a nova lei enquanto decide a apelação contra ele, segundo informou em 15 de julho Associated Press.

Debate sobre a dor do feto na Inglaterra

O aborto também esteve em primeiro plano na Inglaterra, onde um informe sustentava que um feto humano não pode sentir dor antes da 24ª semana, segundo informou o jornal Times em 25 de junho.

O estudo, do Royal College of Obstetricians and Gynecologists, foi interpretado como um reverso aos esforços das organizações pró-vida para reduzir o limite temporal para abortar. Estas tentaram mudar as leis, reduzindo de 24 para 20 semanas o limite em que podem ser realizados os abortos.

Christian Odone, comentando a notícia no jornal Telegraph de 25 de junho, disse que “a mensagem implícita é que a dor deveria ser nosso critério de moralidade”. Mas aceitar essa ideia significaria uma mudança radical em nosso sistema ético – sustentou. Em uma situação assim, o bem e o mal se tornariam conceitos meramente relativos baseados em uma escala de dor.

“O comportamento que não produz dor, como seguir adiante com assuntos ilícitos, não seria aceitável, como dar uma injeção fatal a um paciente em coma ou senil: nem a traição secreta nem a morte prematura importam, se ninguém sente for”, comentou. Esta é uma observação muito válida que chama a atenção sobre a importância fundamental da defesa da vida humana.

Quando se abandona o mais importante, as consequências são imensas.

sábado, 31 de julho de 2010

Família: entre internet, celulares e redes sociais

No “Fiuggi Family Festival”, os riscos e oportunidades das novas tecnologias

Por Antonio Gaspari

ROMA, quinta-feira, 29 de julho de 2010 (ZENIT.org) -

Vivemos em uma época de plena revolução telemática. As novas gerações utilizam com facilidade a internet e os celulares. Conectam-se, trocam mensagens, informações, fotos, vídeos.
E os pais estão desorientados; muitos temem pelos riscos relacionados à utilização das novas tecnologias.
Precisamente para debater sobre os limites e oportunidades da internet e dos celulares, o Fiuggi Family Festival organizou no dia 26 de julho o congresso "Science day: internet em família".
O encontro foi realizado em colaboração com o Instituto Italiano de Informática e Telemática do Conselho Nacional de Pesquisa (IIT-CNR).
Introduzido e moderado pelo chefe da sala de imprensa do CNR, Marco Ferrazzoli, o encontro ilustrou aos assistentes as características da revolução tecnológica em curso.
O responsável do grupo de segurança do IIT-CNR, Maurizio Martinelli, repassou a história da internet, percorrendo as etapas de uma tecnologia que em 1974 se chamava ARPANET e contava com cerca de 52 centros de enlace.
Entre siglas como DNS (Domain Name System), TLD (Top Level Domain), ICANN, GAL etc., Martinelli explicou com que velocidade e como se desenvolveu a revolução telemática.
Falou-se também das redes sociais, com suas grandes oportunidades para multiplicar o conhecimento e as relações, mas também dos riscos de sistemas que colocam à disposição de todos imagens e informações não-autorizadas.
Após referir-se às múltiplas oportunidades dos novos telefones celulares, Fabil Martinelli comentou também seus riscos.
Por isso, apresentou iCareMobile, um software elaborado pelo Instituto de Informática e Telemática do CNR para proteger os telefones de última geração de conteúdos inapropriados e aplicações prejudiciais. Tudo para melhorar a segurança dos menores que navegam pela rede.
ICareMobile é um software que permite o controle - total e personalizado - das funções dos modernos telefones celulares, protegendo os jovens e as crianças de ataques externos e de usos indevidos.
Martinelli recordou que os celulares de última geração, os chamados "inteligentes", permitem aos usuários que estejam sempre conectados à internet.
"A facilidade de uso e a difusão massiva de aplicações por chat, redes sociais e file-sharing - precisou - os tornaram muito populares entre os jovens, mas também entre as crianças, favorecendo a difusão de fotos e vídeos não aptos para menores."
Martinelli revelou que as tecnologias de segurança disponíveis para a proteção dos dispositivos desses conteúdos são atualmente insuficientes, é difícil configurá-las e estão pouco preparadas para adaptar a proteção às necessidades específicas dos usuários".
Segundo o especialista em segurança, com iCareMobile "é possível ter um controle quase total do dispositivo, desfrutando com o cuidado necessário dessas características técnicas evolucionárias (GPS, Bluetooth, MMS, conexão à internet) que aparentemente representam a fonte principal de perigo para um smartphone".
"As regras de comportamento que hoje podemos apenas sugerir que nossos filhos sigam se transformarão automaticamente em sistemas de segurança", acrescentou.
"O software poderá, por exemplo, enviar um SMS ao pai se o filho se afasta da escola, ou poderão aplicar-se controles como 'não receber mensagens que contenham material pornográfico ou não-adequado' ou 'não executar videogames em determinados horários'", explicou.
Com relação a outros produtos análogos que se comercializam atualmente, o sistema se diferencia pela alta facilidade de configuração, eficiência e flexibilidade dos controles utilizados pelos pais, assim como pela capacidade de reconhecer imagens de caráter pornográfico diretamente no celular, ao invés de por meio da rede do operador.
Isso se torna mais econômico e garante, por exemplo, a possibilidade de controlar as imagens tomadas diretamente da câmera fotográfica ou recebidas através de canais locais, como o Bluetooth.
Martinelli concluiu afirmando que "iCareMobile é um verdadeiro apoio à proteção das crianças dos perigos da rede e do uso inapropriado do celular, que evidentemente poderá ajudar, mas não substituir a ação de diálogo e controle de pais e educadores".
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segunda-feira, 26 de julho de 2010

"Tenho quatro filhas e a minha maior alegria seria vê-las todas consagradas a Deus".


IR. MARIA DOS ANJOS
1905 -1936
FAMíLIA: VIVEIRO DE SANTOS

Às FAMíLIAS, raiz e célula da sociedade, dá a Ir. Maria dos Anjos de S. José a visão do que seria o mundo, se todas as famílias fossem, como a sua, norteadas por princípios cristãos. Nasceu em Getafe, Madrid, numa casa de dez filhos, em que o pai afirma­va: "Tenho quatro filhas e a minha maior alegria, neste mundo, seria vê-las todas consagradas a Deus".

Assim sucedeu, embora ao separar-se da última filha e futura mártir, renunciasse à que era o encanto e amparo de sua viuvez. Desde de pequenina, a Ir. Maria dos Anjos mostrou-se invulgarmente mansa e alegre; se nunca chorar; cheia de amor a Jesus Eucaristia, a Nossa Senhora e aos pobres. As amigas diziam: "Se vivermos muito, ainda veremos nos altares".

No Carmelo, foi como uma violeta que tudo perfuma, sem dar nas vistas, Como Santa Terezinha --- a estrela da sua vocação ---, quis ser missionária pelo amor e pelo sacrifício. Com uma caridade alegre e humilde, estava sempre ao dispor, sem nunca dizer que não, ainda que fosse a custa dos maiores sacrifícios. Mas sabia ser firme e fiel até ao heroísmo, quando o dever impunha.

Bem-aventurada Maria dos Anjos, rogai pelos casais carmelitas!

sábado, 24 de julho de 2010

Santa Brígida é exemplo na formação de uma família cristã!


A carmelita descalça Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) foi proclamada co-padroeira da Europa juntamente com Santa Brígida, a qual, por sua vez, é um exemplo de vida especialmente válido para quem te a vocação de formar uma família cristã, como os nossos casais carmelitas:

"Indicando Santa Brígida como co-Padroeira da Europa, desejo torná-la conhecida não só aos que receberam a vocação de uma vida de especial consagração, mas também aos que são chamados às naturais ocupações da vida laical no mundo e, sobretudo, à exímia e exigente vocação de formar uma família cristã.

Sem se deixar influenciar pelas condições de bem-estar do seu meio aristocrático, ela viveu com o marido Ulf uma experiência conjugal, onde o amor esponsal se uniu à oração intensa, ao estudo da Sagrada Escritura, à mortificação e à caridade. Juntos fundaram um pequeno hospital, onde frequentemente cuidavam dos enfermos. Brígida tinha também o hábito de servir pessoalmente os pobres.


Ao mesmo tempo, era apreciada pelas suas qualidades pedagógicas, que teve ocasião de pôr em prática no período em
que lhe foi pedido que servisse na Corte de Estocolmo. Desta experiência amadureceram os conselhos que, em diversas ocasiões, veio a dar aos príncipes e soberanos, para desempenharem correctamente as suas funções. Mas os primeiros a beneficiar de tudo isto foram certamente os seus filhos, e não é por acaso que uma das suas filhas, Catarina, é venerada como santa...

Depois da morte do esposo, ouviu a voz de Cristo que lhe confiou nova missão, guiando-a passo a passo com uma série de graças místicas extraordinárias... Com a força que é o eco dos antigos grandes profetas, ela falava com segurança a príncipes e pontífices, revelando os desígnios de Deus acerca dos acontecimentos históricos. Não poupou severas advertências, nem mesmo em matéria da reforma moral do povo cristão e do próprio clero..." (Servo de Deus, Papa João Paulo II, Carta apostólica Spes Aedificandi).

Santa Brígida, rogai pelos casais carmelitas!

domingo, 18 de julho de 2010

Uma família de santos!


Neste dia 19 de julho toda a Igreja é convidada a lembrar de Santa Macrina, que pertenceu a uma das famílias mais santas de todos os tempos e foi uma das padroeiras do último encontro mundial das famílias.

Sua avó paterna também se chamava Macrina e também foi canonizada, tendo confessado a fé em Jesus Cristo durante a perseguição de Maximiano Galério.

Os pais de Santa Macrina foram São Basílio, o Velho, e Santa Emília, filha de um mártir.

De seus nove irmãos, mais três foram elevados à honra dos altares: São Basílio, o Grande, São Gregório de Nissa e São Pedro de Sebaste.

Santa Macrina, rogai pelas nossas famílias!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Casais Santos!



Muita gente pensa que somente pessoas solteiras podem atingir a santidade, o que é um engano absoluto.

Os casais são chamados a viver a santidade dentro do casamento e independente de ambos, ou um deles ser(em) mais assíduo(s) nesse propósito, pode-se alcançar a santidade, que é uma qualidade disponível a qualquer filho de Deus, casado ou não.

Recentemente, o Santo Padre o Papa João Paulo II, canonizou um casal. A novidade nesse caso foi exatamente a canonização de ambos (marido e esposa), sendo que, normalmente apenas um dos cônjuges alcançava o estágio de santidade. Todavia, isso acrescentou muito na fé de muitos casais, que nem se davam conta de que a própria Maria Santíssima e São José eram casados e nem por isso deixaram de ser santos.

Também Santo Antônio de Categeró, irmão da Terceira Ordem de São Francisco, era casado e tinha um filho; Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, tinha tanta fé, que rezou por quarenta anos para a conversão do filho e a Igreja, sabiamente, reconheceu sua santidade; Santa Isabel e São Zacarias educaram na fé seu filho, aquele que devia anunciar o Cristo, São João Batista; Santa Teodora, de Alexandria, perseguida pelo demônio, foi também uma santa casada.

Muitos outros casos existiram e é desejo de João Paulo II canonizar mais casais que tiveram uma vida de santidade, como testemunho para outros casais do mundo inteiro.

Quem recebeu o sacramento do matrimônio tem, na vida com o seu cônjuge e com os seus filhos, matéria-prima para uma vida de santidade.

Lemos em 1 Tes. 4, 3-5;7-8: 'A vontade de Deus é que sejais santos e que vos afasteis da imoralidade sexual. Saiba cada um de vós viver seu matrimônio com santidade e honra, sem se deixar levar pelas paixões, como fazem os pagãos que não conhecem a Deus. Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade. Portanto, quem rejeita esta instrução não é a um homem que está rejeitando, mas ao próprio Deus que vos dá também o seu Espírito Santo.'

Peça, com sua reta decisão em fazer a vontade Deus, a graça da plenitude do Espírito Santo, o Santificador em você, para que aconteça uma mútua santificação no seio familiar que Deus lhe deu a graça de constituir neste mundo e para o céu.

Fonte: PioX.net - Portal Católico

sábado, 26 de junho de 2010

A importância da família

O relato de São João sobre as Bodas de Caná (cap. 2,1-11) mostra claramente como Jesus valoriza a família. Foi o Seu primeiro milagre, abençoando com Sua presença os noivos, que pretendiam iniciar uma nova família. Ele quis iniciar o anúncio do Reino em um casamento, mostrando que a família é importante para Ele.

A família é a base, o esteio, o sustento de uma sociedade mais justa. Ao longo da história da humanidade, assistimos à destruição de nações grandiosas por causa da dissolução dos costumes, a qual foi motivada pela desvalorização da família.

No nosso mundo de hoje, depois que ficou liberado o divórcio indiscriminadamente, a família ficou ameaçada em sua estrutura e é por isso que vemos, através dos meios de comunicação e até na comunidade em que vivemos, cenas terríveis. Filhos drogados matam ou mandam matar os pais, pais matam filhos por motivos fúteis, mães se desfazem de seus bebês, quando não cometem o crime hediondo do aborto quando a criança não tem como se defender. Há problemas seriíssimos. Quando os pais se separam alguma coisa se parte no íntimo dos filhos. Eles não sabem se é melhor ficar com o pai ou com a mãe. No fundo, eles gostariam de ficar com os dois. Em paz e harmonia, é claro.

O amor está sendo retirado do coração dos homens e das mulheres. E, em consequência disso, a família está perdendo a sua unidade e a sua dignidade. Isso acarreta a dissolução dos costumes. A família decai e a sociedade decai. Precisamos compreender e nos lembrar sempre de que Deus nos deu uma família a fim de que, num âmbito menor, nós pudéssemos aprender a amar todos os nossos semelhantes.

O desenvolvimento tecnológico tem seus pontos benéficos. Facilitou a vida das pessoas. Mas facilitou de tal modo que a humanidade ficou mal-acostumada. Só quer o que é fácil. Não se interessa pelo que exige esforço, luta. No entanto, o que conquistamos com esforço tem um sabor muito melhor. Parece que nos esquecemos disso.

Na passagem das Bodas de Caná, Jesus transformou a água em vinho, em bom vinho. Ele poderia ter tirado o vinho do nada, mas Ele quis a participação humana. Por isso, mandou que enchessem as talhas de água. Hoje também o Senhor quer que nós enchamos a "talha de nossa vida", a nossa existência, de "água" que Ele transformará no melhor "vinho".

Que é que isso quer dizer? Quer dizer que precisamos colocar amor em nossa vida, em nossa família, para que Ele transforme esse amor humano em amor divino, o mesmo amor que une as pessoas da Santíssima Trindade e que é tão grande e tão repleto de felicidade, que extravasa, explode e quer ser espalhado entre nós. E é por meio dele que encontraremos a plenitude da felicidade.

Não é fácil cultivar o amor às vezes, é até difícil. Mas o difícil, quando conquistado tem um valor inestimável. Temos prova disso. Em uma competição esportiva, por exemplo, o vencedor fica mais satisfeito quando enfrenta adversários mais difíceis.

Viver em família, viver em união dentro da família não é fácil. Mas fácil não é sinônimo de bom. Talvez seja até o contrário.

A família precisa de amor para ser bem estruturada. A sociedade precisa das famílias para realizar a justiça e a paz porque a sociedade é uma família amplificada.

Falta o "vinho" para as nossas famílias. Esse "vinho" é o amor. É preciso que cada membro da família se esforce. Que os pais assumam verdadeiramente o seu papel. Apesar de ser bem árdua a tarefa dos genitores no mundo de hoje, não se pode desanimar. É necessária e urgente a ação paterna. O jovem é, por natureza, rebelde, quer ser independente. Desperta para o mundo e seus problemas e questiona tudo. Mas os pais precisam participar de sua vida, de uma maneira ou de outra, porque, mesmo errando algumas vezes, ainda assim, estes [os pais] têm capacidade de orientar e ajudar os filhos. Não podemos deixar tudo por conta dos companheiros, da escola, da sociedade ou de sua própria solidão.

Os pais devem fazer o acompanhamento dos filhos, procurar saber o que está acontecendo com eles, tentar ajudá-los de várias maneiras: com orientações, com atitudes exemplares, com o diálogo, com orações. Sempre. Tanto em casa, como na escola, na vida religiosa e social, nos namoros, entre outros.

Muitas vezes, os pais se sentem impotentes. Muitas vezes, achamos que já fizemos tudo e que nada conseguimos. Entretanto, esforçando-nos ao máximo, dando o melhor de nós por uma família mais feliz, estaremos enchendo de "água" a nossa "talha". E a Santíssima Virgem Maria já estará falando com o Filho: "Eles não têm vinho". E Jesus virá nos transformar, transformar a nossa "água" em "bom vinho", transformar a nossa dificuldade em vitória.


Autor: Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora(MG)

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11905

terça-feira, 22 de junho de 2010

A santidade da família no coração da Igreja

“O Bom Deus deu-me um pai e uma mãe mais dignos do céu que da terra” (Sta. Teresinha do Menino Jesus)


Em 2008 foram beatificados, em Lisieux, os pais de Santa Teresinha.

Luis Martin nasceu em Bourdeaux, França, em 22 de agosto de 1828. Aos 19 anos começa a aprender o ofício que por longo tempo exercerá, o de relojoeiro. Meditativo, decidido e organizado, Luis carrega o sonho de ser monge. Ao ser solicitada sua admissão, pedem-lhe que antes complete seus estudos. Depois de um ano e meio abandona os estudos e
dedica-se totalmente à relojoaria, onde seus negócios prosperam. Aos 34 anos conhece Zélia Guérin com quem se casa, aos 13 de julho de 1858.

Zélia Guérin nasceu em Gandelain, França, em 23 de dezembro de 1831. Recebe em seu lar uma educação rigorosa, mas em seu coração transparente sobressai um espírito ativo, profundamente cristão, abnegada e caridosa para com os necessitados. Pede admissão entre as Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. A superiora reconhece sua falta de vocação. Às vésperas de seus vinte anos faz uma novena à Virgem Imaculada para que a ilumine sobre a profissão a escolher. Sente profunda inspiração de iniciar um negócio com rendas. Assim inicia o Ponto de Alençon. Perto de seus 25 anos o desejo de casar-se cresce. E na ponte São Leonardo, ao passar pelo distinto jovem Luis, o coração de Zélia pressente, será ele.

A vida em família

Zélia e Luis Martin casam-se como era costume, à meia-noite, na Igreja de Nossa Senhora em Alençon. Luis tem 35 anos, Zélia 25 anos de idade. Diante de Deus dão um sim recíproco de fidelidade. Passaram quase dez meses vivendo em continência perfeita. Ao conversarem com um sacerdote, este os convence a terem muitos filhos para os consagrarem
a Deus. Terão nove filhos, dos quais cinco chegaram a consagrar-se a Deus na vida religiosa e quatro partem para o céu ainda pequenos.

Mais tarde escreverá Zélia a sua filha Paulina:

“Teu pai tinha gostos semelhantes aos meus, nossos sentimentos eram em uníssono, ele sempre foi um consolo e apoio para mim. E, quando foram chegando nossos filhos, vivíamos mais para eles, eram nossa felicidade e não nos encontrávamos em nós, mas, neles. Por isso desejava ter muitos para os encaminhar ao céu”.

Amor maduro e cristão, fonte de vida e felicidade, assim poderíamos descrever o relacionamento desses esposos Bem-Aventurados. Sobressaía uma amizade, respeito e carinho desejáveis a todos os casais. Escreve o Sr. Luis Martin à sua esposa:
“Só poderei chegar segunda-feira, tarda-me estar ao seu lado. Não se canse demais, recomendo-lhe calma e moderação, espero em Deus chegaremos a construir uma boa casinha. Tive a felicidade de comungar em Nossa Senhora das Vitórias, que é como um paraíso terrestre. Acendi uma vela toda a família. Abraço de coração a todas, esperando a alegria de estarmos reunidos. Seu marido e verdadeiro amigo, que a ama por toda a vida”.


Modelos de vida cristã

Luis e Zélia Martin participavam da Eucaristia todos os dias, comungavam com a freqüência possível em seu tempo, jejuavam possível em seu tempo, jejuavam e rezavam em família. Luis era exemplo de santificação do Domingo, não abria sua relojoaria em hipótese alguma, neste dia e nos dias de preceito. “Deus em tudo, Deus acima de tudo”, era seu lema. Tinha uma corajosa caridade com o próximo, sempre pronto a ajudar quando ouvia a sirene dos bombeiros, afogamentos, contendas e feridos. Assíduo na adoração noturna ao SS. Sacramento, ambos eram muito generosos na ajuda aos necessitados, mesmo à custa de sua própria tranqüilidade. Assim educavam as filhas a serem generosas de
modo especial com as obras missionárias da Igreja.

Desejavam que suas filhas se consagrassem a Deus, mas nunca lhes sugeriam isso, acolhendo com alegria generosa a entrada de cada uma das quatro para o Carmelo, a última sendo Teresinha, e de Leônia para a Congregação da Visitação. As filhas sempre tinham o testemunho de amor entre seus pais, de oração, de amor à Igreja, especialmente aos
sacerdotes, e de generoso serviço ao próximo, de mortificação, modéstia e fidelidade.

Acolhamos este testemunho de santidade em família, composto por pequenas ações, mas grandeza de alma, envolvendo tudo no amor com espírito de fé.


Bem-aventurados Luís e Zélia, intercedam pelos casais carmelitas, para que sejam abundantemente abençoados na realização da vontade de Deus em suas vocações!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

“Família não é invenção humana, é criação de Deus”, afirma Dom Dimas Lara

Na 2ª Peregrinação Nacional das Famílias a Aparecida

APARECIDA, quarta-feira, 2 de junho de 2010 (ZENIT.org).

- "Família é patrimônio da humanidade, já disse o papa Bento XVI. Está na hora de começarmos a resgatar este patrimônio, não apenas histórico, mas que brota do próprio coração de Deus. Família não é invenção humana, é criação do próprio Deus sonhada desde toda eternidade, desde toda criação", ressaltou dom Dimas por ocasião da 2ª Peregrinação Nacional das Famílias, evento que aconteceu nos dias 29 e 30, em Aparecida (SP).
Romarias de várias partes do Brasil estiveram presentes durante todo o domingo, 30, nas Celebrações Eucarísticas que aconteceram no Santuário Nacional Nossa Senhora Aparecida. A peregrinação é organizada pela Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB.
O tema do evento deste ano foi "Família, formadora dos valores humanos e cristãos". Muitos bispos e sacerdotes acompanharam as romarias de suas dioceses e paróquias.
Na celebração das 10h, o secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, lembrou que as famílias do nosso país são chamadas a viver em comunhão com a Santíssima Trindade.
Para o arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, a família é a base de tudo e é insubstituível. "A família é importantíssima e insubstituível na formação da pessoa, por isso refletimos que é formadora de valores humanos e cristãos".
Estiveram presentes o arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer; o arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno; o bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Antônio Augusto Dias Duarte; o bispo auxiliar de Salvador, dom João Carlos Petrini; o bispo responsável pela Pastoral Familiar no estado de São Paulo, dom Paulo Roxo; o bispo de Jataí (GO), dom José Luiz Majella Delgado; o bispo de Santo André (SP) e presidente do Regional Sul 1 da CNBB, dom Nelson Westrupp.
2009
A primeira Peregrinação Nacional da Família aconteceu no dia 24 de maio de 2009 e reuniu 130 mil pessoas no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, sendo que pelo menos 40 mil participaram diretamente do evento. Na ocasião, o presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, dom Orlando Brandes, afirmou que o evento tinha por objetivo "despertar o brasileiro para o valor e a centralidade da família diante de tantas crises que passamos na atualidade". Ele disse ainda que "esse evento só vem confirmar a necessidade de defender a família, fortalecer, ajudar e apoiar os congressistas para observarem o seu valor primordial, para que assim eles possam ter base para aprovar urgentemente as causas de tão importante parcela da população brasileira".
(Com CNBB)

domingo, 30 de maio de 2010

A FAMÍLIA, COMUNIDADE EVANGELIZADORA

1. Crise da educação da fé na família

Ainda não vai longe o tempo em que na nossa família havia praticamente uma comunidade religiosa espontânea. Os pais tinham a preocupação de educar os filhos na fé e nos valores religiosos em que acreditavam. A fé cristã passava de pais a filhos com naturalidade.


Hoje damos conta de que os tempos mudaram como mudou a sociedade e o ambiente familiar. São propostos valores novos e desprezados os velhos; a consciência e os costumes sociais modificaram-se notavelmente; algumas certezas transformaram-se em dúvidas. Ensina-se mais facilmente a ocupar os primeiros lugares, a ganhar mais, a ser mais espectacular que os outros.


A pressão social leva a fazer dos próprios filhos personagens de relevo, atletas, homens e mulheres de sucesso, competitivos na sociedade de bem estar. E esquece-se de ajudá-los a adquirir as virtudes que os tornam verdadeiramente humanos e cristãos: a honestidade, a lealdade, a justiça, a bondade, a fé.


O pluralismo cultural da nossa sociedade penetra dentro da família com as mais variadas e contrapostas ideias e modos de viver. Revela-se hoje uma falta geral de comunicação entre as gerações. Os filhos começam a distanciar-se das tradições religiosas e morais dos pais. Os modelos de vida de outrora foram substituídos por outros publicitados com insistência pelos mass-media segundo critérios bem finalizados. Por vezes ouve-se a lamentação de alguns jovens: "não temos modelos adultos dignos de crédito".


Esta situação nova põe-nos interrogações sobre as quais devemos refletir e dialogar:
- É ainda possível e necessário os pais assumirem a responsabilidade da educação da fé dos filhos?

- A maioria dos pais sente essa responsabilidade?
- Que dificuldades experimentam? O que os leva a afastarem-se dessa tarefa?
- É possível viver e testemunhar a fé em família e como família?

2. A missão evangelizadora da família no projeto criador e salvador de Deus

Na celebração do casamento, os esposos cristãos assumem já, perante Deus e a comunidade cristã, a missão da educação dos filhos na fé:

"Está disposto(a) a receber das mãos de Deus os filhos e a educá-los segundo a lei de Cristo e da Sua Igreja?"


De igual modo, na celebração do batismo, os pais renovam este compromisso:

"Ao pedir o Batismo para o vosso filho, tendes consciência do compromisso que assumis, de o educar na fé cristã?"


E na bênção final, o celebrante faz a seguinte invocação:

"Deus todo poderoso, que dá a vida terrena e celeste, abençoe o pai desta criança para que juntamente com a esposa, pela palavra e pelo exemplo, seja para o seu filho a primeira testemunha da fé, em Jesus Cristo, Nosso Senhor".


Estes textos tirados da liturgia do casamento e do batismo mostram-nos como os pais, com o seu amor são colaboradores de Deus na obra da criação ao transmitir o dom da vida. E através da educação são também chamados a ser colaboradores de Deus no projeto da salvação, ajudando a crescer e viver uma vida plenamente humana. Não basta só dar-lhes o pão para a boca. É necessário também proporcionar-lhes o pão da cultura e do espírito. Esta missão educadora de toda a família é elevada, pelo sacramento do matrimônio, à dignidade de evangelização e de educação da fé.


"A missão educadora da família exige que os pais cristãos proponham aos filhos todos aqueles conteúdos que são necessários para o gradual amadurecimento da sua personalidade de um ponto de vista cristão... O Sínodo apresentou a missão educativa da família cristã como um verdadeiro ministério, por meio do qual é transmitido e irradiado o Evangelho de modo que a própria vida familiar se torna itinerário de fé e, de algum modo, iniciação cristã e escola do seguimento de Cristo. Na família, consciente deste dom, como escreveu João Paulo lI, t0dos os membros evangelizam e são evangelizados" (F. C. 39).


Deus confia aos pais, em primeiro lugar, esta tarefa precisamente porque os torna seus colaboradores diretos no projeto da criação e da salvação. E capacita-os para isso com o dom da participação no seu amor de Pai revelado em Jesus Cristo, que eles por sua vez devem testemunhar e transmitir.


Na família "os pais devem ser para os filhos os primeiros anunciadores da fé" (LG.11 e 41; os esposos devem ser "um para o outro e para os filhos testemunhas da fé e do amor de Cristo" (LG. 35); cooperadores da fé, reciprocamente, em relação aos filhos e a todos os outros familiares" AA.11).


Um casal cristão está pois investido de uma verdadeira missão evangelizadora: ser para os filhos uma proposta viva de fé. O casal se preocupará em que a mensagem cristã chegue aos filhos com o máximo de autenticidade e compreensão. E a mensagem tornar-se-á mais viva pelo testemunho da sua experiência de fé.

3. Âmbitos da missão evangelizadora da família

3.1. O testemunho em família

A evangelização a que é chamado o casal cristão é, antes de mais nada, a do testemunho: o testemunho de um amor conjugal e de pais, vivido na fé e encarnado no cotidiano familiar. A evangelização em família evitará assim o risco de um doutrinamento vazio, estéril e até contraproducente.


Por outro lado, saberá abrir-se ao diálogo e adaptar-se, pacientemente, aos ritmos interiores do crescimento da fé e da sua compreensão, usando estratégias educativas diversas segundo a idade.


Se, não obstante todos os esforços educativos dos pais, o seu desejo de ver os filhos crescer numa fé viva e comprometida resultar frustrado, nem por isso deverão sentir-se fracassados como pais. É pedido que sejam testemunhas, mas não o ter êxito... O importante e necessário é caminhar com dedicação no itinerário da iniciação à fé cristã. Os pais são evangelizadores com a vida, o ensino, o acompanhamento e a partilha.

3.2 - O compromisso na edificação da Igreja

A missão evangelizadora da família não se esgota na educação cristã dos filhos. Há uma série de serviços de evangelização na comunidade cristã a que uma família cristã é chamada a dar o seu contributo: na preparação específica dos noivos para o sacramento do matrimônio; na catequese familiar e paroquial; na promoção das vocações de consagração; na evangelização de outros esposos e famílias e na programação pastoral da comunidade paroquial,etc.

3.3. O compromisso no mundo

A família cristã não vive só para si, fechada em si mesma. Está também ao serviço do mundo para a construção do Reino de Deus. É chamada a testemunhar o amor universal de Deus a toda a família humana (humanidade). À família abrem-se também os campos da evangelização da sociedade, da convivência social: na escola em nome da participação dos filhos, na política familiar em nome da dignidade (direitos e deveres) da família, na solidariedade social.


"As famílias, quer singularmente, quer associadas, podem e devem dedicar-se a múltiplas obras de serviço social especialmente a favor dos pobres e de todas aquelas pessoas e situações que a organização da previdência e assistência públicas não consegue atingir." (FC.44).

4. Pistas para reflexão (diálogo ou trabalho de grupos)

A educação cristã antes ainda de um ensinamento explícito religioso: um ambiente, um conjunto de grandes e pequenos gestos, de encontros, de relações, de palavras e de silêncios. Deste clima nasce também a oração em família que não é tanto um 'fazer rezar" os filhos, mas antes um "rezar com eles". O que é necessário na nossa família para criar este ambiente?

5. Oração

Meditar em partilha Jo. 1,37-51 ou Cor. 9, 16-23. Quem encontrou Jesus fala d'Ele a um irmão ou amigo e convida-o a unir-se ao grupo, mas antes de convidar os outros, o discípulo vive uma experiência de intimidade com o Mestre. A partir da meditação fazer uma oração espontânea. "

Fonte: Textos de Reflexão - Congresso Diocesano da Família - Dez. 94 -Porto.
Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar - Diocese do Porto

O coração é o nosso orgão mais vital

"Olá família amada!!! Que a paz e a graça de nosso SenhorJesus Cristo esteja com cada um de vocês!

Estou aqui "inspiradíssimo". Acabei de assistir uma pregação do Pe Léo: "Matrimônio e o regime de pecado". Preciso nem dizer que é fantástica não é? E hoje vou tentar ser ousado, vou pegar o gancho do Pe Léo aqui, e tentar falar hoje para os casais. Para os casados e para os que estão namorando ou noivos.

Pe Léo em vários momentos dessa pregação falou que quando algum câncer afeta algum de nossos órgãos, nós amputamos esses órgãos e conseguimos a cura. Por exemplo: se o câncer está no dedo, cortamos o dedo e nos curamos. Se está numa perna, amputamos parte da perna e nos curamos.

Mas, se o câncer afeta um "órgão vital", aí a cura se torna muito mais difícil e por vezes não a alcançamos. E ele ressalta que os órgãos vitais de um casal, casados na Igreja, são os órgãos genitais, pois é através deles em que eles reproduzem Deus.

Ele ainda diz que nós seres humanos somos diferentes dos animais, pois eles reproduzem suas espécies, e nós não. Nós reproduzimos Deus! Tomando com base essas sábias e ungidas palavras. Eu fiquei a pensar, e tenho a ousadia de afirmar que o coração de cada parceiro do casal é tão vital como os genitais, senão for mais vital ainda.

O nosso coração é o órgão mais vital. Qualquer enfermidade sobre ele, nos leva a perecer. Pe Léo nos diz que um casal tem a escolha de reproduzir Deus ou o encardido. Sempre será um ou outro, não existe neutralidade aqui.

E ainda diz que muitas vezes o casal não consegue comunhão, não é por causa de incompatibilidade de gênios ou qualquer outra coisa, mas sim por causa do "pecado". Mas ressalta que "Jesus tirou O pecado do mundo", "Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo".

Vamos aprofundar isso. Somos seres muito limitados. Mas Deus colocou um potencial de amor infinito em nossos corações. E porque de fato não conseguimos amar com toda a plenitude? Porque simplesmente ao longo de nossas vidas nós carregamos nossos pecados, carregamos um coração ferido e machucado.

É a pura verdade, o nosso coração ferido nos faz perder a liberdade. A liberdade em amar, em ser sincero, em não ter medo de sermos nós mesmos, passamos a viver mascarados. Como ele "é um sacrário inviolável", o encardido aos poucos vai criando uma casca ao redor dele, o Pe Léo trabalha isso muito bem na pregação, "Quebre a casca do seu coração".

Com o coração retrancado dentro de uma casca, perdemos a espontaneidade. Por isso muitos casais hoje não conseguem vivenciar a plenitude do sacramento do Matrimônio. Que já inicia no namoro como os joguinhos de se fazer difícil, de não dar o carinho e amor que lá no fundo de fato nós queríamos dar e não damos muitas vezes para mostrar que nós somos mais fortes, superiores.

Erro fatal, o maior poder que nós temos é o de amar. É o de ser livre. Vemos hoje muitas mulheres pegando no pé dos maridos por causa do futebol de fim de semana. Muito homens impedindo as mulheres de reverem suas amigas e até mesmo a família. Esse jogos massacram o coração do outro, é uma ofensa lenta e gradativa.

Aos poucos o deixamos de reproduzir o céu para o outro. Passamos a reproduzir o inferno. Com isso o casal perde um dos maiores dons que Deus lhes deu: Se unir numa só carne! Tudo se altera a partir daí. Até o sexo santo e puro, deixa toda sua pureza e passa a ser um sexo encardido, um sexo pornógrafico. O corpo que é um sacrário, passa a ser apenas um objeto de prazer.

Portanto, essa reflexão é muito importante. Precisamos diagnosticar quais são as áreas de nossas vidas que estão "doentes" ou melhor "enfermas". Muitos casais estão "enfermos" e não sabem, até se respeitam, se tratam bem, mas lá no fundo do seus corações, há mágoas, ressentimentos não trabalhados, não dialogados com sinceridade, e o triste é que eles nem sabem que estão ressentidos.

O casal precisa trabalhar o diálogo sincero, franco, não para machucar e jogar na cara do outro: Você me machucou, você me feriu! Mas precisa aprender a dialogar, para trabalhar as mágoas, os ressentimentos, juntos fazerem uma reciclagem do lixo emocional, sentimental e transformarem tudo isso em oração.

O casal que não reza junto, que não reza um pelo outro, que não reza um com o outro, não é um casal. Precisam e devem rezar pela cura do coração um do outro, precisam aprender a rezar pela cura dos traumas do outro, traumas da infância, de quem muitas vezes foi rejeitado pelos pais, pelos amigos, rejeitado muitos vezes até na gestação, ou foi gerado por acidente, gerado de forma errada encardida.

Precisam rezar pelo perdão mútuo, aprenderem a pedir perdão um ao outro, pedir perdão não é pedir desculpa, é abrir o coração de forma sincera, desejar o perdão, desejar perdoar, é olhar para o companheiro, para a companheira inaugurando-o em cada momento.

Quando as mágoas forem muitas, vão curando aos poucos, quando as palavras não são palavras de quem quer a cura, de quem não sabe pedir o perdão, de quem não sabe por onde começar ou o que fazer, DÊ UM ABRAÇO! Mas não é um abraço qualquer. Pe Léo diz que é no abraço que sentimos a alma do outro.

É um abraço de reconciliação, de perdão, de amor, de alguém que quer amar e não está conseguindo. De alguém que estava amando de forma estragada, mas quer consertar isso, quer curar. Abraço de alguém que já foi muito machucado, machucada, mas quer começar uma nova história.

O coração é o órgão mais vital, então juntos, reflitam sobre como está o coração de um de vocês. Onde está a mágoa, a enfermidade, o ressentimento? Partilhem isso, usem da graça que é ser um casal unido pela bênção de Deus. Vocês são canais do amor de Deus, não deixem essa graça passar.

O amor é a força mais potente que já se conheceu. O amor é capaz de curar a pior mágoa, o pior ressentimento, a pior ofensa. Mas o amor sem a oração sincera, sem a intimidade com Deus, não é amor, contêm fragmentos do amor, mas não é amor. O amor que é alicercado em Deus, esse sim é capaz de coisas inimagináveis.

Portanto, meus irmãos fica essa reflexão para todos os casais que desejam ter um relacionamento em Cristo Jesus. A todos nós que não somos casados fica a missão de rezarmos por esse casais, para que eles sejam casais a luz do amor da Trindade Santa, sejam reflexos do amor de Deus, sejam reflexos da comunhão da Trindade.

Um imenso abraço, um abraço verdadeiro, repleto do meu carinho e minhas orações pelos casais... "

Jonathan Melo (27.05.2010)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O Apostolado da Família segundo o Concílio Vaticano II


"O criador de todas as coisas constituiu o vínculo conjugal princípio e fundamento da sociedade humana e fê-lo, por sua graça, sacramento grande em Cristo e na Igreja (cf. Ef. 5, 32). Por isso, o apostolado conjugal e familiar tem singular importância tanto para a Igreja como para a sociedade civil.

Os esposos cristãos são cooperadores da graça e testemunhas da fé um para com o outro, para com os filhos e demais familiares. Eles são os primeiros que anunciam aos filhos a fé e os educam. Formam-nos, pela palavra e pelo exemplo, para a vida cristã e apostólica. Ajudam-nos com prudência a escolher a sua vocação e fomentam com todo o cuidado a vocação de consagração porventura neles descoberta.

Foi sempre dever dos esposos e hoje é a maior incumbência do seu apostolado: manifestar e demonstrar, pela sua vida, a indissolubilidade e a santidade do vínculo matrimonial; afirmar vigorosamente o direito e o dever próprio dos pais e tutores de educar cristãmente os filhos; defender a dignidade e legítima autonomia da família. Cooperem, pois, eles e os outros cristãos, com os homens de boa vontade para que estes direitos sejam integralmente assegurados na legislação civil. No governo da sociedade, tenham-se em conta as necessidades familiares quanto à habitação, educação dos filhos, condições de trabalho, seguros sociais e impostos. Ao regulamentar a migração salve-se sempre a convivência doméstica.

Foi a própria família que recebeu de Deus a missão de ser a primeira célula vital da sociedade. Cumprirá essa missão se se mostrar, pela piedade mútua dos seus membros e pela oração feita a Deus em comum, como que o santuário doméstico da Igreja; se toda a família se inserir no culto litúrgico da Igreja e, finalmente, se a família exercer uma hospitalidade actuante e promover a justiça e outras boas obras em serviço de todos os irmãos quê sofrem necessidade.

Podem enumerar-se, entre as várias obras de apostolado familiar, as seguintes: adoptar por filhos crianças abandonadas, receber com benevolência estrangeiros, coadjuvar no regime das escolas, auxiliar os adolescentes com conselhos e meios materiais, ajudar os noivos a prepararem-se melhor para o matrimónio, colaborar na catequese, auxiliar os esposos e as famílias que se encontram em crise material ou moral, proporcionar aos velhos não só o necessário, mas também fazê-los participar, com equidade, dos frutos do progresso económico.

As famílias cristãs, pela coerência de toda a sua vida com o Evangelho e pelo exemplo que mostram do matrimónio cristão, oferecem ao mundo um preciosíssimo testemunho de Cristo, sempre e em toda a parte, mas sobretudo naquelas regiões em que se lançam as primeiras sementes do Evangelho ou em que a Igreja está nos começos ou atravessa alguma crise grave.

Pode ser oportuno que as famílias se, unam em certas associações para mais fàcilmente poderem atingir os fins do seu apostolado" ( Decreto sobre o Apostolado dos Leigos / Concílio Vaticano II).

sábado, 22 de maio de 2010

Santos que foram Casados

Muitas pessoas pensam que somente, freiras e padres podem ser reconhecidos como santos pela igreja, porém o que poucos sabem é que alguns santos de nossa igreja foram casados, e vivendo nesse chamado do matrimônio conseguiram alcançar a verdadeira santidade.

Relembrando… No Concílio do Vaticano II há uma consideração:
"É evidente que todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade" (Lumen Gentium nº 40).
e nos esclarece ainda mais com essa outra consideração:
"Todos os fiéis cristãos, nas condições, tarefas ou circunstâncias de sua vida, e através disso tudo, dia a dia mais se santificarão, se com fé tudo aceitarem da mão do Pai celeste e cooperarem com a vontade divina, manifestando a todos, no próprio serviço temporal, a caridade com que Deus amou o mundo" (ib. nº 41).

O matrimônio abençoado por Deus é um estado de vida que santifica os cônjuges. Deus concede aos esposos e esposas a graça necessária para que, atendendo aos afazeres e compromissos respectivos, mais e mais se unam ao Senhor e cheguem à perfeição cristã, foi dessa maneira que algumas pessoas casadas foram reconhecidas pela nossa Igreja como santos.
Podemos citar alguns deles:

Maridos Santos:
- Gregório de Nissa (394)
Natural do Ponto, Capadócia, Gregório nasceu por volta de 335. Era irmão de São Basílio. Antes de se tornar bispo de Nissa, Gregório de Nissa foi casado, mas não demorou muito ficou viúvo, quando tudo abandonou para viver na solidão em companhia do irmão Basílio, às margens do rio Íris.Foi sagrado bispo de Nissa por Basílio, que havia assumido na Capadócia a luta contra o arianismo, doutrina que negava a natureza divina de Jesus.
- Paulino de Nola ( 431),
- Estêvão, rei da Hungria (1038),
- Omobono de Cremona (1197),
- Luís IX, rei da França (1272),
Nasceu São Luís no Castelo de Poissy, a 30 quilômetros de Paris, no dia 25 de abril de 1215, quando em toda a Cristandade procissões solenes comemoravam o dia de São Marcos. No dia 27 de maio de 1235, pouco depois de completar 20 anos, casou-se com Margarida, filha mais velha de Raimundo Béranger, Conde de Provence e de Forcalquier, e de Beatriz de Sabóia. Era uma princesa que a graça e a natureza haviam dotado de toda sorte de perfeições, e que lhe daria, ao longo de uma santa e harmoniosa existência, 10 filhos, cinco homens e cinco mulheres. Acompanhou ela o jovem esposo na sua primeira expedição além-mar, e após a morte deste, retirou-se no Mosteiro de Santa Clara, onde terminou seus dias em 20 de dezembro de 1285. Seu corpo, precedido e seguido por pobres, que a chamavam de mãe, foi enterrado em Saint-Denis.
- Nicolau de Flüe, patrono da Suíça (1487),
- Tomás Moro, ministro do rei Henrique VIII da Inglaterra (1535),
- São Pedro, apóstolo
Viúvos Santos:
- Raimundo Zanfogni (1200),
- Henrique de Bolzano (1315),
- Bem-aventurado Bartolo Longo (1926).
Esposas Santas:
- Perpétua de Cartago (202),
- Margarida da Escócia (1093),
- Anna Maria Taigi (1837).
Viúvas Santas:
- Mônica, mãe de S. Agostinho (387),
Mãe de Santo Agostinho. Nasceu em Tagaste (Norte da África) em 332. Com o coração compungente acompanhou a vida dissoluta e dedicada à heresia maniqueísta de seu filho Agostinho. E por ele orava. O grande bispo Santo Ambrósio, que tinha se tornado muito amigo de Agostinho e de sua mãe, teve também um papel muito importante na conversão do futuro doutor da Igreja. Em 386, Agostinho anunciou sua conversão ao cristianismo. Mônica é um modelo para as mães cristãs. Ela provou com a sua fé que " tudo pode ser mudado pela força da oração. " Morreu aos 55 anos. Sobre ela, Santo Agostinho escreveu: "Ela me gerou seja na sua carne para que eu viesse à luz do tempo, seja com o seu coração para que eu nascesse à luz da eternidade ".
- Brígida da Suécia (1373),
- Rita de Cássia (1456),
No dia 22 de maio celebramos a vida santa da esposa, mãe, viúva e depois religiosa : Santa Rita de Cássia que tornou-se popular pela sua intercessão em casos impossíveis. Nascida em 1381 de uma pobre família que muito bem comunicou-lhe a riqueza que é viver o Evangelho.  Desde pequena manifestava sua grande devoção a Nossa Senhora, confiança na intercessão de São João Batista e de Santo Agostinho.No coração de Santa Rita crescia o desejo da vida religiosa, porém foi casada pelos pais com Paulo Ferdinando, que de início aparentava de boa índole, porém começou a se mostrar grosseiro, violento e fanfarrão. Santa Rita de Cássia grande intercessora sofreu muito com o esposo, até que este foi assassinado e acabou gerando nos dois filhos gêmeos grande revolta e vontade de vingança. Santa Rita de Cássia se entregava constantemente a oração, e ao testemunho de caridade, tanto que perdoou o esposo e assassinos, mas infelizmente perdeu cedo os filhos. Como viúva conseguiu a graça de entrar na vida religiosa. Chagada, e em meio a novas situações humanamente impossíveis, conseguiu superar com a graça de Deus todos os desafios pela santidade.
- Luísa de Marillac ( 1660),
Casais Santos:
- Henrique Imperador da Alemanha (1024) e Cunegundes,
- Isidoro (1130) e Maria Toribia,
- Lucchese (século XIII) e Buonadonna,

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Bispo testemunha que sua Mãe o salvou do aborto!


"O jornal espanhol La Razón divulgou a história de Dom Víctor Galeone, Bispo da diocese de San Agustín, no estado da Flórida, cuja sua mãe se negou a abortá-lo durante uma das piores crises econômicas nos Estados Unidos.

A vida de Dom Galeone mudou no Dia da Mãe de 1970, quando sua mãe Rita confessou-lhe que quando o levava no ventre, uma trabalhadora social a ameaçou de retirar a ajuda do Governo se é que ela não o abortava.

Em 1935 Rita Galeone tinha três filhos e quando percebeu que esperava o quarto menino, foi a uma assistente social porque seu marido, imigrante italiano, levava tempo procurando emprego e o único que conseguia eram trabalhos temporários mal remunerados.

Conforme declarou o agora Bispo à revista St. Augustine Catholic, a assistente "recomendou" sua mãe que procurasse um médico para recuperar seu período menstrual.

Rita percebeu que a funcionária estava propondo que ela abortasse e se negou rotundamente. A assistente disse que ter este menino seria um engano e uma irresponsabilidade ante as carências da família.

A assistente ameaçou Rita de que o Governo retiraria as ajudas que as famílias recebiam durante a crise, como os dois tickets que davam direito a uma sacola de feijões secos a cada duas semanas e um pouco de carvão para o inverno. Seu marido sempre a apoiou e estava seguro de que Deus os recompensaria por ter o bebê.

A mãe do Dom Galeone, revelou-lhe a história de seu nascimento quando este lhe contou que estava por ir-se aos Andes peruanos durante cinco anos como missionário. Sua mãe, emocionada até as lágrimas, decidiu que era tempo de contar-lhe o ocorrido.

O Bispo conta que não pôde dormir depois de ouvir a história de sua mãe. "Pela primeira vez em minha vida compreendi o que significa o presente da vida, e o precioso que é", recordou.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

"Para estabelecer uma relação de amizade com cada um"



"Recordei aos pequeninos e aos adultos que Deus não está distante de nós, num lugar inalcançável do universo; ao contrário, em Jesus, Ele aproximou-se de nós para estabelecer uma relação de amizade com cada um.

Cada comunidade crista, e em particular a paróquia, graças ao compromisso constante de cada um dos seus membros, está chamada a tornar-se uma grande família, capaz de proceder unida pelo caminho da vida verdadeira."

(Audiência Geral do Papa Bento XVI em 20 de setembro de 2006).

"A mulher apresenta-se diante do homem como mãe, sujeito da nova vida humana" (Papa João Paulo II)



"Segundo Gênesis 4, 1, quem conhece é o homem e quem é conhecido é a mulher-esposa, como se a específica determinação da mulher, através do próprio corpo e sexo, escondesse aquilo que forma a profundidade mesma da sua feminilidade. O varão, porém, é aquele que — depois do pecado — foi o primeiro a sentir a vergonha da nudez e o primeiro que disse: Cheio de medo, porque estou nu, escondi-me (Gén. 3, 10).

Será necessário voltar ainda separadamente ao estado de espírito de ambos, depois da perda da inocência original. Já desde agora, porém, é preciso verificar que, no «conhecimento», de que fala Gênesis 4, 1, o mistério da feminilidade se manifesta e revela até ao fundo mediante a maternidade como diz o texto: «concebeu e deu à luz».

A mulher apresenta-se diante do homem como mãe, sujeito da nova vida humana, que nela é concebida e se desenvolve, e dela nasce para o mundo. Assim se revela também até ao fundo o mistério da masculinidade do homem, isto é, o significado gerador e «paterno» do seu corpo.

A teologia do corpo, encerrada no Livro do Gênesis, é concisa e sóbria de palavras. Ao mesmo tempo, encontram nela expressão conteúdos fundamentais, em certo sentido primários e definitivos. Todos se encontram a seu modo naquele «conhecimento» bíblico. Diferente da do varão é a constituição da mulher; mais, sabemos hoje que é diferente até às determinantes biofisiológicas mais profundas. Manifesta-se exteriormente só em certa medida, na construção e na forma do corpo.

A maternidade manifesta tal constituição dentro de si, como particular potencialidade do organismo feminino, que devido à capacidade criadora serve para a concepção e geração do ser humano, com o concurso do varão. O «conhecimento» condiciona a geração.

A geração é perspectiva, que o varão e a mulher inserem no «conhecimento» recíproco dos dois. Por isso ultrapassa ele os limites de sujeito-objecto, quais o varão e a mulher parecem ser reciprocamente, dado indicar o «conhecimento», por um lado, aquele que «conhece» e, por outro, aquela que é «conhecida» (ou vice-versa).

Neste «conhecimento» está também a consumação do matrimônio, o "consummatum" específico; assim se obtém a consecução da «objectividade»do corpo, escondida nas potencialidades somáticas do varão e da mulher, e ao mesmo tempo a consecução da objectividade do homem que «é» este corpo. Mediante o corpo, a pessoa humana é «marido» e é «esposa»; ao mesmo tempo, neste acto particular de «conhecimento», por meio da feminilidade e masculinidade pessoais, parece obter-se também a descoberta da «pura» subjectividade do dom: isto é, a mútua realização de si no dom.

A procriação faz que «o varão e a mulher (sua esposa)» se conheçam reciprocamente no «terceiro», originado de ambos. Por isso, este «conhecimento» torna-se descoberta, em perto sentido revelação do novo homem, no qual ambos, varão e mulher, se reconhecem a si mesmos e no qual reconhecem a humanidade de ambos, a imagem viva de ambos.

Em tudo isto, que é determinação de ambos por meio dos corpos e dos sexos, o «conhecimento» inscreve um conteúdo vivo e real. Portanto, o «conhecimento», em sentido bíblico, significa que a determinação «biológica» do homem, por parte do seu corpo e sexo, deixa de ser alguma coisa de passivo, e atinge nível e conteúdo específicos, próprios de pessoas autoconscientes e autodeterminantes; portanto, esse conhecimento comporta especial consciência do significado do corpo humano, ligado à paternidade e à maternidade.

Toda a constituição exterior do corpo da mulher, o seu aspecto particular e as qualidades que, juntas à força de um perene atractivo, estão na origem do «conhecimento», de que fala Gênesis 4, 1-2 («Adão uniu-se a Eva sua mulher»), encontram-se em união íntima com a maternidade.

A Bíblia (e em seguida a liturgia), com a simplicidade que lhe é própria, honra e louva através dos séculos as entranhas que te trouxeram e os seios que te amamentaram (Lc. 11, 27). Constituem estas palavras elogio da maternidade, da feminilidade e do corpo feminino na sua expressão típica do amor criador. E são palavras referidas no Evangelho à Mãe de Cristo, Maria, segunda Eva. A primeira mulher, por sua vez, no momento em que primeiro se revelou a maturidade maternal do seu corpo, quando «conheceu e deu à luz», disse: Gerei um homem com o auxílio do Senhor (Gn. 4, 1).

Estas palavras exprimem toda a profundidade teológica da função de gerar-procriar. O corpo da mulher torna-se lugar da concepção do novo homem. No seu seio, o homem concebido assume o aspecto humano próprio, antes de ser dado ao mundo. A homogeneidade somática do homem e da mulher, que encontrou a sua primeira expressão nas palavras: É o osso dos meus ossos e a carne da minha carne (Gn. 2, 23. ) é confirmada, por sua vez, pelas palavras da primeira mulher-mãe: «Gerei um homem».

A primeira mulher que deu à luz tem consciência plena do mistério da criação que se renova na geração humana. E tem ainda plena consciência da participação criadora que Deus exerce na geração humana, obra sua e do seu marido, pois diz: «Gerei um homem com auxílio do Senhor».

Não pode haver nenhuma confusão entre as esferas de acção das causas. Os primeiros progenitores transmitem a todos os pais humanos — mesmo depois do pecado, juntamente com o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, e quase no limiar de todas as experiências «históricas»— a verdade fundamental acerca do nascimento do homem à imagem de Deus, segundo as leis naturais.

Neste novo homem — nascido da mulher-mãe por obra do homem-pai — reproduz-se cada vez a mesma «imagem de Deus», daquele Deus que formou a humanidade do primeiro homem: Deus criou o homem à Sua imagem;... Ele os criou homem e mulher (Gn. 1, 27).

Embora existam profundas diferenças entre o estado de inocência original e o estado de pecado hereditário do homem, aquela «imagem de Deus» constitui uma base de continuidade e de unidade. O «conhecimento», de que fala Génesis 4, 1, é o acto que origina o ser, isto é, em união com o Criador, estabelece um novo homem na sua existência. O primeiro homem na sua solidão transcendental, tomou posse do mundo visível, criado para ele, conhecendo e impondo os nomes aos seres vivos (animalia).

O mesmo «homem», como varão e mulher — conhecendo-se reciprocamente nesta específica comunidade-comunhão de pessoas, na qual o homem e a mulher se unem tão estreitamente entre si que se tornam «uma só carne» — constitui a humanidade, isto é, confirma e renova a existência do homem como imagem de Deus. Cada vez, por assim dizer, retomam ambos, homem e mulher, esta imagem indo buscá-la ao mistério da criação e transmitem-na «com a ajuda de Deus-Javé».

As palavras do Livro do Gênesis, que são testemunho do primeiro nascimento do homem na terra, encerram ao mesmo tempo, em si, tudo o que se pode e deve dizer da dignidade da geração humana." (AUDIÊNCIA GERAL do Papa João Paulo II em 12 de Março de 1980).